Keep Walking, Brasil–Johnnie Walker

 

Keep Walking, Brazil

 

No início dos tempos, na parte sul das Américas, habitava um gigante. Um dos poucos que andavam sobre a Terra.
Gigante pela própria natureza, e sendo natureza ele próprio, era feito de rochas, terra e matas, que moldavam sua figura. Pássaros e bichos pousavam e viviam em seu corpo e rios corriam em suas veias. Era como um imenso pedaço de paisagem que andava e tinha vontade própria.
Caminhava com passadas vastas como vales e tinha a estatura de montanhas sobrepostas. Ao norte, em seu caminho, encontrava sol quente e brilhante nas quatro estações do ano. Ao sul, planaltos infindáveis. A oeste, planícies e terras cheias de diversidade. E a leste, quilômetros e quilômetros de praias onde o mar tocava a terra gentilmente, desde sempre. Havia também uma floresta como nenhuma outra no planeta. Tão grande, verde e viva que funcionava como o pulmão de todo o continente à sua volta.
Mesmo diante de tudo isso, um dia, enquanto caminhava, o gigante se inquietou.
Parou então à beira-mar e ali, entre as águas quentes do Atlântico e uma porção de terra que subia em morros, deitou-se. E, deitado nesse berço esplêndido, olhou para o céu azul acima se perguntando: "O que me faz gigante?".
Em seguida, imaginando respostas, caiu em sono profundo.
Por eras, que para os gigantes são horas, ele dormiu. Seu corpo gigantesco estirado, o joelho dobrado formando um grande monte, uma rocha imensa denunciando seu torso titânico e a cabeça indizível, coberta de árvores e limo.
Dormiu até se tornar lenda no mundo. Uma lenda que dizia que o futuro pertencia ao gigante, mas que ele nunca acordaria e que o futuro seria para ele sempre isso: futuro.
No entanto, com o passar do tempo ficou claro que nem mesmo as lendas devem dizer "nunca".
Depois de muito sonhar com a pergunta sobre si, o gigante finalmente despertou com a resposta.
Acordou, ergueu-se sobre a terra da qual era parte e ficou de frente para o horizonte.
Tirou então um dos pés do chão e, adentrando o mar, deu um primeiro passo.
Um passo decidido em direção ao mundo lá fora para encontrar seu destino.
Agora sabendo que o que o faz um gigante não é seu tamanho, mas o tamanho dos passos que dá.

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Do Querido Leitor: Ah, você quer minha opinião? Pois não. Opinarei.

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/2011/09/29/ah-voce-quer-minha-opiniao-pois-nao-opinarei/

 

Eu acho o brasileiro médio muito machista. Eu acho a mulher brasileira bem machista também. Por ‘machista’ eu quero dizer uma pessoa que, no fundo, acredita que o homem é superior à mulher e que tem mais direitos do que ela apenas por ser homem. Que tem a última palavra, o poder de decisão. Um homem machista é aquele que acha que pode  ‘deixar’ ou ‘não deixar’ que uma mulher faça coisas, como se ele fosse dono dela, seja a mãe, a mulher, filha. A culpa deve ser de todos nós, que perpetuamos esse machismo através das gerações, da mãe que sonha que o filho encontre uma boa moça que o obedeça (?) até a mulher que briga com os filhos para que deixem o melhor bife para o papai. Fazer isso por AMOR é legal. Fazer isso por submissão e medo, não. O papai trabalha, a mamãe trabalha e todos merecem bons bifes.

Na minha opinião todos os seres humanos têm os mesmos direitos, independente de sua orientação sexual, por exemplo.

A orientação sexual (bem como a prática do sexo) também é de foro íntimo. Não é da conta de ninguém e nem deveria interferir em nada, nem interessar a ninguém que não os envolvidos e beneficiados diretos.

Se você está morrendo e um médico vai atender você para salvar sua vida tenho CERTEZA que você não vai se importar se ele é gay, por exemplo. Assim como tenho certeza que se a vida do seu filho depender de uma pediatra você não vai se importar se ela for lésbica. Ou judia. Ou umbandista. Ou arremessadora de martelo e albina. Uso esses exemplos extremos apenas para chamar sua atenção, porque a orientação sexual de qualquer pessoa não deveria importar em nenhum momento social, seja na padaria comprando seu pão, tendo aulas de ikebana ou na reunião com seu colega de trabalho, uma vez que ela não INTERFERE na sua vida social ou profissional.

Mesmo porque, ninguém SABE NADA sobre a vida íntima de ninguém. E nem tem que saber. Essa tela onde você lê esse texto agora. Quem fez a tela? Foi um jamaicano hetero? Um chinês bi? Uma brasileira virgem? Dá pra ler o texto? Então pronto. Se a pessoa trabalhou e produziu, não foi escravizada, não cometeu nenhum crime, você comprou o aparelho e está lendo, beleza.

Essa curiosidade patológica que temos pela vida sexual dos artistas, por exemplo, mostra apenas como somos analfabetos sexuais. É como se não conhecêssemos todas as possibilidades e nuances e, a cada nova letra descoberta, fizéssemos um desnecessário auê. Como? Fulano é G? A outra é L? Ele é B? Brincou que aquela pessoa é T? Se essas novidades servirem para ampliar seu leque de possibilidade, perfeito. Caso contrário, deixe a vida do outro pra lá. Eventualmente posso até ouvir e pensar, ah, que surpresa, não sabia que ele é gay. Então ele é gay, ok. Próximo assunto.

Lembro de uma palestra que dei num hotel, num encontro de fim de semana para empresários. Falei uma hora sobre minha carreira em mídia. Na hora de abrir para perguntas, todo mundo só queria saber se a apresentadora com quem trabalhei era gay ou não. Broxante. Eu queria muito saber o que eles fariam com esse tipo de informação. Provavelmente usariam-na para sentirem-se superiores. Ou ‘normais’.

Outro assunto que não tem relação com nada e não deveria ser de interesse social é a vida sexual das pessoas. De onde foi que o povo brasieiro tirou essa associação de que toda mulher politizada, que briga por seus direitos é mal comida? Que feminista não transa? Primeiro que no tempo da faculdade quando a gente fazia movimento político, todo mundo comia todo mundo. Eu diria até que as mulheres mais politizadas têm uma vida sexual muito mais intensa do que as que não tem ideologia nenhuma, só pra chocar. #prontochoquei.

Também não entendo esse conceito totalmente sem noção de que mulher feia não faz sexo. Faz e com homens de todos os tipos, inclusive os feios. E chatos. E carecas. E lindos. Tem que ser muito limitado pra ligar beleza com prática sexual. O sexo existe e se manifesta em quase todos os seres vivos e, embora para muitos o estímulo visual seja um fator importante, ele não é de-ter-mi-nan-te.  Ou você acha que todas as pessoas que se masturbam nesse mundo acham que suas mãos são lindas?

Aqui vou parar e opinar também sobre a beleza e aproveitar pra voltar ao machismo. Todo mundo quer ser bonito ou melhorar o visual. Porque a imagem corresponde a uma parcela importante do ‘julgamento do primeiro encontro’, por exemplo. A imagem faz parte do processo seletivo de escolha de parceiros em ambientes sociais. Mas é UM dos muitos elementos, que inclui afinidades, texturas, ideologias, etc. etc. etc.

Eu acho bacana a gente investir na beleza, mas acho TERRÍVEL e MACHISTA a atitude de buscar essa beleza APENAS para atender a um MERCADO de consumo machista. Se a mulher quer botar silicone, fazer lipo, botar botox e tudo mais, que o faça porque ela quer e não pra ‘segurar o marido’, ‘impedir que o parceiro tenha amante’ ou para ‘competir com a amiga de vestiário da academia’. Seria mais bacana se ela fizesse isso por si mesma. E se ela quiser fazer por seu macho também, que faça, eu só estou dando A MINHA OPINIÃO, LEMBRA? Que também é mutante e influenciada por vivências.

Opinião é como casa, de vez em quanto tem que mudar pra outra.

Agora vou falar da campanha da Hope com a Gisele.

A Gisele é linda. É brasileira. Gostosa, rica, perfeita. E a Hope faz calcinhas. E, como todo cliente, contrata uma agência de propaganda para fazer campanhas que vendam esses produtos. A propaganda tem muito dinheiro e pouco tempo. Então ela tem que comunicar cortando caminhos. A gente clica Alt+Tab no telcado, a propaganda usa clichês. O clichê da sogra. O clichê da mulher que bate o carro do marido. O clichê da mulher que gasta todo o cartão de crédito dele. Enfim, a propaganda RETRATA a sociedade, reduzindo tipos verdadeiros. A mulher que bota a lingerie pra contar pro marido que fez merda existe assim como existe a mãe que faz o bolo pro filho antes de pedir pra ele visitar a vó. Existe tanto quanto o funcionário que traz uma lembrancinha pro chefe quando volta da viagem. TUDO ISSO EXISTE. Se você acha isso errado e machista, então temos que consertar nossa sociedade, para que a publicidade tenha outros valores para retratar.

Pra encerrar esse tratado, quero dizer que aprendi uma coisa hoje. Um erro que todos nós cometemos quando opinamos ou criticamos. Nós nos ISENTAMOS nessa hora. Apontamos o dedo e nos DELETAMOS, como se não fossemos corresponsáveis, como se não fossemos nós os autores de tudo isso. Mas somos nós que votamos nos corruptos. Somos nós que sustentamos a corrupção. Somos nós que pagamos suborno pro guarda. Somos nós que promovemos o preconceito e perpetuamos a incompreensão. Nós que fechamos os olhos para a injustiça, nós que ao mesmo tempo RIMOS DA PIADA E DIZEMOS QUE ELA É ERRADA. Você RI da piada e depois aponta o dedo pra quem acha graça. Nós somos total e completamente loucos como sociedade. Seria sensacional se pudéssemos dar uma controlada nessa doideira. Só um pouquinho.

O Brasil sempre foi muito novinho, um país de crianças.

Mas agora o tempo passou e já temos mais de 500 anos.

Está na hora de largar a chupeta, a fralda e aprender a compartilhar os brinquedos e respeitar o coleguinha. E se transformar num adulto bacana.

Bom dia.

Motorola tem comercial proibido por fazer propaganda enganosa

imageA Motorola está proibida de continuar a veicular um comercial na Inglaterra por causa de uma reclamação de fãs de outra empresa, a Samsung. O motivo? Propaganda enganosa!

No comercial, a Motorola afirma que Atrix é o smartphone mais poderoso do mundo. Com isso, a Advertising Standards Authority (ASA), orgão regulador da publicidade do país, recebeu duas queixas de fãs do smartphone Samsung Galaxy alegando que o Atrix é inferior. Eles argumentaram que o Galaxy II Samsung i9100 S tem um processador mais poderoso e que a declaração do aparelho da Motorola ser mais rápido é então enganosa.

A Motorola contra-argumentou que, além de sua capacidade de processamento, o Atrix tinha outras características que não promoveu no anúncio, como 20% de bateria mais potente do que todos os concorrentes e que proporciona uma melhor segurança e proteção. A empresa ainda disse que, apesar do Samsung Galaxy ter um processador mais rápido, a combinação de características tornavam o Atrix o "smartphone mais poderoso do mundo".

O ASA respondeu que os consumidores entenderiam que o comercial diz que o smartphone em si seria o mais poderoso do mundo, concordando com a reclamação. Por causa disso baniu o anúncio por quebrar as regras da publicidade em relação a propaganda enganosa e determinou que a Motorola não deve reivindicar o título de ter o "smartphone mais poderoso do mundo" novamente.

Duas imagens de VPA em propaganda

O site japonês da Mitsubshi publicou duas pequenas imagens de Peregrino em uma propaganda de televisões com tecnologia 3D. Uma imagem é do Aslam e uma outra é do navio-título. Além disso, o site também postou um comercial da tal televisão 3D e algumas cenas do filme são mostradas – incluindo o Aslam saindo da tela de um jeito que dá vontade de apertá-lo e o Ripchip pirlimpinpando por toda parte.

VDT01    VDT02     aslam3d

 
Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/duas-imagens-de-vpa-em-propaganda.html

Só negócios

Citação
Saiu numa revista de finanças
UMA moça escreveu um email para uma revista financeira pedindo dicas sobre “como arrumar um marido rico”.
Contudo, mais inacreditável que o “pedido” da moça, foi a disposição de um rapaz que, muito inspirado, respondeu à mensagem, de forma muito bem fundamentada. Segue:
Mensagem/email da MOÇA:
“Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe.
Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano.
Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site?
Ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão me fazer morar em Central Park West.
Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente.
Então, o que ela fez que eu não fiz? Qual a estratégia correta? Como eu chego ao nível dela?” (Rafaela S.)
Mensagem/resposta do (inspiradíssimo) RAPAZ:
“Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.
Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou tomando o seu tempo a toa…
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma:
Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que você oferece é simplesmente um péssimo negócio.
Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro. Proposta clara, sem entrelinhas.
Mas tem um problema.
Com toda certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará aumentando.
Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos..
E você não somente sofre depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre aumenta!
Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. E no futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que virou um caco.
Isto é, hoje você está em ‘alta’, na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada.
Usando o linguajar de Wall Street , quem a tiver hoje deve mantê-la como ‘trading position’ (posição para comercializar) e não como ‘buy and hold’ (compre e retenha), que é para o quê você se oferece…
Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um ‘buy and hold’) com você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim!
Assim, em termos sociais, um negócio razoável a se cogitar é namorar. Cogitar…
Mas, já cogitando, e para certificar-me do quão ‘articulada, com classe e maravilhosamente linda’ seja você, eu, na condição de provável futuro locatário dessa ‘máquina’, quero tão somente o que é de praxe: fazer um ‘test drive’ antes de fechar o negócio… podemos marcar?”