JotaPêAh!

Pauline Baynes, ilustradora de Nárnia

imagePauline Baynes, artista e ilustradora, que faleceu dia 01 de Agosto (de 2008) , com 85 anos, trouxe o mundo de Nárnia de C.S. Lewis e a Terra Média de J.R.R. Tolkien à vida com seus desenhos de linhas soberbas.

Em 1948, Tolkien visitava seus editores, Geoge Allen e Unwin, para discutir algumas artes decepcionates que ele havia encomendado para seu romance “Farmer Giles of Ham” (Mestre Gil de Ham, português), quando ele viu, sobre uma escrivaninha, algumas reinterpretações espirituosas de marginálias medievais para Saltério Luttrell, que os surpreendeu. As mesmas, descobriu-se, haviam sido enviadas aos editores, sob o nome desconhecido de Pauline Baynes.

Tolkien exigia que o criador daqueles desenhos fosse designado a trabalhar nas ilustrações de “Farmer Giles of Ham”, e ficou encantado com os resultados subsequentes, declarando que “Pauline Baynes havia reduzido os seus textos aos desenhos dela”. O aprofundamento na colaboração entre Tolkien e sua ilustradora de Farmer Giles se seguiu para a vida toda, em uma longa amizade.

Durante a guerra, Pauline Baynes trabalhou para a Marinha, e a experiência adquirida, lá estava, quando Tolkien a pediu para ilustrar o mapa da Terra Média. Mais tarde, quando mostrou a ele sua arte para um poster de Frodo e Bilbo, o bolseiro, o autor apenas concordou com a cabeça e murmurou baixinho: “Lá estão eles, lá estão eles.”

O trabalho para Tolkien a levou para ilustrar os livros de Nárnia de C.S. Lewis, embora ele, um dos amigos de Tolkien em Oxford, não fosse tão generoso em relação a seu ilustrador. Para ela, ele elogiava seu trabalho, porém mais tarde Pauline Baynes foi ferida ao saber que Lewis criticava severamente seus desenhos para outras pessoas, contando a seu biógrafo, George Sayer, por exemplo, que ela não sabia desenhar leões.

Anos mais tarde, ela tornou-se consciente de que uma única edição de “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa renderia muito mais do que ela havia recedibo pelas ilustrações originais. Ela também incomodava-se com as alegorias Cristãs nas histórias de Nárnia e o fato de estar ligada com Lewis e Tolkien ofuscou sua carreira – no percurso, ela ilustrou mais de 100 livros.

Pauline Diana Baynes nasceu dia 9 de Setembro, 1922 em Hove, East Sussex, apesar de suas lembranças mais antigas em passar a infância na Índia, onde seu pai trabalhava como Comissário do Serviço Civil Indiano, em Agra. Os verões eram passados na estação do Munte Mussoorir, imagens e sons, os quais Pauline se lembrava muito bem aos 80 anos de idade.

Essa vida chegou ao fim quando a mãe de Pauline se recusou seguir a convenção de mandar suas filhas de volta às escolas na Inglaterra, por conta própria. Ao invés disso, ela abandonou o marido (ela escreveu que “ele estava livre para fazer o que quisesse”) e voltou para a casa com as filhas, ficando com amigos nesse tempo de estudo e nos hotéis suíços, durante os feriados.

Infelizmente, nem a solicitude de sua mãe nem a companhia de sua irmã mais velha, Angela, impediram Pauline de ser infeliz. Pelo o resto de sua vida, era assombrada por memórias de pobreza e miséria, por ser, abruptamente, separada de sua Aia Indiana (e de seu macaco de estimação, que era treinado para os acompanhar na mesa de chá), além das lembranças de seguir a viagem de volta pra casa chorando. Passou seus miseráveis dias de escola num convento, onde freiras antipáticas implicavam com sua imaginação estranha, sua destreza manual, sua excentricidade, roupas e capacidade de falar hindi, porém os mesmos dias tornaram-se menos intoleráveis, quando Pauline aprendeu que suas experiências era muito similares as de Rudyard Kipling, cujo trabalho ela sempre admirou.

Sua vida melhorou imensuravelmente quando, aos 15 anos, ela passou dois períodos estudando desenho na Escola de Arte de Farnham, antes de seguir a irmã para Slade, e depois para Oxford. De início, ela sabia que queria ilustrar livros infantis, mas em 1940 seus estudos foram interrompidos pelas demandas dos trabalho de guerra, primeiro para o desenvolvimento do departamento de camuflagem do exército em Farnham Castle, e depois ela desenhou mapas e cartas navais para o Almirantado em Bath.

Ela ficou amiga de Ernest Shepard, ilustrador dos livros “Winnie the Pooh”, que a levou para Londres para mostrar seu portfólio ao editor do “Illustrated London News”. Mas sua grande virada veio em 1948, quando os desenhos do portfólio que ela enviou por acaso para George Allen Unwin foram vistos por Tolkien.

Posteriormente, a extensa produção de Pauline foi criar várias capas para a editora “Puffin Book”, incluindo aquelas para “Richard Adam’s Watership Down” e para a versão em brochura de 1961 de “O Hobbit”. De todas suas ilustrações para livros, ela sentiu que as melhores foram as que ela produziu para “Grant Uden’s Dictionary of Chivalry”, uma magnífica produção que a ocupou por dois anos inteiros, e pela qual foi premiada coma medalha Kate Greenaway em 1968.

Foi assim durante muitos anos desde que sua vida se transformou. Em 1961, aproximando-se dos 40 e após muitos “interessantes e divertidos”, porém falhos, romances (C.S.Lewis a considerou “bonita demais para seu próprio bem”), Pauline Baynes estava vivendo uma vida reclusa em uma cabana com seus cachorros como companhia, quando um ex-prisioneiro de guerra alemão que esteve com o Afrika Korp de Rommel bateu em sua porta.

Passadas poucas semanas do encontro, Fritz Otto Gasch e Pauline Baynes se casaram. ​​Gasch se dava bem com os amigos de Pauline, Tolkien e Shepard (eles se divertiam trocando lembranças da guerra) e ele criou um maravilhoso jardim para sua esposa. Eles até queriam ter filhos, mas não era pra ser, e assim eles permaneceram um casal dedicado até a morte repentina de Gasch, em 1988.

Então, dois anos depois, Pauline Baynes recebeu de repente um telefonema de uma filha de Gasch, de seu casamento pré- guerra. Após a queda da Cortina de Ferro, a filha descobriu que seu pai havia ficado na Inglaterra depois da guerra e que havia se casado novamente. Ela nunca o conheceu, mas ficou encantada ao encontra a mulher que o amou. E então, na velhice, Pauline Baynes descobriu que tinha uma família, afinal. “Foi”, disse ela, “como algo mágico voltando pra mim através de um guarda-roupa”.

Ela continuou a trabalhar todos os dias em uma escrivaninha abaixo de uma janela que dava para o jardim que seu marido havia criado para ela e no qual suas cinzas foram espalhadas. A escrivaninha estaria cheia de tubos de guache pela metade e fileiras de canetas e pincéis desgastados. Música de Handel tocava ao fundo e os cães de Pauline estariam deitados em seus pés.

Seus livros posteriores lutaram para encontrar uma editora ( um bestiário recente encontrou uma editora americana só quando ela concordou em pintar os seios de uma sereia, que foram considerados muito risqué), mas ela não parou de trabalhar. “Recentemente” ela terminou uma versão altamente decorativa do Alcorão, e estava a meio caminho de uma colorida Fábula de Esopo, quando então, morreu.

Fonte: http://www.telegraph.co.uk/news/obituaries/2524880/Pauline-Baynes.html

Tradução: http://mundonarnia.com/portal/pauline-baynes-a-escrita-de-lewis-em-desenhos.htm

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Erro de continuidade em Nárnia 1: A Táhbatah pessoa

Lendo os erros do filme As Crônicas de Nárnia: O leão, a feiticieria e o guarda-roupa (aqui), e vendo o filme, para comprovar se é erro mesmo ou não.

Estou escrevendo uma mensagem para o site com minhas observações, quando me deparo com a seguinte situação:

 

36. Durante a brincadeira de esconde-esconde, a personagem Susan está com um vestido comprido e se esconde dentro de um baú. Na seqüência, aparecem Lucy e Edmund correndo para lá e para cá tentando se esconder. Contudo, apesar de Susan já estar escondida dentro do baú, aparecem os pés e a barra do vestido dela ainda correndo, buscando um lugar para se esconder. (Contribuição de Thais – SP – Fã de Carteirinha)

Ao ver a cena, percebo que há muito mais entre o céu e a terra…..

Então, prestem atenção nestas imagens:

lúcia

Essa é Lúcia, com seu vestido marrom.

 

susana

Essa é Susana, com sua saia quadriculada.

 

tahbatah pessoa

E essa é a pessoa que aparece correndo para se esconder, logo após a cena da Susana entrando no bau.

 

Não é a Lúcia, nem a Susana.

 

ONFS.

 

É a táhbatah pessoa, então.

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Aslan’s Meditations: (11/11) Neither Barren nor Unfruitful

It’s hard to believe we are concluding our series in 2 Peter 1:5-8, yet here we are in part 11 – the last part of our series.

I want to say thank you so much for taking this journey with me, and for all your encouraging notes along the way. It was truly a blessing to write this and I hope you learned as much from reading it as I did writing it.

We’re going to take a break for a week or two, and then AslansLily is going to take us into a new series looking at Jesus as the great I AM – so stay tuned!

In the meantime, I’d love to hear your feedback on this series and Aslan’s Meditations in general, so you can submit any feedback you have HERE.

And without further ado, here is the last installment of our series!

But also for this very reason, giving all diligence: add to your faith virtue, to virtue knowledge, to knowledge self-control, to self control perseverance, to perseverance godliness, to godliness brotherly kindness, and to brotherly kindness love. For if these things are yours and abound, you will be neither barren nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

To wrap up, let’s take a quick overview of what we’ve covered in this series.

imageIn Part 1, we began by saying that all these virtues are not a list of things for us to do, rather they are an outpouring of our love and a response to God’s amazing gift of salvation and grace.

That by God’s divine power He has given to us all things that pertain to life and godliness – through the knowledge of Him who called us by glory and virtue…by which have been given to us exceedingly great and precious promises!

In Part 2, we looked at how faith is our solid foundation – that if we do not have faith, it’s impossible to please God. Without faith in the One who has created us and sustains us, if we have all these other virtues, they mean nothing because there is no grounds for them. It’s easy to fight when things are all unicorns and rainbows and mountaintops, but faith is what keeps you strong when you can’t see – the substance of things hoped for, the evidence of things not seen. (Heb. 11:1)

Moving into part 3, we took a step back at an important word in this passage: diligence. We saw how it contrasted with perseverance, and that Paul didn’t say this was going to be an easy journey. It’s going to take careful, persistent, daily surrender to Christ – not just something we do half-heartedly or do out of present emotion at church. It’s something we have to continually keep pushing ourselves to do – because in the end the reward will be wonderful.

imageNext, in part 4, we looked at the very broad, yet penetrating value of “virtue”, where we saw the kinds of things that can get in our way of all of these things. Faith is our foundation, but where do we go from there? Often we don’t realize the things that hinder us from God because they are a mask that we’re wearing, distorting everything and preventing us from learning and growing. It put into perspective living because of God, not trying to do good things for Him – but again, living my life as a response to His grace.

In part 5, we built on the previous lesson about having the right mask over our face by talking about what we should know in the word “knowledge.” We are ambassadors for Christ, and we have the joyous, beautiful, amazing privilege of representing God to the world. We can know all the answers, know all the verses, be able to answer every question, but unless we personally know Christ, everything is worthless. This goes back again to not living for Christ but living because of Him.

imageWhen we reached part 6, we talked about self-control and how we need to be careful what we do with the knowledge that we have – that we don’t abuse it or try to use it for our own benefit or glory. We also saw how self-control – through Christ’s strength – can help us to overcome temptations because we have a greater goal in mind.

In part 7, we looked at perseverance and endurance. We saw how they were similar, and how they were different, but most of all how after all those virtues – we’re probably getting a little tired! And perseverance is what we need to press on. Sometimes it means just forsaking all and running. Sometimes it means ignoring the pain. Other times it means stopping, thinking, and praying. Other times it means letting God clean our hearts – often a painful process. But we know that we can press on because our God is fighting for us. We also saw how just enduring for the sake of enduring was not what we needed to do – but to press on.

imageIn part 8, we talked about how being godly wasn’t just not being ungodly, but rather taking meaningful steps to do what is right. It’s not just making sure we don’t do bad things, but making sure were doing the right things. So often we think we’re okay because we don’t smoke, do drugs, or drink – but we don’t realize that doing all those things is just as bad as not doing what God wants us to do.

imageA few weeks ago in part 9, we looked at brotherly kindness, and what it means to love others with a love that’s not just specific to certain types of people – but with a family-like love that loves others despite their faults: the way Jesus loved.

imageLast week in part 10, we saw how at the end of it all – we need love. Because without it we are nothing. I was really challenged by a message I heard the other day that – we should not be praying for Jesus to teach us to love; rather we need to pray that the very person of Jesus would come into us and our lives would be an outpouring of His love. We can’t love on our own, because we are fallen human beings. But through Christ’s love, as we so beautifully saw this past week during Easter, surpasses all, and through Him we can love others.

And today, here we are at the end of the series. Let’s look at the last verse of this passage:

For if these things are yours and abound, you will be neither barren, nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

Oh! To think! To be neither barren, nor unfruitful. So often I feel as if my life is empty, like I’m not doing anything for God – but God has placed me on this earth for a specific and special purpose.

It sounds super cliche to say that God has a purpose for your life.

But think about the power of that again. God has a purpose for your life.

It’s not just arbitrary. You’re not living this life for no reason or no aim – God has something very specific for you. But until we’re willing to seek Him fully, to give of ourselves to Him, all the things we cling to – our fruit will be worthless.

I have absolutely nothing – I mean nothing – of value or worth to do, make, say, or proclaim outside of what Christ has done for me. I am no one, but through Christ I am someone precious that He loves.

By myself,  I will be barren and unfruitful. My life will be nothing. It is only through Christ, in Christ, and because of Christ that I can further His kingdom – for His glory, and His alone.

Think about all the times the kids in Narnia tried to do things on their own. The times they tried to further themselves, their looks, their status, their own plans. What happened? They couldn’t see what Aslan had in store for them, but when they failed to trust in his plan, things went wrong. Yet in surrendering their own desires to the knowledge that Aslan had something better in store, they were able to do so much more.

image1 Timothy 1:17 – Now to the King eternal, immortal, invisible, to God who alone is wise, be honor and glory forever and ever. Amen.

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/04/aslans-meditations-neither-barren-nor-unfruitful/

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Aslan’s Meditations: (10/11) Loooooove

I hope you haven’t forgotten about our series in 2 Peter 1:5-8! We’ve had a nice little break while I’ve been out of town, and I’m most pleased to be back again for part 10!

But also for this very reason, giving all diligence, add to your faith virtue, to virtue knowledge, to knowledge self-control, to self-control perseverance, to perseverance godliness, to godliness brotherly kindness, and to brotherly kindness love. For if these things are yours and abound you will be neither barren nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

We’re beginning to wrap up the series now – in our second to last installment on LOVE.image

Uh-oh, you say. LOVE. That’s a touchy one, isn’t it?

The word love is thrown around so much in our culture. We love certain types of food, clothing, music, games, movies. We love people, places, things, ideas. Sometimes we don’t, but we say it anyway. It’s passionate, deep, and driving.

“All you need is love.”

I personally really hate that statement, because I don’t think it’s entirely true. But I can understand where people are coming from, so we’ll get started.

While I can’t claim to know everything about love, I’d like to look specifically at love as we see it in 1 Corinthians 13. Especially as Easter draws near, we can look at love as it is modeled perfectly in the life of Jesus and His sacrifice.

imageI often think I have to model Christianity. I mean, hey – look at all those Christians who look good, sound smart, AND follow Christ. Can’t I do that, too? But I found that that started to suddenly shift my focus. I started to worry a lot more about how I looked to other people, what I sounded like, and what people were going to think of me – instead of placing my focus on Christ.

1 Corinthians 13 starts out to say – though I speak with the tongues of men and of angels, but have not love, I am a sounding brass or a clanging cymbal.

I can sound good, but if I don’t have love for Christ and for others, the words I speak are really just clangs and clashes.

And though I have the gift of prophecy and understand all mysteries and all knowledge, and though I have all faith so that I could remove mountains – but have not love, I am nothing.

I could know everything – earlier in the series we talked about knowledge. How it’s important to know what we believe. But have you ever wondered what it was like to know everything? What if I understood every mystery, every question, every problem there was to know? This verse says if I didn’t have love, I’d be nothing. Imagine! To know everything in the world, to be the epitome of knowledge – yet be regarded as nothing without love.

And though I bestow all my goods to feed the poor, and though I give my body to be burned, but have not love, it profits me nothing.

Sacrificial giving is one of the most benevolent things a person can do. Giving of yourself, your talents, and your abilities to serve others is not something to be taken lightly – but we could sacrifice our whole lives to others – and if it’s not for love, it was all in vain.

So clearly my endeavors to be a Christian and look good too – don’t quite work. I can’t have my cake and eat it too. At least – not when my goal is to look good. We’ve got to start with the basics.

Then – what is love? We’ll keep on going in 1 Corinthians 13.

Love suffers long, and is kind. Love does not envy, love does not parade itself, is not puffed up. Does not behave rudely, does not seek its own, is not provoked, thinks no evil. Love does not rejoice in iniquity, but rejoices in the truth. Bears all things, believes all things, hopes all things, endures all things. Love never fails.

Woah, that’s a load of truth right there. Have you ever stuck your name in there in place of the word love?

Hannah suffers long, and is kind. Hannah does not envy, Hannah does not boast.

Kinda puts it in a different perspective, doesn’t it? Do I really do all those things?

“Suffers long.” The usual word to replace that one in other translations is “patient” but in reality that’s just what it means – suffering for a long time. Love is willing to bear the pain and the agony, knowing there’s something greater at work.

“Does not seek its own.” That in and of itself is a load right there. To never seek my own – but to only seek Christ. To never try to parade myself as looking good, but only to parade Christ. To proclaim Christ.

“Thinks no evil.” Oh, how often have sinful thoughts crossed my mind! We are called to take every thought captive to the obedience of Christ. (2 Cor 10:5) Can you imagine if our every thought and action was captive to the obedience of Christ? How wonderful that would be?

Now go back and look at this passage – we’re so incapable, aren’t we? I can’t even begin to count the times I have done exactly the opposite of what these words tell us. But now, read it again, and think about Christ, and what He’s done.

Love suffers long, and is kind. Love does not envy, love does not parade itself, is not puffed up. Does not behave rudely, does not seek its own, is not provoked, thinks no evil. Love does not rejoice in iniquity, but rejoices in the truth. Bears all things, believes all things, hopes all things, endures all things. Love never fails.

imageJesus – the King of the universe, the one who deserves glory, fame, honor, respect, and exaltation! He did not parade Himself, He didn’t seek His own. He was the perfect picture of love – and because He loves perfectly and purely, He gave His life for we who could never love.

We are impatient. Unkind. We want others to think well of us, we want to look good. We want to *feel* satisfaction, we want to see. Our sinful natures delight in temporal satisfaction. Things we can see and touch immediately.

imageHave you ever thought of the craziness of Christ’s love? What about the fact that GOD DIED. Okay, so maybe I’m being dramatic here, but really – that the Lord of all the universe came down to die.

Not only that, but He died for the ones who were completely incapable of anything.

Because He loved us.

Oh, how sweet and powerful that truth is!

Its so cliché sometimes – I mean, you’ve heard it repeated probably more than 10 million times in Sunday school, right? We so often take it for granted.

But the God who loved perfectly loves us who cannot even fathom love.

And our response? We are called to give our lives – what more can we give but that? Jesus says whoever loses his life for His sake will find it.

Love is sacrificial – and it’s a choice. It’s not always a feeling, and it’s not always something we can see the direct results of.

But we love – because He first loved us. We can love others even when they’re scumbags. Even when they don’t love us back – because we know that the God of the Universe and the Lord over all loves US.

It’s hard to love people who don’t love back. To suffer through pain and give up ourselves. But what loss is that for the gain of being satisfied by Christ? He can’t satisfy us till we understand that we cannot satisfy ourselves.

So much that we do is in response to something that has happened. We eat because we’re hungry, we drive because we have to go somewhere. We work because we need to earn money, and we sleep because we need it.

We love others because Christ loved us.

imageIn response. How many of us would get married and live as if we were single? Or have kids and live as if we didn’t? Or win a million dollars and not do anything with it?

The fact is – Jesus sacrifice is far more beautiful, exciting, and wonderful than anything that could ever happen to us on this earth. Our love is a response to that – the way we live because of God.

imageWe see love in Narnia – clearly in Aslan. Edmund betrayed the ones he

loved – and Aslan died to save him. But what you see is a change in Edmund – how He lives in response. You also see it in Eustace – his life was drastically changed. Aslan may have had to rip and tear at him, but he did it out of love because he knew that was the only way to change him.

It reminds me of the song by tenth avenue north called “any other way.”

It’s not enough – it’s not enough, just to say that you’re okay.
I need your hurt, I need your pain – it’s not love any other way.

Love isn’t love unless there’s some sacrifice to it. The kind of pain and suffering Jesus went through was necessary for us to be redeemed. And sometimes He has to hurt us in order to teach us – but He does it because He loves us and He’s got a perfect plan and story all in place.

For now we see in a mirror, dimly – but then we shall see face to face.

We can’t always see what God is doing, or perhaps why exactly we should love someone – but we know that one day Christ will wipe away our every tear and we will see Him face to face.

So is all you need love? If you’re looking at 1 Corinthians from a strictly technical point of view, yes. But as Christians we know it’s not love we need -  it’s Christ. It’s not enough just to say we  need to “just love” – but rather that we need to give ourselves for the only one who can satisfy us – Christ.

My challenge to you this week, especially as we move closer to Easter, is to look at your life and your actions. Do they reflect Christ, and are they proclaiming Him? You don’t necessarily have to speak the Gospel in order to proclaim the Gospel. Love is an action – it’s your willed choice to press on because you know that your eternal home is secure.

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Aslan’s Meditations (4/11): A Máscara que usamos

Autora: Hannah Dokupil

 

Bem vindos à nossa quarte parte da série Construindo sobre a Rocha, de 2 Pedro 1:5-8. Para ver os artigos anteriores, clique aqui.

Por isso mesmo façam todo o [esforço] possível para juntar a bondade à que vocês têm. À bondade [virtude] juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus. A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor. Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo.

A devoção dessa semana é sobre a palavra virtude.

Estava pensando sobre isso algumas semanas atrás, e tentando decidir o que iria falar sobre ela. Quer dizer, você realmente não pode expandir mais que “virtude”, pode? Todos os outros componentes deste versículo se encaixam como “virtudes” – conhecimento, domínio-próprio, perseverança, devoção a Deus. então, porque adicionar “virtude”, se é justamente isso que as outras palavras são?

Aqui está uma rápida definição de virtude: a qualidade de fazer o que é certo e evitar o que é errado, excelência moral.

O que eu posso tirar da palavra “virtude”?  Eu acho que nesse verso, a palavra não está aplicada no sentido definido acima. Mas aqui está o que Deus tem trabalhado na minha vida na última semana, e isso pode ir contra a definição acima da palavra virtude, mas talvez Deus faça uma conexão na sua mente como fez comigo.

Virtude é, como eu disse, uma palavra bastante ampla. Mas eu acho que é exatamente por isso que vem depois da fé. Fé , como vimos, é a nossa fundação. É sobre ela que construimos. Mas a virtude está logo depois da fé. Porque? Virtude é uma espécie de parente.

Dependendo da sua visão de mundo, religião ou fé, a virtude terá um significado diferente para você. Para muitas religiões, a virtude é um trabalho piedoso do ritual sagrado, ou até mesmo a moral elevada pela qual você deve viver.

Como cristão, no entanto, a virtude é algo bom que Deus trabalha em nós que se torna uma base para a maneira como vemos o mundo. Sem fé é impossível agradar a Deus, mas Jesus também diz que você vai conhecer os cristãos pelos seus frutos. (Mateus 7:20)

Uma coisa em que meditei bastante semana passada foi sobre ídolos, as coisas que se colocam entre nós e Cristo.

Ao longo dos anos, tive vários entendimentos diferentes do que são ídolos. Quando eu era pequena, todos os ídolos eram coisas como Buda, ou o homem algre gordo que estava sentado de pernas cruzadas no chão, com velas em frente a ele em todos os restaurantes chineses que fomos.  Basicamente, era um “deus mal”, ou um “deus falso”.

Quando fiquei mais velha, aprendi que deuses são qualquer coisas que você coloca acima de Deus. Este não era um conceito difícil de entender, e na minha mente de dez anos de idade, não havia muito que eu poderia colocar acima de Deus. Deus era…apenas…isso.

Quanto mais eu amadureci e quanto mais eu aprendia sobre o mundo, mais ídolos eu encontrava competindo por minha adoração. Não eram apenas algo pelo qual se ficava obcecado. Não tem que ser algo que você colocou descaradamente na frente de Deus. De fato, os ídolos que eu encontrei na minha vida eram coisas que se tornaram inconscientemente à frente de Deus. Coisas que eu não reparei que tinham tomado o lugar de Deus – como amigos, família, e até mesmo a igreja.

Igreja? Fiquei horrorizada quando Deus mostrou isso em minha vida. Como poderia a igreja se tornar um ídolo? Mas Deus me mostrou que eu tinha colocado o “serví-lo” acima dele mesmo.

Oswald Chambers escreveu: cuidado com qualquer coisa que concorra com a sua fidelidade à Deus. O maior concorrente da verdadeira devoção a Jesus é o serviço que fazemos por ele. É mais fácil servir que entregar nossas vidas inteiramente a ele. Nós não somos enviados para fazer batalhas para Deus, mas sim para ser usados por Deus em suas batalhas. Será que estamos mais voltados para o serviço que para o próprio Deus?

Urgh. Essas são palavras incríveis…

Sexta-feira passada fui apresentada a um tipo diferente de ídolo. Ou melhor, uma outra maneira de ver os ídolos.

A mãe de um amigo meu estava lendo uma citação de um livro para mim. Eu não me lembro exatamente, mas aqui está um pouco do que consegui entender:

Coloque a mão no rosto e olhe através dos dedos. Agora vire a cabeça para ver o que está ao seu redor. Não importa o quanto você se vire, sua vista será sempre distorcida pelos seus dedos ficando no caminho.

O mesmo acontece com os ídolos. Tudo o que idolatramos se torna a máscara através da qual vemos o mundo. Aquilo que distorce nossa visão para ver as coisas de uma certa maneira.

Eu acho isso particularmente proeminente nos meus meios de comunição social / vida on line. Enquanto eu faço minhas tarefas diárias, algumas coisas que eu gosto uou acho interessante, eu imediantamento escrevo isso como um status no Facebook ou blog – porque o Facebook se tornou uma máscara através da qual eu vejo tudo.

Eu faço o mesmo com as pessoas. Às vezes eu penso em certas pessoas de quem eu gosto como se elas estivessem ao meu lado, ou imagino como reagiriam a uma determinada situação. Em vez de ver uma situação através dos olhos de Deus, eu passo a ver tudo através deles.

Esses são os ídolos.

imageEu estava conversando com um amigo algumas noites atrás, e surgiu o tema de querer que seja seja real para nós.  Querendo ouvir de Deus, para ouvi-lo falar conosco e nos mostrar sua vontade. Mas o que me impressionou foi … se eu tenho todas essas máscaras pelas quais vejo o mundo, como posso ouvir claramente o chamado de Deus? Ele não pode falar comigo quando estou filtrando tudo através das visões distorcidas que possuo. Uma vez ele disse que é preciso ver o mundo através de lentes cor-de-deus.

E é por isso que a virtude é depois da fé.

Fé é um salto enorme, mas depois que você pulou, é muito fácil voltar para trás, para se ter dúvidas. É por isso que a virtude é a próxima da lista.

Mike Donehey, o vocalista da Tenth Avenue North ( quem citarei uma vez ou outra nessa série), diz que seu verso favorito é Salmo 34:8 “Procure descobrir, por você mesmo, como Deus é bom.” Porque se você não fizer isso, nenhuma outra coisa fará sentido.

E no começo eu pensei que era um pouco estranho. Quer dizer, não há realmente versículos importantes como João 3:16 e Romanos 5:8? Mas o que ele disse é que, se não provar e ver que o Senhor é bom, nada do resto faz sentido.  Uma de suas frases mais famosas é “Nós não podemos aprender a viver para Deus, até que aprendamos a viver por causa de Deus”.

O que me impressionou foi a forma incrível como isso se relaciona com a imagem da máscara / ídolo borrando minha visão. Porque eu não posso fazer nada para Deus até que meu ídolo – minha máscara pela qual filtro tudo – seja o próprio Deus. Eu não posso viver para Deus, até que eu aprenda a viver por causa dele. Eu não posso entender qualquer coisa que Deus tenha feito por mim até que eu possa ter um vislumbre de quão poderoso e terrível e maravilhoso Deus é. Quão bom é um Deus que nos ama a menos que Ele seja um Deus bom? Eu não adoro a graça salvadora de Deus, eu adoro o Deus que me deu a graça salvadora.

imageEdmundo, em LFG, foi o que teve a visão distorcida pela Feiticeira Branca. É tão fácil perceber que Edmundo estava indo para o caminho do mal. Mas para Edmundo, não era bem assim. Ele tinha acabado de conhecer uma bonita rainha que lhe dava sua comida favorita, que o aquecia, e fez com que ele se sentisse bem consigo mesmo. E, é claro, dá pra ver claramente isso traduzido na forma como ele tratava seus irmãos. Ele estava ácido com Lúcia quando voltaram de Nárnia, e ainda traiu seus irmãos depois que retornaram para lá. 

imagePedro e Susana também tiveram visões de mundo e ideias que foram frustradas – frustrados por suas supostas ideias de realidade, do que foi possível e real.

Não foi até que todos entraram em Nárnia e começaram sua jornada à procura de Aslan, olhando para aquele cuja visão do mundo era verdade, que eles viram a luz.

E assim é a virtude. É uma qualidade ampla, mas que é tão importante por ser através dela que vemos o mundo. Nossas virtudes devem ser moldada por uma e apenas uma pessoa – que é Jesus Cristo. Meu desafio para você essa semana é olhar para a sua vida. Através de que coisas você vê o mundo. Facebook? Música? Entes queridos? Nárnia, mesmo? Somos chamados a colocar essas coisas para a morte.

 

Que tipo de máscara você usa?

 

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/02/aslans-meditations-the-mask-we-wear/

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Aslan’s Meditations – Apresentação

Autora: Hannah Dokupil

Textos Bíblicos conforme Nova Tradução na Linguagem de Hoje

 

 

Esta é a primeira de uma série de onze meditações na passagem de 2 Pedro 1:5-8, onde se lê:

Por isso mesmo façam todo o [esforço] possível para juntar a bondade à fé que vocês têm. À bondade juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus. A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor. Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo.

Para começar, vamos olhar para o verso como um todo. Durante as próximas 11 semanas, vamos analisar cada valor (esforço, fé, bondade, conhecimento, etc) e olhar para cada um, individualmente, como ele se aplica ao anterior, e o que significa para nós, pessoalmente.

Serão artigos menores que o normal, mais isso significa que podemos publicar toda semana. Eu (Hannah/Tru) conduzirei esta série. Se funcionar, continuaremos – se não, concluiremos a série e tentaremos outra. Obrigado pela paciência.

Para mim, este versículo sempre foi uma longa lista de coisas para fazer. Depois de adicionar a bondade, adicionamos o conhecimento. Depois que fizermos isso, você precisa começar a trabalhar o domínio próprio. E depois disso, a perseverança … e assim por diante, e se você fizer todas essas coisas, você estará preparado para a vida.

Não sei quanto a vocês, mas eu não acho que isso esteja certo.

Porque, veja, o texto começa com as palavras “por isso mesmo” . Portanto, a pergunta natural é … Por isso o que? Porque estamos fazendo tudo isso? Vamos voltar um pouco, e olhar este versículo no contexto. O livro de 2 Pedro começa assim:

“…escrevo esta carta a vocês que, por causa da bondade do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, receberam uma fé tão preciosa como a nossa. Que a graça e a paz estejam com vocês e aumentem cada vez mais, por meio do conhecimento que vocês têm de Deus e de Jesus, o nosso Senhor! O poder de Deus nos tem dado tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomar parte na sua própria glória e bondade. Desse modo ele nos tem dado os maravilhosos e preciosos dons que prometeu. Ele fez isso para que, por meio desses dons, nós escapássemos da imoralidade que os maus desejos trouxeram a este mundo e pudéssemos tomar parte na sua natureza divina.”

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Para mim, o texto está falando sobre como, à luz da Graça de Deus, vivemos vidas caracterizadas pela fé, bondade, conhecimento, etc. Algo sobre o qual estive pensando muito ultimamente é sobre viver à luz da graça de Deus pela fé. É fácil ter fé quando se está entusiasmado com alguma coisa, quando você se torna cristão, quando você está em alta espiritual e vivendo para Cristo … mas a fé se torna uma coisa totalmente diferente quando você está perdido, confuso, e sem saber o que Deus está fazendo em sua vida. Mesmo assim prosseguimos porque, pelo poder divino de Deus, recebemos tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomar parte na sua própria glória e bondade, porque ele nos tem dado os maravilhosos e preciosos dons que prometeu.

Certa vez ouvi um ditado que diz: “não se esqueça, na escuridão, que você viu a luz” – e acho que esse versículo se aplica a isso. Por causa da maravilhosa graça, amor e promessas que o Pai Celestial nos concedeu, é assim, que vivemos.

Edmundo, após ser salvo por Aslan, sempre encontrou tentações da Feiticeira Branca – tanto em Príncipe Caspian, quanto em A Viagem do Peregrino da Alvorada. Mas em cada um, notamos que a maneira como ele lida com essas tentações é sempre à luz do que Aslan fez por ele. Ele lembra e aprende com seus erros e com o que Aslan lhe ensinou.

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Nós muitas vezes pensamos (ou pelo menos, eu me pego pensando) que nós somos salvos pela graça e então nós temos que fazer nossos caminhos com boas obras para o resto da vida! Pelo contrário – somos salvos pela graça e vivemos diariamente pela graça, e é por essa razão que nós adicionamos à nossa fé muitas coisas – mas essas coisas nós só podemos obter através da fé em Cristo.

Espero que vocês se juntem a mim nesta jornada.

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/01/aslans-meditations-add-all-that/

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O fim do mundo–VPA

Ripchip era a única pessoa a bordo, além de Lúcia, Edmundo e Drinian, que notara o Povo do Mar. Mergulhou mal vira o rei agitar o tridente, pois lhe parecera uma espécie de ameaça ou desafio, e quisera tirar o caso a limpo. Com a excitação de descobrir que a água não era salgada, esquecera-se do que ia fazer e, antes de lembrar-se do Povo do Mar, Drinian e Lúcia tinham pedido a ele que não contasse nada do que vira.

Navegaram a manhã toda em águas baixas, com o fundo do mar coberto de capim. Perto do meio-dia, Lúcia viu um grande cardume volteando por entre a erva. Comiam com vontade e moviam-se na mesma direção. “Como um rebanho de ovelhas”, pensou Lúcia. De repente viu, entre os peixes, uma donzela do mar, mais ou menos da sua idade, calma e solitária, com uma espécie de cajado na mão. Lúcia teve a certeza de que era uma pastora – uma pastora de peixes – e que o cardume era um rebanho pastando. Estavam perto da superfície. No instante em que a menina se elevava na água pouco funda, Lúcia inclinou-se na beira do navio. A menina olhou para cima e fixou atentamente o rosto de Lúcia. A pastora mergulhou depois e Lúcia nunca mais a viu. Não parecia assustada, nem zangada, como os outros habitantes do mar. Lúcia simpatizara com ela, e a simpatia parecera recíproca. Tinham ficado amigas num minuto. Seria difícil um novo encontro, mas se isto acontecesse correriam uma para outra de braços abertos.

O Peregrino ia sendo levado para o Oriente por um mar sem ondas, sem sombra de vento ou de espuma na quilha. A luz era cada vez mais brilhante. Ninguém dormia ou comia, mas tiravam do mar baldes de água brilhante, mais forte do que o vinho e mais úmida e líquida do que a água comum, bebendo-a em grandes goles, em silêncio.

Dois marinheiros, que começaram a viagem já com certa idade, iam ficando cada vez mais novos. Todos a bordo estavam muito alegres e animados, mas uma animação silenciosa. Falavam às vezes, mas apenas por murmúrios. Apossara-se deles a placidez daquele mar derradeiro.

Um dia Caspian perguntou a Drinian:

– O que está vendo aí em frente?

– Tudo branco.

– É também o que vejo. Não faço idéia do que seja.

– Se estivéssemos numa latitude alta, diria que era gelo. Mas aqui não pode ser. Em todo o caso, acho melhor pôr os homens ao remo e agüentar o barco contra a corrente. Não podemos ir contra aquilo com esta velocidade.

Começaram a navegar lentamente. A brancura não desvendou seu mistério quando se aproximaram. Se era uma terra, devia ser uma terra muito estranha, pois parecia tão macia quanto a água e no mesmo nível desta.

Perto, Drinian virou o navio para o sul, de modo que ficasse com ele atravessado na corrente, e remou um pouco ao longo da orla branca de espuma. Descobriram que a corrente tinha apenas uns vinte metros de largura e que o resto do mar estava tão calmo quanto um lago. A tripulação alegrou-se imensamente com isso, pois todos pensavam que seria bem difícil a viagem de regresso ao país de Ramandu, remando contra a corrente durante o caminho todo.

Isso explicava por que a pastora desaparecera tão rapidamente. Não estava na corrente; se estivesse, teria se deslocado para leste com a mesma velocidade do navio. Mas ninguém conseguira ainda compreender o que era a coisa branca. Baixaram o bote e resolveram investigar. Os que ficaram a bordo do Peregrino viram o bote cortar pelo meio da brancura e ouviram as vozes dos tripulantes na água em calmaria. Houve uma pausa, enquanto Rinelfo, na proa do bote, lançava o prumo. Depois regressaram.

Apinharam-se todos na amurada, curiosos:

– São lírios! – gritou Rinelfo. – Como num tanque de jardim.

Lúcia ergueu os braços úmidos, cheios de pétalas brancas e de largas folhas espalmadas.

– Qual é a profundidade, Rinelfo? – perguntou Drinian.

– Aí é que está, capitão. Ainda é muito fundo.

– Não podem ser lírios, pelo menos não aquilo que chamamos de lírios – resmungou Eustáquio.

Provavelmente não eram, mas pareciam. Conferenciaram e lançaram o Peregrino na corrente, começando a deslizar para leste, pelo Lago dos Lírios ou Mar de Prata, e aí começou a parte mais estranha da viagem. O oceano largo que haviam deixado nada mais era do que uma estreita fita azul perdendo-se no horizonte.

O mar parecia o Ártico e, se os olhos não tivessem se tornado tão agudos como os das águias, seria impossível suportar a visão daquela brancura, especialmente de manhã cedo. E a brancura, às tardes, fazia durar mais a luz do dia. Os lírios pareciam não ter fim. Dias e dias, elevava-se daquelas léguas de flores um odor que Lúcia achava quase impossível descrever: doce, sim, mas não estonteante, nem extremamente perfumado, um odor fresco, selvagem, solitário. Parecia entrar no cérebro e dar a sensação de que se pode galgar montanhas ou brigar com elefantes. Dizia:

– Sinto que não posso mais agüentar isso e, no entanto, não quero que acabe.

Fizeram muitas sondagens, mas só alguns dias mais tarde a água se tornou menos funda. A profundidade foi então diminuindo. Até que um dia tiveram de sair da corrente e avançar a passo de caracol para sondarem o caminho por onde seguiam. Tornou-se claro que o Peregrino não podia navegar mais para o Oriente, e só devido a manobras hábeis conseguiram evitar que encalhasse.

– Desçam o bote – gritou Caspian. – Depois chamem os homens cá para cima.

– Que vai fazer? – perguntou Eustáquio a Edmundo em voz baixa. – Ele está com uma expressão esquisita.

– Acho que estamos todos com a mesma expressão – respondeu Edmundo.

Juntaram-se a Caspian na popa, e toda a tripulação reuniu-se na base da escada para ouvir a palavra do rei.

– Amigos – disse Caspian. – Chegamos ao fim da nossa missão. Encontramos os sete fidalgos e, como Sir Ripchip jurou não voltar, sem dúvida que acharão acordados os fidalgos da ilha de Ramandu. Entrego-lhe, lorde Drinian, este navio, com a recomendação de navegarem com a maior velocidade possível para Nárnia e de não pararem na Ilha da Água da Morte. Recomende a Trumpkin, meu regente, que dê a todos os meus companheiros de viagem as recompensas que lhes prometi. São bem merecidas. Se eu nunca mais voltar, é meu desejo que o regente, o Mestre Cornelius, Caça-trufas, o Texugo, e o lorde Drinian escolham um rei para Nárnia.

– Senhor – interrompeu Drinian –, vai abdicar?

– Vou com Ripchip ver o Fim do Mundo.

Um murmúrio abafado de desagrado brotou entre os marinheiros.

– Levaremos o bote – disse Caspian. – Não precisam dele nestes mares tão calmos e podem fazer outro na terra de Ramandu.

– Caspian – disse Edmundo, rápida e gravemente –, não pode fazer isso!

– Não pode, senhor, não pode! – confirmou Drinian.

– Não posso? – disse Caspian, com dureza, parecendo por um instante seu tio Miraz.

– Perdão, Majestade – disse Rinelfo, lá embaixo no convés –, mas se algum de nós fizesse o mesmo isto se chamaria desertar.

– Você está abusando demais dos seus grandes serviços, Rinelfo – disse Caspian.

– Senhor, ele tem razão – disse Drinian.

– Pela juba de Aslam! Achava que eram todos meus súditos e não meus chefes!

– Não sou seu súdito – falou Edmundo. – E também sou de opinião de que não pode fazer isso.

– Outra vez não pode! – exclamou Caspian. – Afinal, o que querem dizer com não pode?

– Se me permite, Majestade – interveio Ripchip, curvando-se numa profunda reverência –, queremos dizer que não fará. Não pode lançar-se em aventuras como qualquer um. Se Vossa Majestade não nos atender, os homens mais fiéis ver-se-ão obrigados a desarmá-lo e prendê-lo, até que recobre o bom senso.

– De acordo – disse Edmundo. – Como Ulisses quando quis chegar perto das sereias.

A mão de Caspian já segurava a espada quando Lúcia disse:

– Prometeu à filha de Ramandu que voltaria… Caspian deteve-se. Depois gritou para todo o navio:

– Ganharam! A questão está encerrada. Voltaremos todos. Puxem outra vez o bote.

– Senhor – disse Ripchip –, não voltaremos todos. Como já expliquei antes…

– Silêncio! – trovejou Caspian. -Já recebi minhas lições. Não há ninguém que faça calar esse rato?

– Vossa Majestade prometeu ser um bom rei para todos os Animais Falantes de Nárnia – disse Ripchip.

– Para os Animais Falantes, sim. Não para os animais que falam o tempo todo.

Precipitou-se pela escada enraivecido, batendo com a porta do camarote. Mais tarde, deram com ele completamente mudado. Estava pálido e tinha lágrimas nos olhos.

– Não valeu a pena ter-me irritado tanto. Aslam falou comigo. Não quero dizer que esteve aqui, nem caberia no meu camarote. Mas aquela cabeça de leão ali na parede tomou vida e falou comigo. Foi terrível com aqueles olhos. Não estava muito zangado, apenas a princípio um pouco severo. Foi horrível de qualquer modo. Disse… Oh! Não podia ter dito coisa que doesse mais! Vocês vão continuar: Rip, Edmundo, Lúcia, Eustáquio. Tenho de voltar, sozinho. Haverá coisa pior do que isso?

– Meu bom Caspian – disse Lúcia –, você sabia que mais cedo ou mais tarde teríamos de voltar para o nosso mundo…

– Mas nunca pensei que fosse tão cedo – suspirou Caspian.

– Vai sentir-se melhor quando estiver na terra de Ramandu – disse a garota.

Caspian animou-se um pouco mais, porém a separação era dura para ambas as partes e não insisto em descrevê-la.

Cerca de duas horas mais tarde, bem aprovisionados (apesar de acharem que não precisariam comer ou beber), e levando a bordo o bote de Ripchip, o bote maior afastou-se do Peregrino pelo tapete de lírios.

O Peregrino desfraldou todas as suas bandeiras e dependurou todos os escudos, em honra à partida dos amigos. Antes de perdê-lo de vista, viram-no voltar-se e dirigir-se lentamente para o Ocidente.

Lúcia derramou algumas lágrimas, mas não sentiu tanto quanto você pode pensar. A luz, o silêncio, o odor inebriante do Mar de Prata, a própria solidão eram muito emocionantes.

Não precisavam remar, pois a corrente os impelia continuamente. Nenhum deles comeu ou bebeu. Durante toda aquela noite e no dia seguinte foram arrastados para o Oriente. Na manhã do terceiro dia – aquela claridade seria insuportável para nós, mesmo com óculos escuros – viram a maravilha. Era como se entre eles e o céu se erguesse uma parede cinzento-esverdeada, tremente, vaporosa.

Depois nasceu o sol, e seus primeiros raios, vistos através da parede, transformaram-se num deslumbrante arco-íris. Compreenderam que a parede era de fato uma enorme onda caindo sem cessar, sempre no mesmo lugar, e produzindo a mesma sensação de quando se olha da beira de uma cachoeira. Parecia ter seiscentos metros de altura, e a corrente os fazia deslizar rapidamente na direção dela.

Fortalecidos pelas águas do Mar Derradeiro, agora podiam fitar o sol nascente e distinguir coisas além dele. A oriente, além do sol, viam uma cadeia de montanhas, tão altas que seus cumes não eram visíveis. Deviam normalmente estar cobertas de gelo, mas eram verdes e quentes, com cascatas e florestas.

De súbito soprou uma brisa, franjando de espuma o alto da onda e enrugando a quietude das águas. Durou um segundo só, mas nenhuma das crianças jamais se esqueceu. Trouxe-lhes ao mesmo tempo um aroma e um som musical. Edmundo e Eustáquio nunca mais quiseram tocar no assunto. Lúcia apenas podia articular:

– Era de cortar o coração.

– Por quê? – perguntei eu. – Era assim tão triste?

– Triste nada!

Nenhum dos que se encontravam no bote duvidava de estar vendo, além do Fim do Mundo, a terra de Aslam.

No mesmo momento, com um ruído cavo, o bote encalhou. Não havia fundura suficiente.

– Daqui em diante – falou Ripchip – continuo sozinho.

Nem sequer tentaram impedi-lo, pois sentiam que parecia estar tudo destinado de antemão ou que já acontecera anteriormente. Ajudaram-no a descer o bote pequenino. Então, puxou a espada:

– Não preciso mais dela! – E lançou-a para o mar de lírios. Ao cair, ficou virada para cima, com o punho aparecendo sobre a água. Despediu-se deles, tentando parecer triste, mas estremecia de felicidade. Lúcia, pela primeira e última vez, fez o que sempre desejou fazer: tomou Rip nos braços e o acariciou. Depois, depressa, o rato pulou para o botezinho e saiu remando, ajudado pela corrente, muito escuro entre o branco dos lírios. O bote foi andando cada vez mais rápido, até que entrou triunfalmente por uma onda. Durante um escasso segundo viram Ripchip no topo da onda, depois desapareceu. Desde então ninguém mais ouviu nada sobre Ripchip, o Rato. Acredito que tenha chegado são e salvo ao país de Aslam e que lá vive até hoje.

Quando o sol nasceu, desvaneceu-se a visão das montanhas. As crianças saíram do bote e começaram a patinhar para o sul, com a parede de água à esquerda. Não sabiam por que fizeram assim; era o destino. Apesar de a bordo do Peregrino se sentirem muito crescidos, agora tinham a sensação contrária e davam-se as mãos entre os lírios.

Nunca se sentiram tão cansados. A água estava morna e era cada vez menos funda. Por fim, caminhavam na areia e depois na relva – por uma extensa planície de relva rasteira e bela, que se estendia em todas as direções, quase no mesmo nível do Mar de Prata.

Como sempre acontece em uma planura sem árvores, parecia que o céu se juntava com a relva, lá longe. Quando avançaram mais, tiveram a estranha sensação de que, pelo menos ali, o céu descia de fato e unia-se à terra – em uma parede muito azul, muito brilhante, mas real e concreta, parecendo vidro. Depois tiveram a certeza total. Estavam agora muito perto. Entre eles e a base do céu havia algo tão branco que, até mesmo com seus olhos de águia, dificilmente poderiam fitar. Continuaram e viram que era um cordeiro.

– Venham almoçar – disse o Cordeiro na sua voz doce e meiga.

Notaram que ardia sobre a relva uma fogueira, na qual se fritava peixe. Sentaram-se e comeram, sentindo fome pela primeira vez desde muitos dias. E aquela comida era a melhor de todas as que haviam provado.

– Por favor, Cordeiro – disse Lúcia –, é este o caminho para o país de Aslam?

– Para vocês, não – respondeu o Cordeiro. – Para vocês, o caminho de Aslam está no seu próprio mundo.

– No nosso mundo também há uma entrada para o país de Aslam? – perguntou Edmundo.

– Em todos os mundos há um caminho para o meu país – falou o Cordeiro. E, enquanto ele falava, sua brancura de neve transformou-se em ouro quente, modificando-se também sua forma. E ali estava o próprio Aslam, erguendo-se acima deles e irradiando luz de sua juba.

– Aslam! – exclamou Lúcia. – Ensine para nós como poderemos entrar no seu país partindo do nosso mundo.

– Irei ensinando pouco a pouco. Não direi se é longe ou perto. Só direi que fica do lado de lá de um rio. Mas nada temam, pois sou eu o grande Construtor da Ponte. Venham. Vou abrir uma porta no céu para enviá-los ao mundo de vocês.

– Por favor, Aslam – disse Lúcia –, antes de partirmos, pode dizer-nos quando voltaremos a Nárnia? Por favor, gostaria que não demorasse…

– Minha querida – respondeu Aslam muito docemente –, você e seu irmão não voltarão mais a Nárnia.

– Aslam! – exclamaram ambos, entristecidos.

– Já são muito crescidos. Têm de chegar mais perto do próprio mundo em que vivem.

– Nosso mundo é Nárnia – soluçou Lúcia. – Como poderemos viver sem vê-lo?

– Você há de encontrar-me, querida – disse Aslam.

– Está também em nosso mundo? – perguntou Edmundo.

– Estou. Mas tenho outro nome. Têm de aprender a conhecer-me por esse nome. Foi por isso que os levei a Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor.

– E Eustáquio voltará lá? – indagou Lúcia.

– Criança! – disse Aslam. – Para que deseja saber mais? Venha, vou abrir a porta no céu.

No mesmo instante, abriu-se uma fenda na parede azul, como se uma cortina fosse rasgada, e uma luz impressionante brotou do lado de lá do céu, e sentiram a juba e um beijo de Aslam na testa. E encontraram-se no quarto dos fundos da casa da tia Alberta.

Só falta falar de duas coisas. Uma: Caspian e os seus homens chegaram a salvo à Ilha da Estrela, onde os quatro fidalgos já tinham acordado. Foram todos para Nárnia, e Caspian casou-se com a filha de Ramandu, que se tornou uma grande rainha, mãe e avó de grandes reis. Outra: de volta ao nosso mundo, toda gente começou a dizer que Eustáquio estava melhorando muito e que não parecia o mesmo rapaz. Todos gostaram disso, menos a tia Alberta. Ela achava que Eustáquio se tornara um garoto muito comum e enfadonho, talvez devido à influência dos primos.

Fim do Vol. V

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Edmundo ou Eustáquio: qual o pior erro?

Após ter sido curado por Aslam, Eustáquio se encontrou primeiramente com Edmundo e lhe contou o ocorrido. O encontro dos dois personagens foi proposital para Lewis, os dois garotos tinham histórias parecidas, tiveram suas vidas transformadas em Nárnia e era importante que naquele momento só quem realmente experimentou da redenção de Aslam poderia compreender o outro.

Eustáquio estava constrangido pelo que tinha feito anteriormente e pediu desculpas a Edmundo, mas ele lhe respondeu:

— Não tem a menor importância. Cá entre nós, você foi menos chato do que eu na minha primeira viagem a Nárnia. Você apenas foi um pouco boboca, mas eu banquei o traidor.

Estamos então diante de dois personagens de temperamento difícil, que deram trabalho aos outros e levaram um belo susto – o diálogo do traidor com o boboca. Se passaram, de certa forma, como vilões da história… MAS, o que muda tudo, é que tiveram sua história transformada.

Não podemos julgá-los de forma alguma pelos seus atos. A história deles teve começo, meio e fim. Por sorte o fim de um não foi morrer na Mesa de Pedra e o do outro não foi morrer como um dragão guardião de um tesouro.

Para Nárnia e para Aslam, não importa o que fizemos, mas o que somos hoje. Cada um precisou aprender de uma forma, alguns deram mais trabalho, outros já aprenderam facilmente, como foi com Lúcia. O importante é que Aslam está no controle, mesmo quando enfeitiçados por ilhas mágicas ou pelos nossos próprios equívocos, ele sempre nos socorre.

O pior erro não existe, existe sim o grande acerto! E depois de tudo o que passou, Eustáquio acertou muito, tenha a certeza.

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada. E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/edmundo-ou-eustaquio-qual-o-pior-erro.html

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Eustáquio: a conversão de um perseguidor

A trajetória de Eustáquio em A Viagem do Peregrino da Alvorada é muito parecida com a da figura bíblica de Paulo de Tarso. Ambos tinham o temperamento forte, perseguiam os que tinham uma fé diferente, o destino lhes deu um susto e acabaram por se tornar defensores daquilo que antes condenavam.

Paulo era um judeu culto, ligado ao grupo dos fariseus – que seguiam rigorosamente as tradições de sua religião e perseguiam um grupo novo que estava surgindo: os cristãos. Em uma dessas missões de perseguição aos cristãos, em Damasco, Jesus apareceu a ele numa luz e lhe disse: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos dos Apóstolos 9,1-22). Ele caiu do cavalo, ficou cego e precisou ficar uns dias na cidade até ser socorrido por um dos cristãos que o curou milagrosamente da cegueira. A história bíblica conta que no momento da cura saíram “escamas” de seus olhos. Depois disso, Paulo foi batizado e tornou-se um dos principais propagadores do Cristianismo, levando até o título de apóstolo (o único apóstolo que não conheceu Jesus “pessoalmente”).

Eustáquio era um pseudo-intelectual, gostava de ler livros instrutivos, mas queria mesmo era ver os animais mortos, espetados como peças de coleção. Seu prazer era perseguir os primos, principalmente porque detestava a tal “fé” que tinham em um mundo chamado Nárnia. Coitado! Acabou indo parar em Nárnia com eles e teve dias difíceis em alto-mar – até foi preso como escravo. Mesmo assim, isso não bastou para que melhorasse seu comportamento, permaneceu hostil até o fim, revoltado e fazendo questão de demonstrar seu ódio. Foi em uma das ilhas que o garoto recebeu a lição de sua vida, ao escapar de ajudar o grupo para dormir escondido, ele encontrou um tesouro, quis roubá-lo e transformou-se em um dragão. Quando se arrependeu de tudo o que fez, Aslam lhe socorreu e lhe tirou da condição de dragão, arrancando-lhe com as garras as escamas e o lavando com a água de um poço. Eustáquio mudou radicalmente de comportamento, tornou-se um verdadeiro Filho de Adão e foi herói na história de A Cadeira de Prata, mesmo não chegando a ser oficialmente um rei de Nárnia.

Essas duas histórias nos mostram o caminho de transformação para a vida de muitos – de perseguidor a defensor, de arrogante a misericordioso.  Passa-se pelo extremo do ódio, para o susto e depois a mudança.

Todos nós não nascemos perfeitos, sempre existe algo a ser melhorado – convertido. Alguns precisam passar pela dor de ter de tirar as escamas, outros já descobrem a mudança com mais facilidade e nem chegam a sofrer ou ter de “cair do cavalo”. Independente de como for o seu processo, o importante é chegar ao objetivo de melhorar a cada dia.

E que Aslam nos socorra no momento certo!

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada. E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/eustaquio-a-conversao-de-um-perseguidor.html

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Duas imagens de VPA em propaganda

O site japonês da Mitsubshi publicou duas pequenas imagens de Peregrino em uma propaganda de televisões com tecnologia 3D. Uma imagem é do Aslam e uma outra é do navio-título. Além disso, o site também postou um comercial da tal televisão 3D e algumas cenas do filme são mostradas – incluindo o Aslam saindo da tela de um jeito que dá vontade de apertá-lo e o Ripchip pirlimpinpando por toda parte.

VDT01    VDT02     aslam3d

 
Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/duas-imagens-de-vpa-em-propaganda.html
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Curiosidade matou o gato / transformou o preguiçoso em dragão

Eustáquio quis bancar o espertinho se escondendo na ilha para descansar enquanto o restante da tripulação do Peregrino trabalhava. De esperto, saiu de bobo! Ele foi longe o suficiente para não ser visto, mas não conseguiu ficar por aquilo mesmo, a curiosidade o fez ir mais longe e se perder no meio da ilha desconhecida. Lá encontrou um dragão morrendo e depois um tesouro. Tentou pegar o que podia, mesmo sem saber se realmente era um tesouro abandonado, e caiu no sono. Quando acordou, o garoto havia sido transformado em um dragão.

“Curiosidade matou o gato” – esse ditado popular pode ser adaptado para Eustáquio como “curiosidade transformou o preguiçoso em dragão”. Não bastasse a preguiça, o garoto deixou-se corromper pela curiosidade.

Ser curioso pode ser virtude ou pecado, dependendo da situação. Na maioria das vezes faz mal a quem fica “curiando” por aí, especialmente aonde não conhece.

A lição dele precisa chegar a nós como um aviso: cuidado com o excesso de curiosidade! Nada de ficar se metendo em ambientes estranhos. A maioria dos exemplos por aí confirmam o quanto é perigoso.

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada.

E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

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Dragões em Nárnia

Em uma das ilhas de A Viagem do Peregrino da Alvorada, o garoto Eustáquio encontra-se com um dragão morrendo e descobre um tesouro, provavelmente guardado pela criatura. Ele cai no sono e acorda transformado em um dragão. Somente com a ajuda de Aslam consegue voltar ao normal. Depois da aventura, os tripulantes do Peregrino da Alvorada consideram que o outro dragão, que não se sabia o motivo de sua morte, era o Lorde Octasiano.

O dragão é uma criatura presente nas mais diversas mitologias e até existem animais de verdade bem próximos à sua descrição, por exemplo o dragão-de-komodo. São descritos como um tipo de serpente de grande porte, com asas e outros atributos. O nome é de origem grega, drákon, que deriva do verbo derkomai, que significa “olhar” — por causa de seu papel na mitologia grega de vigiar tesouros. Aparece em lendas como a do herói Cadmo, com o dragão adormecido por Medeia para que Jasão pudesse roubar o tosão de ouro, e na história de Ládom, com o dragão de cem cabeças no Jardim das Hespérides que guardava os pomos de ouro.

A figura do dragão como guardião de um tesouro também faz parte da mitologia germânica e é encontrado na lenda de Beowulf. O poema épico conta que, cinquenta anos após a coroação dele como rei, um de seus servos rouba uma taça de um tesouro guardado por um dragão e a criatura ataca o reino. Beowulf e Wiglaf conseguem vencê-la, mas o rei acaba morrendo devido à gravidade das feridas do confronto.

Tolkien, amigo de Lewis, também se inspirou em dragões e tesouros para criar a história de O Hobbit, na qual Bilbo Bolseiro parte com seus amigos para recuperar o tesouro roubado pelo dragão Smaug.
Lendas sobre tesouros amaldiçoados são contadas desde os tempos dos faraós, sobre a invasão das tumbas sagradas. Na mitologia germânica, a mais famosa é a lenda dos Nibelungos, que conta a dramática história de uma família possuidora de um tesouro e um anel amaldiçoados. Essa lenda inspirou um ciclo de óperas épicas de Richard Wagner.

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada. E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

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Nárnia: o mundo e o país

Nárnia é o nome tanto de um mundo quanto o de um país pertencente a esse mundo.

O mundo de Nárnia é paralelo ao nosso e pode ser acessado de qualquer lugar ou momento, de maneira imprevisível. Ele tem formato plano, o céu é uma grande cúpula e é banhado por um oceano, que segue até a borda desse mundo, no País de Aslam.

Nárnia também é o nome do principal país desse mundo, seu território vai do Ermo do Lampião, onde Lúcia encontrou-se com o Sr. Tumnus (em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa), até o Palácio de Cair Paravel, na Foz do Grande Rio, onde foram coroados como reis os irmãos Pevensie.

Ao norte de Nárnia, do outro lado do Rio Ruidoso, existe uma região habitada por gigantes. Antes havia uma cidade, mas foi destruída, permanecendo apenas o Castelo de Harfang. Ao sul de Nárnia está localizada a Arquelândia, um país irmão cujos habitantes são descendentes do primeiro rei de Nárnia, o Rei Franco. Logo abaixo, separada por um imenso deserto, fica a Calormânia. Sua capital, Tashbaan, é instalada em uma ilha no litoral. A população deste país possui características próximas aos povos árabes. Existe também, abaixo de Nárnia, um grupo de cavernas que compõem o Reino Profundo e, mais abaixo, um país chamado Bismo.

No oceano do mundo de Nárnia existem diversas ilhas que foram descobertas por Caspian X na viagem com o navio Peregrino da Alvorada. Ao chegar ao extremo, a água do mar torna-se doce e depois um tapete de lírios, até chegar ao País de Aslam, que é uma referência ao Céu — destino final do homem, segundo a fé de Lewis.

(Trecho do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada)

Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/narnia-o-mundo-e-o-pais.html

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Novo trailer de A Viagem do Peregrino da Alvorada

Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/veja-agora-o-novo-trailer.html

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Novo pôster de A Viagem do Peregrino da Alvorada

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O diário de Eustáquio

Falar pelos cotovelos é algo comum de quem ainda não aprendeu com a vida a importância de se pensar antes de falar. Quem ainda não cresceu, confunde liberdade com libertinagem. Faz e fala o que lhe dá na telha e só depois descobre que ao seu redor acabam sobrando apenas cacos.

Eustáquio estava muito incomodado em estar preso a uma aventura que não havia se oferecido para estar. Odiava todo aquele papo de Nárnia e foi justamente acabar lá, com os “chatos” dos primos e um monte de gente estranha. Ele então encontrou na escrita de um diário um estopim para dizer tudo o que pensava, detestava e o quanto se sentia superior àquelas pessoas. Era uma forma de liberar todas as tensões e frustrações.

C. S. Lewis ocupou quase todo o quinto capítulo do livro A Viagem do Peregrino da Alvorada para nos deixar enraivecidos com esse personagem e preparados para compreender melhor a lição que viria no próximo capítulo.

No tempo de Eustáquio era comum se escrever um diário e era algo extremamente íntimo, ninguém teria acesso a informações tão particulares. Lewis optou por quebrar a privacidade de Eustáquio para nos mostrar o que acontecia em seu interior: o quanto ele estava amargurado pelo ódio e egoísmo.

É muito comum pessoas com esse perfil, QUE ODEIAM MUITO, encontrar algo em que descarregar o seu ódio. Um diário, sem a eficácia que teria um terapeuta, acaba se tornando uma maneira da pessoa afirmar para si mesma que ela está certa. Se fosse um diálogo com outra pessoa, essa poderia em algum momento interferir apontando coisas que a outra não vê.

E antes fosse se os diários permanecessem ocultos e voltados apenas para o “auto-engano” de seus autores, como no tempo de Eustáquio…

Eustáquio estava escrevendo bastante e não tinha a noção de que logo logo teria a sua lição. Espero que a lição desses diários abertos não seja dolorosa ou que parem antes de provocar mais dores em pessoas inocentes. Sei que o mínimo em lição que essa pessoa poderá ter é um dia se lembrar das besteiras que escreveu e se arrepender de ter sido tão infantil e egoísta.

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada. E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

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Enfrentando o pior vilão no Peregrino da Alvorada

A Viagem do Peregrino da Alvorada é o único dos sete livros de As Crônicas de Nárnia que não possui um vilão definido. Nas outras histórias havia feiticeiras e tiranos que precisavam ser vencidos pelos nossos heróis. Porém, essa ausência colocada por C. S. Lewis tem um objetivo: mostrar ao leitor um vilão que existe e está mais próximo do que imaginamos, talvez o mais forte de todos, aquele que nos trai frequentemente, ou seja, NÓS MESMOS. 

Diariamente enfrentamos em nossa consciência o conflito entre os sentimentos e a razão. Entre seguir pelos impulsos ou regrá-los pela inteligência. Nossos heróis travaram lutas contra suas vaidades, precisaram entender os seus limites e rever atitudes.

Eustáquio é o principal exemplo de transformação de conduta apresentado nessa aventura. O garoto precisou transformar-se “acidentalmente” em uma criatura abominável para que percebesse o quão abominável era a sua mesquinhez e egoísmo.
Caspian e Edmundo se desentenderam levados pela cobiça na Ilha Queimada, tiveram a sorte de Aslam aparecer e os livrar do encantamento.

Bem próximo ao final da história, mesmo com tantas aventuras, Caspian queria mais e precisou deixar as suas vontades para retornar ao seu reino, ele tinha uma boa intenção em querer seguir para o Fim do Mundo, mas nem tudo o que queremos, mesmo sendo bom, é o que deve ser feito.

Eustáquio teve uma história diferente com Nárnia, ele não foi para cumprir uma profecia e travar uma luta contra Jadis como foi com os Pevensie. Aslam o levou para que aprendesse, para que fosse transformado e depois voltasse, em A Cadeira de Prata, como um herói.

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia
e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada.
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Os que ficaram em nosso mundo

A família Pevensie

Lúcia, Edmundo, Susana e Pedro aparecem no livro O Leão, a Feiticeira e
o Guarda-roupa sem um sobrenome. Somente depois de se passarem dois
livros, em A Viagem do Peregrino da Alvorada é que aparece o sobrenome
Pevensie.

Pevensey é o nome de um local na costa sudoeste da Inglaterra, com
um castelo medieval por onde passaram importantes personagens da
história inglesa.

Em A Viagem do Peregrino da Alvorada o Sr. Pevensie, pai de nossos
heróis, havia conseguido uma vaga como professor nos Estados Unidos,
durante quatro meses, e levou a esposa e a filha Susana. Pedro estava
com o professor Kirke. Lúcia e Edmundo ficam hospedados na casa dos
tios.

Susana Pevensie é a segunda filha da família Pevensie. É
apenas citada em A Viagem do Peregrino da Alvorada. Ela viveu com seus
irmãos duas aventuras em Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa
e Príncipe Caspian, e, por causa da idade, não voltaria a Nárnia com
seu irmão Pedro.

Pedro Pevensie é o irmão mais velho. Assim como Susana,
Pedro é apenas citado em A Viagem do Peregrino da Alvorada e não
participa da aventura com seus irmãos. Estava se preparando para um
exame e tendo aulas particulares com o professor Kirke.

Professor Kirke

Foi o primeiro humano, junto com a garota Polly Plummer, a chegar em
Nárnia. Digory Kirke aparece na história da criação de Nárnia, em O
Sobrinho do Mago, e depois de adulto é quem acolhe os irmãos Pevensie
durante a Guerra. Um guarda-roupa que fez com o tronco de uma macieira
nascida de uma semente das terras de Nárnia foi o portal de entrada
para Lúcia, Edmundo, Susana e Pedro na aventura de O Leão, a Feiticeira
e o Guarda-roupa. Em A Viagem do Peregrino da Alvorada é apenas citado,
não mora mais em uma mansão no interior, mas em um chalé, e auxilia
Pedro como professor particular.

O nome do personagem e algumas de suas características foram montados
em homenagem ao professor particular de Lewis na adolescência, William
Kirkpatrick.

Tios Alberta e Arnaldo

Pais de Eustáquio Mísero e tios dos irmãos Pevensie. São apenas citados
em A Viagem do Peregrino da Alvorada. Descritos como pessoas modernas,
de ideias abertas e vegetarianos.

Margarida e Ana

Amigas de Lúcia que foram visualizadas por ela enquanto folheava o livro de mágicas de Coriakin.

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Onde está a paz do herói de Nárnia

Da invasão de Nárnia pelos telmarinos (em 1998 – ano de Nárnia) até a sua
libertação (em 2303), o povo narniano sofreu por 305 anos escondidos na
floresta. Príncipe Caspian foi quem se uniu aos irmãos Pevensies para restituir
o reino. Foi uma estratégia difícil, mas a paz voltou a Nárnia por meio daquele
que tinha o mesmo sangue dos seus invasores.

Caspian foi educado pelo
doutor Cornelius enquanto ele ainda estava aos cuidados do tio. Aprendeu às
escondidas como ser um rei virtuoso e a respeitar a tradição da antiga Nárnia.
Seu mestre era tão sábio que pôde perceber que naquele garoto, do povo inimigo,
havia um espírito heróico que libertaria os narnianos.

Depois que venceu
o seu tio e reorganizou o país, Caspian não se acomodou. Fez um voto à Aslam e a
si mesmo de que encontraria os sete lordes dos tempos de seu pai que haviam sido
banidos de Nárnia por Miraz. O reino estava em paz, mas o seu rei queria ir até
o fim quanto às possibilidades de aventura.

A história do Peregrino da
Alvorada poderia ser chamada então de “A Odisséia de Caspian”. Não seria um erro
avaliar a história do livro Príncipe Caspian como de transição a tudo o que iria
acontecer a partir da viagem do navio Peregrino da Alvorada e, depois, em A
Cadeira de Prata.

O espírito heróico de Caspian lhe impulsionava tanto
que o próprio Aslam precisou aparecer a ele no final da aventura para dizer, em
outras palavras, “chega, você já foi longe o bastante!”. Não era uma advertência
negativa, Aslam queria que Caspian entendesse que o herói devia naquele momento
dar espaço ao rei, pois o seu povo precisava dele.

As histórias de Nárnia
são cheias desse modelo de herói:

* Digory Kirke: que vai com o cavalo alado Pluma (antes chamado Morango)
buscar a semente para plantar em Nárnia e enfrenta a tentação de Jadis (O
Sobrinho do Mago);
* Pedro: que cria coragem para estar à frente da batalha contra Jadis (O Leão,
a Feiticeira e o Guarda-roupa) e depois, enfrenta Miraz em um duelo (Príncipe
Caspian);
* Shasta e Aravis: que fogem da Calormânia e ajudam Nárnia a se livrar de um
plano terrível (O Cavalo e o seu Menino);
* Ripchip: que se oferece para atravessar com os ratos o portal para o nosso
mundo (Príncipe Caspian) e depois, se oferece para ir ao País de Aslam (A Viagem
do Peregrino da Alvorada);
* Rilian: que persegue a serpente verde que matou sua mãe (A Cadeira de
Prata);
* E muitos outros…

Tal modelo possui as virtudes de perseverança,
ousadia e muito desejo por aventura. Digamos que chegam a ser
teimosos…

Como “água parada dá dengue”, temos muito a agradecer a esses
teimosos que geraram tantas aventuras para Nárnia. Ripchip que o diga, o ratinho
era uma verdadeiro gigante em coragem e ousadia. E se Caspian tivesse se
acomodado com o reino que estava em paz, as ilhas de Extremo Oriente
permaneceriam desconhecidas por nós.

Gostei muito de ver no trailer do
filme A Viagem do Peregrino da Alvorada a cena onde Edmundo tenta alistar-se no
exército. Foi liberdade criativa da produção, mas transmitiu bem esse espírito
heróico de Nárnia. Ele queria viver mais desafios, não estava satisfeito com a
vida monótona que estava vivendo.

Quem é rei de Nárnia e viveu grandes
batalhas, tem essa força que motiva a querer novos desafios.

A paz do
herói acontece em seu coração, mas sempre há o que se descobrir e se
conquistar!

Link original deste artigo: http://www.mundonarnia.com/portal/onde-esta-a-paz-do-heroi-de-narnia.html

Sérgio
Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do
livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada.
E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

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A mensagem cristã em A Viagem do Peregrino da Alvorada

C. S. Lewis incluiu em As Crônicas de Nárnia referências a diversas
histórias bíblicas, além, é claro, de construir os valores éticos e
morais com base em sua formação cristã. Ele criou personagens e alinhou
fatos que mostram claramente um interesse em falar de suas convicções.

Uma metáfora interessante ao Antigo Testamento em A Viagem do Peregrino
da Alvorada foi Ripchip ter se tornado para a história de Nárnia o que
foi Elias (1 Reis 17ss) para a Bíblia: possivelmente o único ser a
entrar no País de Aslam sem antes ter morrido. Elias também não morreu, a
Bíblia conta que foi levado por uma carruagem de fogo (2 Reis 2).

A mudança de caráter, já tratada por Lewis com Edmundo em O Leão, a
Feiticeira e o Guarda-roupa, é mais uma vez explorada com a história de
Eustáquio. Ela se aproxima do caminho de conversão ditada pelo Novo
Testamento, a partir de João Batista (Lucas 3). Eustáquio transformou-se
em um dragão “acidentalmente” ao tentar buscar o seu prazer indo
descansar escondido, sem pensar nos outros. João Batista pregava a
conversão pela caridade — em seus discursos até chamava as pessoas de
“raça de víboras” — e o sinal de conversão pública era o batismo. A cura
do garoto aconteceu pela intervenção de Aslam, que pediu que ele
passasse por um ritual — um batismo — para tirar a pele de dragão.
Eustáquio também lembra a história de Paulo de Tarso (Atos dos
Apóstolos, 9) que era um grande perseguidor dos cristãos e se converteu
após um encontro sobrenatural com Jesus, que lhe deixou cego, e precisou
da ajuda de um dos discípulos para ser curado. O garoto odiava Nárnia e
converteu-se em um dos heróis daquele mundo, com papel importante na
história de A Cadeira de Prata.

Ao falar em personagens, entretanto, o primeiro e mais importante a ser
lembrado é o leão Aslam. Não se pode negar que a forma como é incluído
nas histórias o coloca como a figura de Jesus Cristo. Ele é o redentor e
possui características de um ser divino: onipotente, onisciente e
onipresente. Vale lembrar que Lewis não o havia incluído no primeiro
esboço do livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa — foi a criação
deste personagem que trouxe alinhamento à história e o colocou como o
interventor para a solução dos dramas vividos em cada livro. Ele é o
único a aparecer nos sete livros da série.

Em A Viagem do Peregrino da Alvorada ele volta a aparecer em momentos
importantes, intervindo em alguma situação de socorro para a missão de
Caspian X. Sua presença é como luz que clareia a inteligência, como
aconteceu quando estavam enfeitiçados pela ganância na Ilha da Água da
Morte, quando lhes indicou a saída da Ilha Negra e quando avisou a
Caspian que não poderia abdicar do trono.

Dessa maneira particular de Aslam aparecer, em Príncipe Caspian Lúcia
descobre o dom de vê-lo enquanto os outros, transtornados pelas
tribulações, não conseguem. É uma situação muito parecida com a
narrativa bíblica sobre os fatos que ocorreram após a morte de Jesus,
quando os seus discípulos temiam o futuro do grupo. Jesus que não estava
mais morto, havia ressuscitado e apareceu primeiro à Maria Madalena
(Marcos 16,9). Em A Viagem do Peregrino da Alvorada as visões de Lúcia
acontecem com mais frequência.

A história da ressurreição de Jesus também é lembrada com a aparição
final de Aslam a Lúcia e Edmundo, como cordeiro. Ele os convidou a comer
e já tinha preparado sobre a relva uma fogueira com peixe. As crianças
não reconheceram que se tratava de Aslam e iniciaram um diálogo com o
cordeiro até que ele se revelou. Pedro, Tomé e Natanael (na história
contada na Bíbia em João 21) saíram para pescar, após dias reclusos com
medo, e encontraram Jesus na praia. Ele também os convidou a comer e
tinha preparado uma fogueira com peixe, só depois eles conseguem
perceber que era Ele.

O diálogo de despedida das crianças com Aslam define bem quem ele é e
qual seria o propósito de As Crônicas de Nárnia. Lúcia reclama que não
poderiam viver sem vê-lo e Aslam lhes consola dizendo que eles haveriam
de reencontrá-lo em seu mundo e diz: “Estou. Mas tenho outro nome. Têm
de aprender a conhecer-me por esse nome. Foi por isso que os levei a
Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor”.
Deste trecho podemos interpretar o caráter simbólico da série para o
ensino e interpretação da mensagem cristã.

(Trecho do livro
Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada)

Sérgio Fernandes

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Sete coisas que você precisa saber sobre Aslam

Hoje a mensagem do dia traz a você uma lista de informações essenciais sobre o
nosso querido leão Aslam:

(1) Aslam é o único personagem a participar dos
sete livros, porém não foi o primeiro a ser criado. C. S. Lewis certa vez
comentou sobre como surgiu a ideia para criar Aslam: “Eu não sei de onde veio o
Leão ou a que veio, mas uma vez que estava lá, ele puxou consigo toda a
história”.

(2) O Grande Leão não é o governante de Nárnia, sua presença
está num nível superior. O reinado fica por conta dos Filhos de Adão e das
Filhas de Eva (humanos que ele mesmo escolhe).

(3) “Então ele é um tipo
de deus?!” — você pode perguntar. Aslam possui características sobrenaturais – é
um ser divino. Aparece sempre nos momentos mais dramáticos para ajudar as
crianças e os narnianos. E ele também possui um pai, o Imperador de Além Mar.
Essa figura não aparece em nenhuma história, apenas é citado e reverenciado. Em
uma interpretação cristã, Aslam seria o Cristo (chamado na Bíblia também como o
Filho de Deus) e o Imperador de Além Mar seria Deus Pai.

(4) No livro O
Sobrinho do Mago é Aslam quem cria Nárnia e suas criaturas, também é quem a
destrói, em A Última Batalha, e leva todos para o País de Aslam.

(5) Em A
Viagem do Peregrino da Alvorada sua intervenção não é diferente e ele aparece em
diversos momentos e formas:
– para curar Eustáquio da maldição que o tornou
um dragão;
– para quebrar o encanto da Ilha da Água da Morte;
– junto ao
“Feitiço para tornar visíveis as coisas ocultas”;
– como um albatroz para
guiar o navio para longe da Ilha Negra;
– no camarote de Caspian para chamar
a atenção dele quanto à responsabilidade que tinha em seu reino;
– e como um
cordeiro, no final da história.

(6) “Aslan” é uma palavra turca que
significa leão e era usada no nome de alguns reis, nas dinastias Seljúcida e
Otomana. Na Bíblia, Jesus é chamado Leão da tribo de Judá, referenciando sua
soberania sobre os povos.

(7) O leão é também símbolo de força para os
babilônicos e representado em sua arte de forma alada, com asas. Também muito
utilizado na arte heráldica, da simbologia dos brasões, como ícone de força,
coragem e nobresa.

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A nobreza dos animais

“— Nárnia, Nárnia, desperte! Ame! Pense! Fale! Que as árvores caminhem! Que os animais falem! Que as águas sejam divinas!” (O Sobrinho do Mago, capítulo 9)

Foram com essas palavras que Aslam selou de forma solene (majestosa) a criação de Nárnia. Sua canção gerou naquele universo a fauna e a flora, depois escolheu um animal de cada espécie, deu-lhes um tamanho maior que o normal e o dom de falar. Na sequência, vieram à Nárnia os seres mitológicos.

C. S. Lewis realmente fez uma grande mistura no enredo de Nárnia. Não bastava ter apenas os faunos, que são seres mitológicos, ou os castores simpáticos, que são animais falantes. Ele se permitiu incluir tudo o que lhe vinha a imaginação. Até um papai noel acabou tendo espaço!

Existe um detalhe super interessante sobre a criação de Nárnia e os tipos de personagens incluídos que tem muito a ver com a vida de Lewis, de um apelido que ele tomou para si desde a infância e dos livros que mais gostava.

Aos quatro anos de idade, Lewis presenciou o atropelamento de um cão chamado Jacksie. Ele, como toda criança, amava muito os animais, se comoveu com o que viu e decidiu então que passaria a responder apenas pelo mesmo nome do cão. Ele também não gostava de seus dois primeiros nomes – Clive Staples – e o apelido pegou com muita facilidade, mas com a adaptação para Jack. O apelido seguiu até o final de sua vida, tanto que diversos textos o citam com este nome.

O amor aos animais também foi influenciado pelos livros prediletos de sua infância, como os animais falantes de Beatrix Potter (Peter Rabbit), E. Nesbit (A História dos Caçadores de Tesouro) e Hans Christian Anderson (A Pequena Sereira).

Colocar a criação dos animais de Nárnia no momento mais solene e com a frase mais bela do livro O Sobrinho do Mago não foi feito por acaso. Lewis mostrou o quanto essas criaturas são importantes para a natureza e para todos nós. Eles possuem também sua nobreza.

A reflexão de hoje nos leva a valorizar os animais. A raça humana, pela capacidade intelectual, deveria ser guardiã de toda a criação – e não os que a destroem. Os animais domésticos e selvagens precisam ser respeitados. Muitos deles têm sofrido por abandono e até extinção.

Sérgio Fernandes
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O poder de criação de Aslam x poder de destruição de Jadis

A Feiticeira Branca era muito poderosa, não somente pela força física e tamanho (por ser descendente de gigantes), mas por conhecer a fundo a magia. Não lhe bastava vir de uma família de reis, Jadis queria um poder que superasse qualquer outra força do universo. Ela encontrou em Aslam um opositor perpétuo e desejava desde o início destruí-lo.

“De repente a feiticeira caminhou ostensivamente na direção do Leão. Este se aproximava, sempre cantando, com passos lentos e pesados. Estava a menos de dez metros. Ela ergueu o braço e arremeteu a barra de ferro bem na sua cabeça.
Ninguém (muito menos Jadis) erraria àquela distancia. A barra acertou o Leão bem entre os olhos e caiu na relva. O Leão continuou a caminhar: seu passo não era nem mais lento nem mais apressado do que antes. Nem mesmo era possível afirmar que fora atingido. Embora não fizesse barulho ao andar, dava para sentir o seu peso, enquanto se aproximava.
A feiticeira deu um berro e correu, desaparecendo entre as árvores.”
O Sobrinho do Mago, capítulo 9

Aslam mostrou-se mais forte do que qualquer coisa que Jadis tivesse enfrentado. Seus antigos opositores foram exterminados pela Palavra Execrável. Agora, de frente a um leão (mesmo forte, não deixava de ser uma mera criatura – segundo o pensamento da Feiticeira), ela estava ameaçada e precisava de alguma forma livrar-se desse adversário.

Depois do sumiço na floresta, Jadis reaparece para tentar Digory quando ele vai buscar uma semente de uma macieira especial para plantar em Nárnia. Por não conseguir vencer o Leão, a Feiticeira agora busca ao menos destruir os seus queridos. Essa perseguição às crianças segue com Edmundo e, para a Feiticeira Verde (no livro A Cadeira de Prata), Rilian – o filho de Caspian.

Jadis adquire também um poder mágico que é a versão contrária ao dom de Aslam. Na criação, Aslam aparece cantando e todo aquele universo e criaturas tomam vida. Em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, ela transforma em pedra qualquer um que a desafia.

Na tradição judaico-cristã, Deus cria o homem do barro e lhe dá vida por meio de seu sopro. É evidente que C. S. Lewis inspirou-se nessa linguagem simbólica para que Nárnia fosse criada a partir do “fôlego” de Aslam. Já o maléfico poder de transformar os narnianos em pedra seria a retirada desse fôlego, que é a presença do grande Leão neles.

Quando Aslam criou Nárnia, fez tudo bom. As criaturas mitológicas presentes, mesmo com temperamentos difíceis, viviam em um ambiente de paz e harmonia. Jadis chegou por acidente àquele mundo e trouxe consigo todo o mal. No período em que ela reinou em Nárnia, quem estava ao seu lado na verdade tinha medo de virar pedra. Ou seja, a Feiticeira não tinha aliados, apenas súditos medrosos.

O que é mal sempre será mal, não dá para se fazer de outra forma. A ausência do fôlego de Aslam representa a morte, virar pedra. Se somos criaturas de base boa, mesmo limitadas, temos o potencial de fazer o bem, não há sentido de buscarmos o caminho do mal.

Não se engane, Jadis não tem interesse em aliados! Ela quer apenas súditos e pode transformar qualquer um em pedra.

Para aplicar à sua vida hoje essa mensagem, independente de sua visão do bem e do mal, reveja de qual lado você está e onde quer chegar. O que apenas lhe digo é que o único destino final para o caminho do mal é tornar-se pedra.

Sérgio Fernandes
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Encontrando Nárnia em nosso mundo

Lúcia e Edmundo tiveram de ficar na casa dos tios Arnaldo e Alberta durante o tempo em que seus pais (e Susana) foram aos Estados Unidos – o pai tinha conseguido uma vaga de professor por quatro meses. Pedro ficou com o professor Kirke se preparando para um exame.

A nossa história começa numa tarde em que Edmundo e Lúcia aproveitavam juntos alguns minutos preciosos. Como é óbvio, falavam de Nárnia, nome do país secreto deles. Acho que quase todos nós temos um país secreto, que, para a maioria, é apenas um país imaginário. Edmundo e Lúcia eram bem mais felizes: o país secreto deles era verdadeiro. Já tinham até visitado Nárnia duas vezes, de verdade, não sonhando, nem brincando. É claro que tinham conseguido chegar lá por Magia, que é a única maneira de atingir Nárnia. E tinham prometido que lá voltariam algum dia. Assim, você pode imaginar como eles falavam de Nárnia, sempre que podiam.

Naquela tarde, estavam sentados na beira da cama no quarto de Lúcia, olhando para um quadro pendurado na parede — o único quadro de que gostavam em toda a casa.

(…)

— Ficar olhando para um navio de Nárnia sem poder chegar lá é pior ainda! — disse Edmundo.

— Olhar é sempre melhor do que nada — respondeu Lúcia. — E esse aí é um verdadeiro navio de Nárnia.

A Viagem do Peregrino da Alvorada, capítulo 1.

A monotonia da casa dos tios os levava ainda mais a lembrar de Nárnia. Eles sabiam que um dia voltariam para lá, conforme a promessa de Aslam, e o meio de se sentirem mais próximos daquele mundo mágico seria falarem das aventuras que viveram e imaginarem todas aquelas belas coisas que viram.

O quadro na parede, para eles, era de um navio de Nárnia. Contemplaram a pintura indo além da arte estática. Imaginaram para quantos lugares o navio viajou, o quão imenso era aquele mar e como seria a sua tripulação. E assim a magia se concretizou e foram levados para Nárnia…

Estes momentos iniciais da história de A Viagem do Peregrino da Alvorada não poderiam ser encarados por nós como apenas uma introdução feita por C. S. Lewis para explicar aos leitores o que aconteceu após o livro Príncipe Caspian. Eu, particularmente, considero que o primeiro e o último capítulo deveriam “andar no bolso” (ou no coração) de todos os fãs da série. Eles trazem o SEGREDO de Nárnia. As outras centenas de páginas trazem as histórias e mensagens, estes dois capítulos trazem, de forma única, a essência da obra.

Sobre o SEGREDO de Nárnia, pretendo falar ainda no futuro, conforme desenvolvermos mais os assuntos aqui.

O que este capítulo nos revela sobre a essência da obra de Nárnia é que Nárnia pode ser contemplada em nosso mundo.

Edmundo e Lúcia sentiam saudades daquele universo mágico e se consolavam com lembranças. Na língua grega, a palavra lembrança/memória se diz “anámnesis” (uma das variações para a língua portuguesa é a palavra “amnésia”, que é a falta de memória) e o seu sentido vai além do simples ato de se lembrar. Memória quer dizer reviver algo, tornar o ocorrido uma realidade objetiva para este momento. Quando os povos antigos celebravam a memória de algum fato histórico, era como se ele fosse renovado e naquela celebração estivessem experimentando novamente o que aconteceu. Por meio do quadro, um símbolo que lhes permitiu fazer memória, as crianças foram levadas a Nárnia.

O que gostaria de revelar a você hoje, como parte deste SEGREDO de Nárnia, é que podemos realmente encontrá-la em nosso mundo.

Acredito que você já tenha experimentado isso quando viu um lampião em uma praça ou uma estátua de um leão em algum monumento. Se naquela hora você fechasse os olhos, tenho certeza de que ouviria o som de flautas e cascos de faunos dançando ou um rugido.

Não se trata de “loucura” de fã, mas Lewis criou Nárnia com um sentido. E ele não escreveu à toa que tal experiência poderia ser vivida em nosso mundo.

Procure um lampião em sua cidade… Feche os olhos… E escute a voz de Aslam. Ele deve ter algo muito pessoal a lhe dizer.

Por Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada.
E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

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Conheça o Manteiga Rançosa

Covardia nunca dá certo. Tudo bem quanto a ser cauteloso para não se meter em encrenca, mas o bom senso pode bem ajudar a se cuidar sem cair na covardia e ainda fazer feio na história.

Entre a tripulação do Peregrino da Alvorada um marujo se deu mal por conta de sua covardia. Não bastasse ter um apelido estranho, o de Manteiga Rançosa, o pobre ficou famoso como aquele que teve medo e perdeu grandes aventuras.

A tripulação do Peregrino da Alvorada precisava seguir para o Fim do Mundo, após a Ilha da Estrela, Caspian os convidou para seguirem adiante, vários tiveram medo porém acabaram confiando em seu líder. Apenas um não conseguiu vencer o medo e preferiu ficar com Ramandu e sua filha, comendo do banquete da Mesa de Aslam.

Manteiga Rançosa ficou aliviado quando o navio partiu e estava convencido de que tinha feito a melhor escolha: tinha um banquete para comer todos os dias e a companhia de duas estrelas.

Após alguns dias, o covarde notou o quanto havia se dado mal, foram dias chuvosos e era tão ignorante que não sabia apreciar a conversa com a filha de Ramandu. E para um medroso não era nada agradável comer ao lado dos quatro fidalgos adormecidos pelo encantamento.

A situação piorou com a volta de seus companheiros. Todos tinham muitas histórias a contar, ele não tinha assunto e se envergonhava ainda mais pela covardia.

Manteiga Rançosa arrependeu-se tão amargamente que não quis voltar para Nárnia, deixou o navio (desertou) e foi morar na Calormânia. Lá, de covarde passou a ser um mentiroso, contando histórias de aventuras que teria vivido no Fim do Mundo.

É muito fácil encontrarmos por aí, na escola ou no trabalho, diversos “Manteigas Rançosas”. Eles geralmente não tem assunto, mas falam muuuito… Contam histórias e vantagens que, na verdade, nunca viveram. A intenção é fazer com que os outros acreditem que são corajosos, sendo que não passam de covardes.

Se você conhece uma pessoa assim, tome cuidado pois esse perfil de companhia não oferece segurança alguma – ele pode lhe abandonar a qualquer momento. Porém, se você é um Manteiga Rançosa, resolva isso desde agora para não perder a oportunidade de viver grandes aventuras.

Nárnia precisa de pessoas corajosas e verdadeiras!

Sérgio Fernandes

Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada.

E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

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O que Nárnia é para a literatura e para a vida

No verão de 1948, C. S. Lewis comentou vagamente para Chad Walsh, um
amigo americano que estava lhe fazendo uma visita, que havia começado a
escrever um livro para crianças semelhante aos de E. Nesbit. 

Edith Nesbit (1858-1924) foi uma escritora inglesa que publicou mais de
60 livros infantis e é considerada a primeira autora moderna. Ela
conseguiu reverter uma “moda literária” da época, trazida por sucessos
como os de Lewis Carroll (Alice no País das Maravilhas), que de certa
forma apresentavam enredos extremamente ingênuos. Não por culpa
exclusiva de Carroll, mas praticamente tudo o que era publicado na
época oferecia mundos imaginários tão fantasiosos que caiam na
inutilidade, sem oferecer algo prático ao aprendizado das crianças.

Lewis não queria de forma alguma que suas obras formassem um público
alienado. Ele teve uma infância muito difícil, perdeu a mãe cedo,
sofreu nos internatos que passou, mas foi maduro o suficiente para que,
de forma alguma, usasse das obras de ficção e de seu talento criativo
para alimentar algum tipo de fuga da realidade.

O elemento mágico mantinham-se essencial para ele, mas era importante
que sempre levasse uma lição a ser aplicada em nosso mundo.

Nárnia foi criada com os melhores elementos de contos de fadas e
épicos, com uma mistura única de figuras como o Papai Noel, animais
falantes e seres mitológicos. Portais mágicos levavam crianças para
aquele mundo, elas eram protagonistas de grandes conquistas e lideravam
reinos. Porém, a exemplo dos irmãos Pevensies, a viagem mágica tinha um
sentido: era para que aprendessem a viver no mundo real.

“–— Já são muito crescidos. Têm de chegar mais perto do próprio mundo em que vivem.” Resposta de Aslam à Lúcia sobre não voltarem mais à Nárnia.(A Viagem do Peregrino da Alvorada, capítulo 16)

Este é o objetivo da série e como criador do fã-clube Mundo Nárnia, não
tenho a intenção de ferir os objetivos originais de Lewis e tornar
nosso trabalho aqui algo alienante. Cada um de nós em sua fase de vida,
sejam crianças ou adultos, devemos compreender o que é fantasia e o
quanto devemos ser maduros para perceber que Nárnia nos leva para uma
posição diferente quanto aos desafios do mundo.

Se você leu os sete ou apenas um livro de série, viajou por aventuras
fantásticas e com certeza percebeu que, mesmo com saudades de Aslam, do
Ripchip e do Sr. Tumnus, a vida aqui fora segue seu rumo. Aslam já nos
avisou que estamos grandinhos, não fomos à Nárnia para ficarmos mimados
ou retrocedermos. Nosso período de reis nos ensinou todas as virtudes
necessárias para sermos majestades aqui fora.

Venha, vamos atravessar juntos a fenda na parede azul! O mundo real precisa de nós para fazermos a diferença!

…..
Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada.
E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

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A donzela pastora

“Navegaram a manhã toda em águas baixas, com o fundo do mar coberto de
capim. Perto do meio-dia, Lúcia viu um grande cardume volteando por
entre a erva. Comiam com vontade e moviam-se na mesma direção. “Como um
rebanho de ovelhas”, pensou Lúcia. De repente viu, entre os peixes, uma
donzela do mar, mais ou menos da sua idade, calma e solitária, com uma
espécie de cajado na mão. Lúcia teve a certeza de que era uma pastora –
uma pastora de peixes e que o cardume era um rebanho pastando. Estavam
perto da superfície. No instante em que a menina se elevava na água
pouco funda, Lúcia inclinou-se na beira do navio. A menina olhou para
cima e fixou atentamente o rosto de Lúcia. A pastora mergulhou depois e
Lúcia nunca mais a viu. Não parecia assustada, nem zangada, como os
outros habitantes do mar. Lúcia simpatizara com ela, e a simpatia
parecera recíproca. Tinham ficado amigas num minuto. Seria difícil um
novo encontro, mas se isto acontecesse correriam uma para outra de
braços abertos.” (A Viagem do Peregrino da Alvorada, Capítulo 16)

No extremo Oriente, próximo ao País de Aslam, o navio Peregrino da
Alvorada navegou por cima do Povo do Mar. Eles são habitantes de uma
cidade construída em um monte dentro do Mar Derradeiro. Não usavam
roupas, sua pele era de tom marfim antigo e o cabelo púrpura escuro.
Tinham o costume de caçar nas florestas das profundezas.

Lúcia encontrou essa donzela pastora, que cuidava de um cardume de
peixes com um cajado nas mãos. O encontro foi rápido, mas a duas se
simpatizaram.

Existe uma provável inspiração de C. S. Lewis para a criação deste povo
com base no mito da Atlântida, de uma nação submersa, e no mito das
sereias. Lorde Drinian, inclusive, tem receios de que seus marinheiros
sejam enfeitiçados.

Já a donzela pastora poderia vir de uma história ouvida por Lewis
quando criança, de um mito originário de sua cidade natal, Belfast, na
Irlanda. Conta-se que uma jovem, chamada Liban, ficou presa com o seu
cão em uma caverna submarina durante um ano, após uma enchente que
aniquilou o seu povo. Ela rezou aos deuses que a transformassem em
peixe para que pudesse sair daquele lugar. E assim aconteceu: ela
tornou-se um salmão da cintura para baixo e o seu cão uma lontra.
Libian livrou-se da prisão, mas continuou como sereia por 300 anos, até
que encontrou um padre que a ouviu cantando e pediu que a tirasse da
água. Ele a ajudou, depois a batizou com o nome de Murgen e lhe deu a
escolha de viver mais 300 anos de vida ou entrar imediatamente no Céu.
Murgen escolheu a segunda opção. Mesmo sendo uma lenda, em alguns
almanaques antigos e no santoral católico irlandês aparecem referências
a Santa Murgen.

Fonte: MundoNarnia.com
 

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Falando sobre Narnia – Supply Search

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“Brasileiros roubam o trailer de As Crônicas de Nárnia”

O Mundo Nárnia foi o primeiro site no mundo a publicar o trailer do
Peregrino da Alvorada. Dezenas de sites replicaram a notícia e tivemos
uns que até fizeram piadinha do caso. Veja o que esse site disse:
Brasileiros roubam o trailer de As Crônicas
de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada
 

Deixe isso para os convenientes brasileiros. Não seria o suficiente
que sempre ganhem a Copa do Mundo. E ainda o pior é que as mulheres
deles estão entre as mais quentes do planeta. Como se não tivessem o
suficiente para esfregar em nossa cara, agora foram e roubaram o nosso
trailer de A Viagem do Peregrino da Alvorada. Isso me deixa doente!
O trailer, que não tinha sido oficialmente lançado,
foi publicado em um site brasileiro conhecido como “Mundo Narnia”, que
poderia ser traduzido como “Yankees estúpidos caiam fora, Nárnia é
nossa!”.
Eu pensei que meu avô era um chato quando me disse
para não confiar nos brasileiros porque eles não tinham respeito pela
lei de direitos autorais. Agora eu gostaria que tivéssemos o escutado ao
invés de vender a sua casa e colocá-lo em um asilo estatal para idosos.
Ah bem, estou começando a aprender…
http://www.screenjunkies.com/movievideo/brazilians-steal-chronicles-narnia-voyage-dawn-treader-trailer

Fonte

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A polêmica do trailer no MundoNarnia.com

Quem levou a sério o artigo que publicamos chamado “Dicas
para ver em primeira mão o trailer do Peregrino da Alvorada
” se deu
bem e realmente pode se dizer UM DOS PRIMEIROS DO MUNDO  a ver o
trailer do filme A Viagem do Peregrino da Alvorada. Houve confusão sobre
a data de estreia etc, porém acabamos vendo o trailer na dia que
inicialmente foi dita
aqui
: 16 de junho, 5 horas antes do lançamento oficial.

Hollywood fica bem longe do Brasil. Walden, Fox e Ben Barnes não são
brasileiros e tudo o que os fãs de As Crônicas de Nárnia recebem de
informação geralmente chega e acontece primeiro nos Estados Unidos.
Depois dá-lhe o Salem conectado 24 horas ao Google para traduzir
qualquer novidade com a tag #narnia.

Para o trailer iríamos seguir o caminho convencional: seria publicado
pela Fox/Walden à meia noite nos EUA, pelas 4h da madrugada estaria no
MundoNarnia.com. Essa era a informação que sabíamos por base no que
estava publicado nos sites americanos. Porém, fomos agraciados por uma
falha de comunicação das terras do Tio Sam. Não era oficial (pois não
recebemos alguma nota dizendo: é proibido), teoricamente o trailer
estava guardado a sete chaves, mas bastou recebermos uma newsletter, nos
cadastrarmos em um site da própria Walden, para nos enviarem o link
para download do trailer em HD.

Hum!? Não acredito! Isso mesmo, essa foi a mesma reação que um membro
de nossa equipe teve. Trêmulo, não acreditando no que estava
acontecendo, fez o que qualquer um faria: mandar o trailer para a
internet. Não por maldade, com intenção de quebrar a estratégia de
divulgação do filme, mas era a empolgação em repassar aos fãs aquele
tesouro. Além disso a lógica era: se estão distribuindo o trailer é
porque “pode”. E assim foi feito!

O trailer foi publicado pela primeira vez na internet pelo Mundo
Nárnia. Quem nos seguia no
Twitter
teve o privilégio de estar entre os primeiros a se
emocionar. Duas horas antes do lançamento nos Estados Unidos estávamos
com mais de 1.800 pessoas on-line ao mesmo tempo e só naquela madrugada
tivemos 37.753 pageviews. Dezenas de sites publicaram o nosso player com
o trailer, incluindo os principais sites de notícias sobre cinema no
Brasil e no exterior – até
no R7 o player do Mundo Nárnia apareceu
.

Quando deu meia noite nos Estados Unidos, o Brasil em todos os
sentidos estava adiantado. Ao notarem que o trailer havia vazado, a Fox
fez uma varredura na internet e descobriu a origem: um fã site
brasileiro chamado Mundo Nárnia. Um representante da Fox no Brasil fez
contato conosco e, com muita educação, nos perguntou como havíamos
conseguido o trailer e explicamos o ocorrido. Não houve nenhuma
advertência, apenas uma explicação de que realmente havia uma estratégia
e que houve falha de comunicação, de modo que aconteceu o deslize do
site que nos enviou o trailer.

(E pronto, não é questão também de procurarmos culpados. O trailer
está no ar e a divulgação segue com sucesso!)

Realmente, a relação com os fã clubes para as produtoras e
distribuidoras é algo delicado. Um fã clube é composto pelo público mais
cativo e dedicado, porém mais crítico. Eles estão sempre afoitos a
informações e chegam a estar mais adiantados que os próprios
responsáveis pelo “produto”. Até porque, enquanto uma empresa tem de
administrar este mais outros produtos importantes, a tal multidão de fãs
está de olho exclusivamente em um – basta ver o que aconteceu com Lost.
A internet rompe barreiras quanto à propagação de informação. No
entanto, é importante registrar aqui que amor nenhum de fã justifica a
utilização de meios ilícitos, como a pirataria.

Felizmente a Fox Film do Brasil é uma distribuidora inteligente e
sabe relacionar-se positivamente com essas situações. O contato feito
com o Mundo Nárnia foi muito positivo, até porque “não houve um culpado”
(o trailer vazou…). A partir desse contato pudemos estreitar ainda mais
os laços e saber o quanto um pode auxiliar o outro na divulgação de
Nárnia – assim como já vem acontecendo com a WMF Martins Fontes Editora
para a realização do Narnia Day e outros promoções.

A Fox Brasil está com um estratégia forte para o filme em dezembro,
teremos promoções, conteúdos especiais e uma bela pré-estreia. Em breve
divulgaremos aqui tudo o que aguarda os fãs do Brasil.

Não somos maiores que os donos dos direitos autoriais e temos o
compromisso em respeitá-los
, porém representamos um público
grandioso que une não só a adaptação de As Crônicas de Nárnia aos
cinemas, mas os livros e o autor C. S. Lewis. Estamos de plantão 24
horas, como porta-vozes desta multidão, fazendo tudo o que pudermos para
divulgar a mensagem de Nárnia. E somos gratos a todos os que estão
conosco e os que estão vindo, formando uma nação narniana.

Continuem no MundoNarnia.com pois neste mundo você tem a
garantia de estar com o que existe de mais completo e atualizado sobre
As Crônicas de Nárnia.

Por Nárnia e por Aslam!

Fonte:

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