JotaPêAh!

Eustáquio: a conversão de um perseguidor

A trajetória de Eustáquio em A Viagem do Peregrino da Alvorada é muito parecida com a da figura bíblica de Paulo de Tarso. Ambos tinham o temperamento forte, perseguiam os que tinham uma fé diferente, o destino lhes deu um susto e acabaram por se tornar defensores daquilo que antes condenavam.

Paulo era um judeu culto, ligado ao grupo dos fariseus – que seguiam rigorosamente as tradições de sua religião e perseguiam um grupo novo que estava surgindo: os cristãos. Em uma dessas missões de perseguição aos cristãos, em Damasco, Jesus apareceu a ele numa luz e lhe disse: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos dos Apóstolos 9,1-22). Ele caiu do cavalo, ficou cego e precisou ficar uns dias na cidade até ser socorrido por um dos cristãos que o curou milagrosamente da cegueira. A história bíblica conta que no momento da cura saíram “escamas” de seus olhos. Depois disso, Paulo foi batizado e tornou-se um dos principais propagadores do Cristianismo, levando até o título de apóstolo (o único apóstolo que não conheceu Jesus “pessoalmente”).

Eustáquio era um pseudo-intelectual, gostava de ler livros instrutivos, mas queria mesmo era ver os animais mortos, espetados como peças de coleção. Seu prazer era perseguir os primos, principalmente porque detestava a tal “fé” que tinham em um mundo chamado Nárnia. Coitado! Acabou indo parar em Nárnia com eles e teve dias difíceis em alto-mar – até foi preso como escravo. Mesmo assim, isso não bastou para que melhorasse seu comportamento, permaneceu hostil até o fim, revoltado e fazendo questão de demonstrar seu ódio. Foi em uma das ilhas que o garoto recebeu a lição de sua vida, ao escapar de ajudar o grupo para dormir escondido, ele encontrou um tesouro, quis roubá-lo e transformou-se em um dragão. Quando se arrependeu de tudo o que fez, Aslam lhe socorreu e lhe tirou da condição de dragão, arrancando-lhe com as garras as escamas e o lavando com a água de um poço. Eustáquio mudou radicalmente de comportamento, tornou-se um verdadeiro Filho de Adão e foi herói na história de A Cadeira de Prata, mesmo não chegando a ser oficialmente um rei de Nárnia.

Essas duas histórias nos mostram o caminho de transformação para a vida de muitos – de perseguidor a defensor, de arrogante a misericordioso.  Passa-se pelo extremo do ódio, para o susto e depois a mudança.

Todos nós não nascemos perfeitos, sempre existe algo a ser melhorado – convertido. Alguns precisam passar pela dor de ter de tirar as escamas, outros já descobrem a mudança com mais facilidade e nem chegam a sofrer ou ter de “cair do cavalo”. Independente de como for o seu processo, o importante é chegar ao objetivo de melhorar a cada dia.

E que Aslam nos socorra no momento certo!

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada. E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/eustaquio-a-conversao-de-um-perseguidor.html

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Salmo 73:20;25

“Quanto te levantas, Senhor, tu não lembras dos maus, pois eles são como um sonho que a gente esquece quando acorda pela manhã. […] No céu, eu só tenho a ti. E, se tenho a ti, que mais poderia querer na terra?”

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Correr atrás do vento – Lição de Jovens, 14 de fevereiro de 2007

Em algum ponto de sua vida, a maioria das crianças tentará realizar
a tarefa aparentemente simples de pegar uma folha que é levada pelo vento.
A essa altura da vida, a maioria de nós já sabe que essa tarefa
geralmente não é tão simples quanto parece. Bem cedo na
vida começamos a entender que não podemos ver o vento e, com freqüência,
não podemos dizer para onde ele vai. As pessoas que vivem no Caribe e
nas áreas propensas a tornados aprendem a respeitar o vento por causa
de seu poder.

Tanto a Bíblia quanto a História mencionam Salomão como
uma das pessoas mais sábias que já viveram neste mundo. Contudo,
durante toda a sua vida, uma pergunta predominou em seus lábios: “Qual
é o propósito da vida?” Nascemos, e depois morremos. Mas
entre nosso nascimento e nossa morte, onde encontramos realização?
Em Eclesiastes 6:1, Salomão
chama essa questão de uma “coisa muito triste que acontece neste
mundo”. Seu próprio relato nos primeiros capítulos de Eclesiastes
mostra que ele tentou realizar seus desejos de muitas maneiras. No entanto,
durante a maior parte de sua vida, a satisfação o iludiu como
o vento. O vinho não o satisfez, nem a prata ou o ouro. Quer parecer
que a satisfação nesta vida é quase como o vento. Você
sabe que ele está lá, mas não consegue pegá-lo.
Salomão conclui que mesmo que uma pessoa vivesse dois mil anos, ainda
morreria procurando o propósito da vida (Ecles.
6:6).

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O mundo não era digno

O mundo não era digno.

Imagine esta cena: uma convocação de pessoas irritadas se reunindo numa montanha para ter uma sessão de queixas com Deus. A primeira pessoa a apresentar seu caso é Moisés. Ele agarra firmemente seu bordão e dá um passo para frente, olha para Deus e desabafa: “Deus, nós nos conhecemos muito bem. O Senhor fez um bom trabalho no Mar Vermelho e com o exército de Faraó. Mas será que eu não poderia ter colocado o pé na terra de Canaã? Tenho essa queixa e preciso desabafar. Minha experiência com o Senhor não tem sido totalmente agradável. Fui deliberadamente exaltado para depois ser humilhado. Tudo que fiz foi bater na rocha! O que há de mal nisso?”
Deus sorri reverentemente e, em silêncio, acena para o próximo da fila.
João Batista se aproxima e começa a sua lamentação: “Senhor, sei que és reto e justo, mas estou aborrecido, e quanto mais penso mais me enraiveço. Tenho uma pergunta. O Senhor já teve que comer gafanhotos? Eu tive. Ufa! Além disso o Senhor me obrigou a correr por montes e vales para anunciar o arrependimento, e o que eu ganhei com isso? Pois é, fui preso e sem cerimônia minha cabeça foi cortada. É dessa forma que ages?”

Deus novamente sorri e acena para outro da fila. Seu nome é Jó. Entre as várias reclamações ele diz: “Fui uma vítima indefesa. Sem consultar-me o Senhor deu ao diabo permissão para me destruir. Perdi sete mil ovelhas, três mil camelos, meu gado, jumentos, servos, filhos. E isso não é tudo. Enquanto me sentava sobre as cinzas de minha casa queimada, cuidando de meus tumores, minha mulher disse que eu havia perdido a integridade e devia blasfemar contra o Senhor e morrer. Deus, não consigo compreender como isso aconteceu comigo. O Senhor às vezes parece injusto nas Suas ações, não só comigo, mas com todas as pessoas sobre a face da terra.”

À sua frente Deus ainda vê muitas pessoas passarem fazendo as suas “justas” reclamações. Isso pode parecer cômico, mostrando a maneira humana de avaliar as situações, e até certo ponto forçado teologicamente, mas estas foram pessoas que abandonaram a vida mundana e submeteram sua vontade à vontade do Senhor, independente das consequências as quais suas escolhas as levariam.

Veja o que Deus disse com relação a Jó: “Você notou o meu servo Jó? (Jó 1:8). Ele estava dizendo: “Ele é demais! Eu o admiro. A maneira como ele vive é um exemplo vivo de pessoas que vivem segundo o Meu propósito.” Este é um sentimento nobre de Deus que diz respeito a seres humanos que vivem os ditames da Sua lei num mundo perdido em pecados. É uma apreciação pelo caráter íntegro daqueles que resolvem seguir os mandamentos de Deus, ainda que as luzes do mundo brilhem mais.
O mesmo Deus falou de Jesus: “Este é o Meu Filho querido” (Mat. 3:17), e a vida dEle é o exemplo perfeito de submissão ao desejo de Deus.

“O mundo não era digno deles!” (Heb. 11:38)

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Provérbios 1:11-14

“Venha, vamos matar alguém!
Vamos nos divertir atacando pessoas inocentes!
Estarão vivas e com saúde quando as econtrarmos,
mas nós acabaremos com elas.
Acharemos todo tipo de riquezas
e encheremos as nossas casas com as coisas roubadas.
Venha com a gente, que nós repartiremos o que roubarmos!”

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