Edmundo ou Eustáquio: qual o pior erro?

Após ter sido curado por Aslam, Eustáquio se encontrou primeiramente com Edmundo e lhe contou o ocorrido. O encontro dos dois personagens foi proposital para Lewis, os dois garotos tinham histórias parecidas, tiveram suas vidas transformadas em Nárnia e era importante que naquele momento só quem realmente experimentou da redenção de Aslam poderia compreender o outro.

Eustáquio estava constrangido pelo que tinha feito anteriormente e pediu desculpas a Edmundo, mas ele lhe respondeu:

— Não tem a menor importância. Cá entre nós, você foi menos chato do que eu na minha primeira viagem a Nárnia. Você apenas foi um pouco boboca, mas eu banquei o traidor.

Estamos então diante de dois personagens de temperamento difícil, que deram trabalho aos outros e levaram um belo susto – o diálogo do traidor com o boboca. Se passaram, de certa forma, como vilões da história… MAS, o que muda tudo, é que tiveram sua história transformada.

Não podemos julgá-los de forma alguma pelos seus atos. A história deles teve começo, meio e fim. Por sorte o fim de um não foi morrer na Mesa de Pedra e o do outro não foi morrer como um dragão guardião de um tesouro.

Para Nárnia e para Aslam, não importa o que fizemos, mas o que somos hoje. Cada um precisou aprender de uma forma, alguns deram mais trabalho, outros já aprenderam facilmente, como foi com Lúcia. O importante é que Aslam está no controle, mesmo quando enfeitiçados por ilhas mágicas ou pelos nossos próprios equívocos, ele sempre nos socorre.

O pior erro não existe, existe sim o grande acerto! E depois de tudo o que passou, Eustáquio acertou muito, tenha a certeza.

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada. E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/edmundo-ou-eustaquio-qual-o-pior-erro.html

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Eustáquio: a conversão de um perseguidor

A trajetória de Eustáquio em A Viagem do Peregrino da Alvorada é muito parecida com a da figura bíblica de Paulo de Tarso. Ambos tinham o temperamento forte, perseguiam os que tinham uma fé diferente, o destino lhes deu um susto e acabaram por se tornar defensores daquilo que antes condenavam.

Paulo era um judeu culto, ligado ao grupo dos fariseus – que seguiam rigorosamente as tradições de sua religião e perseguiam um grupo novo que estava surgindo: os cristãos. Em uma dessas missões de perseguição aos cristãos, em Damasco, Jesus apareceu a ele numa luz e lhe disse: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos dos Apóstolos 9,1-22). Ele caiu do cavalo, ficou cego e precisou ficar uns dias na cidade até ser socorrido por um dos cristãos que o curou milagrosamente da cegueira. A história bíblica conta que no momento da cura saíram “escamas” de seus olhos. Depois disso, Paulo foi batizado e tornou-se um dos principais propagadores do Cristianismo, levando até o título de apóstolo (o único apóstolo que não conheceu Jesus “pessoalmente”).

Eustáquio era um pseudo-intelectual, gostava de ler livros instrutivos, mas queria mesmo era ver os animais mortos, espetados como peças de coleção. Seu prazer era perseguir os primos, principalmente porque detestava a tal “fé” que tinham em um mundo chamado Nárnia. Coitado! Acabou indo parar em Nárnia com eles e teve dias difíceis em alto-mar – até foi preso como escravo. Mesmo assim, isso não bastou para que melhorasse seu comportamento, permaneceu hostil até o fim, revoltado e fazendo questão de demonstrar seu ódio. Foi em uma das ilhas que o garoto recebeu a lição de sua vida, ao escapar de ajudar o grupo para dormir escondido, ele encontrou um tesouro, quis roubá-lo e transformou-se em um dragão. Quando se arrependeu de tudo o que fez, Aslam lhe socorreu e lhe tirou da condição de dragão, arrancando-lhe com as garras as escamas e o lavando com a água de um poço. Eustáquio mudou radicalmente de comportamento, tornou-se um verdadeiro Filho de Adão e foi herói na história de A Cadeira de Prata, mesmo não chegando a ser oficialmente um rei de Nárnia.

Essas duas histórias nos mostram o caminho de transformação para a vida de muitos – de perseguidor a defensor, de arrogante a misericordioso.  Passa-se pelo extremo do ódio, para o susto e depois a mudança.

Todos nós não nascemos perfeitos, sempre existe algo a ser melhorado – convertido. Alguns precisam passar pela dor de ter de tirar as escamas, outros já descobrem a mudança com mais facilidade e nem chegam a sofrer ou ter de “cair do cavalo”. Independente de como for o seu processo, o importante é chegar ao objetivo de melhorar a cada dia.

E que Aslam nos socorra no momento certo!

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada. E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/eustaquio-a-conversao-de-um-perseguidor.html

Alerta sobre a existência de dragões fora de Nárnia

Cuidado: criaturas que cospem fogo não existem somente em Nárnia! Antes mesmo que Eustáquio tivesse se dado mal na Ilha do Dragão, o garoto já manifestava sintomas de “dragonisse”.

O malévolo primo era tão maldoso que sentia prazer em caçoar dos primos, fazia questão em irritá-los em seu período de hospedagem obrigatória em sua casa, os atacava com arrogância e palavras, em sua maioria, tão ofensivas e amargas que lhe saiam como chamas procurando algo a consumir.

Ser transformado em um dragão, para Eustáquio, não foi a grande novidade. Ao ver pelo reflexo o monstro que ele era, o maior choque foi perceber que já havia uma fera lá há mais tempo. Ele viu que sua forma de encarar a vida estava o deformando. E Aslam somente o curou depois dele passar dias na ilha reconhecendo os seus erros.

A lição de hoje: feche a boca e abra os olhos! Deixe esse fogo destruidor que sai de sua boca ser apagado. Não queime as pessoas ao seu redor com sua amargura. Se você está revoltado com algo, procure entender interiormente o que se passa antes de descontar nos outros. Aprenda a domesticar essa fera!

Sérgio Fernandes
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Curiosidade matou o gato / transformou o preguiçoso em dragão

Eustáquio quis bancar o espertinho se escondendo na ilha para descansar enquanto o restante da tripulação do Peregrino trabalhava. De esperto, saiu de bobo! Ele foi longe o suficiente para não ser visto, mas não conseguiu ficar por aquilo mesmo, a curiosidade o fez ir mais longe e se perder no meio da ilha desconhecida. Lá encontrou um dragão morrendo e depois um tesouro. Tentou pegar o que podia, mesmo sem saber se realmente era um tesouro abandonado, e caiu no sono. Quando acordou, o garoto havia sido transformado em um dragão.

“Curiosidade matou o gato” – esse ditado popular pode ser adaptado para Eustáquio como “curiosidade transformou o preguiçoso em dragão”. Não bastasse a preguiça, o garoto deixou-se corromper pela curiosidade.

Ser curioso pode ser virtude ou pecado, dependendo da situação. Na maioria das vezes faz mal a quem fica “curiando” por aí, especialmente aonde não conhece.

A lição dele precisa chegar a nós como um aviso: cuidado com o excesso de curiosidade! Nada de ficar se metendo em ambientes estranhos. A maioria dos exemplos por aí confirmam o quanto é perigoso.

Sérgio Fernandes
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Enfrentando o pior vilão no Peregrino da Alvorada

A Viagem do Peregrino da Alvorada é o único dos sete livros de As Crônicas de Nárnia que não possui um vilão definido. Nas outras histórias havia feiticeiras e tiranos que precisavam ser vencidos pelos nossos heróis. Porém, essa ausência colocada por C. S. Lewis tem um objetivo: mostrar ao leitor um vilão que existe e está mais próximo do que imaginamos, talvez o mais forte de todos, aquele que nos trai frequentemente, ou seja, NÓS MESMOS. 

Diariamente enfrentamos em nossa consciência o conflito entre os sentimentos e a razão. Entre seguir pelos impulsos ou regrá-los pela inteligência. Nossos heróis travaram lutas contra suas vaidades, precisaram entender os seus limites e rever atitudes.

Eustáquio é o principal exemplo de transformação de conduta apresentado nessa aventura. O garoto precisou transformar-se “acidentalmente” em uma criatura abominável para que percebesse o quão abominável era a sua mesquinhez e egoísmo.
Caspian e Edmundo se desentenderam levados pela cobiça na Ilha Queimada, tiveram a sorte de Aslam aparecer e os livrar do encantamento.

Bem próximo ao final da história, mesmo com tantas aventuras, Caspian queria mais e precisou deixar as suas vontades para retornar ao seu reino, ele tinha uma boa intenção em querer seguir para o Fim do Mundo, mas nem tudo o que queremos, mesmo sendo bom, é o que deve ser feito.

Eustáquio teve uma história diferente com Nárnia, ele não foi para cumprir uma profecia e travar uma luta contra Jadis como foi com os Pevensie. Aslam o levou para que aprendesse, para que fosse transformado e depois voltasse, em A Cadeira de Prata, como um herói.

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia
e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada.
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Os que ficaram em nosso mundo

A família Pevensie

Lúcia, Edmundo, Susana e Pedro aparecem no livro O Leão, a Feiticeira e
o Guarda-roupa sem um sobrenome. Somente depois de se passarem dois
livros, em A Viagem do Peregrino da Alvorada é que aparece o sobrenome
Pevensie.

Pevensey é o nome de um local na costa sudoeste da Inglaterra, com
um castelo medieval por onde passaram importantes personagens da
história inglesa.

Em A Viagem do Peregrino da Alvorada o Sr. Pevensie, pai de nossos
heróis, havia conseguido uma vaga como professor nos Estados Unidos,
durante quatro meses, e levou a esposa e a filha Susana. Pedro estava
com o professor Kirke. Lúcia e Edmundo ficam hospedados na casa dos
tios.

Susana Pevensie é a segunda filha da família Pevensie. É
apenas citada em A Viagem do Peregrino da Alvorada. Ela viveu com seus
irmãos duas aventuras em Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa
e Príncipe Caspian, e, por causa da idade, não voltaria a Nárnia com
seu irmão Pedro.

Pedro Pevensie é o irmão mais velho. Assim como Susana,
Pedro é apenas citado em A Viagem do Peregrino da Alvorada e não
participa da aventura com seus irmãos. Estava se preparando para um
exame e tendo aulas particulares com o professor Kirke.

Professor Kirke

Foi o primeiro humano, junto com a garota Polly Plummer, a chegar em
Nárnia. Digory Kirke aparece na história da criação de Nárnia, em O
Sobrinho do Mago, e depois de adulto é quem acolhe os irmãos Pevensie
durante a Guerra. Um guarda-roupa que fez com o tronco de uma macieira
nascida de uma semente das terras de Nárnia foi o portal de entrada
para Lúcia, Edmundo, Susana e Pedro na aventura de O Leão, a Feiticeira
e o Guarda-roupa. Em A Viagem do Peregrino da Alvorada é apenas citado,
não mora mais em uma mansão no interior, mas em um chalé, e auxilia
Pedro como professor particular.

O nome do personagem e algumas de suas características foram montados
em homenagem ao professor particular de Lewis na adolescência, William
Kirkpatrick.

Tios Alberta e Arnaldo

Pais de Eustáquio Mísero e tios dos irmãos Pevensie. São apenas citados
em A Viagem do Peregrino da Alvorada. Descritos como pessoas modernas,
de ideias abertas e vegetarianos.

Margarida e Ana

Amigas de Lúcia que foram visualizadas por ela enquanto folheava o livro de mágicas de Coriakin.

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Onde está a paz do herói de Nárnia

Da invasão de Nárnia pelos telmarinos (em 1998 – ano de Nárnia) até a sua
libertação (em 2303), o povo narniano sofreu por 305 anos escondidos na
floresta. Príncipe Caspian foi quem se uniu aos irmãos Pevensies para restituir
o reino. Foi uma estratégia difícil, mas a paz voltou a Nárnia por meio daquele
que tinha o mesmo sangue dos seus invasores.

Caspian foi educado pelo
doutor Cornelius enquanto ele ainda estava aos cuidados do tio. Aprendeu às
escondidas como ser um rei virtuoso e a respeitar a tradição da antiga Nárnia.
Seu mestre era tão sábio que pôde perceber que naquele garoto, do povo inimigo,
havia um espírito heróico que libertaria os narnianos.

Depois que venceu
o seu tio e reorganizou o país, Caspian não se acomodou. Fez um voto à Aslam e a
si mesmo de que encontraria os sete lordes dos tempos de seu pai que haviam sido
banidos de Nárnia por Miraz. O reino estava em paz, mas o seu rei queria ir até
o fim quanto às possibilidades de aventura.

A história do Peregrino da
Alvorada poderia ser chamada então de “A Odisséia de Caspian”. Não seria um erro
avaliar a história do livro Príncipe Caspian como de transição a tudo o que iria
acontecer a partir da viagem do navio Peregrino da Alvorada e, depois, em A
Cadeira de Prata.

O espírito heróico de Caspian lhe impulsionava tanto
que o próprio Aslam precisou aparecer a ele no final da aventura para dizer, em
outras palavras, “chega, você já foi longe o bastante!”. Não era uma advertência
negativa, Aslam queria que Caspian entendesse que o herói devia naquele momento
dar espaço ao rei, pois o seu povo precisava dele.

As histórias de Nárnia
são cheias desse modelo de herói:

* Digory Kirke: que vai com o cavalo alado Pluma (antes chamado Morango)
buscar a semente para plantar em Nárnia e enfrenta a tentação de Jadis (O
Sobrinho do Mago);
* Pedro: que cria coragem para estar à frente da batalha contra Jadis (O Leão,
a Feiticeira e o Guarda-roupa) e depois, enfrenta Miraz em um duelo (Príncipe
Caspian);
* Shasta e Aravis: que fogem da Calormânia e ajudam Nárnia a se livrar de um
plano terrível (O Cavalo e o seu Menino);
* Ripchip: que se oferece para atravessar com os ratos o portal para o nosso
mundo (Príncipe Caspian) e depois, se oferece para ir ao País de Aslam (A Viagem
do Peregrino da Alvorada);
* Rilian: que persegue a serpente verde que matou sua mãe (A Cadeira de
Prata);
* E muitos outros…

Tal modelo possui as virtudes de perseverança,
ousadia e muito desejo por aventura. Digamos que chegam a ser
teimosos…

Como “água parada dá dengue”, temos muito a agradecer a esses
teimosos que geraram tantas aventuras para Nárnia. Ripchip que o diga, o ratinho
era uma verdadeiro gigante em coragem e ousadia. E se Caspian tivesse se
acomodado com o reino que estava em paz, as ilhas de Extremo Oriente
permaneceriam desconhecidas por nós.

Gostei muito de ver no trailer do
filme A Viagem do Peregrino da Alvorada a cena onde Edmundo tenta alistar-se no
exército. Foi liberdade criativa da produção, mas transmitiu bem esse espírito
heróico de Nárnia. Ele queria viver mais desafios, não estava satisfeito com a
vida monótona que estava vivendo.

Quem é rei de Nárnia e viveu grandes
batalhas, tem essa força que motiva a querer novos desafios.

A paz do
herói acontece em seu coração, mas sempre há o que se descobrir e se
conquistar!

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Sérgio
Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do
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