JotaPêAh!

É preciso tirar os criminosos da ilegalidade

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2012/02/15/e-preciso-tirar-os-criminosos-da-ilegalidade/

O governo deveria criar o Vale-Bandido ou o Bolsa Roubada. Todo trabalhador honesto teria direito a um cupom mensal para entregar a um ladrão quando fosse abordado pelo meliante.

Sei lá, seriam tíquetes de R$ 50 ou R$ 80, tanto faz. Discutir valores agora é mesquinharia. O que importa é o conceito de reengenharia social por trás dessa ideia que pode diminuir e, com o tempo, talvez zerar o alto índice de roubos e assaltos a que estamos acostumados.

Sempre haverá aqueles que dirão que isso é estimular a vagabundagem. Basta lembrar como o Bolsa-Família foi criticado no começo. Os anos provaram que essa ação do Estado poupou milhões de pessoas da miséria. Pois chegou o momento histórico de tirarmos os criminosos da ilegalidade.

Eles não podem mais viver como marginais. Todos vamos ganhar com isso. É preciso colocá-los na formalidade, fazer com que recolham impostos e assumam seu papel na sociedade.

Alguns cuidados seriam necessários, óbvio, senão ia virar uma roubalheira. A gente sabe como o brasileiro sempre arruma um jeitinho de tirar proveito da situação. Por isso, é fundamental garantir que todos ajam de forma honesta com o dinheiro público.

Para adquirir o direito de roubar o benefício do trabalhador, o assaltante teria que ter ficha na polícia. É o mínimo que se pode exigir de um ladrão: que tenha antecedentes. O que transformou nossas vidas num pesadelo é essa história de qualquer um, sem o menor preparo, chegar enfiando um revólver em nossas caras. Chega de amadorismo.

Para os pés de chinelo, os iniciantes, os que ainda não têm experiência, os governos estaduais e municipais criariam cursos técnicos e oficinas que inserissem os jovens no mundo do crime, de uma forma segura e responsável. Educação é tudo. E, nessa empreitada, nossos governantes teriam muito a ensinar.

De posse de uma mínima bagagem criminal, o salafrário iria até uma delegacia para se entregar, ou melhor, entregar os documentos que comprovem sua atividade ilícita. Pagaria uma fiança condizente com as posses até então surrupiadas e estaria livre para praticar roubos literalmente qualificados.

O cidadão-vítima ficaria com um comprovante de que já foi assaltado naquele mês. Caso aparecesse outro bandido, bastaria apresentar a segunda via da pilhagem, devidamente assinada. Quanto menos burocracia, melhor. Ainda mais numa hora dessas.

Os ladrões que resistissem a cooperar com esse moderno projeto de distribuição de renda, teriam como única opção assaltar bancos, joalherias ou demais empresas com forte esquema de segurança. Sempre haverá os que não abrem mão do glamour da profissão.

Paciência. No primeiro momento, a prioridade deve ser cuidar dos mais necessitados. Seria muita ingenuidade achar que vamos melhorar esse país da noite pro dia. Só depois de muito esforço teríamos condições de implantar o Vale-Traficante ou o Auxílio-Corrupção. Além do Bolsa Político, claro.

Anúncios
Deixe um comentário »

Depois de Wando, qual o próximo velório?

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2012/02/10/depois-de-wando-qual-o-proximo-velorio/

É compreensível tanta homenagem ao Wando. Ele merece todas e mais. Só não entendo onde foram parar os intelectuais, a juventude esclarecida e os formadores de opinião que durante décadas o massacraram, o fizeram motivo de piada, o humilharam e, principalmente, o ignoraram.

Eu considero o brega a alma deste país: a dor de cotovelo, o amor perdido, a mulher abandonada, o corno arrasado. Os brasileiros, nós somos tristes e melodramáticos. Nada a ver com sexo fácil ou amor de balada. Não sei em que momento nos tornamos vulgares, siliconados, enviagrados e disponíveis.

Excetuando os fãs verdadeiros, gente pobre e bem ou mal amada, Wando sempre foi citado de forma arrogante pelos que agora o tratam com o devido respeito.  Essa turma me enoja. Ele só foi primeira página no dia de sua morte.

Praticamente todos os jornais, revistas e programas de TV jamais dedicaram a ele um minuto ou centímetro de atenção verdadeira. Suas músicas eram trilha sonora de humorísticos, auditórios decadentes ou pegadinhas infames.

De repente, ao morrer, o cara virou um gênio, o fim de uma época. Ele era luz, raio, estrela e luar. Iaiá e ioiô. Li crônicas e artigos botando o defunto no lugar onde nunca jamais esteve quando vivo. É muito oportunismo, muita safadeza.

Restam poucos como ele. A maioria dos artistas respira com ajuda de aparelhos. Vou me repetir, mas repito: nossa cultura está morrendo, não temos mais aquela que foi uma das músicas mais lindas do mundo, seja Chico Buarque ou Odair José.

Os sobreviventes, eu incluído, palco ou plateia, temos pouquíssimo tempo a perder. Onde estão nossos menestréis, nossos compositores, nossos artistas? Vamos fazer em nossas mentes um show com todos eles? Ou cada um terá um rápido e espetacular velório? Eu quero aplaudir agora.

1 Comentário »

Uma espelunca chamada ONU

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2012/02/07/uma-espelunca-chamada-onu/

A Organização das Nações Unidas nunca serviu pra nada. Mas a daí a se tornar abrigo para massacres e ditaduras é caso de sepultamento. Deviam entregar a sede aos sem-teto nova-iorquinos ou alugar para a Al-Qaeda, evitando intermediários.

De que adianta um Conselho de Segurança que praticamente endossa a chacina em curso na Síria? E não é o caso de atribuir exclusivamente a China e Rússia a responsabilidade pelo veto à resolução que condenava o governo genocida de Bashar Assad.

O chamado direito ao "voto negativo" dos membros permanentes do Conselho (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França) já foi usado por todos em em diversos moentos vergonhosos. E não vamos esquecer que o Brasil se absteve de votar quando de iniciativa semelhante em outubro de 2011.

Esse episódio é apenas mais uma das atrocidades chanceladas durante os piqueniques que os infames líderes mundiais promovem a cada novo encontro de desocupados.

A ONU sempre foi uma organização inútil para mediar conflitos internacionais. Quando não serviu simplesmente de base de apoio aos interesses norte-americanos, foi ridicularizada por moções recebidas com desprezo pelos países atingidos. Basta lembrar a arrogância com que Israel ignora as seguidas moções contra seus abusos contra palestinos.

Não passa de um circo inofensivo, ridículo até. Os Médicos Sem Fronteiras ou a Apae fazem mais pela humanidade do que esses embaixadores da nulidade.

A Vigilância Sanitária não vai tomar uma providência? Fechem aquela espelunca.

Deixe um comentário »

Vem aí mais um encontro de solitários no Campus Party

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2012/01/31/vem-ai-mais-um-encontro-de-solitarios-no-campus-party/

Esse tal de Campus Party é uma das maiores provas de que a internet está transformando a humanidade num amontoado de nerds. Qual o sentido de percorrer quilômetros para se encafofar numa barraquinha apertada com a cara enfiada na tela de um lap top?

Até um acampamento de escoteiros é mais animado que esse encontro de gente estranha. Não basta o quanto já ficamos conectados (de forma doentia e preocupante, diga-se de passagem), ainda tem 7 mil indivíduos (ou “usuários”?) dispostos a ficar uma semana entocados num pavilhão? Para quê?

Bom, pelo menos assim essa turma sai de casa, né? E talvez seja a única oportunidade do ano para o acasalamento. Por esse ângulo eu posso entender tamanho entusiasmo por um programa tão chato.

E, claro, tem os viciados em games. Tarados mesmo. Eu internava todos num laboratório, para fins científicos. Ou transplante de órgãos, talvez. Eles nem dariam falta, já que só usam os dedos.

O evento entrou para o calendário oficial da cidade de São Paulo. Depois os paulistas reclamam da fama de caretas. Duvido que o Rio receberia tanto forasteiro branquelo e raquítico ao mesmo tempo.

A prefeitura poderia ao menos promover excursões da garotada por algumas das cracolândias agora espalhadas pela cidade. Teria um fundo terapêutico olhar de frente para aquilo com que se parecem.

Não é implicância minha, não. Estou preocupado, de verdade. Se pudesse, dava banho e  comprava uma dentadura para cada um. Depois mandava brincar na rua e quem sabe arrumar uns amigos. É muita solidão. Dói.

Deixe um comentário »

Mulher agora usa uniforme de biscate

Original: http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2011/12/12/mulher-agora-usa-uniforme-de-biscate/

Estou ficando velho. Ou meu senso estético se aprimorou com o tempo. O que eu acho é que a moda para mulheres virou uma biscatice prêt-à-porter. A maioria das moçoilas cismou de usar uniforme de vadia.

Sei. Vou parecer um misógino falocrata, uma azêmola moralista, um beócio reacionário, um brucutu. Podem procurar no dicionário, estou dizendo coisas horríveis sobre mim mesmo. Admito que não foi fácil chegar a essa conclusão.

Sim, estou generalizando. Ok, me refiro àquelas produções das minas para baladas, festas e barzinhos. Nos ambientes corporativos e em alguns velórios a situação ainda não é tão crítica. Ainda. Há exceções.

Não aguento mais ver todas as moças bonitas ou feias ou medianas se vestindo como bailarinas do Faustão, marias-chuteiras, rainhas de bateria ou garotas de programa. Seja no show sertanejo, na churrascada de domingo ou no aniversário da prima. Tá dominado.

Estou falando sério. Podem me detonar. Eu adoro mulher, juro, apesar de usar piercing. E quebro o pescoço quando passa uma deusa na rua. Mas o fato é que a sensualidade feminina virou sinônimo de vulgaridade.

Prestem atenção, principalmente nas beldades mais jovens. Elas se vestem igual, parece uma clonagem, um surto coletivo, uma epidemia, uma lavagem cerebral. Ser sexy, libidinosa, visualmente disponível, agora é a regra.

A farda da mulherada tem um item inegociável: saias curtas, muito curtas, curtíssimas. Ou vestidos, shortinhos, sei lá. Pernas à mostra, com ou sem celulite. E bustos, e costas, e braços. Todas as curvas e retas precisam estar dentro do campo de visão dos transeuntes. Isso é vertigem.

Até no inverno esse padrão se impõe, graças às leggings e meias-calças de lã. “Biscate não sente frio” vai substituir “Ordem e Progresso” na bandeira nacional. Seremos a pátria das patricinhas? Ou o país das panicats?

Sim, porque o que muda é a qualidade e o preço dos poucos tecidos. Essa ascensão do corte das roupas não mais distingue classes sociais. Peruas e periguetes, tanto faz. E o governo não toma nenhuma providência!

Existe uma regra básica, meninas: mostrou uma parte do corpo, segura o resto. Não tem falha. Os marmanjos vão salivar discretamente, até por que babar é muito feio. Escancarou? O selvagem sexto sentido dos homens elimina os cinco anteriores. Nessa hora, ninguém presta.

É uma feira, uma exposição, uma gincana. Um Big Brother, uma Fazenda. Um açougue. Que a Sabrina Sato se vista do jeito dela, eu entendo, ela é paga para isso, merece cada centavo. Mulherão. Profissional.

Mas qual o cachê que as humanas mortais esperam receber ao final de um espetáculo exibicionista que se perde na multidão? Cadê plateia pra tanto show?

Foi para isso que as mulheres se rebelaram contra séculos de opressão? Rebeldia agora é ser discreta e elegante. Tem coisa mais bonita que a noiva nua e o seu véu?

Sexualidade é um diamante muito íntimo. Um corpo bonito merece ser procurado, escavado, explorado. Conquistado. Nenhum tesouro fica exposto a céu aberto.

Quer dar? Dê-se ao respeito. O primeiro beijo é na mão.

Deixe um comentário »

Santos não precisa de Neymar

Original: http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2011/12/14/santos-nao-precisa-de-neymar/

Assisti à partida entre Santos e Kashiwa Reysol na esperança de ver o time brasileiro golear os japoneses. O jogo foi sonolento, ou eu que não estava mais acostumado a acordar tão cedo. Bocejei.

Ao ganhar de 3 a 1 de um time tão acanhado, melhor se preparar para o pior. O Barcelona e seus samurais não vão dar a moleza que se viu nesta quarta-feira. A depender apenas de jogadas individuais, o massacre catalão é inevitável.

É fundamental surpreendê-los. Ou com um honroso W.O, ou mudando a forma de o time jogar.  Será preciso frieza na análise e espírito de vencedor para tomar a decisão mais sábia: deixar o Neymar no banco.

Sem o astro pop, o Santos passa a ter alguma chance de ganhar. Um time não pode depender de um único jogador. É sinal de fraqueza. Viva Edu Dracena!

Vai ser humilhante para o Messi ver que o time adversário descartou aquele que é considerado o melhor jogador em atividade no Brasil. O argentino vai se sentir desprestigiado. Será um duro golpe em sua vaidade. Desconcertante.

O glorioso time da Vila Belmiro não precisa de Neymar para se tornar campeão do mundo pela terceira vez. Pelo contrário, os espanhóis que precisam dele em campo, para poder tripudiar sobre nossa arrogância futebolística.

Sem Neymar, estarão desmotivados, confusos, agredidos. Vão ficar pensando no Campeonato Espanhol. Aí, sim, serão surpreendidos novamente. Dá-lhe, Alan Kardec!

Sem a estrela santista em campo, sobrará o futebol coletivo, solidário, além da humildade fundamental para enfrentar quem reconhecidamente é superior. Um golpe de mestre. Imaginem a consagração.

Ter Neymar no banco é um privilégio que não pode ser desperdiçado. Um orgulho que nem todos podem ter.

http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2011/12/14/santos-nao-precisa-de-neymar/

Deixe um comentário »

Cadê a Lei do Puxão de Orelha?

Só falta aos legisladores brasileiros regulamentarem a Lei da Gravidade. Ou proibirem o efeito estufa. Todas as outras inutilidades já estão sendo feitas. A Lei da Palmada é só mais um tapa na cara que levamos daqueles que deveriam estar fazendo algo de útil para a sociedade. Bando de desocupados.

Em vez de promover a reforma tributária ou política, modernizar o Código Penal e Processual, ou simplesmente botar pra funcionar as leis que já temos e são ignoradas, esses fanfarrões ficam gastando tempo, papel e tinta com nulidades redundantes.

Que mania de se meter na vida dos outros. Todos sabemos que, se um pai agredir ou maltratar seus filhos, já existem instrumentos suficientes para colocá-lo em cana e até mesmo tirar-lhe a guarda. Ninguém, mas ninguém mesmo, defende que crianças sejam espancadas, torturadas ou oprimidas pela família.

Para que essa frescura, então? O projeto que vai para o Senado chega ao requinte de proibir “ameaças e humilhações”. Pelo que entendi, “ameaçar” tirar a TV por uma semana da criança malcriada passou a ser crime? Exigir, em público, que ela pare de gritar e espernear num shopping não seria humilhante demais?

Se um bêbado acender um cigarro num bar, quem paga é dono do boteco. Se um menor de idade compra bebida alcoólica com documento falso, quem se ferra é o dono da padaria. E agora, se uma mãe bate no filho, quem é multado é a professora, o médico ou assistente social que não denunciar o caso à polícia.

É o Estado invadindo a vida privada de todos, mas sem tomar nenhuma providência ou assumir responsabilidades. Patifaria.

Com certeza, essa lei vai ser aprovada e sancionada. Como todas as outras que não exigem investimentos em seguranças, saúde ou educação.

Daqui uns anos, para dar a impressão de que esse país funciona, algum gênio vagabundo vai propor a Lei do Puxão de Orelha. Para que fique bem claro como somos todos uns imbecis.

Deixe um comentário »

Do Querido Leitor – Marcha contra expressões velhas

Eu odeio expressões velhas. Odeio. Odeio com todas as minhas forças. Tenho vontade de abandonar tudo e lutar por esta causa. Organizar uma marcha. Acabar com isso de uma vez. Expressões velhas e ultrapassadas, até quando?

Sem querer ofender ninguém, mas parece que toda a população é chegada numa expressão antiga, como se 200 milhões de brasileiros tivessem sido criados por seus tataravós. Vou começar por uma das mais detestáveis: tirar o pai da forca.

Forca? Há quanto não tem não se usa mais forca no Brasil? Qual foi o último pai a ser 0ficialmente enforcado? É de que século a expressão? E por que tanta gente ainda usa ‘tirar o pai da forca’ pra falar de pressa? Com toda essa vida apressada ainda não acharam OUTRA analogia?

E sangraia desatada? Essa é lusitana. Não é possível que ainda digam ‘sangria desatada’.  Tem outra que é abominável, ‘caixa prego’. Nem tenho vontade de falar. Me dá náuseas.

Vire o disco é do tempo do vinil. Ninguém mais vira o disco. Ou ‘caiu a ficha‘. É do tempo o orelhão.A fica era de metal e emperrava na canaleta. Mas acabou. Vamos abolir a ficha, por favor. Bem, a ficha ainda é recente. Suportável.

Há pouco a Carol Snowhite mencionou no Twitter que o pai dela usou a comparação  ‘mais por fora que umbigo de vedete’. Gente, isso é podre., Horrível. Não tem mais vedete. Por que a expressão ficou todos esses anos? Por queeeeeeee? Não deu pra inventar nada pra substituir em todos esses anos?

É como se o brasileiro, tão criativo, não tivesse criado mais NADA há 70, 80, 100 anos. ‘Mais perdido que cachorro que caiu do caminhão de mudança’. ‘Mais confuso que cego em tiroteio’. Sempre as mesmas.

Felizmente a Internet trouxe algumas novidades. Como o ‘aham, senta lá Cláudia’, ‘a última bolacha do pacote’, um alento de novidade nesse oceano de velhices.

Na TV, parece que todo comentarista AMA expressões obsoletas, em todas as áreas. Na economia, só dá isso. Nos esportes, idem. Hoje ouvi um comentarista de tênis que não parava de dizer que o jogador ía ‘liquidar a fatura’. Sério, que pessoa MODERNA diz ‘ele vai liquidar a fatura’?

‘Onde Judas perdeu as botas’, ‘onde o vento feaz a curava’, ele ‘dobrou o cabo da Boa Esperança’. Um saco tudo isso. Ou perguntar ‘quantas primaveras’ você está fazendo para falar quantos anos.

Aqui tem uma lista horrorosa que inclui ‘pode tirar seu cavalinho da chuva’, ‘matando cachorro a grito’.

Eu odeio, mas odeio essas expressões todas, esses clichês, esses chavões.
Se eu pudesse faria um movimento nacional pelo fim dessas velharias.
Porque, né, gente que fica usando essas coisas datadas, não rola. Só ‘dando com um gato morto na cabeça até miar’…

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/2011/07/03/marcha-contra-expressoes-velhas/

Deixe um comentário »

Do Querido Leitor–Me ajudar a entender?

Um painel do Curitiba Social Media me fez pensar muito sobre o Google, a Internet, o objetivo das pessoas, o dinheiro. Explico. Alguns dos participantes estavam contando histórias interessantes sobre SEO, Search Engine Optimization. Existem formas de fazer com que seu blog, seu site, fique bem posicionado nos resultados no Google, o que gera mais cliques e, com AdSense, mais dinheiro.

A ideia é simples. Quanto mais gente clicar no seu blog, mais dinheiro você ganha. Até aí, nada de novo.

Acontece que um desses truques é pegar o internauta perdido, o enganado, o que não sabe escrever, o ignorante, o que não sabe procurar direito no Google. Isso mesmo. Existem muitas pessoas que não sabem digitar o nome do ídolo, do jogador, do artista. Esse "perdido" é chamado de paraquedista.Há especialistas em converter a ignorância em dinheiro.

Digamos que em vez de fazer um post sobre algo que eu queira, um assunto que me interessa, eu parta do final pro começo. Primeiro eu penso: "como eu posso conseguir mais hits? com que assunto? o que o povo quer?" Justin Bieber? E aí eu começo a trucagem em busca de cliques.

Primeiro eu falo mal do Bieber pra atrair ódio das fãs, de propósito. Xingar gera mais movimentação do que elogiar.  Aí eu vou numa comunidade de fãs de Bieber do Orkut, finjo que sou outra pessoa e "denuncio" meu próprio blog, para atrir ainda mais gente. E, claro, discuto comigo mesma, sempre com a intenção de gerar cliques e dinheiro pra mim.E depois posso falar mal de Luan Santana, Lady Gaga, sempre com esse mesmo expediente, de enganar os "bobos".

Da mesma forma, em função de ser o primeiro a publicar uma notícia, algumas pessoas acham que tanto faz publicar tudo errado, porque eles ganham cliques e dinheiro do mesmo jeito, estando certa ou errada a notícia. A informação não conta, conta o hit. Se estiver errada e depois você corrigir, você pode ter o dobro da audiência.

Por esse raciocício quanto mais ignorante for a massa, mais lucro terá a pessoa .
Ou seja, para aumentar o lucro, tem que aumentar a ignorância dos usuários.

Assim, se você espalhar sempre mais ignorância, mais erros, mais caos, mais ruído, mais confusão e souber capitalizar tudo para você no ranking do Google, você vai ganhar sempre mais dinheiro. E, pelo que eu soube, tem gente que ganha dezenas de milhares de reais por mês assim.

Cada um, claro, faz a opção que quiser nesse mundo, mas a ideia de lucrar com o aumento da ignorância é algo que me faz refletir. Até o ET Bilu gente, acha que devemos buscar o conhecimento, não a ignorância.

Esse modelo de exploração da ignorância, tão antigo, tão criticado, está se repetindo na Internet. A tecnologia avança, mas o ser humano é sempre o mesmo.

De qualquer forma, foi muito útil conhecer essas outras visões.

 

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/2011/07/03/me-ajuda-a-entender/

1 Comentário »

Do Querido Leitor – Inocência e oportunismo

Tem dias que a gente acorda elétrica, agitada. Hoje não é esse dia pra mim. Hoje estou calma, amorosa e chorona. Não estou com vontade de brigar, nem discutir, nem nada. Deve ter sido resultado da minha terapia logo cedo, que me colocou num outro patamar de reflexão. Aliás, eu já entrei lá com vontade de refletir sobre a ingenuidade e a ética.

As pessoas são muito ingênuas. Muitas porque acreditam em qualquer coisa, muitas porque não têm as informações. Só pra citar um exemplo bem prático, entrando no âmbito da televisão. A maioria dos apresentadores, como âncoras de telejornais, não fala o texto de cor, mas lê todo o texto no Teleprompter.

O Teleprompter é muito bom, é essencial para muitos trabalhos. Não é um demérito, porque jornalista não é ator, não tem que decorar o texto pra falar no teatro. (O TP da foto é antigo)

Só que pouca gente na população que vê TV sabe que o teleprompter existe. Então, por não vê-lo e não saber que o apresentador está lendo, muita gente acha que todos os apresentadores falam tudo sem errar e que sabem de tudo.

Trabalhando há tantos anos em TV, aprendi o quanto as pessoas não sabem como funciona a ‘mágica’ da televisão. Já recebi carta de telespectadora que acha que quando um programa sai do ar, a apresentadora encontra a outra na ‘porta’ na hora de entrar. A pessoa não consegue compreender que um programa é gravado em um estúdio, outro está em outro estúdio e um nem vê o outro. A TV está mentindo? Está enganando? Não. Não está. Está fazendo seu trabalho. E as pessoas é que estão acreditando em algo que não é real.Elas acreditam no que elas SUPÕEM que seja verdadeiro. E quer acreditar que está certa.

Por que estou dizendo tudo isso? Porque as pessoas preferem a ilusão à realidade. A realidade pode ser dura, triste. Como o fato de que somos mortais. As pessoas não querem falar nisso. Não querem pensar que a vida vem e passa, a gente morre e acabou. É muito mais reconfortante pensar que a gente vai para um lugar maravilhoso.

Por que alguém acreditaria em algo ruim sobre um ídolo? Ela gosta do ídolo, ela não quer acreditar que ele faça nada de errado. Mesmo que você mostre, prove, ela não vai acreditar e ainda vai ficar com ódio de você.

A massa é muito ingênua e crédula. As pessoas são muito inocentes em sua maioria.

Mas … e aí? O que você faz DEPOIS que descobre isso?

Bem, você só tem dois caminhos. Você tenta ajudar as pessoas a serem menos ingênuas ou você se aproveita da ingenuidade delas.

Tem gente que tenta ajudar, que se dedica a ensinar, a fazer com que essas pessoas cresçam e tenham discernimento.

Tem gente que se aproveita dessa ingenuidade, seja vendendo um produto ruim, seja enganando com uma ideia, seja mentindo para ter lucro.Vai da consciência de cada um.

Vai ver a ingênua sou eu.

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/2011/05/18/inocencia-e-oportunismo/

Deixe um comentário »

A ordem dos fatores característicos altera o julgamento do produto – Do Querido Leitor

Hoje eu estava lendo o post de uma garota que fez cirurgia de redução de estômago. Ela diz que engordou quase 40 quilos sem perceber. E que é bonita. Que tentou de tudo para emagrecer e, em não conseguindo, fez a cirurgia. Eu acredito, sim, que a pessoa possa engordar 40 quilos sem perceber porque eu engordei 10 sem conseguir impedir que isso acontecesse.

Cada caso é um caso, porém. No meu caso, eu quero entender o que me leva a engordar, quero compreender meu comportamento (esse que me leva a comer mais do que necessito), quero ser capaz de  revertê-lo e, futuramente, impedí-lo. Essa é a minha viagem. É meu jeito de ver as coisas. Eu tenho uma vida, vida que me foi dada pelo universo e quero viver essa vida de forma experimental, acertando e errando, mas, sobretudo, entendendo e aprendendo. É a coisa que eu mais gosto. E, por mais que eu odeie meu sobrepeso eu jamais me livraria dos dez quilos de uma vez de forma cirúrgica, nem com lipo nem com nada.  Meu desejo de ser dona de mim mesma é maior do que a vontade que tenho de dar satisfações para as cobranças do mundo em relação a mim. Eu não sou uma pessoa insegura em minha essência, eu não me sinto pressionada para ser jovem e linda. Eu estou aqui, ficando feia e velha e achando muita graça. E, na medida do possível, fazendo força para não julgar as pessoas que agem de forma diferente.

O assunto ‘sobrepeso’ me interessa muito, sempre, mesmo quando estou magra. É curioso como o mundo olha e julga quem está gordo. Digamos que a pessoa escreva muito bem e seja gorda. O pensamento médio das pessoas poderia ser:

– "Ela é uma mulher gorda. E escreve muito bem."

Mas não é isso que as pessoas pensam. No fundo, elas constroem o julgamento  assim:

-"Ela escreve bem. Mas é muito gorda…"

Ou seja, o fato dela ser gorda INVALIDA sua qualidade de boa escritora. É como se o fato dela ser gorda anulasse o fato de escrever bem. No fundo as pessoas pensam isso mesmo: "do que adianta ser culta e escrever bem se ela é gorda?" A mensagem contida é a seguinte: ser magra é o essencial, o básico, o exigido pela socieade. Escrever bem ou mal tanto faz, é só um detalhe.

Tanto é verdade que quando o público vê uma gostosa analfabeta todo mundo parte pra defesa da beleza. E daí que ela é burra? Ela é linda e isso é o que importa!

Quer dizer, a BELEZA neutraliza qualquer DEFEITO e a gordura anula qualquer QUALIDADE!

Gente, isso é muito cruel. E, convenhamos, qualquer pessoa minimamente insegura e acima do peso entra em parafuso. Não é à toa que tanta gente faz dieta louca, fuma pra tirar o apetite e outras agressões contra a própria saúde. A pessoa não aguenta o tranco de ver todas as suas virtudes anuladas por sua figura física. Pra mulher é ainda mais cruel.

Aproveitando o post, vou falar de outro assunto, a falta de raciocínio das pessoas em determinados assuntos. As pessoas não sabem mais argumentar, não sabem pensar, não conseguem montar uma ordem lógicas pras coisas que falam. É assustador. Vou dar um exemplo.

Um garoto no Twitter disse que eu não podia falar que a Suzana Vieira cantava mal porque eu não canto bem. Não posso? Por que não posso? Qual a lógica? Se eu canto mal eu apenas canto mal, não significa que eu seja surda. Eu posso cantar mal e ter bom ouvido e detectar que outra pessoa canta mal. Quer dizer que a pessoa acha que só quem canta BEM pode julgar que outro canta mal? Então um anão olha um cara de 1.50 e um de 1.90 e  ele não pode julgar que o primeiro é baixinho? Porque ele é menor? Mas ele não é cego, é anão!

É um argumento totalmente sem nexo. A pessoa acha que criticar o outro é um DIREITO ADQUIRIDO POR COMPETIÇÃO. Maria e Joana se pesam. Se Maria pesar 150 quilos e Joana pesar 200, Joana não pode dizer que Maria é gorda? Só porque ela é mais gorda que a outra? Não faz sentido. Isso só acontece na cabeça de quem julga todo mundo POR S.. Se o padrão médio de uma pessoa é 70 quilos para o fabricante do elevador, então, todo mundo que tem mais de 70 quilos está acima do peso pra aquele padrão. Não é em relação A VOCÊ.

Infelizmente é assim que a maioria pensa. Todo mundo compara tudo consigo mesmo. Isso é o princípio do egocentrismo, achar que é o ‘padrão’ comparativo do mundo inteiro.

Pronto, era só um desabafo de blog.
Já estou me sentindo até mais leve…

Muito obrigada.

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/2011/04/26/a-ordem-dos-fatores-caracteristicos-altera-o-julgamento-do-produto/

Deixe um comentário »

A vontade de ter razão – Do Querido Leitor

Existe uma linha de pensamento que define a doença mental como aquilo que atrapalha o bom andamento da sua vida. Se você não consegue se relacionar, trabalhar ou seguir adiante por causa de algum problema, você tem uma doença.

E, olha, tem gente que não consegue mesmo seguir adiante em sua vida pelos mínimos acontecimentos que não lhe dizem respeito. Certeza que elas tem problemas sérios.

Exemplo? Gente que não consegue perder uma argumentação e precisa ter razão sempre, mesmo quando NÃO TEM. O tempo passa, o assunto morre pra todo mundo, mas a pessoa continua lá, buscando exceções. Doença, isso.

E tem também a pessoa que quer adivinhar o que vai acontecer, pra dizer ‘eu não falei? não te disse?’. Esse tipo de pessoa consegue tirar até mesmo o seu mérito. Você é finalista num prêmio. Ela diz ‘certeza que você vai ganhar!’. Aí, se você não ganha, ela fala: ‘noooosssa! Você perdeu?!?!?!?’ tipo, a culpa é SUA. E se você GANHA, ela diz: “não te falei, eu ´ja sábia!”, ou seja MÉRITO DELA.

Ter razão, provar um argumento, é gostoso, como demonstrar um teorema, conseguir formular um raciocínio que faz sentido.
Mas teimar e ficar buscando pelo em ovo, exceções hipotéticas absurdas, só pra dizer que o outro está errado, não faz.

Bom dia!

Acordei cedo, levei minha filha pra fazer simulado, passeei longamente com os cachorros, falei com o marido que está viajando e já fiz este primeiro post. Sábado produtivo, gente!

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/2011/04/30/a-vontade-de-ter-razao/

Deixe um comentário »

%d blogueiros gostam disto: