Coluna da Folha – 20-04-2011 – José Simão

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! E o site Comentando mudou o nome do PSDB: Partido dos Sem Documentos e Bafômetro.
E sabe o que o Roberto Carlos vai cantar nos seus 70 anos? “Jesus Cristo, eu AINDA estou aqui.” Rarará! E esta: “Campanha do Desarmamento paga arma na hora”. Vão começar a roubar arma pra vender pro desarmamento. Rarará!
Páscoa Urgente! Olha a placa: “Vendo ovos de Páscoa. Falar com Ovídio”. Rarará! Semana do sofrimento: Tiradentes enforcado na quinta, Cristo crucificado na sexta e foram todos pra praia. Não vai sobrar ninguém em São Paulo pra gente dar uma coelhada rápida? Semana Santa: menos ovo e mais galinhagem!
E amanhã é Tiradentes. Ninguém mais sabe quem é Tiradentes. Perguntaram prum menino na escola: “Você sabe quem é Tiradentes?”. “Sei, Tiradentes é um feriado.” Isso! Tiradentes é um feriado. Tiradentes foi enforcado, esquartejado e salgado porque não queria pagar imposto, o Quinto! Por um quinto, ele foi enforcado. Se fossem os impostos de hoje em dia, ele seria passado numa máquina de moer carne. Virava hambúrguer. Almôndega! Quibe mineiro! Tiradentes devia ser o padroeiro dos brasileiros: todo mundo com a corda no pescoço! E os impostos no Brasil não são altos. Nós é que somos baixos. Rarará!
E sabe o que Cristo falou pros apóstolos na Santa Ceia? “FICA, VAI TER BOLO!” Rarará! Aliás, sabe o que Cristo falou pros apóstolos na Santa Ceia? “De sobremesa, nós vamos ter quindim.” E os apóstolos: “MAS NÃO ERA BRIGADEIRO?”. Rarará!
E diz que o garçom perguntou pra Cristo: “Cada um paga a sua ou o Senhor vai pagar a conta toda?”. E tinha garçom na Santa Ceia? Claro! Você acha que era self-service? Por quilo? Quilão! E sabe por que não tinha japonês na Santa Ceia? Porque ele tava tirando a foto! A foto dos apóstrofos, como diz o Lula. Rarará! E sabe o que Jesus disse pro crucificado da direita? “Chega mais perto pra sair no santinho.”

E eu blasfemo, mas sou católico apostólico baiano. ACREDITO EM TUDO! Eu sou devoto de Nosso Senhor do Bonfim! Um dia fui pra igreja do Bonfim com uma amiga, entrei, ajoelhei e fiz o sinal da cruz. E ela: “Mas você não disse que era ateu?”. Sou ateu místico! E eu tô devendo uma promessa pra São Judas Tadeu até hoje! Nóis sofre, mas nóis goza! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

Fonte: http://www2.uol.com.br/josesimao/colunafolha.htm

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Coluna da Folha – José Simão 13-04-2011

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Adorei a placa numa estrada no Ceará: “Bem-vindo a Facão”! Ué, no interior de Minas não tem “Bem-vindo a Tiros”? No Ceará é bem-vindo a facão!
E sabe porque o Falcão aceitou ser técnico do Inter? Pra se livrar do Galvão. Rarará! Pelo menos no Inter ele consegue falar!
E os cem dias da Dilma? O melhor resumo dos cem dias da Dilma é a charge do Tiago Recchia: “Presidente Dilma, Lula na linha 3”. “Diga que depois eu retorno.” E sabe como se chama a correspondente da Rede TV! na China? Ana Paula Chinoca! Rarará. Chinoca é China para os íntimos. Dilma na Chinoca. A Dilma tá muito chique. Mas de casaco vermelho tá parecendo uma lata de extrato de tomate. Elefantinho da Cica! Rarará! A Dilma tá parecendo o Elefantinho da Cica! Rarará!
E a China autoriza importação de carne de porco do Brasil. Já sei, vamos exportar palmeirense em caixinha do China in Box!
E o Bono? O Bono já é coisa nossa. Tem a cara do Dunga e óculos do Waldick Soriano! Do Reginaldo Rossi! Rarará. E uma amiga me mandou um e-mail: “Foto com Bono!” Aí eu abri o e-mail e era uma foto dela beijando um pacote de bolacha.
E aquele cambista na porta do Morumbi com a camiseta: “U2, Eu Vou!”. E aquela perua no camarote Vip: “Quem tá cantando?” Rarará! E as fotos do camarote Vip? Passaram laquê no sorriso!
E uma amiga empresária se encontrou com a Dilma na China e disse que ela tem um aperto de mão de ferramenta morsa. Sabe aquele torno de bancada?! Rarará! E essa direto de Rio Preto: “Mulher passa veneno na vagina pra matar marido durante sexo oral”. A Perereca Assassina! A Venenosa! Como dizia a Nair Bello: “Que coisa, hein!”.
O Brasileiro é Cordial! Mais uma do Gervásio. Olha a placa na empresa em São Bernardo: “Se eu descobrir quem foi o cusparolo daqui que escarrou na persiana da minha sala, vou arrancar as amígdalas desse Shrek sebento com uma colher de pedreiro enferrujada no estilo doutor Fritz. Conto com todos. Assinado: Gervásio”. E um colega escreveu embaixo: agora me deu medo. Rarará! Nóis sofre mas nóis goza.
Hoje só amanhã.
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

Fonte: http://www2.uol.com.br/josesimao/colunafolha.htm

Para Lula, aumento dos salários do Congresso e de Dilma é ‘justo’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que é "justo" e "necessário" o reajuste dos salários do Executivo e do Legislativo.

Lula argumentou que o fim da legislatura é o momento certo de aprovar aumento de salários.

Segundo reportagem publicada hoje na Folha, deputados e senadores já defendem aumentar os próprios salários e, por tabela, reajustar também o da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT).

Sarney diz que cabe a atuais parlamentares reajustarem salários da próxima legislatura
Temer cancela reunião de líderes; deputados defendem reajuste

Lula endossa o argumento. Para ilustrar, lembrou de episódio que ocorreu quando foi eleito em 2002, ano em que o Congresso reajustou seus vencimentos e desconsiderou a Presidência da República. Irritado, afirmou que foi vítima de "sacanagem".

"Fizeram uma sacanagem comigo, em 2002. Aprovaram [aumento] só para a Câmara e para o Senado e não aprovaram para o presidente da República. Eu não reclamei", disse o mandatário durante viagem a Moçambique, na África.

Lula contou que no dia 2 de janeiro, logo depois de assumir o mandato, o então presidente do Senado Ramez Tebet (PMDB-MS), já falecido, foi à sua sala dizer que tinha encontrado uma brecha para garantir reajuste.

"Eu respondi: olha, meu filho, pode deixar prá lá porque eu não quero como primeira medida um aumento do presidente. Fique tranquilo. Ganho pouco, mas ganho mais do que ganhava na Vilares [metalúrgica que Lula trabalhou em SP]. Fique tranquilo."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/828061-para-lula-aumento-dos-salarios-do-congresso-e-de-dilma-e-justo.shtml

Discutindo a relação

A um ano do fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva os sindicatos ligados ao funcionalismo olham, ao mesmo tempo, saudosos e angustiados para o calendário. Durante os dois mandatos do ex-metalúrgico — agora “Filho do Brasil” — as entidades nunca foram tão bem tratadas. Apesar de todos os desgastes que uma relação longa e íntima acaba causando, nenhum representante de servidor público recebeu porta na cara ou deixou de tomar o famoso cafezinho do Ministério do Planejamento.

Com a troca de guarda em 2011, as organizações de trabalhadores serão obrigadas a rever seu papel, independentemente de quem for o sucessor de Lula. Para o bem do patrão, dos empregados, mas em especial do país, novos contratos de confiança e espaços de negociação terão de ser construídos. E os limites, claro, revistos.

As táticas da faca no pescoço e do toma lá dá cá não caberão mais. A chantagem pela greve, muito menos. Em um governo de continuidade ou de renovação, artimanhas dessa natureza não vão funcionar pelo simples, mas decisivo fato de que a máquina mudou e a disposição das pessoas em participar do processo reivindicatório diminuiu.

Representatividade sempre foi um dos valores mais caros no mundo sindical. Há 30 anos, Lula conseguia encher praças e ruas com facilidade. Em assembleias que mais pareciam shows de astros pop, o líder sindical “flutuava” sobre as massas. Hoje, isso raramente acontece. E no setor público, as razões são quase óbvias: falta de identificação com as bases, acentuado grau de amadorismo, desarticulação, discurso ultrapassado. Sinal de uma era.

Ao passarem pela Esplanada dos Ministérios, os apitos e as palavras de ordem que saem do megafone só incomodam. Não instigam. “É sempre o mesmo blá-blá-blá”, reclama uma servidora do Ministério da Saúde, que na semana passada acompanhou de camarote o ato público barulhento dos servidores do Ministério do Trabalho que querem a criação de uma carreira específica e aumento salarial. A sensação de aquilo que se passava na rua era pura perda de tempo, para ela, está generalizada entre os servidores.

Futuro
Muita gente diz que a crise que assola as entidades que representam os servidores teve início quando lideranças históricas e sindicalistas de primeiro escalão trocaram o carro de som pelos gabinetes refrigerados de Brasília. Esse foi o início do processo, mas tendo a acreditar que o fenômeno do deslumbramento não fez o estrago que fez sozinho. Há outras variáveis de cunho ideológico que precisam ser levadas em consideração.

No poder, os sindicalistas imprimiram estratégias que praticamente anularam a capacidade de reação das entidades. Já fragilizadas com a perda de seus principais comandantes, restou à maioria brigar por migalhas. E todo mundo sabe que trabalhador não se contenta com migalhas. Ao ver que a agenda sindical reduziu-se a velhas bandeiras inacessíveis ou utópicas, o funcionalismo virou as costas para seus representantes, abandonou as assembleias e, assim como a servidora do Ministério da Saúde, teve a certeza de que tudo isso não passa mesmo de perda de tempo.

O futuro está aí. Os aumentos salariais foram concedidos, novos servidores não param de ser convocados, bem ou mal a infraestrutura administrativa melhorou no país. Lutar? Sim, lutar por mais. É nisso que as entidades deveriam se concentrar. O lamento pela desmobilização e a tentativa covarde de culpar o governo pelo fracasso é fácil. Difícil é alcançar os ouvidos e convencer seus próprios filiados de que uma nova agenda pode e deve ser proposta. Sem grito. Sem chantagem. Sem se deixar ser cooptado.

Efeito urna
Com a proximidade das eleições, no entanto, o ambiente fica carregado. Em busca de resultados imediatos, a turma do chinelinho abre a caixa de ferramentas: “A gente tem de arrancar desse governo o que der porque ninguém sabe como será o outro”, resume um dinossauro sindical com acesso livre aos mais altos andares ministeriais. Pobre homem. Pobre funcionalismo.

Agora mesmo, o debate que mais empolga esse senhor e alguns de seus representados é o que trata do reajuste do vale alimentação dos servidores do Executivo federal. Para eles, mais importante do que discutir as distorções que uma série de políticas equivocadas provocaram ao benefício é ver o tíquete aumentado o quanto antes. “O povo está faminto meu caro”, diz o sindicalista, apelando para uma frase de efeito.

Na lógica desse cidadão e de seus apoiadores o melhor a fazer no momento é pressionar o governo e garantir que o vale alimentação suba logo. “Orçamento? Isso não depende do Orçamento, depende de voto e isso servidor entende”, completa o cidadão do alto de sua sabedoria de botequim.

Claro que atualizar o valor de um benefício congelado há cinco anos é fundamental. É óbvio que olhando para o que é pago pelos demais Poderes fica ainda mais evidente o quanto isso é necessário. Mas daí a fechar os olhos para a realidade e sair atirando para todos os lados na tentativa de que alguma bala acerte um pardal existe uma grande diferença. Conquistas como essa, ainda que bem sucedidas, têm vida curta. Blog do servidor

Blog do servidor

Conselho presidencial – Ref. Greve dos Correios

Disse Lula:
“O bom dirigente sindical é aquele que tem coragem de começar uma greve e aquele que tem coragem de acabar a greve, quando ele percebe que está pronto para acabar a greve. Aquele dirigente sindical que faz uma greve e depois não sabe como acabar e fica pedindo aquilo que está além das possibilidades, apenas para dizer que vai continuar em greve, pode levar os trabalhadores a prejuízos enormes no final das contas.

É importante que a vanguarda do movimento, em nome das diferenças políticas não levem os trabalhadores e as trabalhadoras a prejuízos salariais, porque na hora em que começar a descontar os dias, as pessoas vão perceber que, às vezes, o sonho de querer tudo, termina não tendo nada.
A proposta dos Correios é razoável e eu acho que a vanguarda deveria se curvar diante da vontade da maioria porque a assembléia que decidiu a continuidade da greve não tinha mais que 100 pessoas lá em Brasília.
Eu conheço essa história, eu conheço lideranças covardes que são capazes de gritar “greve” e não capazes de dizer “está na hora de a gente voltar a trabalhar”. Então, eu queria dar esse aviso aos companheiros.”