JotaPêAh!

Google se recusa a remover vídeos com brutalidade policial

Fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2011/10/google-se-recusa-remover-videos-com-brutalidade-policial.html

 

O Google negou a solicitação de uma autoridade não especificada referente à publicação de um vídeo postado no YouTube, que flagra a brutalidade de policiais durante as manifestações do movimento Occupy Wall Street. Um dos órgãos da polícia norte-americana solicitou a remoção do vídeo através de e-mail eviado para o Google, alegando abuso de autoridade.

As manifestações do Occupy Wall Street estão acontecendo nas principais cidades dos EUA nos últimos dias. O objetivo é protestar contra a estratégia do governo estadunidense em combater a atual crise financeira, além de questionar a postura das grandes corporações que  são supostamente responsáveis pelo atual momento da economia dos EUA.

solicitação de remoção (Foto: Reprodução)

Google recebe pedido para retirar vídeo de brutalidade da polícia norte-americana (Foto: Reprodução)

Essa não é a primeira vez que o Google recebe uma solicitação de remoção de um vídeo de uma autoridade ou representante governamental. De fato, quando um vídeo é hospedado no YouTube sem as devidas autorizações legais, o Google deve retirá-lo do site, gostando ou não da decisão. Por outro lado, o vídeo em questão conta com o caráter informativo e, com um grande teor de denúncia, mostra o despreparo dos oficiais da lei em lidar com os manifestantes.

Essa é uma linha tênue que o Google caminha todos os dias e que eles esperam poder traçar com o seu Relatório de Transparência. O relatório corresponde ao primeiro semestre de 2011 e conta com um parágrafo que deixa claro a sua posição sobre o assunto: "Nós recebemos um pedido de uma agência local de aplicação da lei para retirar vídeos do YouTube que mostram cenas de brutalidade policial e nós não vamos remover".

O relatório continua, dizendo que outros vídeos ligados à polícia receberam solicitações de remoção, alegando difamação. No entanto, os mesmos também não foram removidos. Com isso, o Google está deixando bem claro que não vai tomar nenhuma medida caso o usuário do serviço publique algum vídeo que acabe denunciando uma postura violenta das autoridades.

O relatório de transparência da empresa é uma maneira que a empresa encontrou para incentivar os usuários, mostrando que eles podem confiar na empresa para, quando preciso, denunciar atos ilegais das autoridades.

Não houve nenhum tipo de intimação ou ação judicial solicitando a remoção do vídeo. Vale a pena esperar os próximos acontecimentos. Quem sabe algum nome se apresenta e se responsabiliza pela solicitação ao Google.

Anúncios
Deixe um comentário »

Conheça a brasileira que dá voz ao Google e virou ‘estrela’ de trotes

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/10/conheca-brasileira-que-da-voz-ao-google-e-virou-estrela-de-trotes.html

image

A mulher que dá voz ao Google no Brasil tem 49 anos, é casada, mãe de dois filhos e moradora de São Paulo. Além de pronunciar as palavras em português, Regina Bittar é responsável, por tabela, pelas piadas e trotes feitos com a voz robótica do Google Translator na internet.

“Eu não acho estranho a minha voz estar em várias brincadeiras do YouTube porque aquilo é uma máquina. Para mim, é a voz do Google, não sou eu”, diz Regina, que diz que não pode dar muitos detalhes sobre como foi a gravação. “O que posso falar é que participei de uma seleção com uma fonodióloga e comecei as gravações no início de 2009”. O recurso de voz da ferramenta de tradução gratuita do Google foi lançado em português em maio de 2010.

Regina tomou conhecimento sobre as piadas há cerca de quatro meses, por meio de uma amiga também locutora. "Ela me disse: ‘Regina, olha o que estão fazendo com a sua voz’. Mas eu não levo para o lado pessoal. Eu acho que quem faz a brincadeira tem muito mais autoria do que eu”. Ela acredita que a curiosidade em torno da voz e os trotes serão passageiros. “O brasileiro faz piada de tudo. Amanhã já tem algo novo na internet”, diz. Entre os vídeos preferidos de Regina está a da menina que briga com a voz do Google, que a manda ir dormir. “O vídeo com o trote da pizza já teve mais de 1 milhão de acessos, é incrível”.

Responsável pela locução de diversos comerciais de TV, Regina já está acostumada a ouvir a própria voz, mas no caso do Google Tradutor é diferente. “Na primeira vez que usei a ferramenta, eu ria sozinha. Apesar dos anos, ainda tomo sustos. Até hoje me impressiono com o que fiz”, conta. “Recentemente, eu comprei um iPhone e um amigo me disse: ‘você também está lá’”, diz a locutora sobre o aplicativo do Google para o smartphone da Apple.
Regina usa frequentemente o Google Tradutor. Além de fazer consultas em inglês, ela também usa o português para saber como se pronuncia as palavras. “Um dia fui gravar um institucional e tinha o termo ‘absenteísmo’. Por não saber como se falava, consultei a ‘voz do Google’ e deu certo”.
A curiosidade por saber quem está por trás da voz vem da época do rádio, segundo Regina. “Todo mundo imaginava como eram os locutores”. Ela conta que até hoje a profissão chama a atenção das pessoas. “Quando eu falo que trabalho com locução, muita gente me pede: ‘Ai, fala alguma coisa’”. O trabalho para o Google aumentou a curiosidade. “Fui em um casamento esses dias e a noiva distribuiu câmeras fotográficas para todo mundo. Pedi para os meus amigos fazerem pose e eles disseram: ‘Só se você pedir com a voz do Google’”.

Voz ‘robótica’
O Google Tradutor não foi o primeiro trabalho que Regina gravou para uma “máquina”. No início dos anos 2000, ela era a apresentadora da assistente virtual lançada pela Gradiente, a “Mediz”. A partir de um reconhecimento de voz, os usuários ligavam para o portal e tinham vários locutores de plantão que davam notícias sobre trânsito e tempo. “Essa foi uma experiência forte, era como se a máquina fosse uma pessoa. Teve uma moça que ligou desesperada porque o namorado estava apaixonado pela ‘Mediz’. Sempre existiu esse fetiche pela máquina”.

Para gravar o Google Tradutor, Regina usou uma voz pausada e linear, ou seja, sem emoção ou musicalidade. “Há diferenças de linguagem para cada veículo. O rádio, por exemplo, é áudio puro, sem imagens, por isso a interpretação é mais acentuada”, explica. Segundo Regina, a voz eletrônica não pode ser muito rápida nem coloquial, pois quem está ouvindo não irá prestar atenção. “A voz é a mesma, o que muda é o tom. Na minha opinião, o locutor é como o vinho, vai ficando cada vez melhor. Com o tempo, você aprende a usar o seu ‘instrumento’”.
Antes de começar sua carreira como locutora, Regina trabalhou na mídia impressa, no jornal “A Tribuna”, de Santos, cidade onde nasceu. Logo depois, ela começou a fazer uma revista de moda que circulava pela cidade. Certa vez, o diretor artístico da revista disse a Regina que ela tinha um timbre lindo e deveria ser locutora. “Ele, então, me convidou para fazer uma propaganda. Logo depois, quando a revista acabou, ele me convidou para apresentar uma rádio-revista. As pessoas começaram a gostar da minha voz. O rádio é maravilhoso porque você tem um retorno imediato dos ouvintes. E eu acabei me encantando”.
Depois de ir morar no exterior, Regina voltou para São Paulo e decidiu focar sua carreira como locutora. “Antes de começar no rádio, resolvi trabalhar em estúdio e tive a oportunidade de gravar com grandes locutores do Clube da Voz. Meu grande objetivo era ser locutora do grupo, que foi uma grande escola”. O Clube da Voz foi fundado em novembro de 1992 e reúne locutores que atuam em publicidade. Hoje, o grupo é formado por radialistas, jornalistas, publicitários, atores e dubladores.

Deixe um comentário »

Morre Steve Jobs, fundados da Apple

image

 

Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.

Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.

Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.

"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."

Homem-zeitgeist
A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.

Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.

Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."

 

Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.

Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses – plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.

Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.

 

Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.

Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.

Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos — às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.

Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.

Do LSD ao Mac
O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.

"Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida", disse, em entrevista ao "New York Times". Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.

Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.

Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.

Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".

"Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como ‘barra Q-Z’. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro – e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas", afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.

Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".

Saída da própria empresa
Mas o sucesso do Mac – que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) – não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.

Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.

O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de1996, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.

O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos – alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes – inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade – "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou. "Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido."

Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.

Sigilo na vida pessoal
A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional – os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita – foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.

Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple. "Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou", afirmou, em comunicado.

A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.

Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.

Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.

Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.

Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/10/morre-steve-jobs-fundador-da-apple.html

 

 

image

 

 

 

 

 

 

Faleceu hoje, dia 5 de outubro, Steve Jobs, fundador da Apple, que era considerado um verdadeiro gênio por muitos.
Afastado da companhia por problemas de saúde, um câncer no pâncreas e um transplante de fígado, no dia 24 de agosto renunciou ao cargo de presidente, em cuja carta dizia que sempre deixou claro que quando não pudesse mais cumprir as suas atribuições como diretor-executivo ele seria o primeiro a dar esta notícia. E, infelizmente, este momento havia chegado.
Um dos maiores defensores da popularização da tecnologia, ele tinha a crença de que computadores, gadgets e afins deveriam ser simples e fáceis para que todos pudessem ter acesso, de onde surgiu a sua clássica frase “It just works” (simplesmente funciona).

Ele também ficou muito conhecido por achar que a pesquisa de mercado não era extremamente necessária, comparando sempre a sua justificativa a Henry Ford, que quando perguntou às pessoas o que elas queriam, elas disseram “um cavalo mais rápido” e, portanto, se ele fosse atrás dos consumidores, o carro jamais existiria.
Workaholic assumido, ele gostava de acompanhar todos os processos de produção da Apple, fazendo com que nenhum produto saísse para as lojas sem que passasse pela a sua aprovação. Em nota, a empresa disse que “a Apple perdeu um gênio visionário e criativo e o mundo perdeu um ser humano incrível”.

A família de Jobs também fez um comunicado separado do da empresa, dizendo que ele morreu de forma tranquila nesta quarta-feira, rodeado por sua família. “Sabemos que muitos de vocês desejam lamentar conosco, mas pedimos respeito ao nosso desejo de privacidade nesse momento de pesar. Estamos agradecidos às pessoas que compartilharam seus anseios e orações durante o último ano da doença de Steve. Um site será criado para aqueles que desejam fazer homenagens. Agradecemos o apoio e a gentileza daqueles que compartilham nossos sentimentos. Sabemos que muitos de vocês estarão em luto conosco e pedimos que respeitem a nossa privacidade neste momento de dor”.

Ídolo de muitos, as redes sociais estão repletas de mensagens sobre o assunto, onde a grande maioria afirma que todos perderam uma das pessoas mais astutas e capazes que já existiram. “Ele era um ícone. Soube viver e usar a sua inteligência a favor do mundo”, fala em seu Facebook a jornalista Thaís Cajé. Em seu Twitter, o empresário Caio Yoshida complementa dizendo: “Há uma grande diferença entre ter sorte e ‘ser o cara’. E Jobs foi a segunda alternativa”.
A página da Apple, em seu anúncio oficial, convida a todos a enviarem mensagens de condolência através do e-mail rememberingsteve@apple.com

Este é o texto que aparece no site da Apple:

"A Apple perdeu um gênio visionário e criativo, e o mundo perdeu um ser humano fantástico. Os que tiveram a sorte de conhecer Steve e traalhar com ele perderam um amigo querido e um mentor que os inspirava. Steve deixa uma empresa que só ele poderia ter crido. Seu espírito será sempre a base da Apple"

Fonte: www.apple.com.br


Bill Gates
, fundador da Microsoft:

"Estou muito entristecido por saber da morte de Steve Jobs. Melinda e eu estendemos nossas sinceras condolências à sua família e amigos, e a todos que Steve tocou através de seu trabalho. Steve e eu nos encontramos pela primeira vez há quase 30 anos, e fomos colegas, concorrentes e amigos durante mais da metade de nossas vidas.
O mundo raramente vê alguém que tenha tido um impacto profundo como o de Steve, cujo efeito será sentido por muitas gerações. Para aqueles que tiveram a sorte de trabalhar com ele, foi uma imensa honra. Sentirei imensamente saudades dele."

Fonte: http://www.thegatesnotes.com/Personal/Steve-Jobs


Steve Ballmer
, CEO da Microsoft:

""Eu quero expressar minhas profundas condolências pelo falecimento de Steve Jobs, um dos fundadores da nossa indústria e um verdadeiro visionário. Meu coração está com sua família, todos na Apple e todos os que foram tocados pelo seu trabalho."

Fonte: http://www.microsoft.com/Presspass/press/2011/oct11/10-05statement.mspx


Mark Zuckerberg
, fundador do Facebook:

"Steve, obrigado por ter sido um mentor e um amigo. Obrigado por mostrar que o que você constrói pode mudar o mundo. Sentirei sua falta."

Fonte: http://www.facebook.com/zuck/posts/10100100934727791


Sergey Brin
, fundador do Google:

"Desde os primeiros dias do Google, quando Larry e eu buscávamos inspiração para nossa visão e liderança, nós não precisávamos olhar além de Cupertino. Steve, sua paixão pela excelência é sentida por qualquer um que tenha tocado algum produto da Apple (inclusive o MacBook que estou escrevendo isto agora). E eu testemunhei isso pessoalmente nas poucas vezes que nos encontramos.
Em nome de todos nós do Google e mais amplamente no mundo da tecnologia, sua falta será muito sentida. Meus pêsames à família, amigos e colegas da Apple."

Fonte: https://plus.google.com/109813896768294978296/posts/dwmWyNSoXTh

Larry Page, fundador do Google

Estou muito, muito triste por ouvir as notícias sobre Steve. Ele foi um grande homem com conquistas inacreditáveis e um brilhantismo fantástico. Ele sempre foi capaz de dizer com poucas palavras o que você deveria estar pensando antes do que você pensou.

Seu foco na experiência do usuário acima de tudo foi sempre uma inspiração para mim. Ele foi muito gentil ao me procurar quando eu me tornei CEO do Google, e dedicou seu tempo para oferecer seus conselhos e conhecimento mesmo que ele não estivesse se sentindo bem.

Meus pensamentos e os do Google estão com sua família e com toda a família Apple"

Fonte: https://plus.google.com/106189723444098348646/posts/4wkYwTCCgAc


Barack Obama, presidente dos EUA:

Descanse em paz, Steve Jobs. De todos nós na #Obama2012, obrigado pelo trabalho que você tornou possível todos os dias — incluindo o nosso.

Michelle e eu estamos tristes por saber da morte de Steve Jobs. Steve estava entre os maiores inovadores americanos — corajoso o bastante para pensar diferente, ousado o suficiente para acreditar que podia mudar o mundo, e talentoso para conseguir isso. Ao construir uma das companhias mais bem-sucedidas do planeta em sua garagem, ele foi um exemplo da engenhosidade do espírito americano.

Ao fazer o computador pessoal e colocar a internet nos nossos bolsos, ele tornou a revolução da informação não apenas acessível, mas também intuitiva e divertida. E, por dedicar seu talento para as histórias que contava, ele trouxe alegria às vidas de milhões de crianças e adultos. Steve gostava de dizer que vivia cada dia como se fosse o último. Por ter feito isso, ele transformou nossas vidas, redefiniu o mercado e alcançou um dos feitos mais raros da história da humanidade: ele mudou a forma como cada um de nós vê o mundo.
O mundo perdeu um visionário. E não haveria maior tributo ao sucesso de Steve do que boa parte do mundo saber da sua morte em um aparelho que ele inventou. Michelle e eu mandamos nossos pensamentos e orações à esposa de Steve, Laurene, à sua família, e a todos que o amavam.

Fonte: http://www.whitehouse.gov/blog/2011/10/05/president-obama-passing-steve-jobs-he-changed-way-each-us-sees-world

Michael Dell, fundador da Dell:

"Hoje o mundo perdeu um líder visionário, o setor de tecnologia perdeu uma lenda, e eu perdi um amigo e um empresário brilhante. O legado de Steve Jobs será lembrado por gerações vindouras. Meus pensamentos e orações vão para sua família e à equipe da Apple."

Fonte: http://blogs.wsj.com/digits/2011/10/05/dell-founders-statement-on-jobs/


Meg Whitman
, CEO da HP:

"Steve Jobs foi um empreendedor e empresário único, cujo impacto na tecnologia foi sentido além do Vale do Silício. Ele será lembrado para a inovação que ele trouxe para o mercado e a inspiração que ele trouxe para o mundo"

Fonte: http://blogs.wsj.com/digits/2011/10/05/meg-whitman-on-death-of-steve-jobs/

Alguns sites modificaram seu visual em homenagem a Jobs:

O site Boing Boing mudou o seu visual para parecer um Mac da década de 80:

O site Wired ficou totalmente preto com a imagem de Jobs:

Todas as versões do Google mostram "Steve Jobs 1955-2011":

O trabalho de Steve Jobs foi exemplar, e a CNN publicou dez áreas aonde Jobs revolucionou:

1. Design: minimalista e uso de metal e alumínio ao invés de plástico
2.Música: iTunes e iPod integrados
3. PC: a Apple ajudou a popularizar com o Apple II na década de 80
4. A era pós-PC: iPad
5. Propaganda: campanha do Mac de 1984, que foi criada por Ridley Scott (que também criou o filme Aliens e Blade Runner) e a campanha Mac x PC
6. iPhone: iniciou a revolução dos smartphones atuais
7. Ecossistema: hardware, software e serviços integrados
8. Mac OS: simples e fácil de utilizar
9. Lojas da Apple: incentivou a interação das pessoas com seus produtos
10. A empresa Apple: se tornou a empresa de tecnologia mais valiosa do mercado

Eu adicionaria à lista acima a inegável revolução no mercado gráfico, pois a Apple permitiu aos poucos que empresas pudessem realizar trabalhos antes destinados a gráficas com equipamentos rudimentares em comparação com os dias atuais (além do uso de fontes variáveis de alta definição) e também o cinema de animação, aonde Jobs ajudou a criar a Pixar.


Foto rara de 1991: Steve Jobs e Bill Gates conversam na casa de Jobs em Palo Alto

Eu pessoalmente não admiro a Apple, como muitos: eu prefiro o Windows (um sistema operacional completo) do que o MacOS (deficiente em games, aplicativos e hardware), eu prefiro o meu desktop e notebook Alienware (que trucidam qualquer Mac, permitindo que eu trabalhe muito mais rápido), meu HTC HD7 com Windows Phone 7.5 "Mango" (que tem uma tela maior e funcionalidades que eu preciso, mas o meu Nokia anterior também era suficiente) ao invés do iPhone, e estou testando o Windows 8 no tablet (que será um sistema operacional completo) ao invés de usar um iPad limitado em tudo.

Apesar disso, eu admito que Steve Jobs foi brilhante, um excelente competidor de várias empresas (Microsoft, Google e Samsung são as três principais), e que ele obrigou a concorrência a acordar (tarde demais) e criar produtos mais eficientes, bem-acabados e bonitos. A sua morte é uma perda lamentável e inestimável para todo o mercado (e não somente para os usuários de produtos Apple), e eu espero que apareçam muitos outros Steve Jobs para elevarem o nível do mercado aonde eles atuarem.

[]s

Por Priscilla Silvestre (texto inicial) e Aurélio "Baboo" Minerbo (demais citações e comentários)

Deixe um comentário »

Google vai comprar Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões

Veja a matéria original aqui.

 

imageO Google anunciou nesta segunda-feira (15) que vai comprar a Motorola Mobility por cerca de US$ 12,5 bilhões. O presidente do Google, Larry Page, anunciou os planos da aquisição no blog oficial da empresa. A Motorola Mobility, parceira do sistema operacional Android, é responsável pela fabricação de tablets e smartphones, como o Xoom e o Atrix.
Segundo o jornal “Wall Street Journal”, o Google planeja comprar a Motorola Mobility por US$ 40 por ação em dinheiro – ou cerca de US$ 12,5 bilhões. A oferta representa um ágio de 63% sobre o valor de fechamento da ação da Motorola na bolsa de valores de Nova York, na sexta-feira (12).
As empresas esperam que a aquisição seja concluída até o início de 2012. A compra acontece quase oito meses depois de a Motorola anunciar sua divisão em Motorola Solutions, centrada nos serviços para empresas, e Mobility, focada no consumidor final. Em 2008, a Motorola decidiu usar apenas o Android em seus smartphones.

“Dado o sucesso fenomenal do Android, estamos sempre procurando novas maneiras de investir na plataforma. É por isso que estou tão animado em anunciar que concordamos em adquirir a Motorola”, escreveu Larry Page no blog oficial do Google.
A aquisição da Motorola Mobility permitirá ao Google aumentar a concorrência na telefonia móvel. “A compra não vai mudar o nosso compromisso em executar o Android como uma plataforma aberta. A Motorola continuará a ser uma licenciada do Android”, afirmou Page.
O executivo ainda disse que o Google irá gerenciar a Motorola Mobility como uma empresa separada. “Muitos parceiros de hardware têm contribuído para o sucesso do Android, e estamos ansiosos em continuar trabalhando com todos eles para oferecer excelentes experiências aos usuários”.

Guerra por patentes
Page também citou a briga do Google contra a Microsoft e Apple na guerra por patentes. No início de agosto, o diretor jurídico do Google, David Drummond, acusou as empresas de “organizarem uma campanha hostil” de aquisição de patentes para impedir o sucesso do Android.
“A compra da Motorola vai aumentar a concorrência por meio do fortalecimento do portfólio de patentes do Google, que nos permitirá proteger melhor o Android contra ameaças anticompetitivas da Microsoft, Apple e outras companhias”, escreveu o executivo no blog.

Deixe um comentário »

Do Querido Leitor–Me ajudar a entender?

Um painel do Curitiba Social Media me fez pensar muito sobre o Google, a Internet, o objetivo das pessoas, o dinheiro. Explico. Alguns dos participantes estavam contando histórias interessantes sobre SEO, Search Engine Optimization. Existem formas de fazer com que seu blog, seu site, fique bem posicionado nos resultados no Google, o que gera mais cliques e, com AdSense, mais dinheiro.

A ideia é simples. Quanto mais gente clicar no seu blog, mais dinheiro você ganha. Até aí, nada de novo.

Acontece que um desses truques é pegar o internauta perdido, o enganado, o que não sabe escrever, o ignorante, o que não sabe procurar direito no Google. Isso mesmo. Existem muitas pessoas que não sabem digitar o nome do ídolo, do jogador, do artista. Esse "perdido" é chamado de paraquedista.Há especialistas em converter a ignorância em dinheiro.

Digamos que em vez de fazer um post sobre algo que eu queira, um assunto que me interessa, eu parta do final pro começo. Primeiro eu penso: "como eu posso conseguir mais hits? com que assunto? o que o povo quer?" Justin Bieber? E aí eu começo a trucagem em busca de cliques.

Primeiro eu falo mal do Bieber pra atrair ódio das fãs, de propósito. Xingar gera mais movimentação do que elogiar.  Aí eu vou numa comunidade de fãs de Bieber do Orkut, finjo que sou outra pessoa e "denuncio" meu próprio blog, para atrir ainda mais gente. E, claro, discuto comigo mesma, sempre com a intenção de gerar cliques e dinheiro pra mim.E depois posso falar mal de Luan Santana, Lady Gaga, sempre com esse mesmo expediente, de enganar os "bobos".

Da mesma forma, em função de ser o primeiro a publicar uma notícia, algumas pessoas acham que tanto faz publicar tudo errado, porque eles ganham cliques e dinheiro do mesmo jeito, estando certa ou errada a notícia. A informação não conta, conta o hit. Se estiver errada e depois você corrigir, você pode ter o dobro da audiência.

Por esse raciocício quanto mais ignorante for a massa, mais lucro terá a pessoa .
Ou seja, para aumentar o lucro, tem que aumentar a ignorância dos usuários.

Assim, se você espalhar sempre mais ignorância, mais erros, mais caos, mais ruído, mais confusão e souber capitalizar tudo para você no ranking do Google, você vai ganhar sempre mais dinheiro. E, pelo que eu soube, tem gente que ganha dezenas de milhares de reais por mês assim.

Cada um, claro, faz a opção que quiser nesse mundo, mas a ideia de lucrar com o aumento da ignorância é algo que me faz refletir. Até o ET Bilu gente, acha que devemos buscar o conhecimento, não a ignorância.

Esse modelo de exploração da ignorância, tão antigo, tão criticado, está se repetindo na Internet. A tecnologia avança, mas o ser humano é sempre o mesmo.

De qualquer forma, foi muito útil conhecer essas outras visões.

 

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/2011/07/03/me-ajuda-a-entender/

1 Comentário »

‘Google Earth’ ao vivo: empresa promete vídeo em tempo real até meados de 2012

Uma empresa chamadaUrthecast está prestes a instalar câmeras de alta definição com grandes lentes de zoom na Estação Espacial Internacional. As câmeras servirão para enviar, de volta para a Terra, vídeos durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, com uma resolução comparável com a do Google Earth, informam os responsáveis pelo projeto. Em outras palavras: você poderá dar um "tchauzinho" para o céu e te assistir, ao vivo, na tela do computador.
A Urthecast está firmando parceria com a Agência Espacial Russa para instalar as supercâmeras até o fim deste ano, e as primeiras imagens deverão estar disponíveis até meados de 2012. A máquina enviará vídeos a 3,25 frames por segundo em uma resolução jamais vista – cada pixel representará o equivalente a 1 metro quadrado.
É claro que existe um delay, e é óbvio que a imagem transmitida vai depender da posição do equipamento naquele momento. A Estação Espacial Internacional percorre a órbita da terra 16 vezes por dia e aí, é preciso ter paciência até que a câmera esteja apontada para a sua cidade. O site da UrtheCast terá ferramentas que avisarão quando a estação estará sobrevoando os pontos de seu interesse.

 

Fonte: Olhar Digital

1 Comentário »

Google acusa Bing de plagiar seus resultados de busca

O Google acusou na terça-feira (1) a Microsoft de copiar os resultados gerados por seu serviço de busca e oferecê-los aos usuários do Bing, criado em 2009. As acusações foram publicadas pelo blog "Search Engine Land".

"Passei toda minha carreira perseguindo um bom buscador. Não tenho problemas com um concorrente que desenvolva um inovador, mas copiar não é inovação", disse o engenheiro do Google Amit Singhal.

Segundo a companhia, os técnicos do Google começaram a suspeitar das práticas do Bing em maio do ano de 2010, quando, comparando as buscas, comprovaram que o site da Microsoft oferecia os mesmos resultados que os seus.

Com a passagem dos meses, a companhia observou que os resultados do Bing eram cada vez mais semelhantes com os do Google. A cópia dos resultados teria sua origem por meio dos usuários do Internet Explorer, navegador que Microsoft, que usam o Google como buscador. Cada vez que eles faziam uma pesquisa, o navegador notificava o Bing sobre o processo e os resultados.

imageTestes
Para acabar com as dúvidas, a Google iniciou um plano e criou um código que gerasse um resultado específico no buscador quando se introduzissem termos sem sentido como "hiybbprqag" e "mbzrxpgjys". Duas semanas após introduzir esse código, o Bing começou a apresentar os mesmos resultados.

"É uma loucura. Não tinha visto algo assim em meus 10 anos trabalhando com isso", disse Matt Cutts, diretor de qualidade de busca do Google.

Por sua vez, a Microsoft negou a acusação de plágio por meio de seu vice-presidente para produtos de busca, Harry Shum, que participou na terça-feira (1) de um evento em San Francisco sobre o futuro dos buscadores.

Shum afirmou que gostaria que o Google tivesse entrado em contato com a Microsoft antes de fazer essas acusações em público, e, embora tenha admitido as coincidências, negou que o Bing estivesse imitando as buscas do Google. "Esses (os casos de plágio assinalados pelo Google) foram alguns poucos exemplos elaborados de forma muito criativa", disse Shum.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/02/google-acusa-bing-de-plagiar-seus-resultados-de-busca.html

Deixe um comentário »

Welcome!

Eu não escrevo para ninguém, eu escrevo para outro de mim mesmo.”  Luis Serguilha. Às vezes, o resultado dos buscadores direciona para a Home Page, em vez de levar direto para o post. Para localizar a entrada, utilize a função busca do navegador, ou o campo de pesquisa ali no canto.

Flag Counter

Deixe um comentário »

O que é superfish? [Saiba aqui…]

De uns tempos para cá meu Firefox começou a mostrar na barra de status que está carregando um site chamado superfish.com.

O déta é que eu não me lembro de ter instalado nada que precise desse site para qualquer coisa.

Só pode ser um táhbatah comando…

Pesquiso no google e não encotro nada que me esclareça.
Onfs.

 

SOLUÇÃO DO “PROBLEMA”

A extensão IE TAB PLUS vem com o comparador de preços Superfish Windows Shoper.
Então, é não é nada “demais”.
De acordo com o site www.superfish.com/about_ie_tab_jspnão há spyware, adware nem vírus.
Para parar com isso, só removendo a extensão, já que não existe a opção para não aderir ao Superfish.

E mais, mesmo selecionando o Modo Básico nas Configurações Gerais da Extensão, ainda aparece na barra de status a comunicação com o site superfish.com.

Como é uma extensão bem útil, não vou desistalar. Pelo menos já sei do que se trata.

10 comentários »

Comentário no site da INFO sobre tutoriais do Google

André Gomes disse:


que eu estou por aqui mesmo… Será mesmo que esses vídeos são tão
inúteis assim Mauricio?? Fail pra vc, pois não, não são: Alguém sem
experiência em computadores pode ser ensinado a entrar nesses vídeos e
os assistir para aprender mais. Eles podem ser exibidos em centros de
inclusão digital para várias pessoas simultaneamente.
Você acha tudo isso simples e ridiculo pois é um usuário antigo de
informática. A complexidade não foi instalada toda de uma vez na sua
frente: recursos foram sendo adicionados aos poucos ao longo dos anos,
nos mais diversos sistemas, criando um padrão universal em
funcionalidades.
Agora, pegue alguém que nunca mexeu em um PC. As coisas não são tão
intuitivas assim. É como pegar alguem de 1500 e esperar que ele consiga
falar o português atual! É outro idioma! É outra realidade.
Caçoar desta iniciativa do Google, que se preocupa com a inclusão
digital é como caçoar de programas de alfabetização para a terceira
idade, ou telecurso 2000. Podem não ser perfeitos, ou repassar o
conteúdo na profundidade que Harvard faria… Mas incluem as pessoas a
uma nova realidade. Melhoram a vida delas.
Acredito que qualquer pessoa que caçoe do conhecimento sendo repassado
não merece respeito. Presumir que tudo é simples para todos é um sinal
claro de arrogancia e necessidade de se mostrar superior.
Pergunte pra sua mãe a diferença entre SO e navegador. Se ela não
souber repetir as palavras exatas de Tanembaum ela é muito idiota e
devemos todos dar risada dela, segundo o exemplo desse seu post
ridiculo nesse blog de meia tigela.
Sim, o blog é seu. A opinião é sua. Mas graças a Deus existem os
comentários para mostrarmos o quanto a sua opinião não tem embasamento,
é vazia, fútil e rídicula. E graças a Deus existe o ALT + F4. Assim
posso ficar mais um ano sem ler a Info (pois uma publicação que permite
que um de seus profissionais caçoe de pessoas que não tem o mesmo nível
de conhecimento que ele não merece ser lida de jeito algum…).
Ano que vem eu volto. Se você ainda estiver empregado por aqui, em 2012
eu volto de novo, até as pessoas pararem de aceitar esse seu jornalismo
barato e finalmente te mandarem embora.

Info, por favor, contrate pessoas que saibam um mínimo de
informatica (educação formal), ou que pelo menos tentem ler algo a
respeito. O Mauricio não manja nada.
Att. André Martins

 

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/blogs/nalinhadogoogle/youtube/5-videos-do-google-para-homer-simpsons/

Deixe um comentário »

%d blogueiros gostam disto: