JotaPêAh!

John Doe e Jane Roe

Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/John_Doe

John Doe is sometimes used to refer to a typical male in other contexts as well, in a similar manner as John Q. Public, Joe Public or John Smith. For example, on various forms, the first name listed is often John Doe, along with a fictional address or other fictional information, to provide an example of how to fill out the form. The name is also used frequently in popular culture, for example in the Frank Capra film Meet John Doe. John Doe was also the name of a 2002 American television series.

Similarly, a child or baby whose identity is unknown may be referred to as Baby Doe. A notorious murder case in Kansas City, Missouri referred to the baby victim as Precious Doe.[2] Other unidentified female murder victims are Cali Doe and Princess Doe. Additional persons may be called James Doe, Judy Doe, etc. However, to avoid possible confusion, if two anonymous or unknown parties are cited in a specific case or action, the surnames Doe and Roe may be used simultaneously; for example, "John Doe v. Jane Roe". Other variations are John Stiles and Richard Miles, now rarely used, and Mary Major, which has been used in some American federal cases.[3]

The Doe names are often, though not always, used for anonymous or unknown defendants. Another set of names often used for anonymous parties, particularly plaintiffs, are Richard Roe for males and Jane Roe for females (as in the landmark U.S. Supreme Court abortion decision Roe v. Wade).

Bearing the actual name John Doe can cause difficulty, such as being stopped by airport security or suspected of being an incognito celebrity.

Arquivo X S09E07

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Chão de Giz – Interpretação

Veja o original aqui.

 

O Zé teve, em sua juventude, um caso duradouro com uma mulher casada, bem mais velha, da alta sociedade de João Pessoa, na Paraíba. Ambos se conheceram num Carnaval.

Ele se apaixonou perdidamente por esta mulher, só que ela era casada com uma pessoa influente da sociedade, e nunca iria largar toda aquela vida por um "garoto pé rapado" que ela apenas "usava" para transar gostoso.
Assim, o caso, que tomava proporções grandes, foi terminado. o Zé ficou arrasado por meses, e chegou a mudar de bairro, pois morava próximo a ela. E, nesse período de sofrimento, compôs a canção. Conhecendo a história, você consegue perceber a explicação para cada frase da música, que passo a transcrever:

"Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre um chão de giz"

Um de seus hábitos, no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos dois. O chão de giz também indica a fugacidade do relacionamento, facilmente apagável (mas não para ele…)

"Há meros devaneios tolos a me torturar"
Devaneios, viagens, a lembrança dela a torturá-lo.

"Fotografias recortadas de jornais de folhas… amiúde"
Outro hábito seu era recortar e admirar TODAS as fotos dela que saiam nos jornais – lembre-se, ela era da alta sociedade, sempre estava nas colunas sociais.

"Eu vou te jogar num pano de guardar confetes"
Pano de guardar confetes são aqueles balaios ou sacos típico das costureiras do nordeste, onde elas jogam restos de pano, papel, etc. Aqui, ele diz que vai jogar as fotos dela fora num pano de guardar confetes, para não mais ficar olhando-as.

"Disparo balas de canhão, é inútil pois existe um grão vizir"
Ele tenta ficar com ela de todas as formas, mas é inútil pois ela é casada com o tal figurão rico (o Grão Vizir)

"Há tantas violetas velhas sem um colibri"
Aqui ele pega pesado com ela… há tantas violetas velhas (como ela, bela, mas velha) sem um colibri (jovem pássaro que a admire). Aqui ele tenta novamente convencê-la simbolicamente, destacando a sorte dela – violeta velha – poder ter um colibri, e rejeitá-lo.

" Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de Vênus"
Bem, aqui é a clara dualidade do sentimento dele. Ao mesmo tempo em que quer usar uma camisa de força, para manter-se distante dela e não sofrer mais, queria também usar uma camisa de Vênus, para transar com ela.

"Mas não vão gozar de nós apenas um cigarro"
Novamente ele invoca a fugacidade do amor dela por ele, que o queria apenas para "gozar o tempo de um cigarro". Percebe-se o tempo todo que ele sente por ela profundo amor e tesão, enquanto é correspondido apenas com o tesão, com o gozo que dura o tempo de se fumar um cigarro (também representativo como o sexo, pois é hábito se fumar um cigarro após o mesmo).

"Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom"
Para que beijá-la, "gastando o seu batom"
(o seu amor), se ela quer apenas o sexo?

"Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez"
Novamente ele resolve ir embora, após constatar que é inútil tentar. Mas, apaixonado como está, vai novamente "à lona" – expressão que significa ir a nocaute no boxe, mas que também significa a lona do caminhão com o qual ele foi embora – lembre-se que ele teve que se mudar de sua residência para "fugir" desse amor doentio

"Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar"
Auto-explicativo, né?! Esse amor que, para sempre, irá acorrentá-lo, amor inesquecível.

"Meus vinte anos de boy, "that’s over, baby" , Freud explica"
Ele era bem mais novo que ela. Ele era um boy, ela era uma dama da sociedade. Freud explica um amor desse (complexo de Édipo, talvez?).

Em todo caso, "that´s over, baby", ou seja, está tudo acabado.

"Não vou me sujar fumando apenas um cigarro"
Ele não vai se sujar transando apenas mais uma vez com ela, sabendo que nunca passará disso
"Quanto ao pano dos confetes já passou meu carnaval"
Lembrem-se, eles se conheceram num carnaval. Voltando a falar das fotos dela, que ele iria jogar num pano de guardar confetes, ele consolida o fim, dizendo que agora já passou seu carnaval, ou seja, terminou, passou o momento.
"E isso explica porque o sexo é assunto popular"
Aqui ele faz um arremate do que parece ter sido apenas o que restou do amor dele por ela (ou dela por ele): sexo. Por isso o sexo é tão popular, pois só ele é valorizado – uma constatação amarga para ele, nesse caso.
Há quem veja também aqui uma referência do sexo a ela através do termo "popular", que se referiria ao jornal (populares), e ela sempre estava nos jornais, ele sempre a via neles.
"No mais estou indo embora"
Bem, aqui é o fechamento. Após sofrer tanto e depois desabafar, dizendo tudo que pensa a ela na canção, só resta-lhe ir embora.

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Amiúde

Veja o original aqui.

Significado: Repetidas vezes; frequentemente, repetitivamente.

Exemplo: Fotografias recortadas em jornais de folhas amiúde.

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Grão-vizir

Veja o original aqui.

Significado: Um ¨vizir¨ era um ministro e conselheiro de um sultão, ou rei, da antiga Pérsia. O têrmo significa literalmente ¨aju-
dante¨ . Grão-Vizir era a mais alta autoridade, depois do
sultão, durante o Império Otomano, e era considerado co-
mo um representante deste e atuava em seu nome.

Exemplo: O grão-vizir tinha como auxiliares diretos outros vizires, de
menor importância.

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Badega

adj. Bras. chul.
Muito grande: laranjas badegas; pratos badegas.

Fonte: http://www.dicio.com.br/badega/

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Mussarela ou muçarela?

“Em
recente concurso, indagou-se qual a forma correta em português para
aquele famoso queijo napolitano de leite de búfala ou de vaca, que se
talha com uma espécie de fungo conhecido por mozze no dialeto napolitano.

 

A
primeira observação a ser feita é que, em nosso idioma, a autoridade
oficial para dizer quais vocábulos pertencem ao vernáculo ou não é o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, uma espécie de dicionário que lista as palavras reconhecidas oficialmente como pertencentes à língua portuguesa, bem como lhes fornece a grafia oficial, mas normalmente não lhe dá o significado.

 

É ele elaborado pela Academia Brasileira de Letras, que tem a responsabilidade legal de editá-lo, em cumprimento à vetusta Lei Eduardo Ramos, de n. 726, de 8 de dezembro de 1900.

 

Por
isso, dizer que tal ou qual dicionarista registra ou não registra
determinada forma não resolve a questão nesse campo, uma vez que a
palavra oficial não está com eles, mas com o VOLP;
este, sim, é que diz oficialmente o que se deve acatar nessa esfera. Ou
seja: por mais abalizados que sejam dicionaristas como Houaiss ou
Aurélio, eles não são a autoridade oficial nesse campo.

 

Uma
segunda observação é que, se há palavras vernáculas, isso significa que
o vocábulo já sofreu aportuguesamento, de modo que, então, normalmente
não mais se emprega o termo tal como escrito no idioma original, a não
ser que haja expressa permissão do próprio VOLP.

 

Feitas essas ponderações, uma consulta do VOLP vai demonstrar que lá não se encontram as seguintes grafias: moçarela, morzarela, mossarela, mozzarela, murzarela, mussarela, muzzarela.

 

São apontadas, todavia, como formas corretas, em mesmo local, mozarela, muçarela e muzarela.1

 

Esclareça-se que o que se tem, nesse campo da grafia, em última análise, é uma lei: a Academia Brasileira de Letras tem a delegação legal para elaborar o rol dos vocábulos oficialmente existentes em nosso idioma, e o faz por intermédio do VOLP, de
modo que qualquer discussão que se queira travar sobre a questão haverá
de situar-se no plano científico. Não está, porém, no alvedrio de quem
quer que seja adotar uma grafia não consagrada por ela, de modo que
grafar diferentemente da determinação oficial será, em última análise,
descumprir a lei.

 

Resolvida a consulta, quero, neste final, fazer três observações:

I)
– se fosse submetido a tal exame, no qual a questão foi formulada, eu
também erraria, pois ninguém sabe qual a grafia oficial de todos os
vocábulos em nosso idioma;

 

II)
– uma questão como essa não verifica o real conhecimento que um
candidato tem do uso do idioma, nem mesmo se sabe manejá-lo
adequadamente;

 

III)
– bem por isso, um teste como esse não atinge o alvo nem seleciona, de
modo efetivo, candidatos aptos para cargo nenhum, nem mesmo se
estiverem buscando um pizzaiolo ou um garçom.”

 

 

 

A leitora Marisa Galvão Klemm, do escritório Franchi Consultores, envia ao Dr. José Maria da Costa a seguinte indagação:

“Boa tarde. Gostaria que o ilustre profissional e mestre de Gramatigalhas comentasse e publicasse para os leitores sobre o assunto a seguir mencionado:

‘MUÇARELA vira polêmica em concurso

Pelo menos 50 candidatos entram com recurso para questionar a prova; grafia com ‘ss’ é a mais usada, mas está errada

Felipe Ferraz/Agência BOM DIA

Uma
questão no concurso público da Prefeitura de Jundiaí para o cargo de
educador social levantou uma polêmica gramatical na cidade: o correto é
“mussarela” ou “muçarela”? A pergunta pedia para o candidato assinalar
a frase que estava correta. A resposta certa era a que “o atacante
Ronaldo, 1,83 metro, 94,7 quilos é incapaz de resistir a uma pizza de
muçarela”. Segundo o teste, a grafia correta do tipo de queijo é com
“ç”, o que causou estranheza e revolta em alguns candidatos. Pelo menos
50 participantes entraram com recurso na prefeitura para reclamar dessa
e de outras questões da prova. Esse material deverá ser enviado à
Vunesp (Vestibular da Universidade Estadual Paulista), responsável pelo
exame realizado dia 3. Mas, as queixas provavelmente serão em vão.
Segundo o Volp (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), o
oficial da língua, a palavra só pode ser escrita como “muçarela”,
“mozarela” ou “muzarela”. Autor do livro “Gramática do Português Culto
Falado no Brasil” e professor de língua portuguesa da USP (Universidade
de São Paulo), Ataliba Castilho estranhou a grafia da palavra com “ç”.
“Eu mesmo achei que fosse com ‘ss’. Sempre escrevi e li desse jeito.
Estou surpreso”, disse. O professor fez questão de consultar o
dicionário “Houaiss” para constatar que sua antiga “mussarela” estava
errada. Para ele, a confusão é comum devido a origem da palavra. “Em
italiano, ela é escrita mozzarella, com ‘zz’, por isso as pessoas
costumam traduzir do jeito mais próximo ao cotidiano, mas a palavra já
foi aportuguesada”, disse. Castilho deu exemplo da palavra pizza, que,
diferente do queijo, ainda segue sendo escrita da forma original em
italiano. Poucos entendem tanto de queijo quanto Severino do Ramo
Santos Soares, 33 anos. Há 15 anos ele trabalha como pizzaiolo e
manuseia cerca de 40 quilos de muçarela por dia. “Nunca tinha ouvido
falar que é com ‘ç’. Nos cardápios dos lugares em que trabalhei sempre
estava com ‘ss’ e, graças à Deus, nunca ninguém reclamou. Nem da
gramática, nem do gosto da minha muçarela”, brincou. O gerente do
restaurante Vesúvio Rogério Antônio Fuziger, 34, também estranhou a
forma correta. Em sua pizzaria, o cardápio informa “mussarela”, do
jeito considerado errado. “Ninguém nunca falou nada. Até poderia mudar
e colocar com ‘ç’, mas acho que aí sim o pessoal iria reclamar”,
disse’.”

Fonte: http://www.migalhas.com.br/Gramatigalhas/10,MI31769,31047-Mozarela?+Mucarela?

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Psicroestesia

Psicroestesia (do grego: psykhros = frio + do grego : aisthesis = sensação) falsa sensação de frio em alguma parte do corpo [1]. Uma parte do corpo dá a impressão de frio, embora esteja quente. 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicroestesia

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Muitíssimas origens e definições

À beça 

No Rio imperial, havia um comerciante rico
chamado Abessa, que adorava ostentar roupas de luxo. Quando alguém
aparecia fazendo o mesmo, dizia-se que ele estava se vestindo à Abessa,
ou seja, como o comerciante.

A dar com pau

O substantivo “pau” figura em várias expressões
brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros
capturados preferiam morrer durante a travessia e, para isso, deixavam
de comer. Então, criou-se o “pau de comer” que era atravessado na boca
dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu para o estômago dos
infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.

A vaca foi para o brejo

Quando a seca é mais violenta, os animais começam a procurar os
brejos, regiões que permanecem alagadas por mais tempo. É sinal de que
a situação piorou.

Abraço de tamanduá

O tamanduá, quando percebe algum perigo, se
deita de barriga para cima e abre seus braços. O inimigo, ao se
aproximar, é surpreendido por um forte abraço, que o esmaga. Daí, ser
o”abraço de tamanduá” qualquer atitude falsa, deslealdade, traição.

Afogar o ganso

No passado, os chineses costumavam satisfazer as
suas necessidades sexuais com gansos. Pouco antes de ejacularem, os
homens afundavam a cabeça da ave na água, para poderem sentir os
espasmos anais da vítima.

Amor Platônico

Platão era aluno de Sócrates. Tentando entender
o motivo pelo qual seu grande mestre havia se matado, ele propõe a
existência de dois mundos: Um chamado mundo sensível, aquele que você
percebe com os cinco sentidos, e outro chamado mundo inteligível, que
você só pode perceber com a inteligência, a mente. O mundo sensível é
apenas um reflexo do que há de bom no mundo inteligível. O amor
perfeito só existe na mente das pessoas, mas o amor real (que se toca,
se vive) pode ter falhas. Por isso, quem não vive o amor real, fica só
na imaginação, vive um Amor Platônico.

Andar à toa

Toa é a corda com que uma embarcação reboca a
outra. Um navio que está “à toa” é o que não tem leme nem rumo, indo
para onde o navio que o reboca determinar. Andar sem destino,
despreocupado, passando o tempo.

Arroz de festa

Assim são chamadas aquelas pessoas que não
perdem uma festa por nada, tendo ou não sido convidadas pra mesma. A
origem dessa expressão talvez advenha do costume de se jogar arroz em
recém casados. Mas o mais provável é que ela tenha surgido devido a uma
antiga tradição portuguesa. Nas festas e comemorações das tradicionais
famílias portuguesas nunca faltava uma sobremesa feita com arroz,
leite, açúcar e algumas especiarias (arroz doce) e que era conhecida,
na época, como “arroz de festa”.

Baderna

Uma bailarina de nome Marietta Baderna fazia
muito sucesso no Teatro Alla Scalla, de Milão. Ao apresentar-se no
Brasil, em 1851, causou frisson entre seus fãs, logo apelidados de “os
badernas”. O sobrenome da artista, de comportamento liberal demais para
os padrões da época, deu origem ao termo que significa confusão,
bagunça.

Caiu no conto do vigário

Uma imagem de Nossa Senhora dos Passos foi doada
pelos espanhóis para Ouro Preto e começou a ser disputada pelos padres
de duas igrejas: a de N. Sra. de Pilar e a de N. Sra. da Conceição. O
padre de Pilar sugeriu, então, que a imagem fosse colocada em cima de
um burro, no meio do caminho entre as duas igrejas. O rumo que o animal
tomasse, decidiria quem ficaria com a imagem. Quando foi solto, o burro
se dirigiu para a igreja de Pilar. Mais tarde, soube-se que ele
pertencia ao padre de lá; logicamente sabia o caminho a seguir.

Calcanhar de Aquiles

De acordo com a mitologia grega, Tétis, mãe de
Aquiles, a fim de tornar seu Filho indestrutível, mergulhou-o num lago
mágico, segurando-o pelo calcanhar. Na Guerra de Tróia, Aquiles foi
atingido na única parte de seu corpo que não tinha proteção: o
calcanhar. Portanto, o ponto fraco de uma pessoa é conhecido como
calcanhar de Aquiles.

Casa da Mãe Joana

Na época do Brasil Império, mais especificamente
durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam
no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja
proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam
no país, a frase “casa da mãe Joana” ficou conhecida como sinônimo de
lugar em que ninguém manda.

Chorar as pitangas

Pitangas são frutinhas vermelhas cultivadas e
apreciadas em todo o país, principalmente nas regiões norte e nordeste.
A palavra pitanga deriva de pyrang, que em tupi guarani significa
vermelho. Sendo assim a provável relação da fruta com o pranto vem do
fato de os olhos ficarem vermelhos, parecendo duas pitangas, quando se
chora muito.

Dar com os Burros N’Água

A expressão surgiu no período do Brasil
colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café,
precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era
que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas,
passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros
morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado para se
referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e
não consegue ter sucesso naquilo.

Disputar a negra

Os senhores do séc. XVIII, quando jogavam, o
troféu era, quase sempre, uma negra escrava. O termo é usado até hoje
em “peladas” e “rachas” de futebol.

Erro Crasso

Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos
generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes
Triunviratos, tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi
incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante em sua
vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e
simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de
pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram
vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos
primeiros que caíram. Desde então, sempre que alguém tem tudo para
acertar, mas comete um erro estúpido, chamamos de “Erro Crasso”.

Ficar a Ver Navios

Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na
batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse
motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca.
Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa,
para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

Lágrimas de crocodilo

Os animais que vivem em água salgada, como focas
e crocodilos, ajudam a eliminar o excesso de sal do corpo vertendo água
salgada pelos olhos, pressionando o céu da boca com a língua. Ele chora
enquanto devora suas vítimas.

Motorista Barbeiro

– Nossa, que cara mais barbeiro!
No século
XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e
barba mas, também, tiravam dentes, cortavam calos, etc… E por não
serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir
daí, desde o século XX, todo serviço mal feito era atribuído ao
barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Esse termo veio de
Portugal, contudo a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau
motorista, é tipicamente brasileira.

Não Entendo Patavinas

Os portugueses encontravam uma enorme
dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos,
originários de Pádua, ou Padova, sendo assim, não entender patavina
significa não entender nada.

OK

A expressão inglesa “OK” (okay), que é
mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua
origem na Guerra da Secessão, nos EUA. Durante a guerra, quando os
soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa,
escreviam numa placa “0 killed” (nenhum morto), expressando sua grande
satisfação. Daí surgiu o termo “OK”.

Pensando na Morte da Bezerra

A história mais aceitável para explicar a origem
do termo é proveniente das tradições hebráicas, onde os bezerros eram
sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do
rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada.
Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na
morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.

Pessoa Maquiavélica

Nicolau Maquiavel foi um autor do século XV.
Entre suas obras, encontra-se um livro chamado “O Príncipe”, uma
espécie de manual de como um governante pode controlar o povo. A
principal característica do livro era “O fim justifica os meios”; ou
seja, se seu objetivo é bom, não há problema em fazer coisas más para
concretizá-lo. Matar pode ser errado, mas matar um assassino com o
objetivo de salvar várias outras vidas, seria justificável. Maquiavel
gera duas expressões: “Pessoa Maquiavélica”, que significa “sem
escrúpulos”, e “plano maquiavélico”, que significa “aquele que não
falha nunca”.

Quem não tem cão, caça com gato

Na verdade, a expressão, com o passar dos anos,
se adulterou. Inicialmente se dizia “quem não tem cão caça como gato”,
ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os
gatos.

Santo do Pau Oco

Durante o século XVII, as esculturas de santos
que vinham de Portugal eram feitas de madeira. A expressão surgiu
porque muitas delas chegavam ao Brasil recheadas de dinheiro falso. No
ciclo do ouro, os contrabandistas costumavam enganar a fiscalização
recheando os santos ocos com ouro em pó. No auge da mineração, os
impostos cobrados pelo rei de Portugal eram muito elevados. Para
escapar do tributo, os donos de minas e os grandes senhores de terras
da colônia colocavam parte de suas riquezas no interior de imagens ocas
de santos. Algumas, normalmente as maiores, eram enviadas a parentes de
outras províncias e até de Portugal como se fossem presentes.

Tirar o Cavalo da Chuva

– Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!
No
século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao
relento em frente à casa do anfitrião e, se fosse demorar, colocava o
cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol.
Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o
anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o
cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a
desistência de alguma coisa.

Vai Tomar Banho

Em “Casa Grande & Senzala”, Gilberto Freyre
analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador
português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais,
o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e
desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à
Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos
pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore para limpar os
bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado
pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com
frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava
repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de
receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem “tomar banho”.

Fonte: http://www.amigosdolivro.com.br/materias.php?cd_secao=551&codant=

 

Olha o passarinho

Quando a fotografia foi inventada, a impressão da imagem no filme não
se dava com a mesma rapidez dos dias atuais. Na metade do século 19, os
fotografados tinham de permanecer parados por até 15 minutos, a fim de
que sua imagem fosse impressa dentro da máquina. Fazer as crianças
ficarem imóveis por tanto tempo era um verdadeiro desafio. Por isso,
gaiolas com pássaros ficavam penduradas atrás dos fotógrafos, o que
chamava a atenção dos pequenos. Assim, a expressão “Olha o passarinho”
ficou conhecida como a frase dita pelo fotógrafo na hora da pose para a
foto.

Ovelha negra

Esta expressão não é brasileira nem restrita à língua portuguesa.
Vários outros idiomas também a utilizam para designar alguém que destoa
de um grupo, assim como uma ovelha da cor preta se diferencia em um
rebanho de animais brancos. Na Antiguidade, os animais pretos eram
considerados maléficos e, por isso, sacrificados em oferenda aos deuses
ou para acertar certos acordos. Daí o hábito de chamar de “ovelha
negra” aqueles que se diferenciam por desagradar e chocar aos demais.

Tintim por tintim

Corrente tanto no português do Brasil como em Portugal, a expressão
“tintim por tintim” é utilizada para falar de alguma coisa descrita em
seus mínimos detalhes. Segundo o filólogo brasileiro João Ribeiro,
“tintim é a onomatopeia do tilintar de moedas”, ou seja, tintim é o
barulho que uma moeda faz quando cai sobre outra. Em sua origem, a
expressão “tintim por tintim” era usada para se referir a uma conta ou
dívida paga até a última moeda. Assim, quando queremos obter
informações precisas sobre algum fato ou situação, costumamos dizer:
“Conte-me tudo, tintim por tintim”.

Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/proverbios/proverbios3.php

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Leão-de-chácara

Porteiro de boate. Ou mesmo de alguma festa particular.

HISTÓRICO:

Tradição que veio da África, com os poucos pigmeus capturados como escravos e
trazidos para o Brasil. Habitavam a África central e tinham, no máximo, um metro e meio.
E usavam leões para proteger suas plantações, suas chácaras. Os pigmeus trouxeram a
expressão para o Brasil, como nos lembra o professor Felipe Cremonese, em sua tese de
doutoramento da USP, Poucos Pigmeus – Introdução ao Conceito do Homem Baixo a Partir
de Estudos de Saint-Hilaire.

Fonte: http://www.marioprataonline.com.br/obra/literatura/adulto/benedito/verbetes/leao_de_chacara.htm

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Rumpelstiltskin

Rumpelstiltskin (em alemão: Rumpelstilzchen) é um conto de fadas compilado no primeiro volume do livro Contos para a infância e para o lar dos Irmãos Grimm, publicado em 1812.

Para impressionar o Rei , com o objetivo de fazer o príncipe casar com a sua filha, um moleiro bastante pobre mente e diz que ela é capaz de fiar palha e transforma-la em ouro. O Rei chama a moça, fecha-a numa torre com palha e uma roda de fiar, e exige-lhe que ela transforme a palha em ouro até de manhã, durante três noites, ou será executada. Algumas versões dizem que, se ela falhasse, seria empalada e depois cortada em pedaços como um porco, enquanto outras não são tão gráficas e dizem que a moça ficaria fechada na torre para sempre. Ela já tinha perdido toda a esperança, quando aparece um duende no quarto e transforma toda a palha em ouro em troca do seu colar; na noite seguinte, pede-lhe o seu anel. Na terceira noite, quando ela não tinha nada para lhe dar, o duende cumpre a sua função em troca do primeiro filho que a moça desse à luz.

O Rei fica tão impressionado que deixa a filha do moleiro casar com o seu filho, o príncipe, mas quando nasce o primeiro filho, o duende regressa para reclamar o seu pagamento: “Agora dá-me o que me prometeste”. A Rainha ficou assustada e ofereceu-lhe toda a sua riqueza, se este a deixasse ficar com a criança. O duende recusa, mas por fim aceita desistir da sua exigência, se a Rainha conseguisse adivinhar o seu nome em três dias. No primeiro dia, ela falhou, mas antes da segunda noite, o seu mensageiro ouve o duende a saltar à volta de uma fogueira e a cantar. Existem muitas variações da canção, mas a mais conhecida é:

Hoje eu frito, amanhã eu cozinho! Depois de amanhã será meu o filho da rainha! Coisa boa é ninguém saber Que meu nome é Rumpelstiltskin!

Quando o duende foi ter com a Rainha no terceiro dia, ela revela o nome dele, Rumpelstiltskin, e ele perde o seu negócio. Na edição de 1812 dos Contos dos Irmãos Grimm, depois disto, Rumpelstiltskin foge zangado e nunca mais regressa. O final foi revisto numa edição de 1857 para uma versão mais macabra onde Rumpelstiltskin, cego de raiva, se divide em dois. Na versão oral dos Irmãos Grimm, o duende voa da janela numa panela.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rumpelstichen

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O Flautista de Hamelin

O Flautista de Hamelin é um conto folclórico, reescrito pela primeira vez pelo Irmãos Grimm e que narra um desastre incomum acontecido na cidade de Hamelin, na Alemanha, em 26 de junho de 1284.

Em 1284, a cidade de Hamelin estava sofrendo com uma infestação de ratos. Um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um “caçador de ratos” dizendo ter a solução para o problema. Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos – uma moeda pela cabeça de cada um. O homem aceitou o acordo, pegou uma flauta e hipnotizou os ratos, afogando-os no Rio Weser.

Apesar de obter sucesso, o povo da cidade abjurou a promessa feita e recusado-se a pagar o “caçador de ratos”, afirmando que ele não havia apresentado as cabeças. O homem deixou a cidade, mas retornou várias semanas depois e, enquanto os habitantes estavam na igreja, tocou novamente sua flauta, atraindo desta vez as crianças de Hamelin. Cento e trinta meninos e meninas seguiram-no para fora da cidade, aonde foram enfeitiçados e trancados em uma caverna. Na cidade, só ficaram opulentos habitantes e repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza.

E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Flautista_de_Hamelin

Vídeo do flautista no filme Shrek: https://jotapeah.wordpress.com/2011/01/25/shrek-para-sempre-o-flautista-de-hamelin/
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Vitalina


mulher
idosa que nunca casou


Exemplo: Dona
Lurdinha nunca casou, é uma vitalina
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O meu boi morreu…

Bumba-meu-boi
“O meu boi morreu
O que será de mim?
Manda comprar outro, ó maninha
Lá no Piauí”

Um dos folguedos mais tradicionais do Brasil, tendo englobado até vários reisados, o bumba-meu-boi é uma espécie de auto em que se misturam teatro, dança, música e circo. Ele é representado sob os mais diferentes nomes em localidades que vão do Rio Grande do Sul (como boizinho) e Santa Catarina (boi-de-mamão) aos estados do Nordeste (boi-de-reis) e o Amazonas (boi-bumbá). Sua provável origem é o Nordeste das últimas décadas do século XVIII, onde a criação de gado era feita por colonizadores com mão-de-obra escrava. Nas fazendas, os cativos teriam misturado suas tradições africanas (como a do boi geroa) a outras européias dos senhores (como a tourada espanhola, as tourinhas portuguesas e o boeuf gras francês), numa celebração que tematizava as relações de poder e uma certa religiosidade, sendo, inicialmente, alvo de grande repressão.

Tradicionalmente realizado no período das festas juninas (em alguns lugares também no Natal e no Carnaval), o bumba-meu-boi encena o rapto, morte e ressurreição do boi — uma história de certa forma metaforiza o ciclo agrário. Musicalmente, ele engloba vários estilos brasileiros, como os aboios, canções pastoris, toadas, cantigas folclóricas e repentes, tocados em instrumentos típicos do país, tanto de percussão como de cordas. Para alguns estudiosos, o “bumba” vem do som da zabumba, mas, para outros, trata-se de uma interjeição, que daria à expressão sentidos vários como “Vamos, meu boi!”, “Agüenta, meu boi” ou “Bate, meu boi!”.

O boi, figura central do auto, geralmente é feito com uma armação de cipó coberta de chita, grande o bastante para que um homem a vista. A cabeça que pode ser feita de papelão ou com a própria caveira do animal. Na encenação, a lenda pode ser contada de várias formas, mas a história básica é a da escrava Catirina (ou Catarina), grávida, que pede ao marido Chico (ou Pai Francisco) para que mate o boi mais bonito da fazenda porque quer comer a sua língua. Ele atende ao desejo da mulher e é preso pelo seu feitor, que tenta a todo custo ressuscitar o boi, com a ajuda de curandeiros. Boi revivido, tudo acaba em festa. Outros personagens podem entrar na história para dançar, dependendo do tipo de boi: Bastião, Arlequim, Pastorinha, Turtuqué, o engenheiro, o padre, o médico, o diabo etc, todos quase sempre interpretados por homens, que se travestem para compor os personagens femininos.

Festa em Parintins
Sufocado pelos avanços dos meios de comunicação, o boi fica cada vez mais restrito às comunidades rurais e pesqueiras que ainda conseguem preservar suas tradições. No entanto, ele é uma festividade muito popular em São Luís do Maranhão, para onde vários grupos do estado (alguns fortes, como o Boi Madre Deus e o Boi Maracanã) convergem na época junina e desfilam por toda a cidade. No entanto, esse boi ainda não supera em público o que acontece anualmente, nos dias 28, 29 e 30 de junho, na cidade de Parintins (Amazonas, a 420 km de Manaus), quando o boi Caprichoso (de cor azul, fundado em 1913 por Lindolfo Monteverde) e o Garantido (de cor vermelha, fundado em 1914 por José Furtado Belém e Emídio Rodrigues Vieira) desfilam no bumbódromo da cidade para um público que, entre locais e turistas, chega a reunir mais de 50 mil pessoas.

Levado para a Amazônia por imigrantes maranhenses que foram no século XIX atrás dos lucros da borracha, esse boi ganhou o nome de boi-bumbá, sofreu influências indígenas e andinas e começou a sair ao som da chamada toada amazônica. A competição profissional entre Caprichoso e Garantido começou em 1966, e desde então só fez ganhar requintes de espetáculo (um desfile parecido com o das Escolas de Samba do Rio, com raio laser e o som amplificado de instrumentos eletrônicos) que transformou o Boi de Parintins na mais famosa manifestação folclórica da região Norte, patrocinada por indústrias de bebidas.

Graças ao desfile amazônico, o boi pode gerar em 1996 o seu primeiro artista pop: a ex-banda de forró Carrapicho, que foi sucesso no Brasil e na França (levado pelo ator Patrick Bruel) com a música Tic Tic Tac. Gravado por Fafá de Belém e pela cantora de axé Márcia Freire, a música Vermelho (hino do Garantido, composto por Chico da Silva) também teve grande êxito, abrindo caminho para artistas de Parintins, como os levantadores de toada Arlindo Júnior e David Assayag.

Músicas

Boi Barroso – Elis Regina
Vermelho (Chico da Silva) – Fafá de Belém
Tic Tic Tac – Carrapicho
Boi Bumbá (Waldemar Henrique) – José Tobias
Boi do Amazonas (recolhido por Walter Santos) – Papete
Bumba Meu Queixada – Teatro União e Olho Vivo
Entrada do Boi Misterioso – Quinteto Violado e Zélia Barbosa
Gado Bom Quem Tem Sou Eu (toada de vaquejada) – Otacílio Batista
Boi de Mamão (entrada de boi, Bermúncia e Maricota) – Boi de Mamão de Itacorobi (SC)
A Burrinha – Quinteto Violado
 

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Tu quoque

A expressão
ficou célebre pela frase de Júlio César
ao ser assassinado nos idos de março: “Até
tu, Brutus!” Assim o tu quoque é a
idéia de que ninguém pode invocar normas jurídicas,
após descumpri-las. Isso porque ninguém pode
adquirir direitos de má-fé.

Um
exemplo desse princípio é a exceção
do contrato não cumprido (exceptio non adimpleti
contractus) que estava prevista no artigo 1092 do Código
Civil de 1916 (476 do novo Código Civil). Se a parte
não executou a sua prestação no contrato
sinalagmático, não poderá exigir da
outra parte a contraprestação. Como poderia
o inadimplente exigir da outra parte o cumprimento da contraprestação
se não prestou? Não poderá invocar
a regra que descumpriu em seu benefício.

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O Livro de Mozilla

O Livro de Mozilla (originalmente: The Book of Mozilla) é um easter egg encontrado nos navegadores de internet Mozilla, Firefox, Netscape, SeaMonkey e K-Meleon. Pode ser visto quando na barra de endereços é digitado about:mozilla . Trata-se de informações em uma linguagem aparentemente antiga e religiosa. O conteúdo pode variar muito, dependendo de qual navegador e versão o usuário esteja utilizando. Os textos são apresentados na cor branca sobre fundo colorido (vinho ou azul). No final sempre está escrito: from The Book of Mozilla, (de O Livro de Mozilla,) e depois da vírgula são mostrados algo como capítulo e versículo.

Não existe nenhum livro com o título The Book of Mozilla na realidade. Entretanto, suas passagens são semelhantes ao livro do Apocalipse, da Bíblia. Há cinco versões oficiais dos textos (oficiais porque há versões falsas) e demonstram fatos importantes da história da Mozilla Foundation, trocando nomes e utilizando parábolas. A ordem dos cápitulos e versículos mostrados por ordem da versão são: 12:10, 3:31, 7:15, 11:1 e 11:9.

Nas versões antigas do Internet Explorer, aparece uma tela azul sem nada escrito (semelhante a BSOD), nas versões atuais, é necessário digitar res://mshtml.dll/about.moz.

O Livro de Mozilla, 12:10

A primeira versão do O Livro de Mozilla foi a 12:10 faz alusão ao dia 10 de dezembro de 1994, data de liberação da besta (Netscape). Apareceu pela primeira vez no Netscape 1.1, lançado em 1995. Esta versão se manteve até o Netscape 4.x. A mensagem exibida é:

And the beast shall come forth surrounded by a roiling cloud of vengeance. The house of the unbelievers shall be razed and they shall be scorched to the earth. Their tags shall blink until the end of days.

From The Book of Mozilla, 12:10

Na página http://www.mozilla.com/book, no código fonte HTML vê-se uma informação oculta:

<!– 10th December 1994: Netscape Navigator 1.0 was released –>
<!– This verse announces the birth of the beast (Netscape) and warns bad coders (up to Netscape 3, when you watched the HTML source code with the internal viewer, bad tags blinked). –>

O Livro de Mozilla, 3:31

Em 10 de maio de 1998, Jamie “JWZ” Zawinski mudou o verso de O Livro de Mozilla em razão de a Netscape ter disponibilizado o código fonte de seu navegador como open source e iniciado o Projeto Mozilla. O verso foi incluído em todas as versões até Outubro de 1998, quando uma modificação no código do Mozilla fez com que o easter egg fosse perdido. Em 5 de fevereiro de 2000, Ben Goodger, trabalhando para a Netscape, copiou O Livro de Mozilla para o novo código. Ele foi incluído em todas as versões subseqüentes do Mozilla (até a introdução do verso 7:15).

O verso apresentado é o seguinte:

And the beast shall be made legion. Its numbers shall be increased a thousand thousand fold. The din of a million keyboards like unto a great storm shall cover the earth, and the followers of Mammon shall tremble.

From The Book of Mozilla, 3:31
(Red Letter Edition)

Na página http://www.mozilla.com/book, no código fonte HTML há uma informação oculta que diz:

<!– 31st March 1998: the Netscape Navigator source code was released –>
<!– The source code is made available to the legion of thousands of coders of the open source community, that will fight against the followers of Mammon (Microsoft Internet Explorer). –>

O Livro de Mozilla, 7:15

And so at last the beast fell and the unbelievers rejoiced. But all was not lost, for from the ash rose a great bird. The bird gazed down upon the unbelievers and cast fire and thunder upon them. For the beast had been reborn with its strength renewed, and the followers of Mammon cowered in horror.

From The Book of Mozilla, 7:15

Versão em Português retirada do navegador Firefox 2.0:

Por fim a criatura sucumbiu e os infiéis regozijaram-se. Porém nem tudo fora destruído, pois das cinzas ergueu-se um imponente pássaro. O pássaro mirou os infiéis e lançou sobre eles o fogo e trovão. A criatura renascera com forças renovadas e os discípulos de Mamon encolheram-se horrorizados.

de O Livro de Mozilla, 7:15

Vale notar que apesar do texto ter sido traduzido o título da página permanece em Inglês.

Na página http://www.mozilla.com/book, no código fonte HTML está disposta uma informação oculta que diz:

<!– 15th July 2003: AOL closed its Netscape division and the Mozilla foundation was created –>
<!– The beast died (AOL closed its Netscape division) but immediately rose from its ashes (the creation of the Mozilla foundation and the Firebird browser, although the name was later changed to Firefox). –>

Quarta versão, encontrada no Flock:

And when the Beast had taken the quarter of the Earth under its rule, a quarter hundred Birds of Sulfur flew from the Depths. The birds crossed hundreds of mountain views and found twenty four wise men who came from the stars. And then it began, the believers dared to listen. Then, they took their pens and dared to create. Finally, they dared to share their deed with the whole of mankind. Spreading words of freedom and breaking the chains, the birds brought deliverance to everyone.

From The Book of Mozilla, 11:1

O Livro de Mozilla, 11:9

Versão em Português retirada do navegador Firefox 3:

Mamon adormeceu. E o renascimento da criatura disseminou-se por toda a terra e seus seguidores formaram uma legião. E eles apregoaram a mensagem e sacrificaram plantações com fogo, com a astúcia das raposas. E eles criaram um novo mundo à sua imagem e semelhança como prometido pelo texto sagrado e contaram da criatura para seus filhos. Mamon despertou e, veja só, nada mais era que um discípulo.

de O Livro de Mozilla, 11:9
(10ª Edição)

Este verso foi inserido no Mozilla trunk codebase em 9 de janeiro de 2008.[1][2] Ela apareceu pela primeira vez no Firefox 3.0 Beta 3.

No código HTML de http://www.mozilla.org/book, este verso é acompanhado pela seguinte anotação: <!– 9th November 2004: Firefox 1.0 is officially released –>
<!– The worldwide support of Firefox fans leads to its success, illustrating the power of community-based open source projects. –>

A parte “Mamon despertou e, veja só, nada mais era que um discípulo.” Ilustra a atualização do Microsoft Internet Explorer, que nada mais trouxe se não recursos do Mozilla Firefox, como as “Abas”, estas renomeadas no Microsoft Internet Explorer para “Guias”.

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Dois de paus, deitar o cabelo e capar o gato

– Vai dizer alguma coisa ou vai ficar aí parado que nem um dois de paus?

A expressão teve origem em jogos de cartas onde o dois de paus é a carta mais pobre, de menor valor, e que raramente é usada, ficando parada nas mãos dos jogadores.
Valor das cartas em ordem ascendente: Paus > Espadas > Ouro > Copas

Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20060918104447AAP1Lo3


– …estava no local e, sentindo que a barra ia ficar pesada, deitou o cabelo, rapidinho.


Quer dizer, “se mandou” do local depressa. .

Fonte: http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=deitou+o+cabelo&id=5617


– -Agora que terminamos de almoçar, vamos capar o gato e ir embora!


Antigamente, castravam-se gatos nas frestas das portas, entre a porta e a madeira, através de prensagem, retirando-se os testiculos. Por que isso? Para evitar um acidente com a revolta do animal. Em seguida o bicho corria e nunca mais passava por aquele lugar. Por isso a expressão capar o gato. O bicho corre mesmo. E quem não correria ?

Fonte: http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=capar+o+gato&id=6748
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