Pauline Baynes, ilustradora de Nárnia

imagePauline Baynes, artista e ilustradora, que faleceu dia 01 de Agosto (de 2008) , com 85 anos, trouxe o mundo de Nárnia de C.S. Lewis e a Terra Média de J.R.R. Tolkien à vida com seus desenhos de linhas soberbas.

Em 1948, Tolkien visitava seus editores, Geoge Allen e Unwin, para discutir algumas artes decepcionates que ele havia encomendado para seu romance “Farmer Giles of Ham” (Mestre Gil de Ham, português), quando ele viu, sobre uma escrivaninha, algumas reinterpretações espirituosas de marginálias medievais para Saltério Luttrell, que os surpreendeu. As mesmas, descobriu-se, haviam sido enviadas aos editores, sob o nome desconhecido de Pauline Baynes.

Tolkien exigia que o criador daqueles desenhos fosse designado a trabalhar nas ilustrações de “Farmer Giles of Ham”, e ficou encantado com os resultados subsequentes, declarando que “Pauline Baynes havia reduzido os seus textos aos desenhos dela”. O aprofundamento na colaboração entre Tolkien e sua ilustradora de Farmer Giles se seguiu para a vida toda, em uma longa amizade.

Durante a guerra, Pauline Baynes trabalhou para a Marinha, e a experiência adquirida, lá estava, quando Tolkien a pediu para ilustrar o mapa da Terra Média. Mais tarde, quando mostrou a ele sua arte para um poster de Frodo e Bilbo, o bolseiro, o autor apenas concordou com a cabeça e murmurou baixinho: “Lá estão eles, lá estão eles.”

O trabalho para Tolkien a levou para ilustrar os livros de Nárnia de C.S. Lewis, embora ele, um dos amigos de Tolkien em Oxford, não fosse tão generoso em relação a seu ilustrador. Para ela, ele elogiava seu trabalho, porém mais tarde Pauline Baynes foi ferida ao saber que Lewis criticava severamente seus desenhos para outras pessoas, contando a seu biógrafo, George Sayer, por exemplo, que ela não sabia desenhar leões.

Anos mais tarde, ela tornou-se consciente de que uma única edição de “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa renderia muito mais do que ela havia recedibo pelas ilustrações originais. Ela também incomodava-se com as alegorias Cristãs nas histórias de Nárnia e o fato de estar ligada com Lewis e Tolkien ofuscou sua carreira – no percurso, ela ilustrou mais de 100 livros.

Pauline Diana Baynes nasceu dia 9 de Setembro, 1922 em Hove, East Sussex, apesar de suas lembranças mais antigas em passar a infância na Índia, onde seu pai trabalhava como Comissário do Serviço Civil Indiano, em Agra. Os verões eram passados na estação do Munte Mussoorir, imagens e sons, os quais Pauline se lembrava muito bem aos 80 anos de idade.

Essa vida chegou ao fim quando a mãe de Pauline se recusou seguir a convenção de mandar suas filhas de volta às escolas na Inglaterra, por conta própria. Ao invés disso, ela abandonou o marido (ela escreveu que “ele estava livre para fazer o que quisesse”) e voltou para a casa com as filhas, ficando com amigos nesse tempo de estudo e nos hotéis suíços, durante os feriados.

Infelizmente, nem a solicitude de sua mãe nem a companhia de sua irmã mais velha, Angela, impediram Pauline de ser infeliz. Pelo o resto de sua vida, era assombrada por memórias de pobreza e miséria, por ser, abruptamente, separada de sua Aia Indiana (e de seu macaco de estimação, que era treinado para os acompanhar na mesa de chá), além das lembranças de seguir a viagem de volta pra casa chorando. Passou seus miseráveis dias de escola num convento, onde freiras antipáticas implicavam com sua imaginação estranha, sua destreza manual, sua excentricidade, roupas e capacidade de falar hindi, porém os mesmos dias tornaram-se menos intoleráveis, quando Pauline aprendeu que suas experiências era muito similares as de Rudyard Kipling, cujo trabalho ela sempre admirou.

Sua vida melhorou imensuravelmente quando, aos 15 anos, ela passou dois períodos estudando desenho na Escola de Arte de Farnham, antes de seguir a irmã para Slade, e depois para Oxford. De início, ela sabia que queria ilustrar livros infantis, mas em 1940 seus estudos foram interrompidos pelas demandas dos trabalho de guerra, primeiro para o desenvolvimento do departamento de camuflagem do exército em Farnham Castle, e depois ela desenhou mapas e cartas navais para o Almirantado em Bath.

Ela ficou amiga de Ernest Shepard, ilustrador dos livros “Winnie the Pooh”, que a levou para Londres para mostrar seu portfólio ao editor do “Illustrated London News”. Mas sua grande virada veio em 1948, quando os desenhos do portfólio que ela enviou por acaso para George Allen Unwin foram vistos por Tolkien.

Posteriormente, a extensa produção de Pauline foi criar várias capas para a editora “Puffin Book”, incluindo aquelas para “Richard Adam’s Watership Down” e para a versão em brochura de 1961 de “O Hobbit”. De todas suas ilustrações para livros, ela sentiu que as melhores foram as que ela produziu para “Grant Uden’s Dictionary of Chivalry”, uma magnífica produção que a ocupou por dois anos inteiros, e pela qual foi premiada coma medalha Kate Greenaway em 1968.

Foi assim durante muitos anos desde que sua vida se transformou. Em 1961, aproximando-se dos 40 e após muitos “interessantes e divertidos”, porém falhos, romances (C.S.Lewis a considerou “bonita demais para seu próprio bem”), Pauline Baynes estava vivendo uma vida reclusa em uma cabana com seus cachorros como companhia, quando um ex-prisioneiro de guerra alemão que esteve com o Afrika Korp de Rommel bateu em sua porta.

Passadas poucas semanas do encontro, Fritz Otto Gasch e Pauline Baynes se casaram. ​​Gasch se dava bem com os amigos de Pauline, Tolkien e Shepard (eles se divertiam trocando lembranças da guerra) e ele criou um maravilhoso jardim para sua esposa. Eles até queriam ter filhos, mas não era pra ser, e assim eles permaneceram um casal dedicado até a morte repentina de Gasch, em 1988.

Então, dois anos depois, Pauline Baynes recebeu de repente um telefonema de uma filha de Gasch, de seu casamento pré- guerra. Após a queda da Cortina de Ferro, a filha descobriu que seu pai havia ficado na Inglaterra depois da guerra e que havia se casado novamente. Ela nunca o conheceu, mas ficou encantada ao encontra a mulher que o amou. E então, na velhice, Pauline Baynes descobriu que tinha uma família, afinal. “Foi”, disse ela, “como algo mágico voltando pra mim através de um guarda-roupa”.

Ela continuou a trabalhar todos os dias em uma escrivaninha abaixo de uma janela que dava para o jardim que seu marido havia criado para ela e no qual suas cinzas foram espalhadas. A escrivaninha estaria cheia de tubos de guache pela metade e fileiras de canetas e pincéis desgastados. Música de Handel tocava ao fundo e os cães de Pauline estariam deitados em seus pés.

Seus livros posteriores lutaram para encontrar uma editora ( um bestiário recente encontrou uma editora americana só quando ela concordou em pintar os seios de uma sereia, que foram considerados muito risqué), mas ela não parou de trabalhar. “Recentemente” ela terminou uma versão altamente decorativa do Alcorão, e estava a meio caminho de uma colorida Fábula de Esopo, quando então, morreu.

Fonte: http://www.telegraph.co.uk/news/obituaries/2524880/Pauline-Baynes.html

Tradução: http://mundonarnia.com/portal/pauline-baynes-a-escrita-de-lewis-em-desenhos.htm

Anúncios

Erro de continuidade em Nárnia 1: A Táhbatah pessoa

Lendo os erros do filme As Crônicas de Nárnia: O leão, a feiticieria e o guarda-roupa (aqui), e vendo o filme, para comprovar se é erro mesmo ou não.

Estou escrevendo uma mensagem para o site com minhas observações, quando me deparo com a seguinte situação:

 

36. Durante a brincadeira de esconde-esconde, a personagem Susan está com um vestido comprido e se esconde dentro de um baú. Na seqüência, aparecem Lucy e Edmund correndo para lá e para cá tentando se esconder. Contudo, apesar de Susan já estar escondida dentro do baú, aparecem os pés e a barra do vestido dela ainda correndo, buscando um lugar para se esconder. (Contribuição de Thais – SP – Fã de Carteirinha)

Ao ver a cena, percebo que há muito mais entre o céu e a terra…..

Então, prestem atenção nestas imagens:

lúcia

Essa é Lúcia, com seu vestido marrom.

 

susana

Essa é Susana, com sua saia quadriculada.

 

tahbatah pessoa

E essa é a pessoa que aparece correndo para se esconder, logo após a cena da Susana entrando no bau.

 

Não é a Lúcia, nem a Susana.

 

ONFS.

 

É a táhbatah pessoa, então.

Aslan’s Meditations: (11/11) Neither Barren nor Unfruitful

It’s hard to believe we are concluding our series in 2 Peter 1:5-8, yet here we are in part 11 – the last part of our series.

I want to say thank you so much for taking this journey with me, and for all your encouraging notes along the way. It was truly a blessing to write this and I hope you learned as much from reading it as I did writing it.

We’re going to take a break for a week or two, and then AslansLily is going to take us into a new series looking at Jesus as the great I AM – so stay tuned!

In the meantime, I’d love to hear your feedback on this series and Aslan’s Meditations in general, so you can submit any feedback you have HERE.

And without further ado, here is the last installment of our series!

But also for this very reason, giving all diligence: add to your faith virtue, to virtue knowledge, to knowledge self-control, to self control perseverance, to perseverance godliness, to godliness brotherly kindness, and to brotherly kindness love. For if these things are yours and abound, you will be neither barren nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

To wrap up, let’s take a quick overview of what we’ve covered in this series.

imageIn Part 1, we began by saying that all these virtues are not a list of things for us to do, rather they are an outpouring of our love and a response to God’s amazing gift of salvation and grace.

That by God’s divine power He has given to us all things that pertain to life and godliness – through the knowledge of Him who called us by glory and virtue…by which have been given to us exceedingly great and precious promises!

In Part 2, we looked at how faith is our solid foundation – that if we do not have faith, it’s impossible to please God. Without faith in the One who has created us and sustains us, if we have all these other virtues, they mean nothing because there is no grounds for them. It’s easy to fight when things are all unicorns and rainbows and mountaintops, but faith is what keeps you strong when you can’t see – the substance of things hoped for, the evidence of things not seen. (Heb. 11:1)

Moving into part 3, we took a step back at an important word in this passage: diligence. We saw how it contrasted with perseverance, and that Paul didn’t say this was going to be an easy journey. It’s going to take careful, persistent, daily surrender to Christ – not just something we do half-heartedly or do out of present emotion at church. It’s something we have to continually keep pushing ourselves to do – because in the end the reward will be wonderful.

imageNext, in part 4, we looked at the very broad, yet penetrating value of “virtue”, where we saw the kinds of things that can get in our way of all of these things. Faith is our foundation, but where do we go from there? Often we don’t realize the things that hinder us from God because they are a mask that we’re wearing, distorting everything and preventing us from learning and growing. It put into perspective living because of God, not trying to do good things for Him – but again, living my life as a response to His grace.

In part 5, we built on the previous lesson about having the right mask over our face by talking about what we should know in the word “knowledge.” We are ambassadors for Christ, and we have the joyous, beautiful, amazing privilege of representing God to the world. We can know all the answers, know all the verses, be able to answer every question, but unless we personally know Christ, everything is worthless. This goes back again to not living for Christ but living because of Him.

imageWhen we reached part 6, we talked about self-control and how we need to be careful what we do with the knowledge that we have – that we don’t abuse it or try to use it for our own benefit or glory. We also saw how self-control – through Christ’s strength – can help us to overcome temptations because we have a greater goal in mind.

In part 7, we looked at perseverance and endurance. We saw how they were similar, and how they were different, but most of all how after all those virtues – we’re probably getting a little tired! And perseverance is what we need to press on. Sometimes it means just forsaking all and running. Sometimes it means ignoring the pain. Other times it means stopping, thinking, and praying. Other times it means letting God clean our hearts – often a painful process. But we know that we can press on because our God is fighting for us. We also saw how just enduring for the sake of enduring was not what we needed to do – but to press on.

imageIn part 8, we talked about how being godly wasn’t just not being ungodly, but rather taking meaningful steps to do what is right. It’s not just making sure we don’t do bad things, but making sure were doing the right things. So often we think we’re okay because we don’t smoke, do drugs, or drink – but we don’t realize that doing all those things is just as bad as not doing what God wants us to do.

imageA few weeks ago in part 9, we looked at brotherly kindness, and what it means to love others with a love that’s not just specific to certain types of people – but with a family-like love that loves others despite their faults: the way Jesus loved.

imageLast week in part 10, we saw how at the end of it all – we need love. Because without it we are nothing. I was really challenged by a message I heard the other day that – we should not be praying for Jesus to teach us to love; rather we need to pray that the very person of Jesus would come into us and our lives would be an outpouring of His love. We can’t love on our own, because we are fallen human beings. But through Christ’s love, as we so beautifully saw this past week during Easter, surpasses all, and through Him we can love others.

And today, here we are at the end of the series. Let’s look at the last verse of this passage:

For if these things are yours and abound, you will be neither barren, nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

Oh! To think! To be neither barren, nor unfruitful. So often I feel as if my life is empty, like I’m not doing anything for God – but God has placed me on this earth for a specific and special purpose.

It sounds super cliche to say that God has a purpose for your life.

But think about the power of that again. God has a purpose for your life.

It’s not just arbitrary. You’re not living this life for no reason or no aim – God has something very specific for you. But until we’re willing to seek Him fully, to give of ourselves to Him, all the things we cling to – our fruit will be worthless.

I have absolutely nothing – I mean nothing – of value or worth to do, make, say, or proclaim outside of what Christ has done for me. I am no one, but through Christ I am someone precious that He loves.

By myself,  I will be barren and unfruitful. My life will be nothing. It is only through Christ, in Christ, and because of Christ that I can further His kingdom – for His glory, and His alone.

Think about all the times the kids in Narnia tried to do things on their own. The times they tried to further themselves, their looks, their status, their own plans. What happened? They couldn’t see what Aslan had in store for them, but when they failed to trust in his plan, things went wrong. Yet in surrendering their own desires to the knowledge that Aslan had something better in store, they were able to do so much more.

image1 Timothy 1:17 – Now to the King eternal, immortal, invisible, to God who alone is wise, be honor and glory forever and ever. Amen.

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/04/aslans-meditations-neither-barren-nor-unfruitful/

Aslan’s Meditations: (10/11) Loooooove

I hope you haven’t forgotten about our series in 2 Peter 1:5-8! We’ve had a nice little break while I’ve been out of town, and I’m most pleased to be back again for part 10!

But also for this very reason, giving all diligence, add to your faith virtue, to virtue knowledge, to knowledge self-control, to self-control perseverance, to perseverance godliness, to godliness brotherly kindness, and to brotherly kindness love. For if these things are yours and abound you will be neither barren nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

We’re beginning to wrap up the series now – in our second to last installment on LOVE.image

Uh-oh, you say. LOVE. That’s a touchy one, isn’t it?

The word love is thrown around so much in our culture. We love certain types of food, clothing, music, games, movies. We love people, places, things, ideas. Sometimes we don’t, but we say it anyway. It’s passionate, deep, and driving.

“All you need is love.”

I personally really hate that statement, because I don’t think it’s entirely true. But I can understand where people are coming from, so we’ll get started.

While I can’t claim to know everything about love, I’d like to look specifically at love as we see it in 1 Corinthians 13. Especially as Easter draws near, we can look at love as it is modeled perfectly in the life of Jesus and His sacrifice.

imageI often think I have to model Christianity. I mean, hey – look at all those Christians who look good, sound smart, AND follow Christ. Can’t I do that, too? But I found that that started to suddenly shift my focus. I started to worry a lot more about how I looked to other people, what I sounded like, and what people were going to think of me – instead of placing my focus on Christ.

1 Corinthians 13 starts out to say – though I speak with the tongues of men and of angels, but have not love, I am a sounding brass or a clanging cymbal.

I can sound good, but if I don’t have love for Christ and for others, the words I speak are really just clangs and clashes.

And though I have the gift of prophecy and understand all mysteries and all knowledge, and though I have all faith so that I could remove mountains – but have not love, I am nothing.

I could know everything – earlier in the series we talked about knowledge. How it’s important to know what we believe. But have you ever wondered what it was like to know everything? What if I understood every mystery, every question, every problem there was to know? This verse says if I didn’t have love, I’d be nothing. Imagine! To know everything in the world, to be the epitome of knowledge – yet be regarded as nothing without love.

And though I bestow all my goods to feed the poor, and though I give my body to be burned, but have not love, it profits me nothing.

Sacrificial giving is one of the most benevolent things a person can do. Giving of yourself, your talents, and your abilities to serve others is not something to be taken lightly – but we could sacrifice our whole lives to others – and if it’s not for love, it was all in vain.

So clearly my endeavors to be a Christian and look good too – don’t quite work. I can’t have my cake and eat it too. At least – not when my goal is to look good. We’ve got to start with the basics.

Then – what is love? We’ll keep on going in 1 Corinthians 13.

Love suffers long, and is kind. Love does not envy, love does not parade itself, is not puffed up. Does not behave rudely, does not seek its own, is not provoked, thinks no evil. Love does not rejoice in iniquity, but rejoices in the truth. Bears all things, believes all things, hopes all things, endures all things. Love never fails.

Woah, that’s a load of truth right there. Have you ever stuck your name in there in place of the word love?

Hannah suffers long, and is kind. Hannah does not envy, Hannah does not boast.

Kinda puts it in a different perspective, doesn’t it? Do I really do all those things?

“Suffers long.” The usual word to replace that one in other translations is “patient” but in reality that’s just what it means – suffering for a long time. Love is willing to bear the pain and the agony, knowing there’s something greater at work.

“Does not seek its own.” That in and of itself is a load right there. To never seek my own – but to only seek Christ. To never try to parade myself as looking good, but only to parade Christ. To proclaim Christ.

“Thinks no evil.” Oh, how often have sinful thoughts crossed my mind! We are called to take every thought captive to the obedience of Christ. (2 Cor 10:5) Can you imagine if our every thought and action was captive to the obedience of Christ? How wonderful that would be?

Now go back and look at this passage – we’re so incapable, aren’t we? I can’t even begin to count the times I have done exactly the opposite of what these words tell us. But now, read it again, and think about Christ, and what He’s done.

Love suffers long, and is kind. Love does not envy, love does not parade itself, is not puffed up. Does not behave rudely, does not seek its own, is not provoked, thinks no evil. Love does not rejoice in iniquity, but rejoices in the truth. Bears all things, believes all things, hopes all things, endures all things. Love never fails.

imageJesus – the King of the universe, the one who deserves glory, fame, honor, respect, and exaltation! He did not parade Himself, He didn’t seek His own. He was the perfect picture of love – and because He loves perfectly and purely, He gave His life for we who could never love.

We are impatient. Unkind. We want others to think well of us, we want to look good. We want to *feel* satisfaction, we want to see. Our sinful natures delight in temporal satisfaction. Things we can see and touch immediately.

imageHave you ever thought of the craziness of Christ’s love? What about the fact that GOD DIED. Okay, so maybe I’m being dramatic here, but really – that the Lord of all the universe came down to die.

Not only that, but He died for the ones who were completely incapable of anything.

Because He loved us.

Oh, how sweet and powerful that truth is!

Its so cliché sometimes – I mean, you’ve heard it repeated probably more than 10 million times in Sunday school, right? We so often take it for granted.

But the God who loved perfectly loves us who cannot even fathom love.

And our response? We are called to give our lives – what more can we give but that? Jesus says whoever loses his life for His sake will find it.

Love is sacrificial – and it’s a choice. It’s not always a feeling, and it’s not always something we can see the direct results of.

But we love – because He first loved us. We can love others even when they’re scumbags. Even when they don’t love us back – because we know that the God of the Universe and the Lord over all loves US.

It’s hard to love people who don’t love back. To suffer through pain and give up ourselves. But what loss is that for the gain of being satisfied by Christ? He can’t satisfy us till we understand that we cannot satisfy ourselves.

So much that we do is in response to something that has happened. We eat because we’re hungry, we drive because we have to go somewhere. We work because we need to earn money, and we sleep because we need it.

We love others because Christ loved us.

imageIn response. How many of us would get married and live as if we were single? Or have kids and live as if we didn’t? Or win a million dollars and not do anything with it?

The fact is – Jesus sacrifice is far more beautiful, exciting, and wonderful than anything that could ever happen to us on this earth. Our love is a response to that – the way we live because of God.

imageWe see love in Narnia – clearly in Aslan. Edmund betrayed the ones he

loved – and Aslan died to save him. But what you see is a change in Edmund – how He lives in response. You also see it in Eustace – his life was drastically changed. Aslan may have had to rip and tear at him, but he did it out of love because he knew that was the only way to change him.

It reminds me of the song by tenth avenue north called “any other way.”

It’s not enough – it’s not enough, just to say that you’re okay.
I need your hurt, I need your pain – it’s not love any other way.

Love isn’t love unless there’s some sacrifice to it. The kind of pain and suffering Jesus went through was necessary for us to be redeemed. And sometimes He has to hurt us in order to teach us – but He does it because He loves us and He’s got a perfect plan and story all in place.

For now we see in a mirror, dimly – but then we shall see face to face.

We can’t always see what God is doing, or perhaps why exactly we should love someone – but we know that one day Christ will wipe away our every tear and we will see Him face to face.

So is all you need love? If you’re looking at 1 Corinthians from a strictly technical point of view, yes. But as Christians we know it’s not love we need -  it’s Christ. It’s not enough just to say we  need to “just love” – but rather that we need to give ourselves for the only one who can satisfy us – Christ.

My challenge to you this week, especially as we move closer to Easter, is to look at your life and your actions. Do they reflect Christ, and are they proclaiming Him? You don’t necessarily have to speak the Gospel in order to proclaim the Gospel. Love is an action – it’s your willed choice to press on because you know that your eternal home is secure.

Aslan’s Meditations (4/11): A Máscara que usamos

Autora: Hannah Dokupil

 

Bem vindos à nossa quarte parte da série Construindo sobre a Rocha, de 2 Pedro 1:5-8. Para ver os artigos anteriores, clique aqui.

Por isso mesmo façam todo o [esforço] possível para juntar a bondade à que vocês têm. À bondade [virtude] juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus. A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor. Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo.

A devoção dessa semana é sobre a palavra virtude.

Estava pensando sobre isso algumas semanas atrás, e tentando decidir o que iria falar sobre ela. Quer dizer, você realmente não pode expandir mais que “virtude”, pode? Todos os outros componentes deste versículo se encaixam como “virtudes” – conhecimento, domínio-próprio, perseverança, devoção a Deus. então, porque adicionar “virtude”, se é justamente isso que as outras palavras são?

Aqui está uma rápida definição de virtude: a qualidade de fazer o que é certo e evitar o que é errado, excelência moral.

O que eu posso tirar da palavra “virtude”?  Eu acho que nesse verso, a palavra não está aplicada no sentido definido acima. Mas aqui está o que Deus tem trabalhado na minha vida na última semana, e isso pode ir contra a definição acima da palavra virtude, mas talvez Deus faça uma conexão na sua mente como fez comigo.

Virtude é, como eu disse, uma palavra bastante ampla. Mas eu acho que é exatamente por isso que vem depois da fé. Fé , como vimos, é a nossa fundação. É sobre ela que construimos. Mas a virtude está logo depois da fé. Porque? Virtude é uma espécie de parente.

Dependendo da sua visão de mundo, religião ou fé, a virtude terá um significado diferente para você. Para muitas religiões, a virtude é um trabalho piedoso do ritual sagrado, ou até mesmo a moral elevada pela qual você deve viver.

Como cristão, no entanto, a virtude é algo bom que Deus trabalha em nós que se torna uma base para a maneira como vemos o mundo. Sem fé é impossível agradar a Deus, mas Jesus também diz que você vai conhecer os cristãos pelos seus frutos. (Mateus 7:20)

Uma coisa em que meditei bastante semana passada foi sobre ídolos, as coisas que se colocam entre nós e Cristo.

Ao longo dos anos, tive vários entendimentos diferentes do que são ídolos. Quando eu era pequena, todos os ídolos eram coisas como Buda, ou o homem algre gordo que estava sentado de pernas cruzadas no chão, com velas em frente a ele em todos os restaurantes chineses que fomos.  Basicamente, era um “deus mal”, ou um “deus falso”.

Quando fiquei mais velha, aprendi que deuses são qualquer coisas que você coloca acima de Deus. Este não era um conceito difícil de entender, e na minha mente de dez anos de idade, não havia muito que eu poderia colocar acima de Deus. Deus era…apenas…isso.

Quanto mais eu amadureci e quanto mais eu aprendia sobre o mundo, mais ídolos eu encontrava competindo por minha adoração. Não eram apenas algo pelo qual se ficava obcecado. Não tem que ser algo que você colocou descaradamente na frente de Deus. De fato, os ídolos que eu encontrei na minha vida eram coisas que se tornaram inconscientemente à frente de Deus. Coisas que eu não reparei que tinham tomado o lugar de Deus – como amigos, família, e até mesmo a igreja.

Igreja? Fiquei horrorizada quando Deus mostrou isso em minha vida. Como poderia a igreja se tornar um ídolo? Mas Deus me mostrou que eu tinha colocado o “serví-lo” acima dele mesmo.

Oswald Chambers escreveu: cuidado com qualquer coisa que concorra com a sua fidelidade à Deus. O maior concorrente da verdadeira devoção a Jesus é o serviço que fazemos por ele. É mais fácil servir que entregar nossas vidas inteiramente a ele. Nós não somos enviados para fazer batalhas para Deus, mas sim para ser usados por Deus em suas batalhas. Será que estamos mais voltados para o serviço que para o próprio Deus?

Urgh. Essas são palavras incríveis…

Sexta-feira passada fui apresentada a um tipo diferente de ídolo. Ou melhor, uma outra maneira de ver os ídolos.

A mãe de um amigo meu estava lendo uma citação de um livro para mim. Eu não me lembro exatamente, mas aqui está um pouco do que consegui entender:

Coloque a mão no rosto e olhe através dos dedos. Agora vire a cabeça para ver o que está ao seu redor. Não importa o quanto você se vire, sua vista será sempre distorcida pelos seus dedos ficando no caminho.

O mesmo acontece com os ídolos. Tudo o que idolatramos se torna a máscara através da qual vemos o mundo. Aquilo que distorce nossa visão para ver as coisas de uma certa maneira.

Eu acho isso particularmente proeminente nos meus meios de comunição social / vida on line. Enquanto eu faço minhas tarefas diárias, algumas coisas que eu gosto uou acho interessante, eu imediantamento escrevo isso como um status no Facebook ou blog – porque o Facebook se tornou uma máscara através da qual eu vejo tudo.

Eu faço o mesmo com as pessoas. Às vezes eu penso em certas pessoas de quem eu gosto como se elas estivessem ao meu lado, ou imagino como reagiriam a uma determinada situação. Em vez de ver uma situação através dos olhos de Deus, eu passo a ver tudo através deles.

Esses são os ídolos.

imageEu estava conversando com um amigo algumas noites atrás, e surgiu o tema de querer que seja seja real para nós.  Querendo ouvir de Deus, para ouvi-lo falar conosco e nos mostrar sua vontade. Mas o que me impressionou foi … se eu tenho todas essas máscaras pelas quais vejo o mundo, como posso ouvir claramente o chamado de Deus? Ele não pode falar comigo quando estou filtrando tudo através das visões distorcidas que possuo. Uma vez ele disse que é preciso ver o mundo através de lentes cor-de-deus.

E é por isso que a virtude é depois da fé.

Fé é um salto enorme, mas depois que você pulou, é muito fácil voltar para trás, para se ter dúvidas. É por isso que a virtude é a próxima da lista.

Mike Donehey, o vocalista da Tenth Avenue North ( quem citarei uma vez ou outra nessa série), diz que seu verso favorito é Salmo 34:8 “Procure descobrir, por você mesmo, como Deus é bom.” Porque se você não fizer isso, nenhuma outra coisa fará sentido.

E no começo eu pensei que era um pouco estranho. Quer dizer, não há realmente versículos importantes como João 3:16 e Romanos 5:8? Mas o que ele disse é que, se não provar e ver que o Senhor é bom, nada do resto faz sentido.  Uma de suas frases mais famosas é “Nós não podemos aprender a viver para Deus, até que aprendamos a viver por causa de Deus”.

O que me impressionou foi a forma incrível como isso se relaciona com a imagem da máscara / ídolo borrando minha visão. Porque eu não posso fazer nada para Deus até que meu ídolo – minha máscara pela qual filtro tudo – seja o próprio Deus. Eu não posso viver para Deus, até que eu aprenda a viver por causa dele. Eu não posso entender qualquer coisa que Deus tenha feito por mim até que eu possa ter um vislumbre de quão poderoso e terrível e maravilhoso Deus é. Quão bom é um Deus que nos ama a menos que Ele seja um Deus bom? Eu não adoro a graça salvadora de Deus, eu adoro o Deus que me deu a graça salvadora.

imageEdmundo, em LFG, foi o que teve a visão distorcida pela Feiticeira Branca. É tão fácil perceber que Edmundo estava indo para o caminho do mal. Mas para Edmundo, não era bem assim. Ele tinha acabado de conhecer uma bonita rainha que lhe dava sua comida favorita, que o aquecia, e fez com que ele se sentisse bem consigo mesmo. E, é claro, dá pra ver claramente isso traduzido na forma como ele tratava seus irmãos. Ele estava ácido com Lúcia quando voltaram de Nárnia, e ainda traiu seus irmãos depois que retornaram para lá. 

imagePedro e Susana também tiveram visões de mundo e ideias que foram frustradas – frustrados por suas supostas ideias de realidade, do que foi possível e real.

Não foi até que todos entraram em Nárnia e começaram sua jornada à procura de Aslan, olhando para aquele cuja visão do mundo era verdade, que eles viram a luz.

E assim é a virtude. É uma qualidade ampla, mas que é tão importante por ser através dela que vemos o mundo. Nossas virtudes devem ser moldada por uma e apenas uma pessoa – que é Jesus Cristo. Meu desafio para você essa semana é olhar para a sua vida. Através de que coisas você vê o mundo. Facebook? Música? Entes queridos? Nárnia, mesmo? Somos chamados a colocar essas coisas para a morte.

 

Que tipo de máscara você usa?

 

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/02/aslans-meditations-the-mask-we-wear/

Aslan’s Meditations – Apresentação

Autora: Hannah Dokupil

Textos Bíblicos conforme Nova Tradução na Linguagem de Hoje

 

 

Esta é a primeira de uma série de onze meditações na passagem de 2 Pedro 1:5-8, onde se lê:

Por isso mesmo façam todo o [esforço] possível para juntar a bondade à fé que vocês têm. À bondade juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus. A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor. Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo.

Para começar, vamos olhar para o verso como um todo. Durante as próximas 11 semanas, vamos analisar cada valor (esforço, fé, bondade, conhecimento, etc) e olhar para cada um, individualmente, como ele se aplica ao anterior, e o que significa para nós, pessoalmente.

Serão artigos menores que o normal, mais isso significa que podemos publicar toda semana. Eu (Hannah/Tru) conduzirei esta série. Se funcionar, continuaremos – se não, concluiremos a série e tentaremos outra. Obrigado pela paciência.

Para mim, este versículo sempre foi uma longa lista de coisas para fazer. Depois de adicionar a bondade, adicionamos o conhecimento. Depois que fizermos isso, você precisa começar a trabalhar o domínio próprio. E depois disso, a perseverança … e assim por diante, e se você fizer todas essas coisas, você estará preparado para a vida.

Não sei quanto a vocês, mas eu não acho que isso esteja certo.

Porque, veja, o texto começa com as palavras “por isso mesmo” . Portanto, a pergunta natural é … Por isso o que? Porque estamos fazendo tudo isso? Vamos voltar um pouco, e olhar este versículo no contexto. O livro de 2 Pedro começa assim:

“…escrevo esta carta a vocês que, por causa da bondade do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, receberam uma fé tão preciosa como a nossa. Que a graça e a paz estejam com vocês e aumentem cada vez mais, por meio do conhecimento que vocês têm de Deus e de Jesus, o nosso Senhor! O poder de Deus nos tem dado tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomar parte na sua própria glória e bondade. Desse modo ele nos tem dado os maravilhosos e preciosos dons que prometeu. Ele fez isso para que, por meio desses dons, nós escapássemos da imoralidade que os maus desejos trouxeram a este mundo e pudéssemos tomar parte na sua natureza divina.”

image

Para mim, o texto está falando sobre como, à luz da Graça de Deus, vivemos vidas caracterizadas pela fé, bondade, conhecimento, etc. Algo sobre o qual estive pensando muito ultimamente é sobre viver à luz da graça de Deus pela fé. É fácil ter fé quando se está entusiasmado com alguma coisa, quando você se torna cristão, quando você está em alta espiritual e vivendo para Cristo … mas a fé se torna uma coisa totalmente diferente quando você está perdido, confuso, e sem saber o que Deus está fazendo em sua vida. Mesmo assim prosseguimos porque, pelo poder divino de Deus, recebemos tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomar parte na sua própria glória e bondade, porque ele nos tem dado os maravilhosos e preciosos dons que prometeu.

Certa vez ouvi um ditado que diz: “não se esqueça, na escuridão, que você viu a luz” – e acho que esse versículo se aplica a isso. Por causa da maravilhosa graça, amor e promessas que o Pai Celestial nos concedeu, é assim, que vivemos.

Edmundo, após ser salvo por Aslan, sempre encontrou tentações da Feiticeira Branca – tanto em Príncipe Caspian, quanto em A Viagem do Peregrino da Alvorada. Mas em cada um, notamos que a maneira como ele lida com essas tentações é sempre à luz do que Aslan fez por ele. Ele lembra e aprende com seus erros e com o que Aslan lhe ensinou.

image

Nós muitas vezes pensamos (ou pelo menos, eu me pego pensando) que nós somos salvos pela graça e então nós temos que fazer nossos caminhos com boas obras para o resto da vida! Pelo contrário – somos salvos pela graça e vivemos diariamente pela graça, e é por essa razão que nós adicionamos à nossa fé muitas coisas – mas essas coisas nós só podemos obter através da fé em Cristo.

Espero que vocês se juntem a mim nesta jornada.

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/01/aslans-meditations-add-all-that/

O fim do mundo–VPA

Ripchip era a única pessoa a bordo, além de Lúcia, Edmundo e Drinian, que notara o Povo do Mar. Mergulhou mal vira o rei agitar o tridente, pois lhe parecera uma espécie de ameaça ou desafio, e quisera tirar o caso a limpo. Com a excitação de descobrir que a água não era salgada, esquecera-se do que ia fazer e, antes de lembrar-se do Povo do Mar, Drinian e Lúcia tinham pedido a ele que não contasse nada do que vira.

Navegaram a manhã toda em águas baixas, com o fundo do mar coberto de capim. Perto do meio-dia, Lúcia viu um grande cardume volteando por entre a erva. Comiam com vontade e moviam-se na mesma direção. “Como um rebanho de ovelhas”, pensou Lúcia. De repente viu, entre os peixes, uma donzela do mar, mais ou menos da sua idade, calma e solitária, com uma espécie de cajado na mão. Lúcia teve a certeza de que era uma pastora – uma pastora de peixes – e que o cardume era um rebanho pastando. Estavam perto da superfície. No instante em que a menina se elevava na água pouco funda, Lúcia inclinou-se na beira do navio. A menina olhou para cima e fixou atentamente o rosto de Lúcia. A pastora mergulhou depois e Lúcia nunca mais a viu. Não parecia assustada, nem zangada, como os outros habitantes do mar. Lúcia simpatizara com ela, e a simpatia parecera recíproca. Tinham ficado amigas num minuto. Seria difícil um novo encontro, mas se isto acontecesse correriam uma para outra de braços abertos.

O Peregrino ia sendo levado para o Oriente por um mar sem ondas, sem sombra de vento ou de espuma na quilha. A luz era cada vez mais brilhante. Ninguém dormia ou comia, mas tiravam do mar baldes de água brilhante, mais forte do que o vinho e mais úmida e líquida do que a água comum, bebendo-a em grandes goles, em silêncio.

Dois marinheiros, que começaram a viagem já com certa idade, iam ficando cada vez mais novos. Todos a bordo estavam muito alegres e animados, mas uma animação silenciosa. Falavam às vezes, mas apenas por murmúrios. Apossara-se deles a placidez daquele mar derradeiro.

Um dia Caspian perguntou a Drinian:

– O que está vendo aí em frente?

– Tudo branco.

– É também o que vejo. Não faço idéia do que seja.

– Se estivéssemos numa latitude alta, diria que era gelo. Mas aqui não pode ser. Em todo o caso, acho melhor pôr os homens ao remo e agüentar o barco contra a corrente. Não podemos ir contra aquilo com esta velocidade.

Começaram a navegar lentamente. A brancura não desvendou seu mistério quando se aproximaram. Se era uma terra, devia ser uma terra muito estranha, pois parecia tão macia quanto a água e no mesmo nível desta.

Perto, Drinian virou o navio para o sul, de modo que ficasse com ele atravessado na corrente, e remou um pouco ao longo da orla branca de espuma. Descobriram que a corrente tinha apenas uns vinte metros de largura e que o resto do mar estava tão calmo quanto um lago. A tripulação alegrou-se imensamente com isso, pois todos pensavam que seria bem difícil a viagem de regresso ao país de Ramandu, remando contra a corrente durante o caminho todo.

Isso explicava por que a pastora desaparecera tão rapidamente. Não estava na corrente; se estivesse, teria se deslocado para leste com a mesma velocidade do navio. Mas ninguém conseguira ainda compreender o que era a coisa branca. Baixaram o bote e resolveram investigar. Os que ficaram a bordo do Peregrino viram o bote cortar pelo meio da brancura e ouviram as vozes dos tripulantes na água em calmaria. Houve uma pausa, enquanto Rinelfo, na proa do bote, lançava o prumo. Depois regressaram.

Apinharam-se todos na amurada, curiosos:

– São lírios! – gritou Rinelfo. – Como num tanque de jardim.

Lúcia ergueu os braços úmidos, cheios de pétalas brancas e de largas folhas espalmadas.

– Qual é a profundidade, Rinelfo? – perguntou Drinian.

– Aí é que está, capitão. Ainda é muito fundo.

– Não podem ser lírios, pelo menos não aquilo que chamamos de lírios – resmungou Eustáquio.

Provavelmente não eram, mas pareciam. Conferenciaram e lançaram o Peregrino na corrente, começando a deslizar para leste, pelo Lago dos Lírios ou Mar de Prata, e aí começou a parte mais estranha da viagem. O oceano largo que haviam deixado nada mais era do que uma estreita fita azul perdendo-se no horizonte.

O mar parecia o Ártico e, se os olhos não tivessem se tornado tão agudos como os das águias, seria impossível suportar a visão daquela brancura, especialmente de manhã cedo. E a brancura, às tardes, fazia durar mais a luz do dia. Os lírios pareciam não ter fim. Dias e dias, elevava-se daquelas léguas de flores um odor que Lúcia achava quase impossível descrever: doce, sim, mas não estonteante, nem extremamente perfumado, um odor fresco, selvagem, solitário. Parecia entrar no cérebro e dar a sensação de que se pode galgar montanhas ou brigar com elefantes. Dizia:

– Sinto que não posso mais agüentar isso e, no entanto, não quero que acabe.

Fizeram muitas sondagens, mas só alguns dias mais tarde a água se tornou menos funda. A profundidade foi então diminuindo. Até que um dia tiveram de sair da corrente e avançar a passo de caracol para sondarem o caminho por onde seguiam. Tornou-se claro que o Peregrino não podia navegar mais para o Oriente, e só devido a manobras hábeis conseguiram evitar que encalhasse.

– Desçam o bote – gritou Caspian. – Depois chamem os homens cá para cima.

– Que vai fazer? – perguntou Eustáquio a Edmundo em voz baixa. – Ele está com uma expressão esquisita.

– Acho que estamos todos com a mesma expressão – respondeu Edmundo.

Juntaram-se a Caspian na popa, e toda a tripulação reuniu-se na base da escada para ouvir a palavra do rei.

– Amigos – disse Caspian. – Chegamos ao fim da nossa missão. Encontramos os sete fidalgos e, como Sir Ripchip jurou não voltar, sem dúvida que acharão acordados os fidalgos da ilha de Ramandu. Entrego-lhe, lorde Drinian, este navio, com a recomendação de navegarem com a maior velocidade possível para Nárnia e de não pararem na Ilha da Água da Morte. Recomende a Trumpkin, meu regente, que dê a todos os meus companheiros de viagem as recompensas que lhes prometi. São bem merecidas. Se eu nunca mais voltar, é meu desejo que o regente, o Mestre Cornelius, Caça-trufas, o Texugo, e o lorde Drinian escolham um rei para Nárnia.

– Senhor – interrompeu Drinian –, vai abdicar?

– Vou com Ripchip ver o Fim do Mundo.

Um murmúrio abafado de desagrado brotou entre os marinheiros.

– Levaremos o bote – disse Caspian. – Não precisam dele nestes mares tão calmos e podem fazer outro na terra de Ramandu.

– Caspian – disse Edmundo, rápida e gravemente –, não pode fazer isso!

– Não pode, senhor, não pode! – confirmou Drinian.

– Não posso? – disse Caspian, com dureza, parecendo por um instante seu tio Miraz.

– Perdão, Majestade – disse Rinelfo, lá embaixo no convés –, mas se algum de nós fizesse o mesmo isto se chamaria desertar.

– Você está abusando demais dos seus grandes serviços, Rinelfo – disse Caspian.

– Senhor, ele tem razão – disse Drinian.

– Pela juba de Aslam! Achava que eram todos meus súditos e não meus chefes!

– Não sou seu súdito – falou Edmundo. – E também sou de opinião de que não pode fazer isso.

– Outra vez não pode! – exclamou Caspian. – Afinal, o que querem dizer com não pode?

– Se me permite, Majestade – interveio Ripchip, curvando-se numa profunda reverência –, queremos dizer que não fará. Não pode lançar-se em aventuras como qualquer um. Se Vossa Majestade não nos atender, os homens mais fiéis ver-se-ão obrigados a desarmá-lo e prendê-lo, até que recobre o bom senso.

– De acordo – disse Edmundo. – Como Ulisses quando quis chegar perto das sereias.

A mão de Caspian já segurava a espada quando Lúcia disse:

– Prometeu à filha de Ramandu que voltaria… Caspian deteve-se. Depois gritou para todo o navio:

– Ganharam! A questão está encerrada. Voltaremos todos. Puxem outra vez o bote.

– Senhor – disse Ripchip –, não voltaremos todos. Como já expliquei antes…

– Silêncio! – trovejou Caspian. -Já recebi minhas lições. Não há ninguém que faça calar esse rato?

– Vossa Majestade prometeu ser um bom rei para todos os Animais Falantes de Nárnia – disse Ripchip.

– Para os Animais Falantes, sim. Não para os animais que falam o tempo todo.

Precipitou-se pela escada enraivecido, batendo com a porta do camarote. Mais tarde, deram com ele completamente mudado. Estava pálido e tinha lágrimas nos olhos.

– Não valeu a pena ter-me irritado tanto. Aslam falou comigo. Não quero dizer que esteve aqui, nem caberia no meu camarote. Mas aquela cabeça de leão ali na parede tomou vida e falou comigo. Foi terrível com aqueles olhos. Não estava muito zangado, apenas a princípio um pouco severo. Foi horrível de qualquer modo. Disse… Oh! Não podia ter dito coisa que doesse mais! Vocês vão continuar: Rip, Edmundo, Lúcia, Eustáquio. Tenho de voltar, sozinho. Haverá coisa pior do que isso?

– Meu bom Caspian – disse Lúcia –, você sabia que mais cedo ou mais tarde teríamos de voltar para o nosso mundo…

– Mas nunca pensei que fosse tão cedo – suspirou Caspian.

– Vai sentir-se melhor quando estiver na terra de Ramandu – disse a garota.

Caspian animou-se um pouco mais, porém a separação era dura para ambas as partes e não insisto em descrevê-la.

Cerca de duas horas mais tarde, bem aprovisionados (apesar de acharem que não precisariam comer ou beber), e levando a bordo o bote de Ripchip, o bote maior afastou-se do Peregrino pelo tapete de lírios.

O Peregrino desfraldou todas as suas bandeiras e dependurou todos os escudos, em honra à partida dos amigos. Antes de perdê-lo de vista, viram-no voltar-se e dirigir-se lentamente para o Ocidente.

Lúcia derramou algumas lágrimas, mas não sentiu tanto quanto você pode pensar. A luz, o silêncio, o odor inebriante do Mar de Prata, a própria solidão eram muito emocionantes.

Não precisavam remar, pois a corrente os impelia continuamente. Nenhum deles comeu ou bebeu. Durante toda aquela noite e no dia seguinte foram arrastados para o Oriente. Na manhã do terceiro dia – aquela claridade seria insuportável para nós, mesmo com óculos escuros – viram a maravilha. Era como se entre eles e o céu se erguesse uma parede cinzento-esverdeada, tremente, vaporosa.

Depois nasceu o sol, e seus primeiros raios, vistos através da parede, transformaram-se num deslumbrante arco-íris. Compreenderam que a parede era de fato uma enorme onda caindo sem cessar, sempre no mesmo lugar, e produzindo a mesma sensação de quando se olha da beira de uma cachoeira. Parecia ter seiscentos metros de altura, e a corrente os fazia deslizar rapidamente na direção dela.

Fortalecidos pelas águas do Mar Derradeiro, agora podiam fitar o sol nascente e distinguir coisas além dele. A oriente, além do sol, viam uma cadeia de montanhas, tão altas que seus cumes não eram visíveis. Deviam normalmente estar cobertas de gelo, mas eram verdes e quentes, com cascatas e florestas.

De súbito soprou uma brisa, franjando de espuma o alto da onda e enrugando a quietude das águas. Durou um segundo só, mas nenhuma das crianças jamais se esqueceu. Trouxe-lhes ao mesmo tempo um aroma e um som musical. Edmundo e Eustáquio nunca mais quiseram tocar no assunto. Lúcia apenas podia articular:

– Era de cortar o coração.

– Por quê? – perguntei eu. – Era assim tão triste?

– Triste nada!

Nenhum dos que se encontravam no bote duvidava de estar vendo, além do Fim do Mundo, a terra de Aslam.

No mesmo momento, com um ruído cavo, o bote encalhou. Não havia fundura suficiente.

– Daqui em diante – falou Ripchip – continuo sozinho.

Nem sequer tentaram impedi-lo, pois sentiam que parecia estar tudo destinado de antemão ou que já acontecera anteriormente. Ajudaram-no a descer o bote pequenino. Então, puxou a espada:

– Não preciso mais dela! – E lançou-a para o mar de lírios. Ao cair, ficou virada para cima, com o punho aparecendo sobre a água. Despediu-se deles, tentando parecer triste, mas estremecia de felicidade. Lúcia, pela primeira e última vez, fez o que sempre desejou fazer: tomou Rip nos braços e o acariciou. Depois, depressa, o rato pulou para o botezinho e saiu remando, ajudado pela corrente, muito escuro entre o branco dos lírios. O bote foi andando cada vez mais rápido, até que entrou triunfalmente por uma onda. Durante um escasso segundo viram Ripchip no topo da onda, depois desapareceu. Desde então ninguém mais ouviu nada sobre Ripchip, o Rato. Acredito que tenha chegado são e salvo ao país de Aslam e que lá vive até hoje.

Quando o sol nasceu, desvaneceu-se a visão das montanhas. As crianças saíram do bote e começaram a patinhar para o sul, com a parede de água à esquerda. Não sabiam por que fizeram assim; era o destino. Apesar de a bordo do Peregrino se sentirem muito crescidos, agora tinham a sensação contrária e davam-se as mãos entre os lírios.

Nunca se sentiram tão cansados. A água estava morna e era cada vez menos funda. Por fim, caminhavam na areia e depois na relva – por uma extensa planície de relva rasteira e bela, que se estendia em todas as direções, quase no mesmo nível do Mar de Prata.

Como sempre acontece em uma planura sem árvores, parecia que o céu se juntava com a relva, lá longe. Quando avançaram mais, tiveram a estranha sensação de que, pelo menos ali, o céu descia de fato e unia-se à terra – em uma parede muito azul, muito brilhante, mas real e concreta, parecendo vidro. Depois tiveram a certeza total. Estavam agora muito perto. Entre eles e a base do céu havia algo tão branco que, até mesmo com seus olhos de águia, dificilmente poderiam fitar. Continuaram e viram que era um cordeiro.

– Venham almoçar – disse o Cordeiro na sua voz doce e meiga.

Notaram que ardia sobre a relva uma fogueira, na qual se fritava peixe. Sentaram-se e comeram, sentindo fome pela primeira vez desde muitos dias. E aquela comida era a melhor de todas as que haviam provado.

– Por favor, Cordeiro – disse Lúcia –, é este o caminho para o país de Aslam?

– Para vocês, não – respondeu o Cordeiro. – Para vocês, o caminho de Aslam está no seu próprio mundo.

– No nosso mundo também há uma entrada para o país de Aslam? – perguntou Edmundo.

– Em todos os mundos há um caminho para o meu país – falou o Cordeiro. E, enquanto ele falava, sua brancura de neve transformou-se em ouro quente, modificando-se também sua forma. E ali estava o próprio Aslam, erguendo-se acima deles e irradiando luz de sua juba.

– Aslam! – exclamou Lúcia. – Ensine para nós como poderemos entrar no seu país partindo do nosso mundo.

– Irei ensinando pouco a pouco. Não direi se é longe ou perto. Só direi que fica do lado de lá de um rio. Mas nada temam, pois sou eu o grande Construtor da Ponte. Venham. Vou abrir uma porta no céu para enviá-los ao mundo de vocês.

– Por favor, Aslam – disse Lúcia –, antes de partirmos, pode dizer-nos quando voltaremos a Nárnia? Por favor, gostaria que não demorasse…

– Minha querida – respondeu Aslam muito docemente –, você e seu irmão não voltarão mais a Nárnia.

– Aslam! – exclamaram ambos, entristecidos.

– Já são muito crescidos. Têm de chegar mais perto do próprio mundo em que vivem.

– Nosso mundo é Nárnia – soluçou Lúcia. – Como poderemos viver sem vê-lo?

– Você há de encontrar-me, querida – disse Aslam.

– Está também em nosso mundo? – perguntou Edmundo.

– Estou. Mas tenho outro nome. Têm de aprender a conhecer-me por esse nome. Foi por isso que os levei a Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor.

– E Eustáquio voltará lá? – indagou Lúcia.

– Criança! – disse Aslam. – Para que deseja saber mais? Venha, vou abrir a porta no céu.

No mesmo instante, abriu-se uma fenda na parede azul, como se uma cortina fosse rasgada, e uma luz impressionante brotou do lado de lá do céu, e sentiram a juba e um beijo de Aslam na testa. E encontraram-se no quarto dos fundos da casa da tia Alberta.

Só falta falar de duas coisas. Uma: Caspian e os seus homens chegaram a salvo à Ilha da Estrela, onde os quatro fidalgos já tinham acordado. Foram todos para Nárnia, e Caspian casou-se com a filha de Ramandu, que se tornou uma grande rainha, mãe e avó de grandes reis. Outra: de volta ao nosso mundo, toda gente começou a dizer que Eustáquio estava melhorando muito e que não parecia o mesmo rapaz. Todos gostaram disso, menos a tia Alberta. Ela achava que Eustáquio se tornara um garoto muito comum e enfadonho, talvez devido à influência dos primos.

Fim do Vol. V