JotaPêAh!

Pauline Baynes, ilustradora de Nárnia

imagePauline Baynes, artista e ilustradora, que faleceu dia 01 de Agosto (de 2008) , com 85 anos, trouxe o mundo de Nárnia de C.S. Lewis e a Terra Média de J.R.R. Tolkien à vida com seus desenhos de linhas soberbas.

Em 1948, Tolkien visitava seus editores, Geoge Allen e Unwin, para discutir algumas artes decepcionates que ele havia encomendado para seu romance “Farmer Giles of Ham” (Mestre Gil de Ham, português), quando ele viu, sobre uma escrivaninha, algumas reinterpretações espirituosas de marginálias medievais para Saltério Luttrell, que os surpreendeu. As mesmas, descobriu-se, haviam sido enviadas aos editores, sob o nome desconhecido de Pauline Baynes.

Tolkien exigia que o criador daqueles desenhos fosse designado a trabalhar nas ilustrações de “Farmer Giles of Ham”, e ficou encantado com os resultados subsequentes, declarando que “Pauline Baynes havia reduzido os seus textos aos desenhos dela”. O aprofundamento na colaboração entre Tolkien e sua ilustradora de Farmer Giles se seguiu para a vida toda, em uma longa amizade.

Durante a guerra, Pauline Baynes trabalhou para a Marinha, e a experiência adquirida, lá estava, quando Tolkien a pediu para ilustrar o mapa da Terra Média. Mais tarde, quando mostrou a ele sua arte para um poster de Frodo e Bilbo, o bolseiro, o autor apenas concordou com a cabeça e murmurou baixinho: “Lá estão eles, lá estão eles.”

O trabalho para Tolkien a levou para ilustrar os livros de Nárnia de C.S. Lewis, embora ele, um dos amigos de Tolkien em Oxford, não fosse tão generoso em relação a seu ilustrador. Para ela, ele elogiava seu trabalho, porém mais tarde Pauline Baynes foi ferida ao saber que Lewis criticava severamente seus desenhos para outras pessoas, contando a seu biógrafo, George Sayer, por exemplo, que ela não sabia desenhar leões.

Anos mais tarde, ela tornou-se consciente de que uma única edição de “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa renderia muito mais do que ela havia recedibo pelas ilustrações originais. Ela também incomodava-se com as alegorias Cristãs nas histórias de Nárnia e o fato de estar ligada com Lewis e Tolkien ofuscou sua carreira – no percurso, ela ilustrou mais de 100 livros.

Pauline Diana Baynes nasceu dia 9 de Setembro, 1922 em Hove, East Sussex, apesar de suas lembranças mais antigas em passar a infância na Índia, onde seu pai trabalhava como Comissário do Serviço Civil Indiano, em Agra. Os verões eram passados na estação do Munte Mussoorir, imagens e sons, os quais Pauline se lembrava muito bem aos 80 anos de idade.

Essa vida chegou ao fim quando a mãe de Pauline se recusou seguir a convenção de mandar suas filhas de volta às escolas na Inglaterra, por conta própria. Ao invés disso, ela abandonou o marido (ela escreveu que “ele estava livre para fazer o que quisesse”) e voltou para a casa com as filhas, ficando com amigos nesse tempo de estudo e nos hotéis suíços, durante os feriados.

Infelizmente, nem a solicitude de sua mãe nem a companhia de sua irmã mais velha, Angela, impediram Pauline de ser infeliz. Pelo o resto de sua vida, era assombrada por memórias de pobreza e miséria, por ser, abruptamente, separada de sua Aia Indiana (e de seu macaco de estimação, que era treinado para os acompanhar na mesa de chá), além das lembranças de seguir a viagem de volta pra casa chorando. Passou seus miseráveis dias de escola num convento, onde freiras antipáticas implicavam com sua imaginação estranha, sua destreza manual, sua excentricidade, roupas e capacidade de falar hindi, porém os mesmos dias tornaram-se menos intoleráveis, quando Pauline aprendeu que suas experiências era muito similares as de Rudyard Kipling, cujo trabalho ela sempre admirou.

Sua vida melhorou imensuravelmente quando, aos 15 anos, ela passou dois períodos estudando desenho na Escola de Arte de Farnham, antes de seguir a irmã para Slade, e depois para Oxford. De início, ela sabia que queria ilustrar livros infantis, mas em 1940 seus estudos foram interrompidos pelas demandas dos trabalho de guerra, primeiro para o desenvolvimento do departamento de camuflagem do exército em Farnham Castle, e depois ela desenhou mapas e cartas navais para o Almirantado em Bath.

Ela ficou amiga de Ernest Shepard, ilustrador dos livros “Winnie the Pooh”, que a levou para Londres para mostrar seu portfólio ao editor do “Illustrated London News”. Mas sua grande virada veio em 1948, quando os desenhos do portfólio que ela enviou por acaso para George Allen Unwin foram vistos por Tolkien.

Posteriormente, a extensa produção de Pauline foi criar várias capas para a editora “Puffin Book”, incluindo aquelas para “Richard Adam’s Watership Down” e para a versão em brochura de 1961 de “O Hobbit”. De todas suas ilustrações para livros, ela sentiu que as melhores foram as que ela produziu para “Grant Uden’s Dictionary of Chivalry”, uma magnífica produção que a ocupou por dois anos inteiros, e pela qual foi premiada coma medalha Kate Greenaway em 1968.

Foi assim durante muitos anos desde que sua vida se transformou. Em 1961, aproximando-se dos 40 e após muitos “interessantes e divertidos”, porém falhos, romances (C.S.Lewis a considerou “bonita demais para seu próprio bem”), Pauline Baynes estava vivendo uma vida reclusa em uma cabana com seus cachorros como companhia, quando um ex-prisioneiro de guerra alemão que esteve com o Afrika Korp de Rommel bateu em sua porta.

Passadas poucas semanas do encontro, Fritz Otto Gasch e Pauline Baynes se casaram. ​​Gasch se dava bem com os amigos de Pauline, Tolkien e Shepard (eles se divertiam trocando lembranças da guerra) e ele criou um maravilhoso jardim para sua esposa. Eles até queriam ter filhos, mas não era pra ser, e assim eles permaneceram um casal dedicado até a morte repentina de Gasch, em 1988.

Então, dois anos depois, Pauline Baynes recebeu de repente um telefonema de uma filha de Gasch, de seu casamento pré- guerra. Após a queda da Cortina de Ferro, a filha descobriu que seu pai havia ficado na Inglaterra depois da guerra e que havia se casado novamente. Ela nunca o conheceu, mas ficou encantada ao encontra a mulher que o amou. E então, na velhice, Pauline Baynes descobriu que tinha uma família, afinal. “Foi”, disse ela, “como algo mágico voltando pra mim através de um guarda-roupa”.

Ela continuou a trabalhar todos os dias em uma escrivaninha abaixo de uma janela que dava para o jardim que seu marido havia criado para ela e no qual suas cinzas foram espalhadas. A escrivaninha estaria cheia de tubos de guache pela metade e fileiras de canetas e pincéis desgastados. Música de Handel tocava ao fundo e os cães de Pauline estariam deitados em seus pés.

Seus livros posteriores lutaram para encontrar uma editora ( um bestiário recente encontrou uma editora americana só quando ela concordou em pintar os seios de uma sereia, que foram considerados muito risqué), mas ela não parou de trabalhar. “Recentemente” ela terminou uma versão altamente decorativa do Alcorão, e estava a meio caminho de uma colorida Fábula de Esopo, quando então, morreu.

Fonte: http://www.telegraph.co.uk/news/obituaries/2524880/Pauline-Baynes.html

Tradução: http://mundonarnia.com/portal/pauline-baynes-a-escrita-de-lewis-em-desenhos.htm

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Erro de continuidade em Nárnia 1: A Táhbatah pessoa

Lendo os erros do filme As Crônicas de Nárnia: O leão, a feiticieria e o guarda-roupa (aqui), e vendo o filme, para comprovar se é erro mesmo ou não.

Estou escrevendo uma mensagem para o site com minhas observações, quando me deparo com a seguinte situação:

 

36. Durante a brincadeira de esconde-esconde, a personagem Susan está com um vestido comprido e se esconde dentro de um baú. Na seqüência, aparecem Lucy e Edmund correndo para lá e para cá tentando se esconder. Contudo, apesar de Susan já estar escondida dentro do baú, aparecem os pés e a barra do vestido dela ainda correndo, buscando um lugar para se esconder. (Contribuição de Thais – SP – Fã de Carteirinha)

Ao ver a cena, percebo que há muito mais entre o céu e a terra…..

Então, prestem atenção nestas imagens:

lúcia

Essa é Lúcia, com seu vestido marrom.

 

susana

Essa é Susana, com sua saia quadriculada.

 

tahbatah pessoa

E essa é a pessoa que aparece correndo para se esconder, logo após a cena da Susana entrando no bau.

 

Não é a Lúcia, nem a Susana.

 

ONFS.

 

É a táhbatah pessoa, então.

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Aslan’s Meditations: (11/11) Neither Barren nor Unfruitful

It’s hard to believe we are concluding our series in 2 Peter 1:5-8, yet here we are in part 11 – the last part of our series.

I want to say thank you so much for taking this journey with me, and for all your encouraging notes along the way. It was truly a blessing to write this and I hope you learned as much from reading it as I did writing it.

We’re going to take a break for a week or two, and then AslansLily is going to take us into a new series looking at Jesus as the great I AM – so stay tuned!

In the meantime, I’d love to hear your feedback on this series and Aslan’s Meditations in general, so you can submit any feedback you have HERE.

And without further ado, here is the last installment of our series!

But also for this very reason, giving all diligence: add to your faith virtue, to virtue knowledge, to knowledge self-control, to self control perseverance, to perseverance godliness, to godliness brotherly kindness, and to brotherly kindness love. For if these things are yours and abound, you will be neither barren nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

To wrap up, let’s take a quick overview of what we’ve covered in this series.

imageIn Part 1, we began by saying that all these virtues are not a list of things for us to do, rather they are an outpouring of our love and a response to God’s amazing gift of salvation and grace.

That by God’s divine power He has given to us all things that pertain to life and godliness – through the knowledge of Him who called us by glory and virtue…by which have been given to us exceedingly great and precious promises!

In Part 2, we looked at how faith is our solid foundation – that if we do not have faith, it’s impossible to please God. Without faith in the One who has created us and sustains us, if we have all these other virtues, they mean nothing because there is no grounds for them. It’s easy to fight when things are all unicorns and rainbows and mountaintops, but faith is what keeps you strong when you can’t see – the substance of things hoped for, the evidence of things not seen. (Heb. 11:1)

Moving into part 3, we took a step back at an important word in this passage: diligence. We saw how it contrasted with perseverance, and that Paul didn’t say this was going to be an easy journey. It’s going to take careful, persistent, daily surrender to Christ – not just something we do half-heartedly or do out of present emotion at church. It’s something we have to continually keep pushing ourselves to do – because in the end the reward will be wonderful.

imageNext, in part 4, we looked at the very broad, yet penetrating value of “virtue”, where we saw the kinds of things that can get in our way of all of these things. Faith is our foundation, but where do we go from there? Often we don’t realize the things that hinder us from God because they are a mask that we’re wearing, distorting everything and preventing us from learning and growing. It put into perspective living because of God, not trying to do good things for Him – but again, living my life as a response to His grace.

In part 5, we built on the previous lesson about having the right mask over our face by talking about what we should know in the word “knowledge.” We are ambassadors for Christ, and we have the joyous, beautiful, amazing privilege of representing God to the world. We can know all the answers, know all the verses, be able to answer every question, but unless we personally know Christ, everything is worthless. This goes back again to not living for Christ but living because of Him.

imageWhen we reached part 6, we talked about self-control and how we need to be careful what we do with the knowledge that we have – that we don’t abuse it or try to use it for our own benefit or glory. We also saw how self-control – through Christ’s strength – can help us to overcome temptations because we have a greater goal in mind.

In part 7, we looked at perseverance and endurance. We saw how they were similar, and how they were different, but most of all how after all those virtues – we’re probably getting a little tired! And perseverance is what we need to press on. Sometimes it means just forsaking all and running. Sometimes it means ignoring the pain. Other times it means stopping, thinking, and praying. Other times it means letting God clean our hearts – often a painful process. But we know that we can press on because our God is fighting for us. We also saw how just enduring for the sake of enduring was not what we needed to do – but to press on.

imageIn part 8, we talked about how being godly wasn’t just not being ungodly, but rather taking meaningful steps to do what is right. It’s not just making sure we don’t do bad things, but making sure were doing the right things. So often we think we’re okay because we don’t smoke, do drugs, or drink – but we don’t realize that doing all those things is just as bad as not doing what God wants us to do.

imageA few weeks ago in part 9, we looked at brotherly kindness, and what it means to love others with a love that’s not just specific to certain types of people – but with a family-like love that loves others despite their faults: the way Jesus loved.

imageLast week in part 10, we saw how at the end of it all – we need love. Because without it we are nothing. I was really challenged by a message I heard the other day that – we should not be praying for Jesus to teach us to love; rather we need to pray that the very person of Jesus would come into us and our lives would be an outpouring of His love. We can’t love on our own, because we are fallen human beings. But through Christ’s love, as we so beautifully saw this past week during Easter, surpasses all, and through Him we can love others.

And today, here we are at the end of the series. Let’s look at the last verse of this passage:

For if these things are yours and abound, you will be neither barren, nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

Oh! To think! To be neither barren, nor unfruitful. So often I feel as if my life is empty, like I’m not doing anything for God – but God has placed me on this earth for a specific and special purpose.

It sounds super cliche to say that God has a purpose for your life.

But think about the power of that again. God has a purpose for your life.

It’s not just arbitrary. You’re not living this life for no reason or no aim – God has something very specific for you. But until we’re willing to seek Him fully, to give of ourselves to Him, all the things we cling to – our fruit will be worthless.

I have absolutely nothing – I mean nothing – of value or worth to do, make, say, or proclaim outside of what Christ has done for me. I am no one, but through Christ I am someone precious that He loves.

By myself,  I will be barren and unfruitful. My life will be nothing. It is only through Christ, in Christ, and because of Christ that I can further His kingdom – for His glory, and His alone.

Think about all the times the kids in Narnia tried to do things on their own. The times they tried to further themselves, their looks, their status, their own plans. What happened? They couldn’t see what Aslan had in store for them, but when they failed to trust in his plan, things went wrong. Yet in surrendering their own desires to the knowledge that Aslan had something better in store, they were able to do so much more.

image1 Timothy 1:17 – Now to the King eternal, immortal, invisible, to God who alone is wise, be honor and glory forever and ever. Amen.

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/04/aslans-meditations-neither-barren-nor-unfruitful/

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Aslan’s Meditations: (10/11) Loooooove

I hope you haven’t forgotten about our series in 2 Peter 1:5-8! We’ve had a nice little break while I’ve been out of town, and I’m most pleased to be back again for part 10!

But also for this very reason, giving all diligence, add to your faith virtue, to virtue knowledge, to knowledge self-control, to self-control perseverance, to perseverance godliness, to godliness brotherly kindness, and to brotherly kindness love. For if these things are yours and abound you will be neither barren nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

We’re beginning to wrap up the series now – in our second to last installment on LOVE.image

Uh-oh, you say. LOVE. That’s a touchy one, isn’t it?

The word love is thrown around so much in our culture. We love certain types of food, clothing, music, games, movies. We love people, places, things, ideas. Sometimes we don’t, but we say it anyway. It’s passionate, deep, and driving.

“All you need is love.”

I personally really hate that statement, because I don’t think it’s entirely true. But I can understand where people are coming from, so we’ll get started.

While I can’t claim to know everything about love, I’d like to look specifically at love as we see it in 1 Corinthians 13. Especially as Easter draws near, we can look at love as it is modeled perfectly in the life of Jesus and His sacrifice.

imageI often think I have to model Christianity. I mean, hey – look at all those Christians who look good, sound smart, AND follow Christ. Can’t I do that, too? But I found that that started to suddenly shift my focus. I started to worry a lot more about how I looked to other people, what I sounded like, and what people were going to think of me – instead of placing my focus on Christ.

1 Corinthians 13 starts out to say – though I speak with the tongues of men and of angels, but have not love, I am a sounding brass or a clanging cymbal.

I can sound good, but if I don’t have love for Christ and for others, the words I speak are really just clangs and clashes.

And though I have the gift of prophecy and understand all mysteries and all knowledge, and though I have all faith so that I could remove mountains – but have not love, I am nothing.

I could know everything – earlier in the series we talked about knowledge. How it’s important to know what we believe. But have you ever wondered what it was like to know everything? What if I understood every mystery, every question, every problem there was to know? This verse says if I didn’t have love, I’d be nothing. Imagine! To know everything in the world, to be the epitome of knowledge – yet be regarded as nothing without love.

And though I bestow all my goods to feed the poor, and though I give my body to be burned, but have not love, it profits me nothing.

Sacrificial giving is one of the most benevolent things a person can do. Giving of yourself, your talents, and your abilities to serve others is not something to be taken lightly – but we could sacrifice our whole lives to others – and if it’s not for love, it was all in vain.

So clearly my endeavors to be a Christian and look good too – don’t quite work. I can’t have my cake and eat it too. At least – not when my goal is to look good. We’ve got to start with the basics.

Then – what is love? We’ll keep on going in 1 Corinthians 13.

Love suffers long, and is kind. Love does not envy, love does not parade itself, is not puffed up. Does not behave rudely, does not seek its own, is not provoked, thinks no evil. Love does not rejoice in iniquity, but rejoices in the truth. Bears all things, believes all things, hopes all things, endures all things. Love never fails.

Woah, that’s a load of truth right there. Have you ever stuck your name in there in place of the word love?

Hannah suffers long, and is kind. Hannah does not envy, Hannah does not boast.

Kinda puts it in a different perspective, doesn’t it? Do I really do all those things?

“Suffers long.” The usual word to replace that one in other translations is “patient” but in reality that’s just what it means – suffering for a long time. Love is willing to bear the pain and the agony, knowing there’s something greater at work.

“Does not seek its own.” That in and of itself is a load right there. To never seek my own – but to only seek Christ. To never try to parade myself as looking good, but only to parade Christ. To proclaim Christ.

“Thinks no evil.” Oh, how often have sinful thoughts crossed my mind! We are called to take every thought captive to the obedience of Christ. (2 Cor 10:5) Can you imagine if our every thought and action was captive to the obedience of Christ? How wonderful that would be?

Now go back and look at this passage – we’re so incapable, aren’t we? I can’t even begin to count the times I have done exactly the opposite of what these words tell us. But now, read it again, and think about Christ, and what He’s done.

Love suffers long, and is kind. Love does not envy, love does not parade itself, is not puffed up. Does not behave rudely, does not seek its own, is not provoked, thinks no evil. Love does not rejoice in iniquity, but rejoices in the truth. Bears all things, believes all things, hopes all things, endures all things. Love never fails.

imageJesus – the King of the universe, the one who deserves glory, fame, honor, respect, and exaltation! He did not parade Himself, He didn’t seek His own. He was the perfect picture of love – and because He loves perfectly and purely, He gave His life for we who could never love.

We are impatient. Unkind. We want others to think well of us, we want to look good. We want to *feel* satisfaction, we want to see. Our sinful natures delight in temporal satisfaction. Things we can see and touch immediately.

imageHave you ever thought of the craziness of Christ’s love? What about the fact that GOD DIED. Okay, so maybe I’m being dramatic here, but really – that the Lord of all the universe came down to die.

Not only that, but He died for the ones who were completely incapable of anything.

Because He loved us.

Oh, how sweet and powerful that truth is!

Its so cliché sometimes – I mean, you’ve heard it repeated probably more than 10 million times in Sunday school, right? We so often take it for granted.

But the God who loved perfectly loves us who cannot even fathom love.

And our response? We are called to give our lives – what more can we give but that? Jesus says whoever loses his life for His sake will find it.

Love is sacrificial – and it’s a choice. It’s not always a feeling, and it’s not always something we can see the direct results of.

But we love – because He first loved us. We can love others even when they’re scumbags. Even when they don’t love us back – because we know that the God of the Universe and the Lord over all loves US.

It’s hard to love people who don’t love back. To suffer through pain and give up ourselves. But what loss is that for the gain of being satisfied by Christ? He can’t satisfy us till we understand that we cannot satisfy ourselves.

So much that we do is in response to something that has happened. We eat because we’re hungry, we drive because we have to go somewhere. We work because we need to earn money, and we sleep because we need it.

We love others because Christ loved us.

imageIn response. How many of us would get married and live as if we were single? Or have kids and live as if we didn’t? Or win a million dollars and not do anything with it?

The fact is – Jesus sacrifice is far more beautiful, exciting, and wonderful than anything that could ever happen to us on this earth. Our love is a response to that – the way we live because of God.

imageWe see love in Narnia – clearly in Aslan. Edmund betrayed the ones he

loved – and Aslan died to save him. But what you see is a change in Edmund – how He lives in response. You also see it in Eustace – his life was drastically changed. Aslan may have had to rip and tear at him, but he did it out of love because he knew that was the only way to change him.

It reminds me of the song by tenth avenue north called “any other way.”

It’s not enough – it’s not enough, just to say that you’re okay.
I need your hurt, I need your pain – it’s not love any other way.

Love isn’t love unless there’s some sacrifice to it. The kind of pain and suffering Jesus went through was necessary for us to be redeemed. And sometimes He has to hurt us in order to teach us – but He does it because He loves us and He’s got a perfect plan and story all in place.

For now we see in a mirror, dimly – but then we shall see face to face.

We can’t always see what God is doing, or perhaps why exactly we should love someone – but we know that one day Christ will wipe away our every tear and we will see Him face to face.

So is all you need love? If you’re looking at 1 Corinthians from a strictly technical point of view, yes. But as Christians we know it’s not love we need -  it’s Christ. It’s not enough just to say we  need to “just love” – but rather that we need to give ourselves for the only one who can satisfy us – Christ.

My challenge to you this week, especially as we move closer to Easter, is to look at your life and your actions. Do they reflect Christ, and are they proclaiming Him? You don’t necessarily have to speak the Gospel in order to proclaim the Gospel. Love is an action – it’s your willed choice to press on because you know that your eternal home is secure.

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Aslan’s Meditations: (9/11) Brothers. Gotta love ‘em.

Welcome to part 9 in our series from 2 Peter 1:5-8! It’s hard to believe we are already nearing the end.

But also for this very reason, giving all diligence, add to your faith virtue, to virtue knowledge, to knowledge self-control, to self-control perseverance, to perseverance godliness, to godliness brotherly kindness, and to brotherly kindness love. For if these things are yours and abound, you will be neither barren nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

Today we’ll be looking at brotherly kindness. First off, what is it?

We’ll take a little detour and look at the type of words these are.

Brotherly is an adjective – a word to express an attribute or describe something.

Kindness is a noun – so brotherly is the adjective modifying that noun.

Bored yet? Don’t worry, I’m done with the grammar lesson.

The reason I wanted to do that was because *my* initial reactions to “brotherly kindness” were things like “being kind to your brothers” and things like that. But because “brotherly” actually modifies “kindness,” the kindness we are to have is not necessarily to our brothers but the same kind as to our brothers.

imageBefore I go any further, I should probably clarify that “brothers” doesn’t just mean boys. It applies to sisters as well. :)

Now obviously if you argue with your brothers and don’t get along this isn’t a good kind of kindness to show to people.

But we (hopefully) also love our siblings. I know that I would die any day for my two brothers – I love them and I would do anything for them.

So wait, we’re supposed to love our friends and family like we love our brothers?

Well, sort of.

When we say “brotherly” it has a deeper sense to it – as opposed to “friendly,” “nicely,” or another related word.

Brothers and sisters are very different from friends. You know them in a way you don’t know your friends because you’ve grown up with them.

imageThe word brotherly says “I know so much about you. I know you when you’re feeling great and I know you when you’re in pain. I know you when you’re in a nasty mood and I know you when you’re not. I know when you’ve hurt people and when you’ve loved. And I still love you.”

1 Timothy 5 says that we are to treat men and women as brothers and sisters – with all purity.

The purpose of brotherly kindness is not just an exhortation to treat others nicely – but to treat them with purity and love.

Maybe you’re single – or maybe you’re married. If you’re single, we are asked to treat everyone as brothers and sisters. If you’re married, you treat everyone as brothers and sisters too – except your spouse.

The next logical question is…why? Why do we need to treat others with purity – as brothers and sisters?

The answer is so we can be sanctified for Christ’s purpose. God wants us to love others sincerely. We have so many friends, acquaintances, and with facebook – not-so-acquaintances. :P But God wants us to have deeper, sincere relationships – to encourage others and point them to Christ.

2 weeks ago, we talked about godliness, and how it wasn’t just not being ungodly, but seeking Christ. And when we seek Christ, we find that seeking Him leads us to love others. We can’t seek Christ without doing what He commands us to do, and He wants us to love our family and friends – sincerely.

imageThere are a lot of siblings in the Chronicles of Narnia. There’s the Pevensie children and Eustace, Shasta/Cor and Corin, and even though they’re not related, Shasta and Aravis; Polly and Digory; Jill and Eustace.

The Pevensies clearly have an unbreakable bond – and how does that translate to how they treat others? While I found this aspect of it ruined in the movies, it’s much more prominent in the books.

In the movies, Peter and Susan (in my opinion) don’t treat others with that same kind of brotherly kindness. Peter and Caspian fight, Susan and Caspian flirt. We could go into long discussions about whether it fit in the movie or not, but my purpose in bringing it up is not to bash the movie but to show that in the book, their characters didn’t act that way. Peter and Caspian got along quite well, and treated each other like brothers rather than rivals.

imageEdmund learns to love his siblings throughout the course of LWW. Even though he’ not really the huggy-type of person, you see a deep sense of love and care for his siblings as his character progresses – that translates to how he treats others.

Eustace obviously has no brotherly kindness to either his cousins nor those around him. But you see that as he grows, he grows to love his cousins, and it translates to those around him.

We see this in Jill & Eustace and Shasta & Aravis. While they’re not related, they love each other with a kind of unbreakable bond that – while they annoy each other and know each other’s quirks – they both have a mission; a goal they’re trying to reach for that unites them.

imageWhenever we are concerned about our own desires: Edmund’s self-fulfilling desires in LWW, Peter’s desire to be king and Susan’s desire for a steadier, self-fulfilling life in PC, Eustace’s beliefs and refusals, Lucy’s desire for beauty, and Edmund’s desire to be king in VDT, and Jill and Eustace’s desire to be warm and fed in SC. These are all conflicts within the characters that distract from the goal.

When we are focused on a person – whether ourselves or someone else – instead of the goal of knowing Christ – it breaks down these relationships.

imageEdmund and Caspian became much better friends when Edmund realized that he could not be king. Jill and Eustace became closer when they kept their focus on finding Prince Rilian. When they focused on Harfang, they were cranky, upset at each other, and forgot the whole point of what they were there to do.

It’s hard to choose to accept others and love them when they’re getting on our nerves. But when we’re willing to place Christ’s desires over ours, we’ll find that the fulfillment and satisfaction is far beyond words.

We have to place Christ as our priority, and then place loving others above ourselves.

imagePhilippians says Let nothing be done through selfish ambition or conceit, but with lowliness of mind let each esteem others as better than himself. Let each of you look out not only for his own interests but also for the interests of others.

 

 

 

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/03/aslans-meditations-brothers-gotta-love-em/

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Aslan’s Meditations: (8/11) Not Just Ungodly

Godliness. That’s a toughie, isn’t it? It’s broad, up in the air, and, like, way too hard to achieve.

That’s what’s next up in line in our series from 2 Peter 1:5-8.

But also for this very reason, giving all diligence, add to your faith virtue, to virtue knowledge, to knowledge self-control, to self-control perseverance, to perseverance godliness, to godliness brotherly kindness, and to brotherly kindness love. For if these things are yours and abound you will be neither barren nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

To be honest, while I was thinking about writing about godliness this week, I didn’t really know what it meant. It was…well…broad, up in the air, and, like, way too hard to achieve.

Some synonyms for “godly” (courtesy of my computer’s automatic thesaurus) are ‘religious,’ ‘devout,’ ‘holy,’ ‘pious,’ and ‘saintly.’

Boy if that doesn’t scream out “We live by works!” I don’t know what does. I certainly don’t think that’s what Paul is getting at here.

Let’s get a little broader picture by looking at the word ungodly. My thesaurus says ‘blasphemous,’ ‘profane,’ ‘disrespectful,’ ‘sinful,’ and ‘wicked.’

Okay, so that makes me feel a bit better. I mean, I don’t use profanity, disrespect God, or any of that stuff.

It kind of gives one the holier-than-thou sort of mentality. As Christians, we’re often so consumed with the idea of being a Christian and acting like a Christian that we forget the reason we are a Christian. Godliness isn’t being holy, pious, self-righteous and religious. It’s not about not being ungodly, either.

Let’s take a look at Webster’s New World dictionary, which simply says: devoted to God.

And from the back of my Bible it says: devotion to God; living according to God’s standards.

Read Psalm 1:

Blessed is the man who walks not in the counsel of the ungodly, nor stands in the path of sinners, nor sits in the seat of the scornful.

So often we stop right there, feeling pretty good about ourselves. It’s easy not to be ungodly; to be a good person, love as much as you can, try to be happy, not do drugs, stay pure till marriage….all of that bad stuff. I’m a pretty good Christian, right?

Keep reading.

But his delight is in the law of the Lord, and in His law he meditates day and night.

THAT’s godliness, right there.

Delight in God. Do we really delight in our Lord? It’s easy to fall into the mundane I’m-a-Christian sort of walk. But we are supposed to delight in God. Do I delight in my Heavenly Father the same way I delight in the things of this world? The people around me?

I don’t know about you, but I’m one of those people who are easily amused. I like things that flick, that sparkle, that bounce, that pop. :P Little things can make my day.

Does God make my day like that? That’s what delighting in Him is. Just living with that sheer joy of knowing that God is greater, bigger, stronger, and He’s your friend.

I want to go back to that definition mentioned earlier: living according to God’s standards.

This isn’t so hard to comprehend, really. We tend to go – yet again – into the mindset of just doing good. I mean, God’s standards are, like, doing good things, helping people, doing what’s right, not sinning…all that stuff. Right?

But it’s not just living according to God’s standards. It’s not living according to my standards.

Oswald Chambers writes,

To become one with Jesus Christ, a person must be willing not only to give up sin, but also to surrender his whole way of looking at things.

Remember when we talked about masks – the idols that blur our vision from what Christ wants us to see? Godliness isn’t just about not being ungodly – it’s forsaking our own idea of godliness for God’s idea of godliness. Living according to God’s standards means that my standards must become His.

So…why is godliness after perseverance? Why isn’t it sooner on the list?

Go back to that word devotion. Synonyms for that word are attachment, loyalty, dedication, attentiveness, commitment.

Early in the beginning of our Christian walk, when we’re doing all this diligence, faith, virtue, knowledge thing – that’s our initial commitment. We commit our lives to Christ, but then, suddenly, it’s not all the unicorns and rainbows we might have thought it was going to be. Life is rough, and God wants us to be purified for His glory. So He puts us through a lot of painful, tough things – teaching us to persevere. But through the perseverance, what holds true?

Our devotion to Christ. Our loyalty, our commitment.

Another one of those awesome synonyms for devotion is religious zeal.

Now that’s got a ring to it that we didn’t hear before. Zeal. Enthusiasm. Passion. Craze.

Delight.

See, we often think that just being good is enough. That just doing what’s right and not doing what’s wrong is enough to please God.

No.

God wants us running, full speed, unhindered, into His arms. Not just trotting along, but running. Full on. Not just forsaking all we have, but giving all that we have.

This is what it means to be godly.

imageLuke 14:28-30, 33-35 – For which of you, intending to build a tower, does not sit down first and count the cost, whether he has enough to finish it – lest after he has laid the foundation, and is not able to finish, all who see it begin to mock him, saying, ‘this man began to build and was not able to finish.’…so likewise, whoever of you does not forsake all that he has cannot be My disciple. Salt is good, but if the salt has lost its flavor, how shall it be seasoned? It is neither fit for the land nor for the dunghill, but men throw it out.

That sure is a mouthful. Let’s take this verse apart.

Verses 28-29:

For which of you, intending to build a tower, does not sit down first and count the cost, whether he has enough to finish it?

When we start projects, we look at the material we’re going to need, and plan out how much time it will take and how we will use the materials. When going on a trip, we list out what we need to bring, how long it will take, and how we are going to get there.

Jesus says that we need to look at the cost of following Him. He doesn’t want to scare people from being a Christian, but He wants you to know that it requires you to give up all you have – so that He can satisfy you completely.

Verse 30: lest after he has laid the foundation, and is not able to finish, all who see it begin to mock him, saying, ‘this man began to build and was not able to finish.’

Are we lukewarm Christians? We’ve built for ourselves a generation of Christians who are only halfheartedly following Christ. They don’t really care about what they believe and the implications it has on our lives. And what is the result? How does the world see us?

Do you know what the one word is that most non-Christians use to describe Christians?

Hypocrites.

Hypocrites!

Is that a life of godliness, of devotion to God? Have we really counted the cost of following Christ and gone through with it?

Verse 33: so likewise, whoever of you does not forsake all that he has cannot be My disciple.

He is no fool who gives up what he cannot keep – to gain what he cannot lose. (Jim Elliot)

Like I mentioned above, being godly isn’t just about not being ungodly. It’s about taking specific steps in devotion and love for Christ.

Verse 34: Salt is good, but if the salt has lost its flavor, how shall it be seasoned?

Godliness is good. Being godly is a great thing. But when we become so self-righteous and self-centered just because we’re not ungodly, Jesus says later in that verse that it is not fit for the dunghill.

Eww.

Jesus talks later in the Gospels that if we are lukewarm He will spit you out of His mouth.

Are we being lukewarm Christians? Not ungodly…but not really very godly either?

imageThe most  godly character that first comes to mind from the Narnia series is Reepicheep. Have you ever admired the devotion of that little guy? Not only has he given up his world, the pleasures of the world, and the safety of a nice little mouse hole, but he lives his life specifically using his talents and abilities to know and serve Aslan. His heart’s desire is what? To go to Aslan’s Country. To be with Aslan Himself.

But to reach that place, what does He do? He orders every aspect of His life to Aslan’s standards. Devotion. Godliness.

We worship the God who created the universe. The same God who parted the Red Sea, who provided for Elijah, who healed the blind and who raised Jesus from the dead – He is the one we strive after; and the one who gives us strength.

My challenge to you this week is to be flavored salt. Not just decent salt, but flavored salt. Never be satisfied with just not being ungodly, but strive for godliness – with all perseverance.

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/03/aslans-meditations-not-just-ungodly/

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Aslan’s Meditations: (7/11) Run With Endurance

A few weeks ago, I talked about diligence – and I contrasted it with perseverance. We saw how diligence was forming a lifestyle: taking small, daily, seemingly insignificant steps that make us who we are. Perseverance, on the other hand, was something different, and that’s what we’re going to talk about today in Part 7 of our series: Building on the Rock; from 2 Peter 1:5-8 (boy, that sounded organized and professional, didn’t it? Haha…) Previous entries are HERE.

But also for this very reason, giving all diligence, add to your faith virtue, to virtue knowledge, to knowledge self-control, to self-control perseverance, to perseverance godliness, to godliness brotherly kindness, and to brotherly kindness love. For if these things are yours and abound, you will be neither barren nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

I find it positively amazing how God has orchestrated so many details of my life to teach me the very things I’ve been writing about. Not only that, but the things He is teaching me are always specific to what I’m writing about that week. We serve an amazing God, do we not?

Oswald Chambers describes perseverance really well.

Perseverance is more than [just] endurance. It is endurance combined with absolute assurance and certainty that what we are looking for is going to happen. Perseverance means more than just hanging on, which may be only exposing our fear of letting go and falling. Perseverance is our supreme effort of refusing to believe that our hero is going to be conquered. (emphasis added)

More than endurance.

Have you ever had those types of days where you just don’t really care, and it’s all you can do to hang on, to endure the rest of the mundane, grueling things of the day before the day is over?

That feeling where you just don’t want to face life anymore.

My Mondays are like that a lot. (Mondays tend to be that way for a lot of people, I’ve found… :P ) It’s all you can do to stay awake, somewhat focused, and just stay alive through the day.

But perseverance gives more than just what is needed.

I don’t need much to get through a Monday. I can make it through without focusing on my classes, without giving my energy and participation, just to make it through the day.

But that’s less than my best, and it’s less than what God has called me to do – because when I do that, I can’t interact with people, encourage others, or learn anything God is teaching me – or my teachers, for that matter!

God calls us to persevere. Give it all you’ve got, because you’re doing it for the One who will sustain, uphold, and give you strength.

Perseverance means more than just hanging on, which may be only exposing our fear of letting go and falling.

If you’re able to, I’d like you to watch this video by Francis Chan. He’s the author of the book Crazy Love (which I highly recommend) and he illustrates this point perfectly.

Video embedding is giving me a hard time, so click HERE for the video.

Do you see what he’s saying here? We hold on to that beam, we give less than our best, just to survive, just to endure it – but how can we expect God to reward less than our best?

I personally used to be a gymnast for a long time before this crazy thing called life happened and I didn’t have time anymore. I was pretty good at it, too, while it lasted. I loved it – working hard for hours to achieve a certain skill, that satisfying *smack* when you hit the floor in a solid finish, the powdery chalk all in the air, swinging multiple feet above the ground, spinning around…*smack*

But the event I almost loathed with a passion was beam. Why? Because I was afraid of it. You’d think as a gymnast I’d have learned not to be, but I hated it. The thing is like less than 4 inches wide, and it doesn’t take more than landing an inch or so off center and *smack* – except this time it’s not a very satisfying one.

At one point, I was at a gymnastics meet, and I was absolutely in terror over a certain skill I had recently been working on – and failing at – which I had to perform at the meet. I was so worried about not falling off (you lose a lot of points if you do that) that all my form, poise, and elegance went completely out the window.

But at the end, of course, I landed, smiled at the judges, and gave a nice finish. What were my rankings? Really low.

What does this have to do with perseverance?

I was holding onto the beam, like Francis Chan was illustrating. I wouldn’t give all I was capable of because I was afraid of falling. I was just enduring it, trying to make it through the routine – instead of persevering.

One of my coaches would always say “just go for it. I wouldn’t say you could do it if I didn’t know you could.”

Do we trust Christ, when He says “go for it?” Do we trust that He has equipped us with all the skills, potential, and strength necessary to accomplish what He wants?

Oswald Chambers writes, The thing that really testifies for God and for the people of God in the long run is steady perseverance, even when the work cannot be seen by others. And the only way to live an undefeated life is to live looking to God.

See, unlike my gymnastics meet, where my coach, my friends, my family, and others were watching me – sometimes the only one watching us is God. There’s no one to encourage us, no one to tell us to press on. Sometimes we’re not even sure God is watching. But this…this becomes the ultimate test of our perseverance.

Perseverance is our supreme effort of refusing to believe that our hero is going to be conquered.

In those times, when you just want to get through the day, when it seems like no one is watching you; it is then that Christ is closest to us. It is those tiny moments that make a difference in our lives. The conscious choice to keep going.

Our hero will never be conquered.

imageHave you ever meditated on the power that the God we serve is unconquerable? Sometimes I fear I see God as just a little higher than me, but almost human. It stems from the fact that so often I see God as unreachable that I neglect to remember He is personal. But He’s also the God of the universe, Creator of all, Lord of the heavens, and He is undefeatable.

Unlike me.

Because on my own, I’ll give in to the temptation, the depression, the fears. But because my God is greater, I can rest in the confidence that He will bring me through.

Never lose heart. Never back down. We serve a God who is so much greater, bigger, and stronger than anything and everything we could ever imagine.

God is always greater than my depiction of Him.

Revelation 3:10 – because you have kept my command to persevere, I will also keep you from the hour of trial which shall come upon the whole world, to test those who dwell on the earth.

Notice that it is something God commands us to do. Persevere.

I’m often really afraid of just plugging on through. Because it’s not exactly a glamorous thing, you know? People don’t really praise you for that. They only see the end result; and they don’t see you when you’re fighting it. But it’s when you’re fighting, when you’re struggling to persevere, that makes all the difference.

imageIt reminds me of Puddleglum, in the Silver Chair.  He’s not all that glamorous of a figure, and not many people know him or care about him. He’s stuck in his ways, his outlook, but there’s something about him that keeps on pressing. He’s got this unwavering faith in Aslan that even when the signs, their circumstances, the events around them make no sense at all, when his brain is being clouded with ideas the Lady of the Green Kirtle puts in their heads, he plows through. He holds on, because even though He doesn’t feel Aslan there or see Aslan there, He knows Aslan is there.

Hebrews 12:1-2 Therefore since we are surrounded by so great a cloud of witnesses, let us lay aside every weight and the sin which so easily ensnares us, and let us run with perseverance the race that is set before us. Looking to Jesus, the author and perfecter of our faith, who for the joy that was set before Him endured the cross, despising the shame, and has sat down at the right hand of the throne of God.

I so love the last part of this verse – Jesus, the author and perfecter of our faith. Remember this post? About faith, our foundation? This passage gives us confidence that He will perfect us when we look to Him!

2 Corinthians 12:9-10 And He said to me, My grace is sufficient for you – for my strength is made perfect in weakness.”Therefore most gladly I will rather boast in my infirmities, that the power of Christ may rest upon me. Therefore I take pleasure in infirmities, in reproaches, in needs, in persecutions, in distresses, for Christ’s sake. For when I am weak, then I am strong.

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/03/aslans-meditations-run-with-endurance/

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Aslan’s Meditations: (6/11) Self-Control

Welcome to part 6 in our series from 2 Peter 1:5-8. I deeply apologize for not posting anything last week – I ended up being gone most of the weekend. Previous entries are HERE.

But also for this very reason, giving all diligence, add to your faith virtue, to virtue knowledge, to knowledge self-control, to self-control perseverance, to perseverance godliness, to godliness brotherly kindness, and to brotherly kindness love. For if these things are yours and abound, you will be neither barren nor unfruitful in the knowledge of our Lord Jesus Christ.

Today we’re going to be looking at the virtue of self-control. I find it extremely fitting that it’s right after knowledge.

I just returned from a speech and debate tournament – and these tournaments are interesting things. You work for weeks and weeks, late night after late night, to prepare for them. Gaining all this knowledge. All these skills – which are all put to the test at the culmination of the tournament.

And sometimes God blesses me with successes, and sometimes He wants me to learn from my failures.

The past two tournaments I’ve been at have neither been huge successes nor huge failures for me. I’ve won a couple awards in a few things, but I also haven’t placed as high as I’d like to in other things.

But this is where I’ve found self-control coming in. Learning to control all the knowledge and things I’ve learned – not getting cocky about what I’ve won, and not getting discouraged about what I’ve lost. It takes a ridiculous amount of balance.

The interesting thing about self-control is that word self. Meaning it’s something that you have to work for.  I’ve always had my parents around me, helping me to make decisions, guiding me. But as I’m getting older, they’re letting me do more things by myself. And I have to use discretion and care when I do things myself. Because it’s myself.

The number of things we have to use self-control in are absolutely endless – and it’s different for different people. Things like speech & debate tournaments, computer/internet time, eating chocolate, eating anything that’s good, really; reading books, spending time with friends – it can be a myriad of things.

But let’s go back at that word self. It’s something that takes discipline – because you have to do it yourself.

It’s one of those…nasty sort of things you have to discipline yourself to do. Because not very many people know about it – it’s a battle you fight yourself. The choices we make in control of the things Satan tempts us to do are not things that other people typically know about. We don’t yell “look, people! I’m fighting this temptation! And I’m winning – applaud me!”

We’d like to, though, wouldn’t we? We’d like people to know that we’re victorious, that we have self-control and can triumph over things. When we fail – well, we’d rather they not know about that.

But people don’t notice either aspect. It’s something you battle inside yourself – yet, it makes such a huge, huge impact on the way you live the rest of your life.

It may seem as if nobody knows you struggle with control in certain areas. And maybe they don’t need to know. The beautiful thing is that God knows – and the same God who raised Jesus from the dead, who healed the blind man, who created the world – is on your side.

imageIt reminds me a lot of Dark Island – where everyone was tempted in various ways. Nobody could hear what the other one heard, and no one’s battle was quite the same. Yet each of them had choices – to give into what they heard or to stand in self-control against it. And nobody but themselves knew what was going on.

But Aslan was there – in spirit – and gave them strength. And in the same way Christ will give us strength when we cry out to Him.

1 Peter 5:8-9 Be sober, be vigilant, because your adversary the devil walks about like a roaring lion, seeking whom he may devour. Resist him, steadfast in the faith, knowing that the same sufferings are experienced by your brotherhood in the world.

I also find it comforting to know that I’m not the only one who struggles with self-control. I give in. But I’m not alone. I mean – sin can be enticing sometimes; and even if it’s not blatantly sin, too much of a good thing can be a bad thing. You know, the right thing at the wrong time is the wrong thing?

But this is where we can ask others to keep us accountable. To mentor us. It may be called self-control, but God certainly doesn’t intend for us to live our lives all by ourselves.

1 Corinthians 10:13 says No temptation has overtaken you except such as is common to man; but God is faithful, who will not allow you to be tempted beyond what you are able, but with the temptation will also make the way of escape, that you may be able to bear it.

It’s comforting to know that Nothing – absolutely nothing – in this life that comes our way will be more than we can bear. But the thing is – we cannot bear any of it without Christ.

My challenge to you this week is to look at the little things that keep you from Christ.

Romans 6:21 says What fruit did you have then in the things which you are now ashamed? For the end of those things is death.

imageWhen faced with a challenge – a temptation or something you struggle with – take a step back and look at it. Ask yourself “Will I be ashamed of this later? Will I regret my reaction?” Learning to have self-control is not something that happens over night. It’s tiny – sometimes seemingly unfruitful – steps made in obedience to Christ.

God doesn’t call us to do giant things that the world will praise. He calls  us to take small steps of obedience with the little things He’s given right in front of us – to bring every thought captive to the obedience of Christ.

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/03/aslans-meditations-self-control/

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Aslan’s Meditations (5/11): Conhecer a Cristo

Autora: Hannah Dokupil

Bem vindos a parte 5 da nossa série Construindo Sobre a Rocha, baseada em 2 Pedro 1:5-8.

Para ver os artigos anteriores, clique aqui.

 

Por isso mesmo façam todo o [esforço] possível para juntar a bondade à que vocês têm. À bondade [virtude] juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus. A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor. Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo.

O artigo dessa semana é mais curto, focado na palavra conhecimento. É realmente impressionante como Deus tem trabalhado coisas diferentes na minha vida como no artigo dessa semana.

Essa semana tive a oportunidade de viajar para fora do estado para competição de discursos e debates que durou quase a semana inteira.

Discursos e competições de debates são coisas estranhas. Você passa a maior parte da semana se preparando para isso – reescrevendo casos para debates, reescrevendo (ou rascunhando, mesmo) discursos, decorando discursos, e dormindo menos que as pessoas sãs. Então você é levado para dentro da algazarra de dezenas de pessoas com terno e gravata, palestras, debates, e menos tempo para dormir do que na semana anterior.

São o tipo de coisa que te colocam em interessantes estados de humor – hiper cansada, mas absolutamente maravilhada. Mas ao final de cada torneio, estou sempre em uma espécie de reverência com o quanto Deus tem trabalhado durante a semana. Neste torneio, no entanto, eu não fiz tão bem quanto eu esperava. Eu queria colocar em debate, e eu queria ficar entre os três melhores, e eu não consegui.

Mas uma coisa que me surpreendeu grandemente foi o significado do que eu estou aprendendo.  Ou seja – o conhecimento.

Como provavelmente acontece com qualquer coisa que você estude, às vezes é difícil ver “o todo” daquilo que você está estudando. …

Não fazer tão bem quanto tinha planejado me ensinou várias coisas. Primeiro, me ensinou que eu preciso trabalhar mais. Que, se eu quero mais, preciso trabalhar mais. Mas também me ensinou o valor do que estou estudando. Porque eu estou estudando isso. Eu não estou praticando discursos e escrevendo casos para debates para ganhar uma competição. Estou fazendo isso para anunciar o evangelho.

Eu não sei como colocar em palavras o poder e a maravilha do que Deus falou comigo essa semana – que em tudo que faço, meu objetivo é um só. Pregar a Cristo. Que eu possa pregar a Cristo dando uma palestra sobre a palavra recompensa. Que eu possa pregar a Cristo enquanto debato sobre a legitimidade de um governo.

Ele deve crescer, e eu, diminuir.

Assim, o que conhecimento tem a ver com isso, e porque vem depois de virtude?

Semana passada falamos sobre virtude, e como ela se torna a máscara através da qual vemos o mundo. Mas depois aprendemos a ver o mundo através dos olhos de Deus.

1 Pedro 3:15 diz: “Tenham no coração de vocês respeito por Cristo e o tratem como Senhor. Estejam sempre prontos para responder a qualquer pessoa que pedir que expliquem a esperança que vocês têm.’”

Veja. É algo para se ver o mundo de uma certa maneira. Para orientar a sua vida de uma forma que seja agradável a Deus. Mas depois disso, Deus nos chama para uma outra etapa. Para conhecer. Para estudar sua palavra, para saber no que você acredita e porque acredita, e então, anunciar isso.

Romanos 1:16 “Eu não me envergonho do evangelho…”

Leia de novo.

Porque não me envergonho.

Para mim, isso está dizendo para mim que em todos aspectos da minha vida, eu vivo para proclamar meu Salvador.

Mas eu não posso anunciar o que eu não sei – e eu não posso colocar uma máscara para olhar o mundo através dos olhos de que eu não conheço.

É por isso que o conhecimento vem depois na lista.

2 Timóteo 2:15 “Faça todo o possível para conseguir a completa aprovação de Deus, como um trabalhador que não se envergonha do seu trabalho, mas ensina corretamente a verdade do evangelho.”

Eu cresci em um lar cristão, e eu tenho estudo a Bíblia e seus versículos desde que me lembro. E muitas vezes eu me pego pensando “sou como um bom cristão. Olhem todos esses versos que conheço. Olhe o quanto eu sei sobre Jesus”.

O que?

A Bíblia proclama uma e outra vez que Deus, o Seu conhecimento e poder é infinito, insondável e inacessível. Ele é poderoso de maneira que não posso compreender.

No entanto, ele nos chama para sermos santos. Para seguí-lo, conhecê-lo.

Esta semana o artigo foi um pouco menor que nas outras, mas espero que ele o desafie a conhecer mais a Cristo.  Olhe para as coisas que você faz na sua vida e como pode anunciar a Cristo neles.

Conhecer a Cristo e viver para Ele não é necessariamente estar nas ruas conversando com pessoas sobre Cristo (a menos que seja chamado para isso, é claro). Viver Cristo é viver o conhecimento do que Cristo fez por você.

Os personagens de Nárnia – Edmundo, Lúcia, Caspian, Eustáquio, Ripchip, etc. Já reparou como esses personagens orientaram suas vidas de acordo com o que sabiam sobre Aslan. Eles vivem dessa forma. Seus conhecimentos de Aslan caracteriza como suas vidas parecem.

Será que Cristo caracteriza o que sua vida parece?

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/02/aslans-meditations-know-christ/

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Aslan’s Meditations (4/11): A Máscara que usamos

Autora: Hannah Dokupil

 

Bem vindos à nossa quarte parte da série Construindo sobre a Rocha, de 2 Pedro 1:5-8. Para ver os artigos anteriores, clique aqui.

Por isso mesmo façam todo o [esforço] possível para juntar a bondade à que vocês têm. À bondade [virtude] juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus. A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor. Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo.

A devoção dessa semana é sobre a palavra virtude.

Estava pensando sobre isso algumas semanas atrás, e tentando decidir o que iria falar sobre ela. Quer dizer, você realmente não pode expandir mais que “virtude”, pode? Todos os outros componentes deste versículo se encaixam como “virtudes” – conhecimento, domínio-próprio, perseverança, devoção a Deus. então, porque adicionar “virtude”, se é justamente isso que as outras palavras são?

Aqui está uma rápida definição de virtude: a qualidade de fazer o que é certo e evitar o que é errado, excelência moral.

O que eu posso tirar da palavra “virtude”?  Eu acho que nesse verso, a palavra não está aplicada no sentido definido acima. Mas aqui está o que Deus tem trabalhado na minha vida na última semana, e isso pode ir contra a definição acima da palavra virtude, mas talvez Deus faça uma conexão na sua mente como fez comigo.

Virtude é, como eu disse, uma palavra bastante ampla. Mas eu acho que é exatamente por isso que vem depois da fé. Fé , como vimos, é a nossa fundação. É sobre ela que construimos. Mas a virtude está logo depois da fé. Porque? Virtude é uma espécie de parente.

Dependendo da sua visão de mundo, religião ou fé, a virtude terá um significado diferente para você. Para muitas religiões, a virtude é um trabalho piedoso do ritual sagrado, ou até mesmo a moral elevada pela qual você deve viver.

Como cristão, no entanto, a virtude é algo bom que Deus trabalha em nós que se torna uma base para a maneira como vemos o mundo. Sem fé é impossível agradar a Deus, mas Jesus também diz que você vai conhecer os cristãos pelos seus frutos. (Mateus 7:20)

Uma coisa em que meditei bastante semana passada foi sobre ídolos, as coisas que se colocam entre nós e Cristo.

Ao longo dos anos, tive vários entendimentos diferentes do que são ídolos. Quando eu era pequena, todos os ídolos eram coisas como Buda, ou o homem algre gordo que estava sentado de pernas cruzadas no chão, com velas em frente a ele em todos os restaurantes chineses que fomos.  Basicamente, era um “deus mal”, ou um “deus falso”.

Quando fiquei mais velha, aprendi que deuses são qualquer coisas que você coloca acima de Deus. Este não era um conceito difícil de entender, e na minha mente de dez anos de idade, não havia muito que eu poderia colocar acima de Deus. Deus era…apenas…isso.

Quanto mais eu amadureci e quanto mais eu aprendia sobre o mundo, mais ídolos eu encontrava competindo por minha adoração. Não eram apenas algo pelo qual se ficava obcecado. Não tem que ser algo que você colocou descaradamente na frente de Deus. De fato, os ídolos que eu encontrei na minha vida eram coisas que se tornaram inconscientemente à frente de Deus. Coisas que eu não reparei que tinham tomado o lugar de Deus – como amigos, família, e até mesmo a igreja.

Igreja? Fiquei horrorizada quando Deus mostrou isso em minha vida. Como poderia a igreja se tornar um ídolo? Mas Deus me mostrou que eu tinha colocado o “serví-lo” acima dele mesmo.

Oswald Chambers escreveu: cuidado com qualquer coisa que concorra com a sua fidelidade à Deus. O maior concorrente da verdadeira devoção a Jesus é o serviço que fazemos por ele. É mais fácil servir que entregar nossas vidas inteiramente a ele. Nós não somos enviados para fazer batalhas para Deus, mas sim para ser usados por Deus em suas batalhas. Será que estamos mais voltados para o serviço que para o próprio Deus?

Urgh. Essas são palavras incríveis…

Sexta-feira passada fui apresentada a um tipo diferente de ídolo. Ou melhor, uma outra maneira de ver os ídolos.

A mãe de um amigo meu estava lendo uma citação de um livro para mim. Eu não me lembro exatamente, mas aqui está um pouco do que consegui entender:

Coloque a mão no rosto e olhe através dos dedos. Agora vire a cabeça para ver o que está ao seu redor. Não importa o quanto você se vire, sua vista será sempre distorcida pelos seus dedos ficando no caminho.

O mesmo acontece com os ídolos. Tudo o que idolatramos se torna a máscara através da qual vemos o mundo. Aquilo que distorce nossa visão para ver as coisas de uma certa maneira.

Eu acho isso particularmente proeminente nos meus meios de comunição social / vida on line. Enquanto eu faço minhas tarefas diárias, algumas coisas que eu gosto uou acho interessante, eu imediantamento escrevo isso como um status no Facebook ou blog – porque o Facebook se tornou uma máscara através da qual eu vejo tudo.

Eu faço o mesmo com as pessoas. Às vezes eu penso em certas pessoas de quem eu gosto como se elas estivessem ao meu lado, ou imagino como reagiriam a uma determinada situação. Em vez de ver uma situação através dos olhos de Deus, eu passo a ver tudo através deles.

Esses são os ídolos.

imageEu estava conversando com um amigo algumas noites atrás, e surgiu o tema de querer que seja seja real para nós.  Querendo ouvir de Deus, para ouvi-lo falar conosco e nos mostrar sua vontade. Mas o que me impressionou foi … se eu tenho todas essas máscaras pelas quais vejo o mundo, como posso ouvir claramente o chamado de Deus? Ele não pode falar comigo quando estou filtrando tudo através das visões distorcidas que possuo. Uma vez ele disse que é preciso ver o mundo através de lentes cor-de-deus.

E é por isso que a virtude é depois da fé.

Fé é um salto enorme, mas depois que você pulou, é muito fácil voltar para trás, para se ter dúvidas. É por isso que a virtude é a próxima da lista.

Mike Donehey, o vocalista da Tenth Avenue North ( quem citarei uma vez ou outra nessa série), diz que seu verso favorito é Salmo 34:8 “Procure descobrir, por você mesmo, como Deus é bom.” Porque se você não fizer isso, nenhuma outra coisa fará sentido.

E no começo eu pensei que era um pouco estranho. Quer dizer, não há realmente versículos importantes como João 3:16 e Romanos 5:8? Mas o que ele disse é que, se não provar e ver que o Senhor é bom, nada do resto faz sentido.  Uma de suas frases mais famosas é “Nós não podemos aprender a viver para Deus, até que aprendamos a viver por causa de Deus”.

O que me impressionou foi a forma incrível como isso se relaciona com a imagem da máscara / ídolo borrando minha visão. Porque eu não posso fazer nada para Deus até que meu ídolo – minha máscara pela qual filtro tudo – seja o próprio Deus. Eu não posso viver para Deus, até que eu aprenda a viver por causa dele. Eu não posso entender qualquer coisa que Deus tenha feito por mim até que eu possa ter um vislumbre de quão poderoso e terrível e maravilhoso Deus é. Quão bom é um Deus que nos ama a menos que Ele seja um Deus bom? Eu não adoro a graça salvadora de Deus, eu adoro o Deus que me deu a graça salvadora.

imageEdmundo, em LFG, foi o que teve a visão distorcida pela Feiticeira Branca. É tão fácil perceber que Edmundo estava indo para o caminho do mal. Mas para Edmundo, não era bem assim. Ele tinha acabado de conhecer uma bonita rainha que lhe dava sua comida favorita, que o aquecia, e fez com que ele se sentisse bem consigo mesmo. E, é claro, dá pra ver claramente isso traduzido na forma como ele tratava seus irmãos. Ele estava ácido com Lúcia quando voltaram de Nárnia, e ainda traiu seus irmãos depois que retornaram para lá. 

imagePedro e Susana também tiveram visões de mundo e ideias que foram frustradas – frustrados por suas supostas ideias de realidade, do que foi possível e real.

Não foi até que todos entraram em Nárnia e começaram sua jornada à procura de Aslan, olhando para aquele cuja visão do mundo era verdade, que eles viram a luz.

E assim é a virtude. É uma qualidade ampla, mas que é tão importante por ser através dela que vemos o mundo. Nossas virtudes devem ser moldada por uma e apenas uma pessoa – que é Jesus Cristo. Meu desafio para você essa semana é olhar para a sua vida. Através de que coisas você vê o mundo. Facebook? Música? Entes queridos? Nárnia, mesmo? Somos chamados a colocar essas coisas para a morte.

 

Que tipo de máscara você usa?

 

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/02/aslans-meditations-the-mask-we-wear/

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Aslan’s Meditation (3/11)–Fácil falar, difícil fazer

Bem vindo a terceira parte da nossa série – que agora tem um nome: Construindo sobre a Rocha. Estamos examinando cada uma das virtudes listadas em 2 Pedro 1:5-8 , acrescentando cada um e considerando o que eles significam. Veja aqui as outras partes.

 

Por isso mesmo façam todo o [esforço] possível para juntar a bondade à fé que vocês têm. À bondade juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus. A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor. Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo.

No artigo anterior falamos sobre fé: como ela é o fundamento de tudo em que acreditamos, essencial antes de acrescentarmos qualquer outra virtude à lista. Neste artigo, vamos voltar ao verso, com este fundamento em mente, à palavra esforço.

Não vimos ainda todas as virtudes listadas que Pedro diz que devemos adicionar à fé. Mas antes de começar, temos que ter a mentalidade do esforço. Não será uma jornada fácil e sem dor. e Pedro quer quer você saiba que deve se preparar.

Eu pessoalmente acho que esforço é uma coisa realmente difícil de dominar. É fácil e falar e difícil de fazer.  Às vezes é mais fácil perserverar nos momentos mais desagradáveis, emocionais, traumáticos da vida do que nas atividades mais banais e tediosas do trabalho e da escola. Quero dizer, na verdade, ser diligente?

Essa é a definição de esforço(sinônimo de diligência): dar o grau de cuidado necessário para uma dada situação.

E perseverança: persistente determinação.

A diferença entre essas duas palavras está nas palavras  cuidado e determinação.

Acho que uma das coisas mais difíceis para mim é fazer as coisas de forma consistente. Eu deveria fazer um dever de casa todos os dias, em vez de tentar fazer todas no domingo à noite. Eu posso estar perseverando quanto a completar tudo no sábado à noite, mas não estarei sendo muito esforçado, não é?

Esforçar é difícil porque é algo que precisa ser feito diariamente. Geralmente exige tarefas banais que não são realmente concluídas depois de concluí-las. Como lavar a louça, limpar a casa, completando atribuições. Sempre há outra coisa para fazer quando você termina algum. Mas enquanto trabalha duramente nisso tudo, você não percebe que há algo maior no trabalho.

Você quase nunca vai ver os resultados imediatos dos seus esforços. Mas é engraçado – as coisas mais importantes das nossas vidas, aquilo que nos molda, transforma – são coisas que fizemos durante anos. As coisas que lentamente, ao longo do tempo, construíram uma base sólida.

Pedro diz para fazer todo o esforço possível, porque nenhuma dessas qualidades vão acontecer sem nossa entrega à Cristo.

Diariamente.

Isso é tão difícil para mim. Eu penso sobre isso, e isso realmente não deveria ser tão difícil, certo? Quer dizer, eu como diariamente, durmo diariamente, bebo água diariamente. Tudo isso são coisas que eu preciso.

Uma coisa que Deus me fez pensar outro dia foi que eu como três vezes ao dia porque preciso. Eu falo com Deus porque eu preciso dele?

Eu fui condenado porque eu tinha que dizer “não.” Quero dizer, eu rezo antes de cada refeição, com certeza.  Mas eu realmente tiro tempo, cada dia, para passar com quem me sustenta? Cada respirar depende dele.

  Esforço é dar passos diários para fazer uma mudança.

Se você olhar para o último versículo desta passagem – se essas coisas são suas e são muitas – você não será improdutivo no conhecimento de Jesus.

Uau. Como seria se minha vda não fosse improdutiva? Se essas qualidades e virtudes não só fossem minhas, mas fossem abundantes?

Mas não é algo que, de uma hora para outra, você adquiri essas qualidades. É por isso que Pedro diz para fazer todo o esforço.

Ele nã diz para fazer esforço, mas sim, TODO o esforço necessário.

Você já parou para pensar no poder da palavra “todo”? Nós empregamos muito esses dias. “Ele comeu todo o sorvete”. “Você está ocupando todo o espaço à esquerda”. “Você não está me ajudando em tudo”.

Mas “todo” significa mais do que isso. Significa tudo. É abrangente.

Deus não nos chama para darmos parte de nós a ele. Ele nos chama para darmos tudo.  Isso me faz lembrar de uma música chamada “You Are”. O refrão é mais ou menos assim:

Eu te dou tudo de mim
para tudo que você é
Aqui estou
Separe-me

Nós permitimos que Deus trabalhe em nossas vidas completamente?  Nos entregamos por completo, mesmo nas tarefas mais banais? Nós não podemos ver o grande quadro enquanto estamos bem no meio dele – mas é através do esforço e da paciência que um dia vamos ver o resultado final. E o animador é que Cristo está conosco por todo o caminho. Ele nos dará a força necessária para nos entregarmos completamente a Ele.

Estava tentando descobrir como tudo isso se aplica a Nárnia. Pensei em vários personagens antes de pensar na obra como um todo.

Cada um dos pensonagens viveram experiências diferentes, diferentes tentações, e aprenderam coisas diferentes – não apenas em Peregrino da Alvorada, mas em todos os livros. E quando você está lendo cada livro, você tem uma imagem de como Nárnia é.

A Nárnia que você lê em Sobrinho do Mago é diferente da que você lê em A Viagem do Peregrino da Alvorada. No entanto, quando você termina de ler os sete livros, surge uma história que não vemos quando estamos lendo – cada história se torna uma parte do que as Crônicas são.

Você já chegou a algum ponto nos livros (qualquer livro) que é super super chato, não faz sentido algum, é apenas o diálogo entre duas pessoas, mas mesmo assim, é essencial para o coração da história?

Eu me lembro de ser muito pequena e estar lendo O Cavalo e Seu Menino, sem absorver nenhuma palavra do encontro entre o  Tisroc  e Rabadash na sala onde Aravis e Lasaralina estavam escondidas. É uma parte muito importante para mim agora, mas como uma criança de 8 anos, eu tive que fazer esforço para terminar aquele capítulo – e então passou a fazer mais sentido.

Meu desafio para você essa semana é buscar a Cristo de forma diligente e diária. Tente pegar algo que você vai fazer todos os dias, e faça com persistência. Leia sua Bíbia todos os dias, fale com Deus, ou fique off no facebook. Qualquer coisa que Deus te convença. Um mês atrás, eu fiz o compromisso de ler minha Bíblia por pelo menos cinco minutos todos os dias pelo resto da minha vida. É mais ou menos na monotonia, fase de rotina, e às vezes faço só por fazer. Mas eu vejo Deus agindo enquanto eu leio. Cada vez mais acho que é um hábito, algo que eu espero, e Deus tem me ensinado muitas coisas.

Esforço. è fácil dizer, difícil fazer, mas os resultados são enormes.  Entregue-se a Cristo, tudo o que você é, todo dia. Você nunca, jamais vai se arrepender.

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/01/aslans-meditations-easy-to-say-harder-to-do/

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Aslan’s Meditation (2/11): Rocha Sólida

Autora: Hannah Dokupil

Textos Bíblicos conforme Nova Tradução na Linguagem de Hoje

 

Esta é a segunda parte, de onze, da nossa série sobre 2 Pedro 1:5-8.

Por isso mesmo façam todo o [esforço] possível para juntar a bondade à fé que vocês têm. À bondade juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus. A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor. Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Nesta parte, vamos olhar para a primeira qualidade listada: a fé.

Há uma razão para a fé estar em primeiro lugar na lista. Em Hebreus diz que sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor. Hebreus 11:6.

Isso é muito poderoso. Esse versículo diz que sem fé é impossível agradar a Deus. IMPOSSÍVEL.

Fé é a nossa fundação, é o que permanece verdadeiro, quando nada mais é. Você pode olhar para todas as outras qualidades listadas – a bondade, o conhecimento, o domínio próprio, a perseverança, a devoção a Deus – todas são grandes qualidades, mas você não pode reter nenhuma delas.

Fé… fé é fácil quando você sente. É fácil ter fé em Deus quando você o vê agindo. Mas o que não é tão fácil é ter fé quando você não a sente – mesmo sendo o centro da fé – acreditar, mesmo quando você não vê.

Eu já passei por momento na minha vida quando não senti Deus. Eu não o vejo agindo e não sinto que esteja adorando, e não importa o que eu faça, é como se eu estive fazendo sozinha.

De fato, a semana passada esteve provavelmente na lista das semanas mais “pela fé” que eu experimentei.

Lembro de uma frase de Elizabeth Elliot que diz: “Fé nao é um sentimento. É uma ação, uma escolha voluntária.”

Só porque eu não sinto Deus, não quer dizer que ele não esteja comigo. Mas ele está,  e é por isso que eu coloquei minha fé nele, dizendo: “Deus, eu não sinto sua presença agora, mas eu te vi agindo no passado, e eu sei que você está comigo.”

Um sermão na minha igreja foi particularmente inpactante, e eu nunca esqueci. A premissa era “não se esqueça, na escuridão, que você viu a luz”.

Quando a sua fé é abalada, quando você não pode ver, a coisa mais importante é se lembrar como Deus falou com você na luz. Nunca, jamais esqueça uma circunstância em que você viu Deus.

Mesmo em Hebreus 11:1, por definição, a fé é a “certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver.”

Esperança é uma palavra maravilhosa, não acha? É uma palavra cheia de… bem, esperança. É incrível o que a pesperctiva de esperança fará até mesmo com a mais terrível das circunstâncias, e este verso diz que a fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos.

Mas, o que é esperança, mesmo?

Romanos 8:25 diz: “Pois foi por meio da esperança que fomos salvos. Mas, se já estamos vendo aquilo que esperamos, então isso não é mais uma esperança. Pois quem é que fica esperando por alguma coisa que está vendo? Porém, se estamos esperando alguma coisa que ainda não podemos ver, então esperamos com paciência.”

Uau! Isso é poderoso – para mim, é um lembrete constante de esperar com alegria em Cristo, quando eu não entendo, por causa da esperança que eu tenho em meu Senhor e Salvador.

Essa é a nossa fundação, o alicerce para tudo em nossa vida cristã.

Lúcia sempre foi uma das minhas personagens favoritas na série de Nárnia, por várias razões – uma delas é a fé. De todos os Pevensie, Lúcia é a que mantém uma fé inabalável em Aslan, de que ele é Todo-Poderoso e que virá sempre.

À medida que crescemos, a fé se torna cada vez mais difícil – porque quanto mais aprendemos sobre o mundo, mais ele tenta nos distrair de Cristo. Eu vejo isso acontecendo com a Lúcia, a mais notável nos filmes.

Em LFG, é fácil para Lúcia ter fé em Aslan. Ele é grande, forte, poderoso, e ela está vivendo em uma espécie de mundo de sonho. Nárnia foi uma nova descoberta,  ela era uma pequena criança, e esse foi apenas o começo de suas aventuras lá. Eu vejo muita da minha infância na Lúcia de LFG. Despreocupada, feliz, mas forte, fiel – que caracteriza muito da infância de crianças que cresceram na proteção de lares cristãos. Sem saber muito sobre o mundo, mas vivendo a fé simples, infantil.

Em Príncipe Caspian, ela está um pouco mais velha. E embora ela não tenha dúvidas sobre Aslan e sua fé não vacile, ela está relutante em abandonar os outros e seguir Aslan. Ela acredita que ele está lá, mas estava com muito medo de segui-lo sozinha. Eu vejo isso em mim mesma quando eu estava no ensino médio: tentando me ajustar, mas ainda tentando agarrar minha fé e aquilo em que acredito. Conhecendo um pouco mais do mundo, e de repetente, hesitante ou não, você quer que o mundo saiba sobre sua fé.

E finalmente, em Peregrino da Alvorada, vemos Lúcia tendo oportunidade de colocar em prática aquilo em que ela depositou sua fé. Ela tentou duramente com as tentações para se tornar bonita, ainda acreditando em Aslan com toda sua força, mas lutando para equilibrar sua crença com como exatamente deve viver as etapas de sua vida.

Que tipo de fé somos chamados a ter?

Mateus 10:16 diz: “Escutem! Eu estou mandando vocês como ovelhas para o meio de lobos. Sejam espertos como as cobras e sem maldade como as pombas.”

Somos chamados a ter uma fé simples, infantil, mas com a sabedoria de quem é mais velho e mais sábio.

Mas nós não podemos passar todo esse texto falando sobre fé sem falar sobre o objeto de nossa fé. Até agora falamos sobre ter fé em Jesus Cristo – mas eu acho beleza no fato de que nossa fé é somente em Jesus Cristo.

Cristo é nosso rei. É neste Rei que colocamos nossa fé. É dele que nossa esperança vem. Não é apenas um pensamento mesquinho, ideia, ou algo que uma vez ouvimos falar. O Deus do universo, o criador de tudo, te abraça com ternura na palma de Sua mão – é o único em quem depositamos essa confiança.

O meu desejo para você essa semana é que você dê aquele salto de fé. Mantenha as preciosas verdades que você sabe, que você viu na luz. Nós acreditamos em um Salvador que é muito mais bonito, poderoso e amoroso que qualquer coisa neste mundo. Ele é o objeto de nossa fé, a certeza da nossa esperança, aquele em quem podemos confiar totalmente, em cada aspecto de nosso vida.

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/01/aslans-meditations-solid-rock/

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Aslan’s Meditations – Apresentação

Autora: Hannah Dokupil

Textos Bíblicos conforme Nova Tradução na Linguagem de Hoje

 

 

Esta é a primeira de uma série de onze meditações na passagem de 2 Pedro 1:5-8, onde se lê:

Por isso mesmo façam todo o [esforço] possível para juntar a bondade à fé que vocês têm. À bondade juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus. A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor. Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo.

Para começar, vamos olhar para o verso como um todo. Durante as próximas 11 semanas, vamos analisar cada valor (esforço, fé, bondade, conhecimento, etc) e olhar para cada um, individualmente, como ele se aplica ao anterior, e o que significa para nós, pessoalmente.

Serão artigos menores que o normal, mais isso significa que podemos publicar toda semana. Eu (Hannah/Tru) conduzirei esta série. Se funcionar, continuaremos – se não, concluiremos a série e tentaremos outra. Obrigado pela paciência.

Para mim, este versículo sempre foi uma longa lista de coisas para fazer. Depois de adicionar a bondade, adicionamos o conhecimento. Depois que fizermos isso, você precisa começar a trabalhar o domínio próprio. E depois disso, a perseverança … e assim por diante, e se você fizer todas essas coisas, você estará preparado para a vida.

Não sei quanto a vocês, mas eu não acho que isso esteja certo.

Porque, veja, o texto começa com as palavras “por isso mesmo” . Portanto, a pergunta natural é … Por isso o que? Porque estamos fazendo tudo isso? Vamos voltar um pouco, e olhar este versículo no contexto. O livro de 2 Pedro começa assim:

“…escrevo esta carta a vocês que, por causa da bondade do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, receberam uma fé tão preciosa como a nossa. Que a graça e a paz estejam com vocês e aumentem cada vez mais, por meio do conhecimento que vocês têm de Deus e de Jesus, o nosso Senhor! O poder de Deus nos tem dado tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomar parte na sua própria glória e bondade. Desse modo ele nos tem dado os maravilhosos e preciosos dons que prometeu. Ele fez isso para que, por meio desses dons, nós escapássemos da imoralidade que os maus desejos trouxeram a este mundo e pudéssemos tomar parte na sua natureza divina.”

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Para mim, o texto está falando sobre como, à luz da Graça de Deus, vivemos vidas caracterizadas pela fé, bondade, conhecimento, etc. Algo sobre o qual estive pensando muito ultimamente é sobre viver à luz da graça de Deus pela fé. É fácil ter fé quando se está entusiasmado com alguma coisa, quando você se torna cristão, quando você está em alta espiritual e vivendo para Cristo … mas a fé se torna uma coisa totalmente diferente quando você está perdido, confuso, e sem saber o que Deus está fazendo em sua vida. Mesmo assim prosseguimos porque, pelo poder divino de Deus, recebemos tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomar parte na sua própria glória e bondade, porque ele nos tem dado os maravilhosos e preciosos dons que prometeu.

Certa vez ouvi um ditado que diz: “não se esqueça, na escuridão, que você viu a luz” – e acho que esse versículo se aplica a isso. Por causa da maravilhosa graça, amor e promessas que o Pai Celestial nos concedeu, é assim, que vivemos.

Edmundo, após ser salvo por Aslan, sempre encontrou tentações da Feiticeira Branca – tanto em Príncipe Caspian, quanto em A Viagem do Peregrino da Alvorada. Mas em cada um, notamos que a maneira como ele lida com essas tentações é sempre à luz do que Aslan fez por ele. Ele lembra e aprende com seus erros e com o que Aslan lhe ensinou.

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Nós muitas vezes pensamos (ou pelo menos, eu me pego pensando) que nós somos salvos pela graça e então nós temos que fazer nossos caminhos com boas obras para o resto da vida! Pelo contrário – somos salvos pela graça e vivemos diariamente pela graça, e é por essa razão que nós adicionamos à nossa fé muitas coisas – mas essas coisas nós só podemos obter através da fé em Cristo.

Espero que vocês se juntem a mim nesta jornada.

Fonte: http://www.aslanscountry.com/2011/01/aslans-meditations-add-all-that/

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O fim do mundo–VPA

Ripchip era a única pessoa a bordo, além de Lúcia, Edmundo e Drinian, que notara o Povo do Mar. Mergulhou mal vira o rei agitar o tridente, pois lhe parecera uma espécie de ameaça ou desafio, e quisera tirar o caso a limpo. Com a excitação de descobrir que a água não era salgada, esquecera-se do que ia fazer e, antes de lembrar-se do Povo do Mar, Drinian e Lúcia tinham pedido a ele que não contasse nada do que vira.

Navegaram a manhã toda em águas baixas, com o fundo do mar coberto de capim. Perto do meio-dia, Lúcia viu um grande cardume volteando por entre a erva. Comiam com vontade e moviam-se na mesma direção. “Como um rebanho de ovelhas”, pensou Lúcia. De repente viu, entre os peixes, uma donzela do mar, mais ou menos da sua idade, calma e solitária, com uma espécie de cajado na mão. Lúcia teve a certeza de que era uma pastora – uma pastora de peixes – e que o cardume era um rebanho pastando. Estavam perto da superfície. No instante em que a menina se elevava na água pouco funda, Lúcia inclinou-se na beira do navio. A menina olhou para cima e fixou atentamente o rosto de Lúcia. A pastora mergulhou depois e Lúcia nunca mais a viu. Não parecia assustada, nem zangada, como os outros habitantes do mar. Lúcia simpatizara com ela, e a simpatia parecera recíproca. Tinham ficado amigas num minuto. Seria difícil um novo encontro, mas se isto acontecesse correriam uma para outra de braços abertos.

O Peregrino ia sendo levado para o Oriente por um mar sem ondas, sem sombra de vento ou de espuma na quilha. A luz era cada vez mais brilhante. Ninguém dormia ou comia, mas tiravam do mar baldes de água brilhante, mais forte do que o vinho e mais úmida e líquida do que a água comum, bebendo-a em grandes goles, em silêncio.

Dois marinheiros, que começaram a viagem já com certa idade, iam ficando cada vez mais novos. Todos a bordo estavam muito alegres e animados, mas uma animação silenciosa. Falavam às vezes, mas apenas por murmúrios. Apossara-se deles a placidez daquele mar derradeiro.

Um dia Caspian perguntou a Drinian:

– O que está vendo aí em frente?

– Tudo branco.

– É também o que vejo. Não faço idéia do que seja.

– Se estivéssemos numa latitude alta, diria que era gelo. Mas aqui não pode ser. Em todo o caso, acho melhor pôr os homens ao remo e agüentar o barco contra a corrente. Não podemos ir contra aquilo com esta velocidade.

Começaram a navegar lentamente. A brancura não desvendou seu mistério quando se aproximaram. Se era uma terra, devia ser uma terra muito estranha, pois parecia tão macia quanto a água e no mesmo nível desta.

Perto, Drinian virou o navio para o sul, de modo que ficasse com ele atravessado na corrente, e remou um pouco ao longo da orla branca de espuma. Descobriram que a corrente tinha apenas uns vinte metros de largura e que o resto do mar estava tão calmo quanto um lago. A tripulação alegrou-se imensamente com isso, pois todos pensavam que seria bem difícil a viagem de regresso ao país de Ramandu, remando contra a corrente durante o caminho todo.

Isso explicava por que a pastora desaparecera tão rapidamente. Não estava na corrente; se estivesse, teria se deslocado para leste com a mesma velocidade do navio. Mas ninguém conseguira ainda compreender o que era a coisa branca. Baixaram o bote e resolveram investigar. Os que ficaram a bordo do Peregrino viram o bote cortar pelo meio da brancura e ouviram as vozes dos tripulantes na água em calmaria. Houve uma pausa, enquanto Rinelfo, na proa do bote, lançava o prumo. Depois regressaram.

Apinharam-se todos na amurada, curiosos:

– São lírios! – gritou Rinelfo. – Como num tanque de jardim.

Lúcia ergueu os braços úmidos, cheios de pétalas brancas e de largas folhas espalmadas.

– Qual é a profundidade, Rinelfo? – perguntou Drinian.

– Aí é que está, capitão. Ainda é muito fundo.

– Não podem ser lírios, pelo menos não aquilo que chamamos de lírios – resmungou Eustáquio.

Provavelmente não eram, mas pareciam. Conferenciaram e lançaram o Peregrino na corrente, começando a deslizar para leste, pelo Lago dos Lírios ou Mar de Prata, e aí começou a parte mais estranha da viagem. O oceano largo que haviam deixado nada mais era do que uma estreita fita azul perdendo-se no horizonte.

O mar parecia o Ártico e, se os olhos não tivessem se tornado tão agudos como os das águias, seria impossível suportar a visão daquela brancura, especialmente de manhã cedo. E a brancura, às tardes, fazia durar mais a luz do dia. Os lírios pareciam não ter fim. Dias e dias, elevava-se daquelas léguas de flores um odor que Lúcia achava quase impossível descrever: doce, sim, mas não estonteante, nem extremamente perfumado, um odor fresco, selvagem, solitário. Parecia entrar no cérebro e dar a sensação de que se pode galgar montanhas ou brigar com elefantes. Dizia:

– Sinto que não posso mais agüentar isso e, no entanto, não quero que acabe.

Fizeram muitas sondagens, mas só alguns dias mais tarde a água se tornou menos funda. A profundidade foi então diminuindo. Até que um dia tiveram de sair da corrente e avançar a passo de caracol para sondarem o caminho por onde seguiam. Tornou-se claro que o Peregrino não podia navegar mais para o Oriente, e só devido a manobras hábeis conseguiram evitar que encalhasse.

– Desçam o bote – gritou Caspian. – Depois chamem os homens cá para cima.

– Que vai fazer? – perguntou Eustáquio a Edmundo em voz baixa. – Ele está com uma expressão esquisita.

– Acho que estamos todos com a mesma expressão – respondeu Edmundo.

Juntaram-se a Caspian na popa, e toda a tripulação reuniu-se na base da escada para ouvir a palavra do rei.

– Amigos – disse Caspian. – Chegamos ao fim da nossa missão. Encontramos os sete fidalgos e, como Sir Ripchip jurou não voltar, sem dúvida que acharão acordados os fidalgos da ilha de Ramandu. Entrego-lhe, lorde Drinian, este navio, com a recomendação de navegarem com a maior velocidade possível para Nárnia e de não pararem na Ilha da Água da Morte. Recomende a Trumpkin, meu regente, que dê a todos os meus companheiros de viagem as recompensas que lhes prometi. São bem merecidas. Se eu nunca mais voltar, é meu desejo que o regente, o Mestre Cornelius, Caça-trufas, o Texugo, e o lorde Drinian escolham um rei para Nárnia.

– Senhor – interrompeu Drinian –, vai abdicar?

– Vou com Ripchip ver o Fim do Mundo.

Um murmúrio abafado de desagrado brotou entre os marinheiros.

– Levaremos o bote – disse Caspian. – Não precisam dele nestes mares tão calmos e podem fazer outro na terra de Ramandu.

– Caspian – disse Edmundo, rápida e gravemente –, não pode fazer isso!

– Não pode, senhor, não pode! – confirmou Drinian.

– Não posso? – disse Caspian, com dureza, parecendo por um instante seu tio Miraz.

– Perdão, Majestade – disse Rinelfo, lá embaixo no convés –, mas se algum de nós fizesse o mesmo isto se chamaria desertar.

– Você está abusando demais dos seus grandes serviços, Rinelfo – disse Caspian.

– Senhor, ele tem razão – disse Drinian.

– Pela juba de Aslam! Achava que eram todos meus súditos e não meus chefes!

– Não sou seu súdito – falou Edmundo. – E também sou de opinião de que não pode fazer isso.

– Outra vez não pode! – exclamou Caspian. – Afinal, o que querem dizer com não pode?

– Se me permite, Majestade – interveio Ripchip, curvando-se numa profunda reverência –, queremos dizer que não fará. Não pode lançar-se em aventuras como qualquer um. Se Vossa Majestade não nos atender, os homens mais fiéis ver-se-ão obrigados a desarmá-lo e prendê-lo, até que recobre o bom senso.

– De acordo – disse Edmundo. – Como Ulisses quando quis chegar perto das sereias.

A mão de Caspian já segurava a espada quando Lúcia disse:

– Prometeu à filha de Ramandu que voltaria… Caspian deteve-se. Depois gritou para todo o navio:

– Ganharam! A questão está encerrada. Voltaremos todos. Puxem outra vez o bote.

– Senhor – disse Ripchip –, não voltaremos todos. Como já expliquei antes…

– Silêncio! – trovejou Caspian. -Já recebi minhas lições. Não há ninguém que faça calar esse rato?

– Vossa Majestade prometeu ser um bom rei para todos os Animais Falantes de Nárnia – disse Ripchip.

– Para os Animais Falantes, sim. Não para os animais que falam o tempo todo.

Precipitou-se pela escada enraivecido, batendo com a porta do camarote. Mais tarde, deram com ele completamente mudado. Estava pálido e tinha lágrimas nos olhos.

– Não valeu a pena ter-me irritado tanto. Aslam falou comigo. Não quero dizer que esteve aqui, nem caberia no meu camarote. Mas aquela cabeça de leão ali na parede tomou vida e falou comigo. Foi terrível com aqueles olhos. Não estava muito zangado, apenas a princípio um pouco severo. Foi horrível de qualquer modo. Disse… Oh! Não podia ter dito coisa que doesse mais! Vocês vão continuar: Rip, Edmundo, Lúcia, Eustáquio. Tenho de voltar, sozinho. Haverá coisa pior do que isso?

– Meu bom Caspian – disse Lúcia –, você sabia que mais cedo ou mais tarde teríamos de voltar para o nosso mundo…

– Mas nunca pensei que fosse tão cedo – suspirou Caspian.

– Vai sentir-se melhor quando estiver na terra de Ramandu – disse a garota.

Caspian animou-se um pouco mais, porém a separação era dura para ambas as partes e não insisto em descrevê-la.

Cerca de duas horas mais tarde, bem aprovisionados (apesar de acharem que não precisariam comer ou beber), e levando a bordo o bote de Ripchip, o bote maior afastou-se do Peregrino pelo tapete de lírios.

O Peregrino desfraldou todas as suas bandeiras e dependurou todos os escudos, em honra à partida dos amigos. Antes de perdê-lo de vista, viram-no voltar-se e dirigir-se lentamente para o Ocidente.

Lúcia derramou algumas lágrimas, mas não sentiu tanto quanto você pode pensar. A luz, o silêncio, o odor inebriante do Mar de Prata, a própria solidão eram muito emocionantes.

Não precisavam remar, pois a corrente os impelia continuamente. Nenhum deles comeu ou bebeu. Durante toda aquela noite e no dia seguinte foram arrastados para o Oriente. Na manhã do terceiro dia – aquela claridade seria insuportável para nós, mesmo com óculos escuros – viram a maravilha. Era como se entre eles e o céu se erguesse uma parede cinzento-esverdeada, tremente, vaporosa.

Depois nasceu o sol, e seus primeiros raios, vistos através da parede, transformaram-se num deslumbrante arco-íris. Compreenderam que a parede era de fato uma enorme onda caindo sem cessar, sempre no mesmo lugar, e produzindo a mesma sensação de quando se olha da beira de uma cachoeira. Parecia ter seiscentos metros de altura, e a corrente os fazia deslizar rapidamente na direção dela.

Fortalecidos pelas águas do Mar Derradeiro, agora podiam fitar o sol nascente e distinguir coisas além dele. A oriente, além do sol, viam uma cadeia de montanhas, tão altas que seus cumes não eram visíveis. Deviam normalmente estar cobertas de gelo, mas eram verdes e quentes, com cascatas e florestas.

De súbito soprou uma brisa, franjando de espuma o alto da onda e enrugando a quietude das águas. Durou um segundo só, mas nenhuma das crianças jamais se esqueceu. Trouxe-lhes ao mesmo tempo um aroma e um som musical. Edmundo e Eustáquio nunca mais quiseram tocar no assunto. Lúcia apenas podia articular:

– Era de cortar o coração.

– Por quê? – perguntei eu. – Era assim tão triste?

– Triste nada!

Nenhum dos que se encontravam no bote duvidava de estar vendo, além do Fim do Mundo, a terra de Aslam.

No mesmo momento, com um ruído cavo, o bote encalhou. Não havia fundura suficiente.

– Daqui em diante – falou Ripchip – continuo sozinho.

Nem sequer tentaram impedi-lo, pois sentiam que parecia estar tudo destinado de antemão ou que já acontecera anteriormente. Ajudaram-no a descer o bote pequenino. Então, puxou a espada:

– Não preciso mais dela! – E lançou-a para o mar de lírios. Ao cair, ficou virada para cima, com o punho aparecendo sobre a água. Despediu-se deles, tentando parecer triste, mas estremecia de felicidade. Lúcia, pela primeira e última vez, fez o que sempre desejou fazer: tomou Rip nos braços e o acariciou. Depois, depressa, o rato pulou para o botezinho e saiu remando, ajudado pela corrente, muito escuro entre o branco dos lírios. O bote foi andando cada vez mais rápido, até que entrou triunfalmente por uma onda. Durante um escasso segundo viram Ripchip no topo da onda, depois desapareceu. Desde então ninguém mais ouviu nada sobre Ripchip, o Rato. Acredito que tenha chegado são e salvo ao país de Aslam e que lá vive até hoje.

Quando o sol nasceu, desvaneceu-se a visão das montanhas. As crianças saíram do bote e começaram a patinhar para o sul, com a parede de água à esquerda. Não sabiam por que fizeram assim; era o destino. Apesar de a bordo do Peregrino se sentirem muito crescidos, agora tinham a sensação contrária e davam-se as mãos entre os lírios.

Nunca se sentiram tão cansados. A água estava morna e era cada vez menos funda. Por fim, caminhavam na areia e depois na relva – por uma extensa planície de relva rasteira e bela, que se estendia em todas as direções, quase no mesmo nível do Mar de Prata.

Como sempre acontece em uma planura sem árvores, parecia que o céu se juntava com a relva, lá longe. Quando avançaram mais, tiveram a estranha sensação de que, pelo menos ali, o céu descia de fato e unia-se à terra – em uma parede muito azul, muito brilhante, mas real e concreta, parecendo vidro. Depois tiveram a certeza total. Estavam agora muito perto. Entre eles e a base do céu havia algo tão branco que, até mesmo com seus olhos de águia, dificilmente poderiam fitar. Continuaram e viram que era um cordeiro.

– Venham almoçar – disse o Cordeiro na sua voz doce e meiga.

Notaram que ardia sobre a relva uma fogueira, na qual se fritava peixe. Sentaram-se e comeram, sentindo fome pela primeira vez desde muitos dias. E aquela comida era a melhor de todas as que haviam provado.

– Por favor, Cordeiro – disse Lúcia –, é este o caminho para o país de Aslam?

– Para vocês, não – respondeu o Cordeiro. – Para vocês, o caminho de Aslam está no seu próprio mundo.

– No nosso mundo também há uma entrada para o país de Aslam? – perguntou Edmundo.

– Em todos os mundos há um caminho para o meu país – falou o Cordeiro. E, enquanto ele falava, sua brancura de neve transformou-se em ouro quente, modificando-se também sua forma. E ali estava o próprio Aslam, erguendo-se acima deles e irradiando luz de sua juba.

– Aslam! – exclamou Lúcia. – Ensine para nós como poderemos entrar no seu país partindo do nosso mundo.

– Irei ensinando pouco a pouco. Não direi se é longe ou perto. Só direi que fica do lado de lá de um rio. Mas nada temam, pois sou eu o grande Construtor da Ponte. Venham. Vou abrir uma porta no céu para enviá-los ao mundo de vocês.

– Por favor, Aslam – disse Lúcia –, antes de partirmos, pode dizer-nos quando voltaremos a Nárnia? Por favor, gostaria que não demorasse…

– Minha querida – respondeu Aslam muito docemente –, você e seu irmão não voltarão mais a Nárnia.

– Aslam! – exclamaram ambos, entristecidos.

– Já são muito crescidos. Têm de chegar mais perto do próprio mundo em que vivem.

– Nosso mundo é Nárnia – soluçou Lúcia. – Como poderemos viver sem vê-lo?

– Você há de encontrar-me, querida – disse Aslam.

– Está também em nosso mundo? – perguntou Edmundo.

– Estou. Mas tenho outro nome. Têm de aprender a conhecer-me por esse nome. Foi por isso que os levei a Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor.

– E Eustáquio voltará lá? – indagou Lúcia.

– Criança! – disse Aslam. – Para que deseja saber mais? Venha, vou abrir a porta no céu.

No mesmo instante, abriu-se uma fenda na parede azul, como se uma cortina fosse rasgada, e uma luz impressionante brotou do lado de lá do céu, e sentiram a juba e um beijo de Aslam na testa. E encontraram-se no quarto dos fundos da casa da tia Alberta.

Só falta falar de duas coisas. Uma: Caspian e os seus homens chegaram a salvo à Ilha da Estrela, onde os quatro fidalgos já tinham acordado. Foram todos para Nárnia, e Caspian casou-se com a filha de Ramandu, que se tornou uma grande rainha, mãe e avó de grandes reis. Outra: de volta ao nosso mundo, toda gente começou a dizer que Eustáquio estava melhorando muito e que não parecia o mesmo rapaz. Todos gostaram disso, menos a tia Alberta. Ela achava que Eustáquio se tornara um garoto muito comum e enfadonho, talvez devido à influência dos primos.

Fim do Vol. V

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A “conversão” de Eutáquio

Olhei e vi a última coisa que esperava ver: um enorme leão avançando para mim. E era estranho porque, apesar de não haver lua, por onde o leão passava havia luar.

Foi chegando, chegando. E eu, apavorado. Você talvez pense que eu, sendo um dragão, poderia derrubar a fera com a maior facilidade. Mas não era esse tipo de medo. Não temia que me comesse, mas tinha medo dele… não sei se está entendendo o que quero dizer… Chegou pertinho de mim e me olhou nos olhos. Fechei os meus, mas não adiantou nada, porque ele me disse que o seguisse…

– Falava?

– Agora que você está me perguntando, não sei mais. Mas, de qualquer maneira, dizia coisas. E eu sabia que tinha de fazer o que me dizia, porque me levantei e o segui. Levou-me por um caminho muito comprido, para o interior das montanhas. E o halo sempre lá envolvendo-o. Finalmente chegamos ao alto de uma montanha que eu nunca vira antes, no cimo da qual havia um jardim. No meio do jardim havia uma nascente de água. Vi que era uma nascente porque a água brotava do fundo, mas era muito maior do que a maioria das nascentes – parecia uma grande piscina redonda, para a qual se descia em degraus de mármore. Nunca tinha visto água tão clara e achei que se me banhasse ali talvez passasse a dor na pata. Mas o leão me disse para tirar a roupa primeiro. Para dizer a verdade, não sei se falou em voz alta ou não. Ia responder que não tinha roupa, quando me lembrei que os dragões são, de certo modo, parecidos com as serpentes, e estas largam a pele. “Sem dúvida alguma é o que ele quer”, pensei.

Assim, comecei a esfregar-me, e as escamas começaram a cair de todos os lados. Raspei ainda mais fundo e, em vez de caírem as escamas, começou a cair a pele toda, inteirinha, como depois de uma doença ou como a casca de uma banana. Num minuto, ou dois, fiquei sem pele. Estava lá no chão, meio repugnante. Era uma sensação maravilhosa. Comecei a descer à fonte para o banho. Quando ia enfiando os pés na água, vi que estavam rugosos e cheios de escamas como antes. “Está bem”, pensei, “estou vendo que tenho outra camada debaixo da primeira e também tenho de tirá-la”. Esfreguei-me de novo no chão e mais uma vez a pele se descolou e saiu; deixei-a então ao lado da outra e desci de novo para o banho. E aí aconteceu exatamente a mesma coisa. Pensava: “Deus do céu! Quantas peles terei de despir?” Como estava louco para molhar a pata, esfreguei-me pela terceira vez e tirei uma terceira pele. Mas ao olhar-me na água vi que estava na mesma. Então o leão disse (mas não sei se falou): “Eu tiro a sua pele”. Tinha muito medo daquelas garras, mas, ao mesmo tempo, estava louco para ver-me livre daquilo. Por isso me deitei de costas e deixei que ele tirasse a minha pele. A primeira unhada que me deu foi tão funda que julguei ter me atingido o coração. E quando começou a tirar-me a pele senti a pior dor da minha vida. A única coisa que me fazia agüentar era o prazer de sentir que me tirava a pele. É como quem tira um espinho de um lugar dolorido. Dói pra valer, mas é bom ver o espinho sair.

– Estou entendendo – disse Edmundo.

– Tirou-me aquela coisa horrível, como eu achava que tinha feito das outras vezes, e lá estava ela sobre a relva, muito mais dura e escura do que as outras. E ali estava eu também, macio e delicado como um frango depenado e muito menor do que antes. Nessa altura agarrou-me – não gostei muito, pois estava todo sensível sem a pele – e atirou-me dentro da água. A princípio ardeu muito, mas em seguida foi uma delícia. Quando comecei a nadar, reparei que a dor do braço havia desaparecido completamente. Compreendi a razão. Tinha voltado a ser gente. Você vai me achar um cretino se disser o que senti quando vi os meus braços. Não são mais musculosos do que os de Caspian, eu sei que não são muito musculosos, nem se podem comparar com os de Caspian, mas morri de alegria ao vê-los. Depois de certo tempo, o leão me tirou da água e vestiu-me.

– Como?… Com as patas?

– Não me lembro muito bem. Sei lá, mas me vestiu com uma roupa nova, esta aqui. É por isso que eu digo: acho que foi um sonho.

– Não, não foi sonho, não – disse Edmundo.

– Por quê?

– Primeiro: a roupa nova serve de prova. Segundo: você deixou de ser dragão… Acho que você viu Aslam.

– Aslam! – exclamou Eustáquio. -Já ouvi falar nesse nome uma porção de vezes, desde que estou no Peregrino. Tinha a impressão – não sei por quê – de que o odiava. Mas eu odiava tudo. Aliás, quero pedir-lhe desculpas. Acho que me comportei muito mal.

– Não tem a menor importância. Cá para nós, você foi menos chato do que eu na minha primeira viagem a Nárnia. Você apenas foi um pouco boboca, mas eu banquei o traidor.

– Bem, então não se fala mais nisso. Mas… quem é Aslam? Você o conhece?

– Ele, pelo menos, me conhece. É o grande Leão, filho do Imperador de Além-mar. Salvou a mim e a Nárnia. Nós todos o vimos. Lúcia sempre o vê. Pode ser que tenhamos chegado ao país de Aslam.

Nenhum dos dois falou durante algum tempo. Desaparecera a última estrela. Não viam o sol, mas sabiam que este surgia, pois tanto o céu quanto a baía em frente se tingiam de cor-de-rosa.

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Edmundo ou Eustáquio: qual o pior erro?

Após ter sido curado por Aslam, Eustáquio se encontrou primeiramente com Edmundo e lhe contou o ocorrido. O encontro dos dois personagens foi proposital para Lewis, os dois garotos tinham histórias parecidas, tiveram suas vidas transformadas em Nárnia e era importante que naquele momento só quem realmente experimentou da redenção de Aslam poderia compreender o outro.

Eustáquio estava constrangido pelo que tinha feito anteriormente e pediu desculpas a Edmundo, mas ele lhe respondeu:

— Não tem a menor importância. Cá entre nós, você foi menos chato do que eu na minha primeira viagem a Nárnia. Você apenas foi um pouco boboca, mas eu banquei o traidor.

Estamos então diante de dois personagens de temperamento difícil, que deram trabalho aos outros e levaram um belo susto – o diálogo do traidor com o boboca. Se passaram, de certa forma, como vilões da história… MAS, o que muda tudo, é que tiveram sua história transformada.

Não podemos julgá-los de forma alguma pelos seus atos. A história deles teve começo, meio e fim. Por sorte o fim de um não foi morrer na Mesa de Pedra e o do outro não foi morrer como um dragão guardião de um tesouro.

Para Nárnia e para Aslam, não importa o que fizemos, mas o que somos hoje. Cada um precisou aprender de uma forma, alguns deram mais trabalho, outros já aprenderam facilmente, como foi com Lúcia. O importante é que Aslam está no controle, mesmo quando enfeitiçados por ilhas mágicas ou pelos nossos próprios equívocos, ele sempre nos socorre.

O pior erro não existe, existe sim o grande acerto! E depois de tudo o que passou, Eustáquio acertou muito, tenha a certeza.

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada. E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/edmundo-ou-eustaquio-qual-o-pior-erro.html

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Eustáquio: a conversão de um perseguidor

A trajetória de Eustáquio em A Viagem do Peregrino da Alvorada é muito parecida com a da figura bíblica de Paulo de Tarso. Ambos tinham o temperamento forte, perseguiam os que tinham uma fé diferente, o destino lhes deu um susto e acabaram por se tornar defensores daquilo que antes condenavam.

Paulo era um judeu culto, ligado ao grupo dos fariseus – que seguiam rigorosamente as tradições de sua religião e perseguiam um grupo novo que estava surgindo: os cristãos. Em uma dessas missões de perseguição aos cristãos, em Damasco, Jesus apareceu a ele numa luz e lhe disse: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos dos Apóstolos 9,1-22). Ele caiu do cavalo, ficou cego e precisou ficar uns dias na cidade até ser socorrido por um dos cristãos que o curou milagrosamente da cegueira. A história bíblica conta que no momento da cura saíram “escamas” de seus olhos. Depois disso, Paulo foi batizado e tornou-se um dos principais propagadores do Cristianismo, levando até o título de apóstolo (o único apóstolo que não conheceu Jesus “pessoalmente”).

Eustáquio era um pseudo-intelectual, gostava de ler livros instrutivos, mas queria mesmo era ver os animais mortos, espetados como peças de coleção. Seu prazer era perseguir os primos, principalmente porque detestava a tal “fé” que tinham em um mundo chamado Nárnia. Coitado! Acabou indo parar em Nárnia com eles e teve dias difíceis em alto-mar – até foi preso como escravo. Mesmo assim, isso não bastou para que melhorasse seu comportamento, permaneceu hostil até o fim, revoltado e fazendo questão de demonstrar seu ódio. Foi em uma das ilhas que o garoto recebeu a lição de sua vida, ao escapar de ajudar o grupo para dormir escondido, ele encontrou um tesouro, quis roubá-lo e transformou-se em um dragão. Quando se arrependeu de tudo o que fez, Aslam lhe socorreu e lhe tirou da condição de dragão, arrancando-lhe com as garras as escamas e o lavando com a água de um poço. Eustáquio mudou radicalmente de comportamento, tornou-se um verdadeiro Filho de Adão e foi herói na história de A Cadeira de Prata, mesmo não chegando a ser oficialmente um rei de Nárnia.

Essas duas histórias nos mostram o caminho de transformação para a vida de muitos – de perseguidor a defensor, de arrogante a misericordioso.  Passa-se pelo extremo do ódio, para o susto e depois a mudança.

Todos nós não nascemos perfeitos, sempre existe algo a ser melhorado – convertido. Alguns precisam passar pela dor de ter de tirar as escamas, outros já descobrem a mudança com mais facilidade e nem chegam a sofrer ou ter de “cair do cavalo”. Independente de como for o seu processo, o importante é chegar ao objetivo de melhorar a cada dia.

E que Aslam nos socorra no momento certo!

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada. E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/eustaquio-a-conversao-de-um-perseguidor.html

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Duas imagens de VPA em propaganda

O site japonês da Mitsubshi publicou duas pequenas imagens de Peregrino em uma propaganda de televisões com tecnologia 3D. Uma imagem é do Aslam e uma outra é do navio-título. Além disso, o site também postou um comercial da tal televisão 3D e algumas cenas do filme são mostradas – incluindo o Aslam saindo da tela de um jeito que dá vontade de apertá-lo e o Ripchip pirlimpinpando por toda parte.

VDT01    VDT02     aslam3d

 
Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/duas-imagens-de-vpa-em-propaganda.html
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Alerta sobre a existência de dragões fora de Nárnia

Cuidado: criaturas que cospem fogo não existem somente em Nárnia! Antes mesmo que Eustáquio tivesse se dado mal na Ilha do Dragão, o garoto já manifestava sintomas de “dragonisse”.

O malévolo primo era tão maldoso que sentia prazer em caçoar dos primos, fazia questão em irritá-los em seu período de hospedagem obrigatória em sua casa, os atacava com arrogância e palavras, em sua maioria, tão ofensivas e amargas que lhe saiam como chamas procurando algo a consumir.

Ser transformado em um dragão, para Eustáquio, não foi a grande novidade. Ao ver pelo reflexo o monstro que ele era, o maior choque foi perceber que já havia uma fera lá há mais tempo. Ele viu que sua forma de encarar a vida estava o deformando. E Aslam somente o curou depois dele passar dias na ilha reconhecendo os seus erros.

A lição de hoje: feche a boca e abra os olhos! Deixe esse fogo destruidor que sai de sua boca ser apagado. Não queime as pessoas ao seu redor com sua amargura. Se você está revoltado com algo, procure entender interiormente o que se passa antes de descontar nos outros. Aprenda a domesticar essa fera!

Sérgio Fernandes
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Curiosidade matou o gato / transformou o preguiçoso em dragão

Eustáquio quis bancar o espertinho se escondendo na ilha para descansar enquanto o restante da tripulação do Peregrino trabalhava. De esperto, saiu de bobo! Ele foi longe o suficiente para não ser visto, mas não conseguiu ficar por aquilo mesmo, a curiosidade o fez ir mais longe e se perder no meio da ilha desconhecida. Lá encontrou um dragão morrendo e depois um tesouro. Tentou pegar o que podia, mesmo sem saber se realmente era um tesouro abandonado, e caiu no sono. Quando acordou, o garoto havia sido transformado em um dragão.

“Curiosidade matou o gato” – esse ditado popular pode ser adaptado para Eustáquio como “curiosidade transformou o preguiçoso em dragão”. Não bastasse a preguiça, o garoto deixou-se corromper pela curiosidade.

Ser curioso pode ser virtude ou pecado, dependendo da situação. Na maioria das vezes faz mal a quem fica “curiando” por aí, especialmente aonde não conhece.

A lição dele precisa chegar a nós como um aviso: cuidado com o excesso de curiosidade! Nada de ficar se metendo em ambientes estranhos. A maioria dos exemplos por aí confirmam o quanto é perigoso.

Sérgio Fernandes
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Dragões em Nárnia

Em uma das ilhas de A Viagem do Peregrino da Alvorada, o garoto Eustáquio encontra-se com um dragão morrendo e descobre um tesouro, provavelmente guardado pela criatura. Ele cai no sono e acorda transformado em um dragão. Somente com a ajuda de Aslam consegue voltar ao normal. Depois da aventura, os tripulantes do Peregrino da Alvorada consideram que o outro dragão, que não se sabia o motivo de sua morte, era o Lorde Octasiano.

O dragão é uma criatura presente nas mais diversas mitologias e até existem animais de verdade bem próximos à sua descrição, por exemplo o dragão-de-komodo. São descritos como um tipo de serpente de grande porte, com asas e outros atributos. O nome é de origem grega, drákon, que deriva do verbo derkomai, que significa “olhar” — por causa de seu papel na mitologia grega de vigiar tesouros. Aparece em lendas como a do herói Cadmo, com o dragão adormecido por Medeia para que Jasão pudesse roubar o tosão de ouro, e na história de Ládom, com o dragão de cem cabeças no Jardim das Hespérides que guardava os pomos de ouro.

A figura do dragão como guardião de um tesouro também faz parte da mitologia germânica e é encontrado na lenda de Beowulf. O poema épico conta que, cinquenta anos após a coroação dele como rei, um de seus servos rouba uma taça de um tesouro guardado por um dragão e a criatura ataca o reino. Beowulf e Wiglaf conseguem vencê-la, mas o rei acaba morrendo devido à gravidade das feridas do confronto.

Tolkien, amigo de Lewis, também se inspirou em dragões e tesouros para criar a história de O Hobbit, na qual Bilbo Bolseiro parte com seus amigos para recuperar o tesouro roubado pelo dragão Smaug.
Lendas sobre tesouros amaldiçoados são contadas desde os tempos dos faraós, sobre a invasão das tumbas sagradas. Na mitologia germânica, a mais famosa é a lenda dos Nibelungos, que conta a dramática história de uma família possuidora de um tesouro e um anel amaldiçoados. Essa lenda inspirou um ciclo de óperas épicas de Richard Wagner.

Sérgio Fernandes
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Nárnia: o mundo e o país

Nárnia é o nome tanto de um mundo quanto o de um país pertencente a esse mundo.

O mundo de Nárnia é paralelo ao nosso e pode ser acessado de qualquer lugar ou momento, de maneira imprevisível. Ele tem formato plano, o céu é uma grande cúpula e é banhado por um oceano, que segue até a borda desse mundo, no País de Aslam.

Nárnia também é o nome do principal país desse mundo, seu território vai do Ermo do Lampião, onde Lúcia encontrou-se com o Sr. Tumnus (em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa), até o Palácio de Cair Paravel, na Foz do Grande Rio, onde foram coroados como reis os irmãos Pevensie.

Ao norte de Nárnia, do outro lado do Rio Ruidoso, existe uma região habitada por gigantes. Antes havia uma cidade, mas foi destruída, permanecendo apenas o Castelo de Harfang. Ao sul de Nárnia está localizada a Arquelândia, um país irmão cujos habitantes são descendentes do primeiro rei de Nárnia, o Rei Franco. Logo abaixo, separada por um imenso deserto, fica a Calormânia. Sua capital, Tashbaan, é instalada em uma ilha no litoral. A população deste país possui características próximas aos povos árabes. Existe também, abaixo de Nárnia, um grupo de cavernas que compõem o Reino Profundo e, mais abaixo, um país chamado Bismo.

No oceano do mundo de Nárnia existem diversas ilhas que foram descobertas por Caspian X na viagem com o navio Peregrino da Alvorada. Ao chegar ao extremo, a água do mar torna-se doce e depois um tapete de lírios, até chegar ao País de Aslam, que é uma referência ao Céu — destino final do homem, segundo a fé de Lewis.

(Trecho do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada)

Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/narnia-o-mundo-e-o-pais.html

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Novo trailer de A Viagem do Peregrino da Alvorada

Fonte: http://www.mundonarnia.com/portal/veja-agora-o-novo-trailer.html

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Novo pôster de A Viagem do Peregrino da Alvorada

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O diário de Eustáquio

Falar pelos cotovelos é algo comum de quem ainda não aprendeu com a vida a importância de se pensar antes de falar. Quem ainda não cresceu, confunde liberdade com libertinagem. Faz e fala o que lhe dá na telha e só depois descobre que ao seu redor acabam sobrando apenas cacos.

Eustáquio estava muito incomodado em estar preso a uma aventura que não havia se oferecido para estar. Odiava todo aquele papo de Nárnia e foi justamente acabar lá, com os “chatos” dos primos e um monte de gente estranha. Ele então encontrou na escrita de um diário um estopim para dizer tudo o que pensava, detestava e o quanto se sentia superior àquelas pessoas. Era uma forma de liberar todas as tensões e frustrações.

C. S. Lewis ocupou quase todo o quinto capítulo do livro A Viagem do Peregrino da Alvorada para nos deixar enraivecidos com esse personagem e preparados para compreender melhor a lição que viria no próximo capítulo.

No tempo de Eustáquio era comum se escrever um diário e era algo extremamente íntimo, ninguém teria acesso a informações tão particulares. Lewis optou por quebrar a privacidade de Eustáquio para nos mostrar o que acontecia em seu interior: o quanto ele estava amargurado pelo ódio e egoísmo.

É muito comum pessoas com esse perfil, QUE ODEIAM MUITO, encontrar algo em que descarregar o seu ódio. Um diário, sem a eficácia que teria um terapeuta, acaba se tornando uma maneira da pessoa afirmar para si mesma que ela está certa. Se fosse um diálogo com outra pessoa, essa poderia em algum momento interferir apontando coisas que a outra não vê.

E antes fosse se os diários permanecessem ocultos e voltados apenas para o “auto-engano” de seus autores, como no tempo de Eustáquio…

Eustáquio estava escrevendo bastante e não tinha a noção de que logo logo teria a sua lição. Espero que a lição desses diários abertos não seja dolorosa ou que parem antes de provocar mais dores em pessoas inocentes. Sei que o mínimo em lição que essa pessoa poderá ter é um dia se lembrar das besteiras que escreveu e se arrepender de ter sido tão infantil e egoísta.

Sérgio Fernandes
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A esposa de C. S. Lewis

O amor tem sempre o momento certo para acontecer do jeito certo. C. S. Lewis foi muito paciente com a expectativa que qualquer pessoa tem quanto a encontrar o amor de sua vida.

Ele era muito dedicado às atividades como professor e ocupou parte de sua vida (32 anos) cuidando da senhora Moore. Não teve filhos de sangue, mas gerou uma multidão de “filhos” – seguidores da mensagem de suas obras. E não ficou sozinho, nos últimos anos de vida conheceu o seu grande amor e realizou uma das mais belas histórias reais de amor já acontecidas.

Na década de 50, Lewis conheceu pessoalmente a escritora norte-americana Joy Davidman Gresham (ou Joy Gresham, por causa do primeiro marido), com a qual já se correspondia há algum tempo. Ela, que havia acabado de chegar à Inglaterra com seus dois filhos, David e Douglas, estava separada do marido alcoólatra e violento para tentar uma nova vida. Lewis tornou-se um grande amigo e amparo, inclusive se casando com ela no civil para que pudesse viver legalmente no país.

Pouco tempo depois, Joy foi internada reclamando de dores nos quadris. Constatou-se que se tratava de um câncer ósseo terminal.

A relação deles tomou novos rumos no período em que Lewis a acompanhou no hospital. O que era uma amizade se revelou outro tipo de amor e em dezembro de 1956, quando ele tinha 58 anos, realizaram o casamento religioso no próprio quarto de internação.

O câncer teve um período de recuo que propiciou ao casal viver em casa e inclusive fazer uma viagem pela Grécia e pelo Mar Egeu. Em 1960 houve uma recaída forte, que culminou no falecimento de Joy. O sofrimento causado pela perda de um amor tão recente redundou em um de seus últimos clássicos, Anatomia de uma Dor.

Lewis cuidou dos dois filhos de Joy até o final de sua vida, sendo que um deles, Douglas Gresham, é hoje um dos defensores de seu legado por meio dos livros e na produção da série As Crônicas de Nárnia para os cinemas.

Foram apenas quatro anos juntos e, depois de três anos da morte de Joy, Lewis faleceu. Era realmente uma história de amor, muito sofrida, mas intensa. Um período que trouxe grande felicidade e realização aos dois. E mais um exemplo para nós quanto aos caminhos que o amor pode percorrer.

A história da relação de Lewis com Joy foi adaptada por William Nicholson como filme para a emissora de TV BBC em 1983, com o título Shadowlands (Terra das Sombras). Em 1993 foi regravado para os cinemas com o mesmo título, dirigido por Richard Attenborough e interpretado por Anthony Hopkins (como C. S. Lewis). 

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada. E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

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Enfrentando o pior vilão no Peregrino da Alvorada

A Viagem do Peregrino da Alvorada é o único dos sete livros de As Crônicas de Nárnia que não possui um vilão definido. Nas outras histórias havia feiticeiras e tiranos que precisavam ser vencidos pelos nossos heróis. Porém, essa ausência colocada por C. S. Lewis tem um objetivo: mostrar ao leitor um vilão que existe e está mais próximo do que imaginamos, talvez o mais forte de todos, aquele que nos trai frequentemente, ou seja, NÓS MESMOS. 

Diariamente enfrentamos em nossa consciência o conflito entre os sentimentos e a razão. Entre seguir pelos impulsos ou regrá-los pela inteligência. Nossos heróis travaram lutas contra suas vaidades, precisaram entender os seus limites e rever atitudes.

Eustáquio é o principal exemplo de transformação de conduta apresentado nessa aventura. O garoto precisou transformar-se “acidentalmente” em uma criatura abominável para que percebesse o quão abominável era a sua mesquinhez e egoísmo.
Caspian e Edmundo se desentenderam levados pela cobiça na Ilha Queimada, tiveram a sorte de Aslam aparecer e os livrar do encantamento.

Bem próximo ao final da história, mesmo com tantas aventuras, Caspian queria mais e precisou deixar as suas vontades para retornar ao seu reino, ele tinha uma boa intenção em querer seguir para o Fim do Mundo, mas nem tudo o que queremos, mesmo sendo bom, é o que deve ser feito.

Eustáquio teve uma história diferente com Nárnia, ele não foi para cumprir uma profecia e travar uma luta contra Jadis como foi com os Pevensie. Aslam o levou para que aprendesse, para que fosse transformado e depois voltasse, em A Cadeira de Prata, como um herói.

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia
e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada.
E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br
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Os que ficaram em nosso mundo

A família Pevensie

Lúcia, Edmundo, Susana e Pedro aparecem no livro O Leão, a Feiticeira e
o Guarda-roupa sem um sobrenome. Somente depois de se passarem dois
livros, em A Viagem do Peregrino da Alvorada é que aparece o sobrenome
Pevensie.

Pevensey é o nome de um local na costa sudoeste da Inglaterra, com
um castelo medieval por onde passaram importantes personagens da
história inglesa.

Em A Viagem do Peregrino da Alvorada o Sr. Pevensie, pai de nossos
heróis, havia conseguido uma vaga como professor nos Estados Unidos,
durante quatro meses, e levou a esposa e a filha Susana. Pedro estava
com o professor Kirke. Lúcia e Edmundo ficam hospedados na casa dos
tios.

Susana Pevensie é a segunda filha da família Pevensie. É
apenas citada em A Viagem do Peregrino da Alvorada. Ela viveu com seus
irmãos duas aventuras em Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa
e Príncipe Caspian, e, por causa da idade, não voltaria a Nárnia com
seu irmão Pedro.

Pedro Pevensie é o irmão mais velho. Assim como Susana,
Pedro é apenas citado em A Viagem do Peregrino da Alvorada e não
participa da aventura com seus irmãos. Estava se preparando para um
exame e tendo aulas particulares com o professor Kirke.

Professor Kirke

Foi o primeiro humano, junto com a garota Polly Plummer, a chegar em
Nárnia. Digory Kirke aparece na história da criação de Nárnia, em O
Sobrinho do Mago, e depois de adulto é quem acolhe os irmãos Pevensie
durante a Guerra. Um guarda-roupa que fez com o tronco de uma macieira
nascida de uma semente das terras de Nárnia foi o portal de entrada
para Lúcia, Edmundo, Susana e Pedro na aventura de O Leão, a Feiticeira
e o Guarda-roupa. Em A Viagem do Peregrino da Alvorada é apenas citado,
não mora mais em uma mansão no interior, mas em um chalé, e auxilia
Pedro como professor particular.

O nome do personagem e algumas de suas características foram montados
em homenagem ao professor particular de Lewis na adolescência, William
Kirkpatrick.

Tios Alberta e Arnaldo

Pais de Eustáquio Mísero e tios dos irmãos Pevensie. São apenas citados
em A Viagem do Peregrino da Alvorada. Descritos como pessoas modernas,
de ideias abertas e vegetarianos.

Margarida e Ana

Amigas de Lúcia que foram visualizadas por ela enquanto folheava o livro de mágicas de Coriakin.

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Onde está a paz do herói de Nárnia

Da invasão de Nárnia pelos telmarinos (em 1998 – ano de Nárnia) até a sua
libertação (em 2303), o povo narniano sofreu por 305 anos escondidos na
floresta. Príncipe Caspian foi quem se uniu aos irmãos Pevensies para restituir
o reino. Foi uma estratégia difícil, mas a paz voltou a Nárnia por meio daquele
que tinha o mesmo sangue dos seus invasores.

Caspian foi educado pelo
doutor Cornelius enquanto ele ainda estava aos cuidados do tio. Aprendeu às
escondidas como ser um rei virtuoso e a respeitar a tradição da antiga Nárnia.
Seu mestre era tão sábio que pôde perceber que naquele garoto, do povo inimigo,
havia um espírito heróico que libertaria os narnianos.

Depois que venceu
o seu tio e reorganizou o país, Caspian não se acomodou. Fez um voto à Aslam e a
si mesmo de que encontraria os sete lordes dos tempos de seu pai que haviam sido
banidos de Nárnia por Miraz. O reino estava em paz, mas o seu rei queria ir até
o fim quanto às possibilidades de aventura.

A história do Peregrino da
Alvorada poderia ser chamada então de “A Odisséia de Caspian”. Não seria um erro
avaliar a história do livro Príncipe Caspian como de transição a tudo o que iria
acontecer a partir da viagem do navio Peregrino da Alvorada e, depois, em A
Cadeira de Prata.

O espírito heróico de Caspian lhe impulsionava tanto
que o próprio Aslam precisou aparecer a ele no final da aventura para dizer, em
outras palavras, “chega, você já foi longe o bastante!”. Não era uma advertência
negativa, Aslam queria que Caspian entendesse que o herói devia naquele momento
dar espaço ao rei, pois o seu povo precisava dele.

As histórias de Nárnia
são cheias desse modelo de herói:

* Digory Kirke: que vai com o cavalo alado Pluma (antes chamado Morango)
buscar a semente para plantar em Nárnia e enfrenta a tentação de Jadis (O
Sobrinho do Mago);
* Pedro: que cria coragem para estar à frente da batalha contra Jadis (O Leão,
a Feiticeira e o Guarda-roupa) e depois, enfrenta Miraz em um duelo (Príncipe
Caspian);
* Shasta e Aravis: que fogem da Calormânia e ajudam Nárnia a se livrar de um
plano terrível (O Cavalo e o seu Menino);
* Ripchip: que se oferece para atravessar com os ratos o portal para o nosso
mundo (Príncipe Caspian) e depois, se oferece para ir ao País de Aslam (A Viagem
do Peregrino da Alvorada);
* Rilian: que persegue a serpente verde que matou sua mãe (A Cadeira de
Prata);
* E muitos outros…

Tal modelo possui as virtudes de perseverança,
ousadia e muito desejo por aventura. Digamos que chegam a ser
teimosos…

Como “água parada dá dengue”, temos muito a agradecer a esses
teimosos que geraram tantas aventuras para Nárnia. Ripchip que o diga, o ratinho
era uma verdadeiro gigante em coragem e ousadia. E se Caspian tivesse se
acomodado com o reino que estava em paz, as ilhas de Extremo Oriente
permaneceriam desconhecidas por nós.

Gostei muito de ver no trailer do
filme A Viagem do Peregrino da Alvorada a cena onde Edmundo tenta alistar-se no
exército. Foi liberdade criativa da produção, mas transmitiu bem esse espírito
heróico de Nárnia. Ele queria viver mais desafios, não estava satisfeito com a
vida monótona que estava vivendo.

Quem é rei de Nárnia e viveu grandes
batalhas, tem essa força que motiva a querer novos desafios.

A paz do
herói acontece em seu coração, mas sempre há o que se descobrir e se
conquistar!

Link original deste artigo: http://www.mundonarnia.com/portal/onde-esta-a-paz-do-heroi-de-narnia.html

Sérgio
Fernandes
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A mensagem cristã em A Viagem do Peregrino da Alvorada

C. S. Lewis incluiu em As Crônicas de Nárnia referências a diversas
histórias bíblicas, além, é claro, de construir os valores éticos e
morais com base em sua formação cristã. Ele criou personagens e alinhou
fatos que mostram claramente um interesse em falar de suas convicções.

Uma metáfora interessante ao Antigo Testamento em A Viagem do Peregrino
da Alvorada foi Ripchip ter se tornado para a história de Nárnia o que
foi Elias (1 Reis 17ss) para a Bíblia: possivelmente o único ser a
entrar no País de Aslam sem antes ter morrido. Elias também não morreu, a
Bíblia conta que foi levado por uma carruagem de fogo (2 Reis 2).

A mudança de caráter, já tratada por Lewis com Edmundo em O Leão, a
Feiticeira e o Guarda-roupa, é mais uma vez explorada com a história de
Eustáquio. Ela se aproxima do caminho de conversão ditada pelo Novo
Testamento, a partir de João Batista (Lucas 3). Eustáquio transformou-se
em um dragão “acidentalmente” ao tentar buscar o seu prazer indo
descansar escondido, sem pensar nos outros. João Batista pregava a
conversão pela caridade — em seus discursos até chamava as pessoas de
“raça de víboras” — e o sinal de conversão pública era o batismo. A cura
do garoto aconteceu pela intervenção de Aslam, que pediu que ele
passasse por um ritual — um batismo — para tirar a pele de dragão.
Eustáquio também lembra a história de Paulo de Tarso (Atos dos
Apóstolos, 9) que era um grande perseguidor dos cristãos e se converteu
após um encontro sobrenatural com Jesus, que lhe deixou cego, e precisou
da ajuda de um dos discípulos para ser curado. O garoto odiava Nárnia e
converteu-se em um dos heróis daquele mundo, com papel importante na
história de A Cadeira de Prata.

Ao falar em personagens, entretanto, o primeiro e mais importante a ser
lembrado é o leão Aslam. Não se pode negar que a forma como é incluído
nas histórias o coloca como a figura de Jesus Cristo. Ele é o redentor e
possui características de um ser divino: onipotente, onisciente e
onipresente. Vale lembrar que Lewis não o havia incluído no primeiro
esboço do livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa — foi a criação
deste personagem que trouxe alinhamento à história e o colocou como o
interventor para a solução dos dramas vividos em cada livro. Ele é o
único a aparecer nos sete livros da série.

Em A Viagem do Peregrino da Alvorada ele volta a aparecer em momentos
importantes, intervindo em alguma situação de socorro para a missão de
Caspian X. Sua presença é como luz que clareia a inteligência, como
aconteceu quando estavam enfeitiçados pela ganância na Ilha da Água da
Morte, quando lhes indicou a saída da Ilha Negra e quando avisou a
Caspian que não poderia abdicar do trono.

Dessa maneira particular de Aslam aparecer, em Príncipe Caspian Lúcia
descobre o dom de vê-lo enquanto os outros, transtornados pelas
tribulações, não conseguem. É uma situação muito parecida com a
narrativa bíblica sobre os fatos que ocorreram após a morte de Jesus,
quando os seus discípulos temiam o futuro do grupo. Jesus que não estava
mais morto, havia ressuscitado e apareceu primeiro à Maria Madalena
(Marcos 16,9). Em A Viagem do Peregrino da Alvorada as visões de Lúcia
acontecem com mais frequência.

A história da ressurreição de Jesus também é lembrada com a aparição
final de Aslam a Lúcia e Edmundo, como cordeiro. Ele os convidou a comer
e já tinha preparado sobre a relva uma fogueira com peixe. As crianças
não reconheceram que se tratava de Aslam e iniciaram um diálogo com o
cordeiro até que ele se revelou. Pedro, Tomé e Natanael (na história
contada na Bíbia em João 21) saíram para pescar, após dias reclusos com
medo, e encontraram Jesus na praia. Ele também os convidou a comer e
tinha preparado uma fogueira com peixe, só depois eles conseguem
perceber que era Ele.

O diálogo de despedida das crianças com Aslam define bem quem ele é e
qual seria o propósito de As Crônicas de Nárnia. Lúcia reclama que não
poderiam viver sem vê-lo e Aslam lhes consola dizendo que eles haveriam
de reencontrá-lo em seu mundo e diz: “Estou. Mas tenho outro nome. Têm
de aprender a conhecer-me por esse nome. Foi por isso que os levei a
Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor”.
Deste trecho podemos interpretar o caráter simbólico da série para o
ensino e interpretação da mensagem cristã.

(Trecho do livro
Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada)

Sérgio Fernandes

Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada. E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

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