John Doe e Jane Roe

Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/John_Doe

John Doe is sometimes used to refer to a typical male in other contexts as well, in a similar manner as John Q. Public, Joe Public or John Smith. For example, on various forms, the first name listed is often John Doe, along with a fictional address or other fictional information, to provide an example of how to fill out the form. The name is also used frequently in popular culture, for example in the Frank Capra film Meet John Doe. John Doe was also the name of a 2002 American television series.

Similarly, a child or baby whose identity is unknown may be referred to as Baby Doe. A notorious murder case in Kansas City, Missouri referred to the baby victim as Precious Doe.[2] Other unidentified female murder victims are Cali Doe and Princess Doe. Additional persons may be called James Doe, Judy Doe, etc. However, to avoid possible confusion, if two anonymous or unknown parties are cited in a specific case or action, the surnames Doe and Roe may be used simultaneously; for example, "John Doe v. Jane Roe". Other variations are John Stiles and Richard Miles, now rarely used, and Mary Major, which has been used in some American federal cases.[3]

The Doe names are often, though not always, used for anonymous or unknown defendants. Another set of names often used for anonymous parties, particularly plaintiffs, are Richard Roe for males and Jane Roe for females (as in the landmark U.S. Supreme Court abortion decision Roe v. Wade).

Bearing the actual name John Doe can cause difficulty, such as being stopped by airport security or suspected of being an incognito celebrity.

Arquivo X S09E07

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Chão de Giz – Interpretação

Veja o original aqui.

 

O Zé teve, em sua juventude, um caso duradouro com uma mulher casada, bem mais velha, da alta sociedade de João Pessoa, na Paraíba. Ambos se conheceram num Carnaval.

Ele se apaixonou perdidamente por esta mulher, só que ela era casada com uma pessoa influente da sociedade, e nunca iria largar toda aquela vida por um "garoto pé rapado" que ela apenas "usava" para transar gostoso.
Assim, o caso, que tomava proporções grandes, foi terminado. o Zé ficou arrasado por meses, e chegou a mudar de bairro, pois morava próximo a ela. E, nesse período de sofrimento, compôs a canção. Conhecendo a história, você consegue perceber a explicação para cada frase da música, que passo a transcrever:

"Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre um chão de giz"

Um de seus hábitos, no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos dois. O chão de giz também indica a fugacidade do relacionamento, facilmente apagável (mas não para ele…)

"Há meros devaneios tolos a me torturar"
Devaneios, viagens, a lembrança dela a torturá-lo.

"Fotografias recortadas de jornais de folhas… amiúde"
Outro hábito seu era recortar e admirar TODAS as fotos dela que saiam nos jornais – lembre-se, ela era da alta sociedade, sempre estava nas colunas sociais.

"Eu vou te jogar num pano de guardar confetes"
Pano de guardar confetes são aqueles balaios ou sacos típico das costureiras do nordeste, onde elas jogam restos de pano, papel, etc. Aqui, ele diz que vai jogar as fotos dela fora num pano de guardar confetes, para não mais ficar olhando-as.

"Disparo balas de canhão, é inútil pois existe um grão vizir"
Ele tenta ficar com ela de todas as formas, mas é inútil pois ela é casada com o tal figurão rico (o Grão Vizir)

"Há tantas violetas velhas sem um colibri"
Aqui ele pega pesado com ela… há tantas violetas velhas (como ela, bela, mas velha) sem um colibri (jovem pássaro que a admire). Aqui ele tenta novamente convencê-la simbolicamente, destacando a sorte dela – violeta velha – poder ter um colibri, e rejeitá-lo.

" Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de Vênus"
Bem, aqui é a clara dualidade do sentimento dele. Ao mesmo tempo em que quer usar uma camisa de força, para manter-se distante dela e não sofrer mais, queria também usar uma camisa de Vênus, para transar com ela.

"Mas não vão gozar de nós apenas um cigarro"
Novamente ele invoca a fugacidade do amor dela por ele, que o queria apenas para "gozar o tempo de um cigarro". Percebe-se o tempo todo que ele sente por ela profundo amor e tesão, enquanto é correspondido apenas com o tesão, com o gozo que dura o tempo de se fumar um cigarro (também representativo como o sexo, pois é hábito se fumar um cigarro após o mesmo).

"Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom"
Para que beijá-la, "gastando o seu batom"
(o seu amor), se ela quer apenas o sexo?

"Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez"
Novamente ele resolve ir embora, após constatar que é inútil tentar. Mas, apaixonado como está, vai novamente "à lona" – expressão que significa ir a nocaute no boxe, mas que também significa a lona do caminhão com o qual ele foi embora – lembre-se que ele teve que se mudar de sua residência para "fugir" desse amor doentio

"Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar"
Auto-explicativo, né?! Esse amor que, para sempre, irá acorrentá-lo, amor inesquecível.

"Meus vinte anos de boy, "that’s over, baby" , Freud explica"
Ele era bem mais novo que ela. Ele era um boy, ela era uma dama da sociedade. Freud explica um amor desse (complexo de Édipo, talvez?).

Em todo caso, "that´s over, baby", ou seja, está tudo acabado.

"Não vou me sujar fumando apenas um cigarro"
Ele não vai se sujar transando apenas mais uma vez com ela, sabendo que nunca passará disso
"Quanto ao pano dos confetes já passou meu carnaval"
Lembrem-se, eles se conheceram num carnaval. Voltando a falar das fotos dela, que ele iria jogar num pano de guardar confetes, ele consolida o fim, dizendo que agora já passou seu carnaval, ou seja, terminou, passou o momento.
"E isso explica porque o sexo é assunto popular"
Aqui ele faz um arremate do que parece ter sido apenas o que restou do amor dele por ela (ou dela por ele): sexo. Por isso o sexo é tão popular, pois só ele é valorizado – uma constatação amarga para ele, nesse caso.
Há quem veja também aqui uma referência do sexo a ela através do termo "popular", que se referiria ao jornal (populares), e ela sempre estava nos jornais, ele sempre a via neles.
"No mais estou indo embora"
Bem, aqui é o fechamento. Após sofrer tanto e depois desabafar, dizendo tudo que pensa a ela na canção, só resta-lhe ir embora.

Grão-vizir

Veja o original aqui.

Significado: Um ¨vizir¨ era um ministro e conselheiro de um sultão, ou rei, da antiga Pérsia. O têrmo significa literalmente ¨aju-
dante¨ . Grão-Vizir era a mais alta autoridade, depois do
sultão, durante o Império Otomano, e era considerado co-
mo um representante deste e atuava em seu nome.

Exemplo: O grão-vizir tinha como auxiliares diretos outros vizires, de
menor importância.

Mussarela ou muçarela?

“Em
recente concurso, indagou-se qual a forma correta em português para
aquele famoso queijo napolitano de leite de búfala ou de vaca, que se
talha com uma espécie de fungo conhecido por mozze no dialeto napolitano.

 

A
primeira observação a ser feita é que, em nosso idioma, a autoridade
oficial para dizer quais vocábulos pertencem ao vernáculo ou não é o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, uma espécie de dicionário que lista as palavras reconhecidas oficialmente como pertencentes à língua portuguesa, bem como lhes fornece a grafia oficial, mas normalmente não lhe dá o significado.

 

É ele elaborado pela Academia Brasileira de Letras, que tem a responsabilidade legal de editá-lo, em cumprimento à vetusta Lei Eduardo Ramos, de n. 726, de 8 de dezembro de 1900.

 

Por
isso, dizer que tal ou qual dicionarista registra ou não registra
determinada forma não resolve a questão nesse campo, uma vez que a
palavra oficial não está com eles, mas com o VOLP;
este, sim, é que diz oficialmente o que se deve acatar nessa esfera. Ou
seja: por mais abalizados que sejam dicionaristas como Houaiss ou
Aurélio, eles não são a autoridade oficial nesse campo.

 

Uma
segunda observação é que, se há palavras vernáculas, isso significa que
o vocábulo já sofreu aportuguesamento, de modo que, então, normalmente
não mais se emprega o termo tal como escrito no idioma original, a não
ser que haja expressa permissão do próprio VOLP.

 

Feitas essas ponderações, uma consulta do VOLP vai demonstrar que lá não se encontram as seguintes grafias: moçarela, morzarela, mossarela, mozzarela, murzarela, mussarela, muzzarela.

 

São apontadas, todavia, como formas corretas, em mesmo local, mozarela, muçarela e muzarela.1

 

Esclareça-se que o que se tem, nesse campo da grafia, em última análise, é uma lei: a Academia Brasileira de Letras tem a delegação legal para elaborar o rol dos vocábulos oficialmente existentes em nosso idioma, e o faz por intermédio do VOLP, de
modo que qualquer discussão que se queira travar sobre a questão haverá
de situar-se no plano científico. Não está, porém, no alvedrio de quem
quer que seja adotar uma grafia não consagrada por ela, de modo que
grafar diferentemente da determinação oficial será, em última análise,
descumprir a lei.

 

Resolvida a consulta, quero, neste final, fazer três observações:

I)
– se fosse submetido a tal exame, no qual a questão foi formulada, eu
também erraria, pois ninguém sabe qual a grafia oficial de todos os
vocábulos em nosso idioma;

 

II)
– uma questão como essa não verifica o real conhecimento que um
candidato tem do uso do idioma, nem mesmo se sabe manejá-lo
adequadamente;

 

III)
– bem por isso, um teste como esse não atinge o alvo nem seleciona, de
modo efetivo, candidatos aptos para cargo nenhum, nem mesmo se
estiverem buscando um pizzaiolo ou um garçom.”

 

 

 

A leitora Marisa Galvão Klemm, do escritório Franchi Consultores, envia ao Dr. José Maria da Costa a seguinte indagação:

“Boa tarde. Gostaria que o ilustre profissional e mestre de Gramatigalhas comentasse e publicasse para os leitores sobre o assunto a seguir mencionado:

‘MUÇARELA vira polêmica em concurso

Pelo menos 50 candidatos entram com recurso para questionar a prova; grafia com ‘ss’ é a mais usada, mas está errada

Felipe Ferraz/Agência BOM DIA

Uma
questão no concurso público da Prefeitura de Jundiaí para o cargo de
educador social levantou uma polêmica gramatical na cidade: o correto é
“mussarela” ou “muçarela”? A pergunta pedia para o candidato assinalar
a frase que estava correta. A resposta certa era a que “o atacante
Ronaldo, 1,83 metro, 94,7 quilos é incapaz de resistir a uma pizza de
muçarela”. Segundo o teste, a grafia correta do tipo de queijo é com
“ç”, o que causou estranheza e revolta em alguns candidatos. Pelo menos
50 participantes entraram com recurso na prefeitura para reclamar dessa
e de outras questões da prova. Esse material deverá ser enviado à
Vunesp (Vestibular da Universidade Estadual Paulista), responsável pelo
exame realizado dia 3. Mas, as queixas provavelmente serão em vão.
Segundo o Volp (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), o
oficial da língua, a palavra só pode ser escrita como “muçarela”,
“mozarela” ou “muzarela”. Autor do livro “Gramática do Português Culto
Falado no Brasil” e professor de língua portuguesa da USP (Universidade
de São Paulo), Ataliba Castilho estranhou a grafia da palavra com “ç”.
“Eu mesmo achei que fosse com ‘ss’. Sempre escrevi e li desse jeito.
Estou surpreso”, disse. O professor fez questão de consultar o
dicionário “Houaiss” para constatar que sua antiga “mussarela” estava
errada. Para ele, a confusão é comum devido a origem da palavra. “Em
italiano, ela é escrita mozzarella, com ‘zz’, por isso as pessoas
costumam traduzir do jeito mais próximo ao cotidiano, mas a palavra já
foi aportuguesada”, disse. Castilho deu exemplo da palavra pizza, que,
diferente do queijo, ainda segue sendo escrita da forma original em
italiano. Poucos entendem tanto de queijo quanto Severino do Ramo
Santos Soares, 33 anos. Há 15 anos ele trabalha como pizzaiolo e
manuseia cerca de 40 quilos de muçarela por dia. “Nunca tinha ouvido
falar que é com ‘ç’. Nos cardápios dos lugares em que trabalhei sempre
estava com ‘ss’ e, graças à Deus, nunca ninguém reclamou. Nem da
gramática, nem do gosto da minha muçarela”, brincou. O gerente do
restaurante Vesúvio Rogério Antônio Fuziger, 34, também estranhou a
forma correta. Em sua pizzaria, o cardápio informa “mussarela”, do
jeito considerado errado. “Ninguém nunca falou nada. Até poderia mudar
e colocar com ‘ç’, mas acho que aí sim o pessoal iria reclamar”,
disse’.”

Fonte: http://www.migalhas.com.br/Gramatigalhas/10,MI31769,31047-Mozarela?+Mucarela?