Senhor de nossas prioridades

“Um escravo não pode servir a dois donos, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezerá o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.” (Luc. 16:13)

É horade perceber a realidade. Como cristãos, admiramos os pseudo-deuses – a TV, o rádio, a música secular, etc. Só reconhecemos o único Deus verdadeiro quando a vida fica azeda. Num mundo de tentação, recebemos a benção do livre arbítrio. Não podemos servir tanto a Deus quanto ao mundo, portanto precisamos compreender que há uma escolha a ser feita que muda toda a vida.

Temos a tendência de fazer malabarismos com nossas prioridades, dando atenção ao mundo e deixando Deus para momentos mais convenientes. Talvez tenhamos perdido o Senhor dentro da bagagem da nossa vida, mas tudo o que é necessário é tempo para esvaziar a mala e começar de novo. É hora de você refazer a mala das suas prioridades, deixando o Senhor por cima. Conserve-O por perto enquanto você faz a viagem da vida. Nunca é tarde demais para coroar novamente a Deus como Rei de nossa vida.

Em tudo o que fizermos, escolhamos servir a Deus. Podemos ir ao pastor ou ao líder de jovens e lhe perguntar como fazemos para colocar a Deus em primeiro lugar, ou melhor ainda, podemos simplesmente perguntar ao Senhor. Ele nos fala através da Bíblia e nos lembra que mesmo nesta época de controvérsias, quando outros deuses fazem com que nos desviemos do foco, podemos realizar grandes coisas se escolhermos a Ele antes que as riquezas deste mundo.

Como cristãos, é nosso dever buscar ao Senhor em todas as ocasiões. A devoção vai além de “Orei de manhã e antes de deitar”. Precisamos viver em contínuo reconhecimento do Senhor, recebendo assim direção e compreensão sem igual. Há grandes recompensas para aqueles que consistentemente colocam a Deus em primeiro lugar.

Texto de domingo, 3 de julho de 2005.

Anúncios

Correr atrás do vento – Lição de Jovens, 14 de fevereiro de 2007

Em algum ponto de sua vida, a maioria das crianças tentará realizar
a tarefa aparentemente simples de pegar uma folha que é levada pelo vento.
A essa altura da vida, a maioria de nós já sabe que essa tarefa
geralmente não é tão simples quanto parece. Bem cedo na
vida começamos a entender que não podemos ver o vento e, com freqüência,
não podemos dizer para onde ele vai. As pessoas que vivem no Caribe e
nas áreas propensas a tornados aprendem a respeitar o vento por causa
de seu poder.

Tanto a Bíblia quanto a História mencionam Salomão como
uma das pessoas mais sábias que já viveram neste mundo. Contudo,
durante toda a sua vida, uma pergunta predominou em seus lábios: “Qual
é o propósito da vida?” Nascemos, e depois morremos. Mas
entre nosso nascimento e nossa morte, onde encontramos realização?
Em Eclesiastes 6:1, Salomão
chama essa questão de uma “coisa muito triste que acontece neste
mundo”. Seu próprio relato nos primeiros capítulos de Eclesiastes
mostra que ele tentou realizar seus desejos de muitas maneiras. No entanto,
durante a maior parte de sua vida, a satisfação o iludiu como
o vento. O vinho não o satisfez, nem a prata ou o ouro. Quer parecer
que a satisfação nesta vida é quase como o vento. Você
sabe que ele está lá, mas não consegue pegá-lo.
Salomão conclui que mesmo que uma pessoa vivesse dois mil anos, ainda
morreria procurando o propósito da vida (Ecles.
6:6).

O mundo não era digno

O mundo não era digno.

Imagine esta cena: uma convocação de pessoas irritadas se reunindo numa montanha para ter uma sessão de queixas com Deus. A primeira pessoa a apresentar seu caso é Moisés. Ele agarra firmemente seu bordão e dá um passo para frente, olha para Deus e desabafa: “Deus, nós nos conhecemos muito bem. O Senhor fez um bom trabalho no Mar Vermelho e com o exército de Faraó. Mas será que eu não poderia ter colocado o pé na terra de Canaã? Tenho essa queixa e preciso desabafar. Minha experiência com o Senhor não tem sido totalmente agradável. Fui deliberadamente exaltado para depois ser humilhado. Tudo que fiz foi bater na rocha! O que há de mal nisso?”
Deus sorri reverentemente e, em silêncio, acena para o próximo da fila.
João Batista se aproxima e começa a sua lamentação: “Senhor, sei que és reto e justo, mas estou aborrecido, e quanto mais penso mais me enraiveço. Tenho uma pergunta. O Senhor já teve que comer gafanhotos? Eu tive. Ufa! Além disso o Senhor me obrigou a correr por montes e vales para anunciar o arrependimento, e o que eu ganhei com isso? Pois é, fui preso e sem cerimônia minha cabeça foi cortada. É dessa forma que ages?”

Deus novamente sorri e acena para outro da fila. Seu nome é Jó. Entre as várias reclamações ele diz: “Fui uma vítima indefesa. Sem consultar-me o Senhor deu ao diabo permissão para me destruir. Perdi sete mil ovelhas, três mil camelos, meu gado, jumentos, servos, filhos. E isso não é tudo. Enquanto me sentava sobre as cinzas de minha casa queimada, cuidando de meus tumores, minha mulher disse que eu havia perdido a integridade e devia blasfemar contra o Senhor e morrer. Deus, não consigo compreender como isso aconteceu comigo. O Senhor às vezes parece injusto nas Suas ações, não só comigo, mas com todas as pessoas sobre a face da terra.”

À sua frente Deus ainda vê muitas pessoas passarem fazendo as suas “justas” reclamações. Isso pode parecer cômico, mostrando a maneira humana de avaliar as situações, e até certo ponto forçado teologicamente, mas estas foram pessoas que abandonaram a vida mundana e submeteram sua vontade à vontade do Senhor, independente das consequências as quais suas escolhas as levariam.

Veja o que Deus disse com relação a Jó: “Você notou o meu servo Jó? (Jó 1:8). Ele estava dizendo: “Ele é demais! Eu o admiro. A maneira como ele vive é um exemplo vivo de pessoas que vivem segundo o Meu propósito.” Este é um sentimento nobre de Deus que diz respeito a seres humanos que vivem os ditames da Sua lei num mundo perdido em pecados. É uma apreciação pelo caráter íntegro daqueles que resolvem seguir os mandamentos de Deus, ainda que as luzes do mundo brilhem mais.
O mesmo Deus falou de Jesus: “Este é o Meu Filho querido” (Mat. 3:17), e a vida dEle é o exemplo perfeito de submissão ao desejo de Deus.

“O mundo não era digno deles!” (Heb. 11:38)