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Morre Steve Jobs, fundados da Apple

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Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.

Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.

Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.

"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."

Homem-zeitgeist
A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.

Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.

Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."

 

Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.

Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses – plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.

Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.

 

Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.

Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.

Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos — às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.

Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.

Do LSD ao Mac
O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.

"Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida", disse, em entrevista ao "New York Times". Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.

Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.

Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.

Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".

"Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como ‘barra Q-Z’. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro – e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas", afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.

Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".

Saída da própria empresa
Mas o sucesso do Mac – que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) – não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.

Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.

O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de1996, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.

O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos – alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes – inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade – "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou. "Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido."

Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.

Sigilo na vida pessoal
A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional – os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita – foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.

Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple. "Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou", afirmou, em comunicado.

A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.

Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.

Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.

Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.

Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/10/morre-steve-jobs-fundador-da-apple.html

 

 

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Faleceu hoje, dia 5 de outubro, Steve Jobs, fundador da Apple, que era considerado um verdadeiro gênio por muitos.
Afastado da companhia por problemas de saúde, um câncer no pâncreas e um transplante de fígado, no dia 24 de agosto renunciou ao cargo de presidente, em cuja carta dizia que sempre deixou claro que quando não pudesse mais cumprir as suas atribuições como diretor-executivo ele seria o primeiro a dar esta notícia. E, infelizmente, este momento havia chegado.
Um dos maiores defensores da popularização da tecnologia, ele tinha a crença de que computadores, gadgets e afins deveriam ser simples e fáceis para que todos pudessem ter acesso, de onde surgiu a sua clássica frase “It just works” (simplesmente funciona).

Ele também ficou muito conhecido por achar que a pesquisa de mercado não era extremamente necessária, comparando sempre a sua justificativa a Henry Ford, que quando perguntou às pessoas o que elas queriam, elas disseram “um cavalo mais rápido” e, portanto, se ele fosse atrás dos consumidores, o carro jamais existiria.
Workaholic assumido, ele gostava de acompanhar todos os processos de produção da Apple, fazendo com que nenhum produto saísse para as lojas sem que passasse pela a sua aprovação. Em nota, a empresa disse que “a Apple perdeu um gênio visionário e criativo e o mundo perdeu um ser humano incrível”.

A família de Jobs também fez um comunicado separado do da empresa, dizendo que ele morreu de forma tranquila nesta quarta-feira, rodeado por sua família. “Sabemos que muitos de vocês desejam lamentar conosco, mas pedimos respeito ao nosso desejo de privacidade nesse momento de pesar. Estamos agradecidos às pessoas que compartilharam seus anseios e orações durante o último ano da doença de Steve. Um site será criado para aqueles que desejam fazer homenagens. Agradecemos o apoio e a gentileza daqueles que compartilham nossos sentimentos. Sabemos que muitos de vocês estarão em luto conosco e pedimos que respeitem a nossa privacidade neste momento de dor”.

Ídolo de muitos, as redes sociais estão repletas de mensagens sobre o assunto, onde a grande maioria afirma que todos perderam uma das pessoas mais astutas e capazes que já existiram. “Ele era um ícone. Soube viver e usar a sua inteligência a favor do mundo”, fala em seu Facebook a jornalista Thaís Cajé. Em seu Twitter, o empresário Caio Yoshida complementa dizendo: “Há uma grande diferença entre ter sorte e ‘ser o cara’. E Jobs foi a segunda alternativa”.
A página da Apple, em seu anúncio oficial, convida a todos a enviarem mensagens de condolência através do e-mail rememberingsteve@apple.com

Este é o texto que aparece no site da Apple:

"A Apple perdeu um gênio visionário e criativo, e o mundo perdeu um ser humano fantástico. Os que tiveram a sorte de conhecer Steve e traalhar com ele perderam um amigo querido e um mentor que os inspirava. Steve deixa uma empresa que só ele poderia ter crido. Seu espírito será sempre a base da Apple"

Fonte: www.apple.com.br


Bill Gates
, fundador da Microsoft:

"Estou muito entristecido por saber da morte de Steve Jobs. Melinda e eu estendemos nossas sinceras condolências à sua família e amigos, e a todos que Steve tocou através de seu trabalho. Steve e eu nos encontramos pela primeira vez há quase 30 anos, e fomos colegas, concorrentes e amigos durante mais da metade de nossas vidas.
O mundo raramente vê alguém que tenha tido um impacto profundo como o de Steve, cujo efeito será sentido por muitas gerações. Para aqueles que tiveram a sorte de trabalhar com ele, foi uma imensa honra. Sentirei imensamente saudades dele."

Fonte: http://www.thegatesnotes.com/Personal/Steve-Jobs


Steve Ballmer
, CEO da Microsoft:

""Eu quero expressar minhas profundas condolências pelo falecimento de Steve Jobs, um dos fundadores da nossa indústria e um verdadeiro visionário. Meu coração está com sua família, todos na Apple e todos os que foram tocados pelo seu trabalho."

Fonte: http://www.microsoft.com/Presspass/press/2011/oct11/10-05statement.mspx


Mark Zuckerberg
, fundador do Facebook:

"Steve, obrigado por ter sido um mentor e um amigo. Obrigado por mostrar que o que você constrói pode mudar o mundo. Sentirei sua falta."

Fonte: http://www.facebook.com/zuck/posts/10100100934727791


Sergey Brin
, fundador do Google:

"Desde os primeiros dias do Google, quando Larry e eu buscávamos inspiração para nossa visão e liderança, nós não precisávamos olhar além de Cupertino. Steve, sua paixão pela excelência é sentida por qualquer um que tenha tocado algum produto da Apple (inclusive o MacBook que estou escrevendo isto agora). E eu testemunhei isso pessoalmente nas poucas vezes que nos encontramos.
Em nome de todos nós do Google e mais amplamente no mundo da tecnologia, sua falta será muito sentida. Meus pêsames à família, amigos e colegas da Apple."

Fonte: https://plus.google.com/109813896768294978296/posts/dwmWyNSoXTh

Larry Page, fundador do Google

Estou muito, muito triste por ouvir as notícias sobre Steve. Ele foi um grande homem com conquistas inacreditáveis e um brilhantismo fantástico. Ele sempre foi capaz de dizer com poucas palavras o que você deveria estar pensando antes do que você pensou.

Seu foco na experiência do usuário acima de tudo foi sempre uma inspiração para mim. Ele foi muito gentil ao me procurar quando eu me tornei CEO do Google, e dedicou seu tempo para oferecer seus conselhos e conhecimento mesmo que ele não estivesse se sentindo bem.

Meus pensamentos e os do Google estão com sua família e com toda a família Apple"

Fonte: https://plus.google.com/106189723444098348646/posts/4wkYwTCCgAc


Barack Obama, presidente dos EUA:

Descanse em paz, Steve Jobs. De todos nós na #Obama2012, obrigado pelo trabalho que você tornou possível todos os dias — incluindo o nosso.

Michelle e eu estamos tristes por saber da morte de Steve Jobs. Steve estava entre os maiores inovadores americanos — corajoso o bastante para pensar diferente, ousado o suficiente para acreditar que podia mudar o mundo, e talentoso para conseguir isso. Ao construir uma das companhias mais bem-sucedidas do planeta em sua garagem, ele foi um exemplo da engenhosidade do espírito americano.

Ao fazer o computador pessoal e colocar a internet nos nossos bolsos, ele tornou a revolução da informação não apenas acessível, mas também intuitiva e divertida. E, por dedicar seu talento para as histórias que contava, ele trouxe alegria às vidas de milhões de crianças e adultos. Steve gostava de dizer que vivia cada dia como se fosse o último. Por ter feito isso, ele transformou nossas vidas, redefiniu o mercado e alcançou um dos feitos mais raros da história da humanidade: ele mudou a forma como cada um de nós vê o mundo.
O mundo perdeu um visionário. E não haveria maior tributo ao sucesso de Steve do que boa parte do mundo saber da sua morte em um aparelho que ele inventou. Michelle e eu mandamos nossos pensamentos e orações à esposa de Steve, Laurene, à sua família, e a todos que o amavam.

Fonte: http://www.whitehouse.gov/blog/2011/10/05/president-obama-passing-steve-jobs-he-changed-way-each-us-sees-world

Michael Dell, fundador da Dell:

"Hoje o mundo perdeu um líder visionário, o setor de tecnologia perdeu uma lenda, e eu perdi um amigo e um empresário brilhante. O legado de Steve Jobs será lembrado por gerações vindouras. Meus pensamentos e orações vão para sua família e à equipe da Apple."

Fonte: http://blogs.wsj.com/digits/2011/10/05/dell-founders-statement-on-jobs/


Meg Whitman
, CEO da HP:

"Steve Jobs foi um empreendedor e empresário único, cujo impacto na tecnologia foi sentido além do Vale do Silício. Ele será lembrado para a inovação que ele trouxe para o mercado e a inspiração que ele trouxe para o mundo"

Fonte: http://blogs.wsj.com/digits/2011/10/05/meg-whitman-on-death-of-steve-jobs/

Alguns sites modificaram seu visual em homenagem a Jobs:

O site Boing Boing mudou o seu visual para parecer um Mac da década de 80:

O site Wired ficou totalmente preto com a imagem de Jobs:

Todas as versões do Google mostram "Steve Jobs 1955-2011":

O trabalho de Steve Jobs foi exemplar, e a CNN publicou dez áreas aonde Jobs revolucionou:

1. Design: minimalista e uso de metal e alumínio ao invés de plástico
2.Música: iTunes e iPod integrados
3. PC: a Apple ajudou a popularizar com o Apple II na década de 80
4. A era pós-PC: iPad
5. Propaganda: campanha do Mac de 1984, que foi criada por Ridley Scott (que também criou o filme Aliens e Blade Runner) e a campanha Mac x PC
6. iPhone: iniciou a revolução dos smartphones atuais
7. Ecossistema: hardware, software e serviços integrados
8. Mac OS: simples e fácil de utilizar
9. Lojas da Apple: incentivou a interação das pessoas com seus produtos
10. A empresa Apple: se tornou a empresa de tecnologia mais valiosa do mercado

Eu adicionaria à lista acima a inegável revolução no mercado gráfico, pois a Apple permitiu aos poucos que empresas pudessem realizar trabalhos antes destinados a gráficas com equipamentos rudimentares em comparação com os dias atuais (além do uso de fontes variáveis de alta definição) e também o cinema de animação, aonde Jobs ajudou a criar a Pixar.


Foto rara de 1991: Steve Jobs e Bill Gates conversam na casa de Jobs em Palo Alto

Eu pessoalmente não admiro a Apple, como muitos: eu prefiro o Windows (um sistema operacional completo) do que o MacOS (deficiente em games, aplicativos e hardware), eu prefiro o meu desktop e notebook Alienware (que trucidam qualquer Mac, permitindo que eu trabalhe muito mais rápido), meu HTC HD7 com Windows Phone 7.5 "Mango" (que tem uma tela maior e funcionalidades que eu preciso, mas o meu Nokia anterior também era suficiente) ao invés do iPhone, e estou testando o Windows 8 no tablet (que será um sistema operacional completo) ao invés de usar um iPad limitado em tudo.

Apesar disso, eu admito que Steve Jobs foi brilhante, um excelente competidor de várias empresas (Microsoft, Google e Samsung são as três principais), e que ele obrigou a concorrência a acordar (tarde demais) e criar produtos mais eficientes, bem-acabados e bonitos. A sua morte é uma perda lamentável e inestimável para todo o mercado (e não somente para os usuários de produtos Apple), e eu espero que apareçam muitos outros Steve Jobs para elevarem o nível do mercado aonde eles atuarem.

[]s

Por Priscilla Silvestre (texto inicial) e Aurélio "Baboo" Minerbo (demais citações e comentários)

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Qual a diferença entre 3G e 4G?

 

Motorola Photon 4G, smartphone com rede 4G (Foto: Divulgação)

 

A primeira geração (1G) de redes móveis surgiu na década de 80 com a tecnologia AMPS (Advanced Mobile Phone System). Era totalmente analógica e suscetível a interferências. Seu sinal era interceptado com facilidade, bastava alguém sintonizar na mesma frequência que seu celular trabalhava para escutar sua conversa. Além disso, seu telefone podia ser clonado com mais facilidade que atualmente.
A segunda geração (2G) surgiu na década de 90, mas muitos celulares ainda continuavam a usar a tecnologia 1G. A transição de uma geração para outra ocorre de forma lenta, já que demanda troca de aparelhos para suportarem a nova tecnologia. Com as redes 2G houve a troca do analógico para digital, como o sinal não era mais analógico era possível agora ser codificado.
Com essa geração ganhamos um recurso que hoje é trivial: enviar e receber SMS. Os aparelhos celulares reduziram seu tamanho e passaram a consumir menos bateria. Com isso, os preços também reduziram. Mas o celular ainda era um luxo para poucos. No decorrer da década os preços ficaram mais populares.

A rede 3G surgiu em meados de 2001 prometendo interatividade via internet móvel no seu celular. A rede 3G possui cobertura com qualidade superior a suas antecessoras. Com o advento dessa tecnologia novos serviços foram desenvolvidos. Passou a ser possível a realização de videoconferência,download de vídeos, jogos interativos e Voz sobre IP, tudo isso na tela do seu celular etablet. E as funções estão disponíveis em qualquer lugar, desde que haja cobertura da sua operadora.
Já ouviu falar de LTE? Pois bem, essa é a tecnologia de quarta geração que será implantada no Brasil. Quais serão as diferenças entre 3G e 4G? O TechTudo responde isso pra você neste artigo.
3G x 4G
A terceira geração revolucionou a telefonia móvel, pois com ela foi possível navegar em tempo real na internet até em lugares fechados, como elevador e metrô, algo que não era possível com 2G.
O 4G terá todos os benefícios do 3G e outros mais, como velocidade superior de quatro a cem vezes em comparação ao 3G. Além de suportar mais protocolos de rede.

No 4G algumas aplicações terão prioridade sobre outras conforme necessidade, alocando a conexão de forma inteligente. Os padrões de telecomunicações são definidos pelo ITU (International Telecommunication Union), que é uma agência das Nações Unidas.
No exterior, a tecnologia 4G já está disponível em alguns países da Europa, Ásia e nos EUA.
A tecnologia 4G
Na internet encontramos muitos artigos falando sobre as diferenças entre 3G e 4G. Alguns chamam, erroneamente, WIMAX de 4G, mas tecnologia 4G é LTE (Long term evolution).

A tecnologia LTE, desenvolvida pela Third-Generation Partnership Project (3GPP), é uma evolução do High-Speed Packet Access (HSPA). Você já deve ter reparado que quando está conectado ao 3G aparece a letra H indicando que a conexão está estabelecida, pois é o HSPA.

A tecnologia LTE usa novas técnicas de moduação, por isso consegue alcançar altas taxa dedownlink. Abaixo é mostrada a evolução das redes digitais, que vai desde o 2G até o 4G. O LTE usa como modulação: OFDM (Orthogonal Frequency Division Multiplex) e MIMO (Multiple Input Multiple Output), que aumenta a capacidade das ondas de transmissão.

 

Evolução das redes digitais (Foto: Teleco)

 

A tecnologia LTE é uma evolução das redes 3G atuais. Poderemos usar TV interativa, blogs de vídeo móvel, jogos avançados e serviços profissionais, além de tantos outros recursos.

O LTE vai oferecer benefícios não apenas às operadoras, mas também aos consumidores. Em um primeiro momento, o preço do serviço será alto, pois a demanda da tecnologia será pequena. Conforme as pessoas forem adquirindo aparelhos compatíveis com a tecnologia, a tendência é que o preço diminua, assim como ocorre hoje com o 3G.

O 4G vai se aproximar à internet fixa com relação a velocidade. A tecnologia LTE permite que velocidades superiores a 200Mbit/s sejam atingidas. A empresa Ericsson, por exemplo, conseguiu taxas acima de 150Mbit/s. Essas taxas já atendem aos requisitos exigidos pelo ITU.

No Brasil algumas operadoras estão em fase de teste do 4G, mas, como já comentado emartigo do TechTudo, a prioridade do governo é que as operadoras ofereçam a tecnologia nas cidades sede da Copa de 2014 primeiro.

Fonte: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2011/06/qual-diferenca-da-rede-3g-para-4g.html

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Governo edita medida provisória que dá incentivos tributários para tablets

imageO governo publicou no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23) a medida provisória número 534, que incluiu os tablets na chamada "Lei do Bem".
A regulamentação era um dos  passos aguardados dentro dos acordos entre o governo federal e a iniciativa privada para produção dos equipamentos no Brasil.
A chinesa Foxconn, que monta o Ipad, da Apple, condicionava o início da produção no país à concessão de incentivos fiscais que já eram oferecidos para outros produtos de informática. Com a medida de redução de impostos, os preços dos tablets devem cair em 36%, segundo informou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

A medida provisória publicada nesta segunda altera o artigo 28 da lei número 11.196, de 21 de novembro de 2005. Serão beneficiados dispositivos "que tenham uma unidade central de processamento com entrada e saída de dados por meio de uma tela sensível ao toque de área superior a 140 centímetros quadrados".

A publicação é a primeira providência do governo para desoneração. Na sequência, será publicada uma portaria interministerial do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que enquadrará os tablets no Processo Produtivo Básico (PPB) como "microcomputador portátil, sem teclado físico, com tela sensível ao toque".

Impostos
O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, já havia afirmado na quinta-feira (19) que o governo federal deveria incluir os tablets na chamada Lei do Bem. Segundo Barreto, a medida isenta os produtos da incidência do PIS/Cofins. Segundo Barreto, a Receita também deve criar um código específico para os tablets, diferenciando-os dos notebooks.

Atualmente, os produtos importados são classificados como palmtops. Como há o interesse de empresas na produção dos tablets no país, essa classificação é necessária para que haja uma isenção de PIS e Cofins de 9,25%, conforme previsto na Lei de Informática. A portaria interministerial que vai definir o processo produtivo básico (PPB) para tablets deve garantir ainda uma redução do IPI de 15% para até 3%.

 

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/05/governo-edita-medida-provisoria-que-da-incentivos-tributarios-para-tablets.html

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G1 – MP que reduz imposto para tablets sai essa semana, diz ministério

A Medida Provisória (MP) que zera a alíquota de PIS e Cofins dos tablets será publicada no Diário Oficial da União e enviada ao Congresso Nacional ainda essa semana, informou nesta segunda-feira (16) o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Nelson Fujimoto. A MP reduz de 9,25% para zero a incidência dos dois tributos nos tablets.

A MP é a primeira providência do governo para desoneração dos tablets. Na sequência, será publicada uma portaria interministerial do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que enquadrará os tablets no Processo Produtivo Básico (PPB) como “microcomputador portátil, sem teclado físico, com tela sensível ao toque”.

“Já definimos o problema da classificação”, destacou Fujimoto. Ele lembrou que havia dificuldade para classificar os tablets, que não são nem notebook, nem palmtop, nem smartphone. Agora, com a criação de uma classificação específica, o tablet terá os mesmos benefícios de isenção de PIS e Cofins aplicados para fabricação de computadores, que já foram inseridos na Lei do Bem.

Ao passar a fazer parte do PPB, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cairá de 15% para 3% em alguns Estados. A redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por ser um imposto estadual, ficará a cargo de cada estado. Em São Paulo, por exemplo, a alíquota cai de 18% para 7%. Haverá ainda redução do Imposto de Importação (II), mas os percentuais não foram informados. Segundo Fujimoto, a portaria está pronta e só falta a aprovação da presidente Dilma Rousseff.

A redução da tributação dos tablets foi uma das solicitações da taiwanesa Foxconn para produzir o iPad, da Apple, em uma fábrica em Jundiaí (SP) a partir de julho. A MP concede o benefício para qualquer empresa que fabricar o equipamento no País.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/05/mp-que-reduz-imposto-para-tablets-sai-essa-semana-diz-ministerio.html

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G1 – Mãe conta drama de escolher que filho salvar após carro cair em represa – notícias em Mundo

Uma mãe de família contou à Justiça britânica o terror de escolher que filho salvar após um acidente em que seu carro caiu em uma represa.

Rachel Edwards, de 39 anos, dirigia o carro acompanhada de sua filha de 2 anos e de seu filho de 16 quando passou por um buraco e perdeu a direção na região de Lincolnshire, no nordeste da Inglaterra, em agosto do ano passado.

A mãe conseguiu escapar do carro pela janela enquanto o veículo afundava. Porém, teve de enfrentar o drama de escolher entre salvar a vida do filho de 16 anos de idade ou da filha de 2 anos.

Dois amigos do filho também estavam no carro e conseguiram escapar pela janela e buscar ajuda.

Ao depor no inquérito sobre o acidente, na cidade de Horncastle, em Lincolnshire, Edwards disse que ainda não teve tempo de entender a sequência de eventos que se desenrolaram muito rapidamente.

‘Sei que passei por cima do buraco e o carro balançou para a direita e depois, não sei por que, para a esquerda. Não sei se passei por cima de um buraco e depois por outro buraco’, disse a mãe. ‘Não sei como fui parar na água, não sei.’

Sequência rápida
O grupo, que vive em Essex, no sudeste da Inglaterra, estava no norte do país em férias. A mãe estava grávida de seis meses quando o acidente ocorreu.

Com o carro cerca de 3 metros abaixo da superfície, Edwards e os dois amigos do filho escaparam, mas o filho Jack, de 16 anos, e a filha de 2, Isabella, continuaram presos.

A mãe decidiu então regressar e tentar resgatar os filhos. Foi então que percebeu que só poderia levar um de volta à superfície. Edwards liberou Isabella da poltrona do carro, mas nesse momento o veículo voltou a afundar.

‘Fomos puxados para baixo e, quando conseguimos nadar para cima novamente, notei que que ela estava apavorada. Eu queria voltar para o carro, mas não tinha onde deixá-la’, disse a mãe. ‘Eu sabia que se a deixasse sobre uma roda ela cairia, por isso não voltei para salvar Jack. Apenas esperei e esperei.’

Ao chegar à cena do acidente, um policial mergulhou na represa e conseguiu tirar Jack do carro. Entretanto, o filho já estava inconsciente e foi dado como morto no hospital. Um exame póstumo comprovou que o adolescente morreu por afogamento.

À época do acidente, Edwards disse que ‘sabia que se eu soltasse Isabella, não conseguiria pegá-la de volta’. ‘Desde então eu passo todos os meus momentos pensando em como eu poderia ter salvado meus dois filhos’, disse.

Perigosa
Embora o limite de velocidade na estrada seja de 60 milhas por hora (96,5 km/h), uma simulação conduzida pela polícia demonstrou que viajar à metade desta velocidade constitui uma experiência ‘desconfortável e perigosa’ na rodovia.

Os peritos avaliaram que desenvolver uma velocidade de 65 km/h na estrada já compromete a segurança do percurso.

Entretanto, o investigador forense do caso, Paul Smith, concluiu que a mãe não dirigia a uma velocidade acima do permitido por lei.

Para ele, a causa do acidente foram as más condições da estrada, que representa um risco ‘maior que uma simples estrada de terra’.

O especialista disse que alertará as autoridades de Lincolnshire para que as devidas providências de sinalização sejam tomadas.

As autoridades do condado lamentaram o incidente e afirmaram que os trabalhos de reparo na rodovia já foram concluídos.

G1 – Mãe conta drama de escolher que filho salvar após carro cair em represa – notícias em Mundo.

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G1 – ‘Ele matou minha amiga’, diz aluna que sobreviveu a ataque em escola – notícias em Rio de Janeiro

Uma das alunas da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, nesta quinta-feira (7), lembra os momentos de terror na unidade. Aos 12 anos, ela viu o atirador entrar na escola e estava dentro da sala de aula quando ele abriu fogo contra os alunos.

“Ele começou a atirar. Eu me agachei e, quando vi, minha amiga estava atingida. Ele matou minha amiga dentro da minha sala”, conta ela, que afirma que estava no pátio na hora em que Welligton Menezes de Oliveira entrou na escola.

“Ele estava bem vestido. Subiu para o segundo andar e eu ouvi dois tiros. Depois, todos os alunos subiram para suas salas. Depois ele subiu para o terceiro andar, onde é a minha sala, entrou e começou a atirar”, completou.

 

G1 – ‘Ele matou minha amiga’, diz aluna que sobreviveu a ataque em escola – notícias em Rio de Janeiro.

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Aluno paga US$ 14 mil em notas de US$ 1

Em protesto contra os aumentos nos custos do estudo superior nos Estados Unidos, o estudante americano Nic Ramos pagou a sua anuidade de US$ 14 mil (equivalente a cerca de R$ 23,5 mil) na universidade do Colorado em notas de um dólar.

Com a sua mala de dinheiro, o universitário quis chamar a atenção do país para a dificuldade cada vez maior enfrentada por estudantes para pagar a sua educação.

Ele afirmou que ao entregar a mala de dinheiro, todos os funcionários ficaram ‘boquiabertos’ e ‘não acreditavam no que viam’.

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A pilha de notas de US$ 1. (Foto: BBC)

 

‘Não ficaram exatamente zangados, mas nada satisfeitos (com a perspectiva de ter que contar a pilha de dólares).’

A universidade culpa o governo estadual pelos aumentos.

O representante da instituição Michael Carrigan diz que o orçamento da universidade não sobe há três anos e que, nos últimos anos, foram cortados US$ 50 milhões.

Para ele, o governo deveria aumentar o financiamento para educação, já que o Colorado é o penúltimo Estado americano no ranking de investimentos em educação superior.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/01/aluno-paga-us-14-mil-em-notas-de-um.html

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Ferramenta não roda jogos piratas, diz hacker que desbloqueou PS3

Após ser processado pela Sony por ter divulgado uma forma de desbloquear o PlayStation 3, o hacker George Hotz, conhecido como “Geohot”, concedeu uma entrevista ao programa “Attack of the Show”, do canal americano G4. Hotz afirmou que o seu software não permite rodar pirataria no console, apenas aplicativos caseiros criados pelos usuários (assista).

“Você ainda pode ir ao meu site e baixar, legalmente, a ferramenta para o seu PS3”, disse Hotz. “O aplicativo permite que você instale games ‘caseiros’”. A Sony, além de tentar restringir o acesso dos hackers aos consoles e impedir que trabalhem em programas não-oficiais, pede a prisão de todos os envolvidos no desbloqueio, incluindo Hotz.

“Na verdade, não”, respondeu Hotz sobre a questão se a ferramenta permite que usuários rodem jogos piratas no console. “A forma como a pirataria era feita anteriormente não funciona na minha ferramenta. Enquanto eu trabalhava no aplicativo, eu fiz um esforço especial para permitir que games caseiros funcionassem sem que coisas que eu não apoio rodassem, como a pirataria”.

O processo da Sony alega que a divulgação da “rootkey” do sistema feita por Hotz viola a Lei dos Direitos Autorais do Milênio Digital (DMCA, em inglês) e a Lei de Abuso e Fraude de Computadores, (tradução de Computer Fraud and Abuse Act), o que abriria o PlayStation 3 à pirataria.

Hotz não acredita que sua ferramenta quebrou qualquer norma de restrição. Ele disse ao programa de TV que está sentindo a “raiva” da equipe jurídica da Sony porque ele fez uma coisa errada: “deixar a Sony louca”, disse.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/01/ferramenta-nao-roda-jogos-piratas-diz-hacker-que-desbloqueou-ps3.html

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Do G1 – ‘Ele cavou uma cova para mim’, diz mulher vítima de violência

Ana Cláudia tem pouco menos de 30 anos e passou quase um terço da
vida sendo agredida pelo ex-companheiro. Um dia, chegou em casa do
trabalho e havia uma cova no quintal. Era uma maneira encontrada pelo
ex para intimidá-la.
“[Ele] me ameaçava de morte. Teve um dia que cheguei do serviço e
no fundo do meu quintal tinha um terreno e tinha um buraco onde ele ia
me enterrar. Várias vezes falou que ia me matar, dar facadas, cortar
meu corpo em pedacinho, ia enterrar e que ninguém ia me encontrar.
(…) Ele cavou uma cova. (…) No dia que vi aquele buraco, você não
tem noção de como fiquei apavorada. Eu só estou viva hoje porque eu
procurei ajuda, eu fui na delegacia da mulher e eles me encaminharam
para o abrigo, senão eu não estava viva hoje”, disse

A história de Ana Cláudia é uma entre as de muitas mulheres vítimas
de violência. Atualmente, os noticiários dão destaque aos casos de
Eliza Samudio, ex-amante do ex-goleiro do Flamengo Bruno Souza,
desaparecida há mais de um mês, e da advogada Mércia, encontrada morta
em junho. Mas a maioria dos casos não aparece no noticiário.
O G1 visitou uma casa-abrigo onde moram mulheres
e seus filhos, que fugiram dos companheiros e tentam recomeçar uma nova
vida após agressões e ameaças. Os nomes das mulheres vítimas de
violência citadas na reportagem foram alterados a pedido das
entrevistadas.
As ameaças e agressões contra Ana Cláudia começaram quando ela começou a trabalhar.

“Ele não acreditava em mim, achou que eu ficava com homens no meio
da rua. Um dia ele judiou muito de mim, fez machucado bem grande na
minha cabeça. Ele arrancou a porta, jogou na minha perna. Arrancou
metade dos meus cabelos. (…) Ainda tô fazendo tratamento psicológico.
Para ter ânimo. Um dia juntei todos os comprimidos e fiquei três dias
dormindo, tipo um coma de três dias. Não acordava. Eu não via mais
razão para viver, eu queria destruir aquela vida, porque não estava
mais fazendo sentido para mim.”

Ela mora no abrigo e atualmente faz curso na área de construção
civil. O maior medo é reencontrar o ex-companheiro, que ela classifica
como “perigoso”. “Eu tenho muito medo dele, da família, de tudo, dos
amigos, de tudo dele eu tenho medo, eu saio e fico que nem doida no
meio da rua, toda hora olhando para trás, se alguém olha muito eu tenho
que sair de perto.”

O medo de Ana Cláudia tem razão de existir, de acordo com a
advogada Maria Aparecida da Silva, especializada em violência contra
mulher. Ela conta que a ida ao abrigo é necessária nos casos em que a
mulher corre risco de morte e que, na maioria das vezes, os
ex-companheiros insistem em procurar as mulheres. Por isso, elas vivem
sob absoluto sigilo, sem poder contar nem mesmo a parentes onde estão.
Quando chegam, passam cerca de 30 dias sem contato com o mundo externo.
Depois da “trintena”, podem fazer ligações sob a supervisão de
educadoras para garantir que não vão revelar o próprio paradeiro.
A coordenadora da casa-abrigo visitada pelo G1,
que cuida da organização da casa e recepciona pessoalmente as mulheres
– o nome dela foi preservado pela segurança do local -, diz que o
trabalho sobre a importância de manter o sigilo da casa é constante.

“A tendência é esquecer o risco. Por isso a gente trabalha todo dia
com elas, não no sentido de aterrorizar. Trabalhar o medo saudável. Tem
dois tipos de medo: o que paralisa é horroroso, a pessoa nunca mais
caminha. O medo saudável é aquele que preserva minha vida, minha
segurança e ao mesmo tempo me permite ir à luta”, diz a coordenadora.
O abrigo visitado pela reportagem fica na Grande
São Paulo. É uma casa normal em uma rua tranquila, sem muito movimento.
Há vários quartos – algumas famílias maiores ficam em um único ambiente
e outras dividem o espaço -, refeitório, sala de TV, cozinha, copa,
lavanderia e quintal para as crianças brincarem. Algumas mulheres estão
sozinhas, outras com seus filhos. Vítimas de violência doméstica, estão
ali porque psicólogos e assistentes sociais identificaram que havia
risco de morte.

 

Fracasso
A coordenadora do abrigo conta que
as mulheres chegam no local com “sentimento de fracasso”. “A nossa
sociedade nos ensinou que somos responsáveis pelo sucesso do casamento,
pelo sucesso dos filhos, dessa vida familiar. Então, quando chegam
aqui, além da perda material, da perda dos objetos pessoais, chegam com
muita raiva, outras com muita tristeza. O sentimento de fracasso é
geral e na maioria das vezes elas saem agressivas no sentido de defesa.
Elas chegam muito indignadas, ‘eu não dei certo’, ‘eu fracassei’, ‘ele
é um criminoso, mas está lá fora solto e eu estou aqui presa’.”

Para a advogada Maria Aparecida da Silva, é uma distorção as
mulheres ficarem privadas de liberdade enquanto seus agressores ficam
soltos. “É injusto e desumano uma mulher ter que se retirar de sua
condição de mãe, de esposa, da família, ser retirada de seu convívio,
de sua comunidade, para ter de ficar presa enquanto agressor fica
solto, é injusto.”

Ana Cláudia afirmou que, quando conheceu o ex-companheiro, ele não
era violento. “Ele nunca mostra quem é no começo, sabe a pessoas tem
várias faces, tem palavra para tudo que perguntam. É boa para as
pessoas na rua, quem vê fala ‘nossa essa pessoa não é assim’.Tem
estudo, profissão boa, tem tudo para ser uma pessoa educada, sabe
conversar com mendigo até prefeito, governador. Mas com companheira
dele em casa, quando abre a porta, deixa tudo de bom que tinha lá fora.”

 
Lúcia, que também falou com o G1, passou mais de
dez anos em situação de violência. “Ele me batia muito, usava armas, me
ameaçou com armas. Me intimidava, a primeira coisa que fazia era me
apontar um revólver. Convivi durante todo o tempo com esse tipo de
situação. (…) Sofri em minha casa durante 10 anos. Eu sofri vários
tipos de violência, psicológica e agressões físicas. Eu não aguentava
mais. Eu decidi que tinha de denunciá-lo e através da minha denúncia
vim para o abrigo. Eu descobri que [ele] era violento depois de um ano
de casado, aí descobri quem era a pessoa dele.”

Assim como Ana Cláudia, Lúcia também teme encontrar o
ex-companheiro. “Por incrível que pareça, estou dois anos afastada e
ele ainda me procura. Eu tenho muito medo, de ele me encontrar se ele
chegar a me encontrar. Porque ele pode me matar, onde ele me achar ele
me mata.”

De acordo com especialistas, as mulheres que sofrem violência podem
buscar informações no disque-denúncia 181. Devem ainda buscar
orientação dos centros de referência de apoio à mulher em seus
municípios, que orientam sobre as medidas de abrigamento e as medidas
judiciais contra o ex-companheiro.

Nos abrigos, as mulheres fazem cursos e aprendem profissões. Elas
ficam nas casas por, no máximo, um ano e meio. Nesse período, técnicos
ajudam para a obtenção de um emprego e também auxiliam para que a
pessoa regularize a sua documentação pessoal. Depois, cada uma segue a
sua vida, muitas vezes em cidades diferentes.

Medo de perder os filhos
Cristina é uma das
pessoas que está há menos tempo no abrigo visitado pela reportagem. Ela
chegou ao local com os filhos, mas relutou em buscar ajuda por medo de
perder a guarda. “Eu não denunciava porque tinha medo que pudessem
tomar meus filhos de mim.”

 

Ela conta que o marido batia também nas crianças. “Ele tinha muito
ciúme, até do filho quando mamava, porque o menino só queria a mãe. Com
o menor, chegou a espetar o garfo no céu na boca porque não queria
comer feijão. O pintinho do meu filho ele puxava, torturava mesmo.”

Após ligar no disque-denúncia, recebeu a orientação de que não
perderia a guarda dos filhos e resolveu denunciar o próprio marido.
“Ele me batia muito, resolvi denunciar no dia que ele disse que ia
quebrar minhas pernas e me matar.”

Cristina disse que o marido não bebia, não fumava e não usava
drogas, mas já demonstrava sinais de violência antes mesmo do
casamento. “Era violento com as irmãs, uma vez eu vi ele dando um soco
na irmã, mas achei que nunca ia fazer isso comigo.”

‘Príncipe encantado’
Priscila também mora no
abrigo com os filhos. Ela conta que o marido a humilhava e chegou a
botar fogo na casa. “Ele batia, humilhada, me colocava fora de casa, me
deixava tomando chuva. Antes de vir para cá, ele colocou fogo na minha
casa e queimou tudo que eu tinha.”

Disse que as drogas o levaram a ser violento. “Quando casamos ele
não era violento, falava que me amava, que iria me proteger, não ia
deixar ninguém fazer nada de mal para mim. Mas ele começou a usar
droga. Antes ele era um sonho, um príncipe encantado.”

Lei Maria da Penha
Criada para proteger mulheres em situação de violência, a Lei Maria da Penha completa quatro anos em agosto.
A abrangência da legislação gera divergências dentro do Judiciário, de acordo com magistrados consultados pelo G1.
Enquanto alguns juízes entendem que a legislação vale para todos os
casos de violência contra a mulher, outros consideram que ela só se
aplica a relacionamentos estáveis. Para que a situação seja contornada,
magistrados defendem alteração na lei para deixá-la mais clara.

Fonte:

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/07/ele-cavou-uma-cova-para-mim-diz-mulher-vitima-de-violencia.html

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