JotaPêAh!

50 frases do House

 

Fonte: http://amigos.mdig.com.br/index.php?itemid=17779

1. "Everybody Lies!" – "Todo mundo mente!" – House
2. "It´s not Lupus. It’s never Lupus." – "Não é Lupus. Nunca é Lupus." – House
3. "Almost dying don’t change anything. Dying changes everything!" – "Quase morrer não muda nada. Morrer muda tudo!" – House
4. "We can live with dignity – we can’t die with it". – "Podemos viver com dignidade. Não podemos morrer com ela." – House
5. "Well, like the philosopher Jagger once said, ‘You can’t always get what you want.’" – "Como já disse o filósofo Jagger: "Você não pode ter sempre aquilo que quer." – House
6. "Being miserable doesn’t make you better than anybody else, House. It just makes you miserable." – "Ser infeliz não o torna melhor do que ninguém, House. Apenas o faz infeliz." – Wilson
7. "No, if you talk to God you’re religious. If God talks to you, you’re psychotic." – "Não, se você fala com Deus, você é religioso. Se Deus fala com você, você é um psicótico." – House
8. "People don´t change" – "As pessoas não mudam" – House
9. "It’s a basic truth of the human condition that everybody lies. The only variable is about what."- "É uma verdade da condição de ser humanos que todos mentem. A única variável é sobre o quê." – House
10. "People lie for thousands of reasons. There’s always a reason." – "As pessoas mentem por milhares de razões. Sempre existe uma razão." – House
11. "I’m going in. Rambo stile." – "Estou nessa. Estilo Rambo" – House
12. "Lies are like children. Hard work, but worth it because the future depends on it." – "Mentiras são como as crianças: apesar de incovenientes, o futuro depende delas." – House
13. "The treatments don’t always work. Symptoms never lie." – "Os tratamentos nem sempre funcionam. Sintomas nunca mentem." – House
14. "You need a lawyer." – "Você precisa de um advogado." – Cuddy
15. "Read less, more TV!" – "Leia menos, mais TV‘ – House
16. "Is your yelling designed to scare me because I’m not sure what I’m supposed to be scared of. More yelling? That’s not scary. That you’re gonna hurt me? That’s scary, but I’m pretty sure I can out run you." – "Você está gritando para me assustar? Porque eu não tenho certeza se isso é assustador. Mais gritos? Isso não é assustador. Você vai me machucar? Isso é assustador, mas eu tenho quase certeza que posso correr de você." – Cuddy
17. "House doesn’t break rules, he ignores them!" – "House não quebra regras. Ele as ignora." – Foreman
18. "I like you better now that you’re dying." – "Eu gosto mais de você agora que está morrendo" – House
19. "I respect things that earn respect. This decision, on the other hand, is a dog wearing a cape." – "Eu respeito coisas que merecem ser respeitadas. Essa decisão por outro lado, é como um cachorro usando uma capa." – House
20. "You can’t control your emotions…just your actions."Você não pode controlar suas emoções…apenas suas ações." – Cameron
21 – "The fact that I was wrong is NOT a proof of God." – "O fato deu ter errado não prova que Deus existe" – House
22. "No lesions, no aneurysms. Ironically, the mind of a killer looks completely normal." – "Sem lesões, sem aneurismas. Ironicamente, a mente de um assassino parece completamente normal." – Chase
23. "This is Dr. House. He’s too brilliant for introductions." – "Esse é o Dr. House. Ele é muito brilhante para apresentações." – Thirteen
24 – "You gonna trust me? I lie about everything." – "Você vai acreditar em mim? Eu minto sobre tudo." – House
25 – "People act in their own self-interest. You’re all here because you’re all happy to be here. Or at least because this is your best option." – "Pessoas agem em benefício próprio. Vocês estão todos aqui porque vocês todos estão felizes por estarem aqui. Ou, pelo menos, porque essa é a melhor opção de vocês." – House
26 – "I went crazy, not stupid." – "Eu fiquei maluco, não estúpido." – House
27 – "Her lips say no, but her hormones say ‘Oh my God, yes, more." – "Seus lábios dizem não, mas seus hormônios dizem ‘Oh meu Deus,sim, continua" – House
28 – "I’m incapable of acting like a human being."- "Eu sou incapaz de agir como ser humano." – House
29 – "I’m the last person you’d ever come to for ethical advice, which means you’ve already asked every other person. No one’s given you the answer you want." – "Eu sou a última pessoa que você procuraria por um conselho sobre ética,o que seguinifica que você jáperguntou a todas as outras pessoas. Ninguém lhe deu a resposta que você queria." – House
30 – "Another reason I don’t like meeting patients. If they don’t know what you look like, they can’t yell at you."-"Uma outra razão para não gostar de conhecer os pacientes. Se eles não sabem quem você é, eles não podem gritar com você."- House
31 – "You know how some doctors have the Messiah complex – they need to save the world? You’ve got the Rubik’s complex; you need to solve the puzzle." – "Você sabia que alguns médicos tem o complexo de Messias – eles precisam salvar o mundo? Você tem o complexo de Rubik, precisa solucionar o quebra-cabeça." – Wilson
32 – "We are who people think we are." – "Nós somos o que as pessoas acham que nós somos" – House
33 – "Hey, I can be a jerk to people I haven’t slept with. I am that good." – "Hey, eu posso ser um idiota com pessoas que ainda não dormi. Eu sou realmente bom." – House
34 – "People choose the paths that grant them the greatest rewards for the least amount of effort." – "As pessoas escolhem os caminhos que as dão as maiores recompensas com o menor esforço." – House
35 – "Religion is not the opiate of the masses; religion is the placebo of the masses." – "Religião não é o ópio da massa, é o placebo dela." – House
36 – "How come God gets credit whenever something good happens? Where was he when her heart stopped?" -"Como pode Deus levar os créditos quando algum coisa boa acontece? Onde ele estava quando o coração dela parou?" – House
37 – "I’m too handsome to do paperwork." – "Eu sou muito bonito para cuidar da papelada" – House
38 – "The weird thing about telling someone they’re dying is it tends to focus their priorities. You find out what matters to them. What they’re willing to die for. What they’re willing to lie for." – "A parte estranha de dizer a alguém que ela está morrendo, é que a ela tende a focar em suas prioridades. Você descobre o que realmente importa para elas. Pelo quê elas estão dispostas a morrer. Pelô que elas estão dispostas a mentir." – House
39 – "Bizarre is good! Common has hundredsof explanations. Bizarre has hardly any." – "Bizarro é algo bom. O comum tem milhares de explicações. O Bizarro dificilmente tem alguma." – House
40 – "No, there is not a thin line between love and hate. There is, in fact, a Great Wall of China with armed sentries posted every twenty feet between love and hate." – "Não,não existe umalinha tênue entre o amore oódio. Na verdade, existe uma Muralha da China armada com soldados armados a cada 6 metros, entre o amor e o ódio." – House
41 – "I’m physically incapable of being polite." -"Eu sou fisicamente incapaz de ser gentil." – House
42 – "You can have all the faith you want in spirits, and the afterlife, and heaven and hell, but when it comes to this world, don’t be an idiot. Cause you can tell me you put your faith in God to put you through the day, but when it comes time to cross the road, I know you look both ways." – "Você pode ter a fé quer quiser em espíritos, em vida após a morte, no paraíso e no inferno, mas se tratando desse mundo, não seja idiota. Porque você pode me dizer que deposita sua fé em Deus para passar pelo dia, mas quando chega a hora de atravessar a rua, eu sei que você olha para os dois lados." – House
43 – "Anyone can hate humanity after being shot. It takes a big man to hate them beforehand." – "Qualquer um pode odiar a humanidade depois de levar um tiro. É necessário um grande homem para odiar antes disso." – House
44 – "Perseverance does not equal worthiness."- "Perserverança não é igual a merecimento" – House
45 – "Are you … comparing me to God? I mean, that’s great, but just so you know, I’ve never made a tree." – "Você está me comparando a Deus? Quero dizer, isso é bom, mas só para você saber, eu nunca criei uma árvore." – House
46 – "If we were to care about every person suffering on this planet, life would shut down." – "Se nós fossemos nos importar com todas as pessoas que estão sofrendo nesse planeta, a vida iria parar." – House
47 – Patient: "Are there other ways I could get pregnant? Like…sitting on a toilet seat?"
House: "Absolutely. There would need to be a guy sitting between you and a toilet seat, but yes, absolutely. I was doing so well…" –
Paciente: "Existe outros meios de engravidar? Como sentar no toilet?"
House: "Certamente. Só seria necessário um cara entre você e o toilet, mas,sim, certamente. Eu estava indo tão bem…
"
48 – Nun :"Sister Augustine believes in things that aren’t real."
House: "I thought that was a job requirement for you people."-
Freira: "Irmã Augustine acredita em coisas que não são reais"
House: "Eu achei que isso fosse pré-requisito para vocês."

49 – "Because, in HouseLand, and the rest of the universe by the way, when a question presents itself, it calls for an answer." – "Porque, na terra do House, e no resto do universo, quando aparece uma pergunta, ela pede por uma resposta." – House
50 – "Foreteen’s right." – "Catorze está certo"- House (se referindo a união de Thirteen e Foreman)

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A Celebração de um Nascimento

A CELEBRAÇÃO DE UM NASCIMENTO
Pr. Mark Finley

A história de natal gira em torno de um nascimento. O nascimento do menino Jesus. Hoje, neste "Está Escrito" especial de natal, convidamos você a juntar-se a nós para celebrarmos este momento único na história. Capte a essência deste acontecimento milenar através de canções, orações, e das escrituras. Permita que Cristo encha o teu coração de encorajamento neste natal, pois continua sendo a celebração de um nascimento.Não houve acontecimento mais emocionante na vida conjugal de Maria do que o nascimento de seu primeiro filho. Minha esposa e eu tínhamos 25 anos, quando nossa filha Debby nasceu. Eu tinha tanta certeza de que o bebê seria menina, que comprei um lindo vestidinho vermelho totalmente brilhoso. Você consegue imaginar nossa filha recém-nascida usando um vestido vermelho brilhoso? Ela iluminou o hospital inteiro. Dizer que Teeny e eu estávamos felizes com o nascimento de nossa primogênita é pouco. Dizer que não estávamos preparados para a experiência é menos ainda. Nós lemos todos os livros sobre crianças que apareceram em nossa frente. Freqüentamos juntos, aulas sobre partos naturais. Escolhemos as cores para o quarto de nossa mais nova moradora, pintamos de cor-de-rosa. Compramos um berço e brinquedos de bebê. Quando Debby nasceu, nós estávamos preparados. Deus também se alegrou com o nascimento de seu filho. Um coro de anjos anunciou a sua chegada. Pastores e magos aguardavam o nascimento dEle. Profecias datadas de séculos anteriores já proclamavam o nascimento do Messias. O profeta Isaías previu que Cristo nasceria de uma virgem. Moisés acrescentou que Ele seria da linhagem de Judá. O profeta Miquéias declarou que o Messias nasceria em Belém. Deus fez de tudo para preparar o mundo para o nascimento do salvador.

Aquele não foi um nascimento comum. Jesus foi concebido de forma sobrenatural pelo Espírito Santo no ventre de Maria. Ele não foi uma criança comum, Jesus foi o divino filho de Deus habitando num corpo humano, o divino Cristo humano. Aquela não foi uma missão comum. O anjo anunciou a José a missão de Jesus. Encontramos isso registrado desta forma em Mateus, capítulo 1, versículo 21:"ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles". A missão dEle foi claramente definida por Deus: salvar o seu povo dos pecados deles.

O bebê nascido em Belém numa manjedoura é o teu e o meu Salvador. O natal é um momento de celebrar, é um momento de se alegrar, é um momento de glorificar. Nas profundezas de nossos pecados, não fomos abandonados. Na escuridão de nossa rebeldia, existe uma luz. Aprisionada na escravidão dos pecados, existe esperança. Quando Jesus nasceu, o povo de seu tempo teve três reações ao nascimento dele. E existem três reações à Jesus hoje em dia. Os escribas e fariseus foram indiferentes ao seu nascimento, eles mal sabiam o que estava acontecendo. Mas que tragédia, ser indiferente ao Salvador do mundo. Infelizmente, existem algumas pessoas religiosas indiferentes a Cristo neste natal. Cristo ainda fica perdido em meio ao consumismo desta época. Ele fica coberto sob a árvore de natal repleta de belas embalagens de presentes. Ele fica esquecido em meio a tanta correria. Ele fica silenciado por festas em empresas, almoços e vários outros compromissos natalinos. Nos dias de hoje, ofuscou-se o Cristo eterno. Não que sejamos contra Ele, apenas ficamos indiferentes a Ele. Ocupados demais.

Houve quem se opusesse a Ele na época e há quem se oponha a Ele hoje. Herodes e os soldados romanos sentiram-se ameaçados pela perspectiva deste rei recém-nascido; sentiram-se ameaçados pelo desafio iminente de seu reinado. Eles planejaram matá-lo ao nascer. Herodes baixou um decreto mandando matar todos os meninos hebreus com menos de dois anos. Ele não arriscaria o seu trono. Existem pessoas hoje, nesta época de natal, que não renunciam ao trono de seus corações; elas batalham, elas lutam, elas brigam para manter o comando. Talvez você esteja lutando há anos. Você tem tentado comandar a sua própria vida. Você tem medo de entregar o comando a Ele. Por que não, nesta época de natal, abrir o seu coração para Ele? Por que não entregar a sua vida? Você pode confiar absolutamente nele. Ele encherá a sua vida de alegria e propósito neste natal.

Ainda existe uma terceira reação em relação a Jesus. Três reis do oriente levaram presentes a Ele. Esses homens sábios ficaram de joelhos e o adoraram. Homens sábios continuam a adorá-lo hoje. O evangelho de Mateus descreve isso nestas palavras, encontradas em Mateus capítulo 2, versículo 11: "…e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra". O ouro é presente para um rei, ele representa todos os nossos bens materiais. Nós chegamos a Jesus através da adoração, sem hesitar em nada. Tudo que possuímos é um presente de Jesus. No natal, nós reconhecemos "Senhor, tudo o que eu tenho é teu. Tu és o rei dos reis". O incenso é presente para um sacerdote. Ele era usado pelo sacerdote no antigo santuário. No natal, nós devemos declarar: "Jesus, tu és meu sacerdote, tu intercedes por mim, tu és meu intercessor. Tu apresentas a tua justiça perfeita diante de todo o céu, no lugar de minhas falhas. Senhor, toda a minha adoração é para ti". A mirra é um presente para quem está à beira da morte. A mirra era um ungüento usado nos antigos rituais de sepultamento. No natal, nós reconhecemos: "Jesus, tu és meu salvador, tu és a criança inocente que nasceu, e meu justo redentor, que morreu por mim". Alegre-se hoje, é tempo de celebrar. Aceite-o como teu salvador, receba-o como teu sacerdote, reconheça-o como teu rei.

O maior presente já dado ao nosso mundo foi aquele bebê, o menino Jesus nascido numa manjedoura em Belém. E o maior presente com o qual podemos retribuir é com o nosso coração. Por que não, nesta época de natal, permitir que Cristo nasça no seu coração? Por que não permitir que Cristo, nascido dois mil anos atrás em Belém, nasça dentro de você neste natal? Por que não entregar-lhe o seu coração? Por que não entregar-lhe a sua vida neste momento enquanto oramos.

Amado Senhor, neste natal, glorificamos a ti por quem tu és. Não queremos ser indiferentes como os sacerdotes, não queremos ser hostis como os romanos. Queremos glorificá-lo como os reis magos. Tu és o nosso salvador que por amor concede a salvação. Tu és o nosso sacerdote que intercede junto ao Pai. Tu és o nosso rei, nosso Senhor dos Senhores, nosso libertador que em breve voltará. Hoje e sempre, damos glórias a Ti, em teu santo nome. Amém.

 

Mensagem de natal Kids4Truth: http://kids4truth.com/Dyna/ChristmasMessage/English.aspx

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A Construção do Navio

A construção de um navio parece com a formação das pessoas.

Durante a gestação, o casco é construído, até que somos lançados ao mar.

A maior parte de um navio é colocada depois, como acontece com a gente.

Camarotes, porões, motores, pinturas, enfeites são acrescentados durante a infância e adolescência, até o navio ficar pronto para a primeira viagem.

Um navio fica pronto quando sai do estaleiro, mas com a gente é diferente – e este é o desafio de cada um, pois crescemos todo dia e nunca ficamos prontos.

Apesar disso, é preciso partir. Mas nem todos têm a coragem de ir e continuam atracados aos cais, julgando-se incapazes de navegar sozinhos.

Algumas pessoas são obrigadas a zarpar, já que os encargos de segurança do porto tornam-se pesados demais, e, às vezes, perdem um tempo precioso da viagem, revoltadas e lamentando-se por tudo isso. Mas nem todo mundo é assim.

Alguns, mal o dia amanhece, já partiram. Parecem muito ocupados e logo somem no horizonte. Desde cedo, sabem o que querem e têm pressa de viver.

Outros navios também saem logo que podem, mas ficam dando voltas e mais voltas sem chegar a lugar algum. Acabam navegando só para comprar mais combustível todo dia, e o que ganham mal dá para a reforma do casco.

Os maiores desperdiçadores de seus próprios recursos são aqueles que não sabem o que querem. E o pior é que, quando a gente não sabe direito o que espera do rumo que está tomando ou nem se tem um rumo, não pode corrigir a rota se estiver no caminho errado.

Nós somos os maiores responsáveis pelas tempestades que não conseguimos evitar.

Já outras pessoas deixam de navegar milhares de milhas para se conformarem com umas poucas centenas, porque têm medo de atrair ventos contrários ou, então, querem agradar ou impressionar a alguém…

A gente não deve aceitar essa situação, pois significa concordar em ser menos do que se pode ser.

Todo dia é dia de evolução e aprendizado, e, como a lua cheia, quando paramos de crescer, começamos a diminuir.

Então a primeira coisa a fazer é tornar-se comandante de si mesmo, e isso equivale a pensar com a própria cabeça, a ser timão e timoneiro, assumindo riscos pelos erros, pois só erram os que tem coragem para ousar e, se caírem, levantar e tentar de novo – sempre.

Pois ninguém sabe de nossa autonomia no mar, de nossa capacidade de carga, ou a que velocidade podemos singrar as águas dos oceanos, sejam azuis ou escuras.

(As mais belas parábolas de todos os tempos – Vol. II)

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A lição budista

Veja o original aqui.

 

Um monge muito sábio estava visitando um vilarejo com seus discípulos. Na praça principal ele teve a oportunidade de falar publicamente. Todos ouviam o sábio atentamente até que um homem começou a agredí-lo verbalmente, atingindo sua honra pessoal, xingando-o com palavras desagradáveis e duras. O sábio nada disse e os discípulos ficaram inquietos.

O ofensor continuou, desta vez com mais veemência, ofendendo não só a honra do monge, mas a de todos os seus discípulos também. Por isso mesmo, uma resposta parecia mais necessária. Mas o monge não disse nada.

Numa estocada final, o homem ofendeu todos os antepassados do sábio, a coisa mais desonrosa e agressiva que alguém pode proferir. Mas o monge não respondeu absolutamente nada. Apenas caminhou para longe, seguido por seus discípulos intrigados.

Já afastados da praça, os discípulos resolveram indagá-lo.

– Mestre, nós acompanhamos toda a injustiça que o senhor sofreu e não entendemos por que o senhor, tão sábio não respondeu nada ao seu ofensor.

– Isso mesmo, mestre – disse outro discípulo – ele ofendeu todos os seus antepassados e o senhor nada respondeu! Por que, mestre? Será que podemos ao menos tirar um ensinamento desse momento tão ruim?

E o mestre respondeu:

– Se eu oferecer a você um presente ruim, um rato morto e infestado de peste, você o aceita?

– Claro que não, mestre! – responderam todos em uníssono

– Então, se um homem me oferece o mal, seja materialmente ou com palavras e eu não o  aceito, quem vai embora com ele?

E assim, o mestre e seus discípulos seguiram seu caminho.

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Amor

Latiffa

 

Quando o amor o chamar
Segui-o
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados

E quando ele vos envolver com suas asas
Cedei-lhe
Embora a espada oculta na sua plumagem possa feri-vos

E quando ele vos falar
Acreditai nele
Embora a sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim

Pois da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica
E da mesma forma que contribui para o vosso crescimento
Trabalha para vossa poda
E da mesma forma que alcança vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol
Assim também desce até vossas raízes e a sacode no seu apego à terra

Como feixes de trigo ele vos aperta junto ao seu coração
Ele vos debulha para expor a vossa nudez
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas
Ele vos mói até extrema brancura
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis

Então ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino
Todas essas coisas o amor operará em vós para que conheçais os segredos de vossos corações
E com esse conhecimento vos convertais no pão místico do banquete divino

Todavia se no vosso temor procurardes somente a paz do amor, o gozo do amor
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez, abandonásseis a ira do amor
Para entrar num mundo sem estações onde rireis, mas não todos os vossos risos
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas

O amor nada dá, se não de si próprio
E nada recebe, se não de si próprio
O amor não possui nem se deixa possuir
Pois o amor basta-se a si mesmo

Quando um de vós ama, que não diga ‘Deus está no meu coração’
Mas que diga antes ‘Eu estou no coração de Deus’
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor pois o amor se vos achar dignos determinará ele próprio vosso curso

O amor não tem outro desejo se não o de atingir a sua plenitude
Se contudo amardes e precisardes ter desejos
Sejam estes os vossos desejos
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor
De descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor
De voltardes pra casa à noite com gratidão
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado
E nos lábios uma canção de bem-aventurança

 

 

Fonte: http://www.jaymemonjardim.com.br/clone/poesia/pop_amor.htm

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Quem fez da modéstia…

Quem fez da modéstia uma virtude esperava que todos passassem a falar de si próprios como se fossem idiotas.
O que é a modéstia senão uma humildade hipócrita, através da qual um homem pede perdão por ter as qualidades e os méritos que os outros não têm?

 

http://www.tvcultura.com.br/provocacoes/poemas?next=9

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Substância – À ela, a única Maria do mundo.

Sim, na roça o polvilho se faz a coisa alva: mais que o algodão, a garça, a roupa na corda. Do ralo às gamelas, da masseira às bacias, uma polpa se repassa, para assentar, no fundo da água e leite, azulosa – o amido – puro, limpo, feito surpresa. Chamava-se Maria Exita. Datava de maio, ou de quando? Pensava ele em maio, talvez, porque o mês mor – de orvalho, da Virgem, de claridades no campo. Pares se casavam, arrumavam-se festas; numa, ali, a notara: ela, flor. Não lembrava a menina, feiosinha, magra, historiada de desgraças, trazida, havia muito, para servir na Fazenda.
Sem se dar idéia, a surpresa se via formada. Se, às vezes, por assombro, uma moça assim se embelezava, também podia ter sido no tanto-e-tanto. Só que a ele, Sionésio, faltavam folga e espírito para reparar em transformações.
Saíra da festa em começo, dada mal sua presença; pois a vida não lhe deixava cortar pelo sono: era um espreguiçar-se ao adormecer, para poupar tempo no despertar. Para a azáfama – de farinha e polvilho. Célebres, de data, na região e longe, os da Samburá; herdando-a, de repente, Seo Nésio, até então rapaz de madraças visagens, avançara-se com decisão de açoite a desmedir-lhes o fabrico. Plantava á vasta os alqueires de mandioca, que ali, aliás, outro cultivo não vingava; chamava e pagava os braços; espantava, no dia-a-dia, o povo. Nem por nada teria adiantado atenção a uma criaturinha, a qual.

Maria Exita. Trouxera-a, por piedade, pela ponta da mão, receosa de que o patrão nem os outros a aceitassem, a velha Nhatiaga, peneireira. Porque, contra a menos feliz, a sorte sarapintara de preto portais e portas: a mãe, leviana, desaparecida de casa; um irmão, perverso, na cadeia, por atos de morte; o outro, igual feroz, foragido, ao acaso de nenhuma parte; o pai, razoável bom-homem, delatado com lepra, e prosseguido, decerto para sempre, para um lazareto. Restassem-lhe nem afastados parentes; seja, recebera madrinha, de luxo e rica, mas que pelo lugar apenas passara, agora ninguém sabendo se e onde vivia. Acolheram-na, em todo o caso. Menos por direita pena; antes, da compaixão da Nhatiaga. Deram-lhe, porém, ingrato serviço, de todos o pior: o de quebrar, à mão, o polvilho, nas lages.
Sionésio, de tarde, de volta, cavalgava através das plantações. Se a meio-galope, se a passo, mas sôfrego descabido, olhando quase todos os lados. Ainda num Domingo, não parava, pois. Apenas, por prazo, em incertas casas, onde lhe dessem, ao corpo, consolo: atendimento de repouso. Lá mesmo, por último, demorava um menos. Prazer era ver, aberto, sob o fim do sol, o mandiocal de verdes mãos. Amava o que era seu – o que seus fortes olhos aprisionavam. Agora, porém, uma fadiga. O ensimesmo. Sua sela se coçava de uso, aqui a borraina aparecendo; tantas coisas a renovar, e ele sem sequer tempo. Nem para ir de visita, no Morro-do-Boi, à quase noiva, comum no sossego e paciências, da terra, em que tudo relevava pela medida das distâncias. Chegava à Fazenda. Todavia, esporeava.
O quieto completo, na Samburá, no Domingo, o eirado e o engenho desertos, sem eixo de murmúrio. Perguntava à Nhatiaga, pela sua protegida. __ “Ela parte o polvilho nas lages…” – a velha resumira. Mas, e até hoje, num serviço desses? Ao menos, agora, a mudassem! __ “Ela é que quer, diz que gosta. E é mesmo, com efeito…” – a Nhatiaga sussurrava. Sionésio, saber que ela, de qualquer modo, pertencia e lidava ali, influía-lhe um contentamento; ele era a pessoa manipulante.
Não podia queixar-se. Se o avio da farinha se pelejava ainda rústico, em breve o poderia melhorar, meante muito, pôr máquinas, dobrar quantidades.
Demorara para ir vê-la. Só no pino do meio-dia – de um sol do qual o passarinho fugiu. Ela estava em frente da mesa de pedra; àquela hora, sentada no banquinho rasteiro, esperava que trouxessem outros pesados, duros blocos de polvilho. Alvíssimo, era horrível, aquilo. Atormentava, torturava: os olhos da pessoa tendo de ficar miudinho fechados, feito os de um tatu, ante a implacável alvura, o sol em cima. O dia inteiro, o ar parava levantado, aos tremeluzes, a gente se perdendo por um negrume do horizonte, para temperar a intensidade brilhante, branca; e tudo cerradamente igual. Teve dó dela – pobrinha flor. Indagou:__ “Que serviço você dá?” – e era a tola questão. Ela não se vexou. Só o mal-e-mal, o boquinãoabrir, o sorriso devagar. Não se perturbava. Também, para um pasmar-nos, com acontecesse diferente: nem enrugava o rosto, nem espremia ou negava os olhos, mas oferecidos bem abertos – olhos desses, de outra luminosidade. Não parecia padecer, antes tirar segurança e folguedo, do triste, sinistro polvilho, portentoso, mais a maldade do sol. E a beleza. Tão linda, clara, certa – de avivada carnação e airosa – uma iázinha, moça feita em cachoeira. Viu que, sem querer, lhe fazia cortesia. Falou-lhe, o assunto fora de propósito: que o polvilho, ali, na Samburá, era muito caprichado, justo, um dom de branco, por isso para a Fábrica valia mais caro, que os outros, por aí, feiosos, meio tostados…
Depois, foi que lhe contaram. Tornava ainda, a cavalo, seu coração não enganado, como sendo sempre desiguais os domingos; de tarde, aí que as rolinhas e os canários cantavam. Se bem – ele ali o dono – sem abusar da vantagem. “De suas maneiras, menina, me senti muito agradado…” – repetia um futuro talvez dizer. A Maria Exita. Sabia, hoje: a alma do jeito e ser, dela, diversa dos outros. Assim, que chegara lá, com os vários sem-remédios de amargura, do oposto mundo e maldições, sozinha de se sufocar. Aí, então, por si sem conversas, sem distraídas beiras, nenhumas, aportara àquele serviço – de toda a despreferência, o trabalho pedregoso, no quente feito boca-de-forno, em que a gente sente engrossar os dedos, os olhos inflamados de ver, no deslumbrável. Assoporava-se sob o refúgio, ausenciada? Destemia o grado, cruel polvilho, de abater a vista, intacto branco. Antes, como a um alcanforar o fitava, de tanto gosto. Feito a uma espécie de alívio, capaz de a desafligir; de muito lhe dar: uma esperança mais espaçosa. Todo esse tempo. Sua beleza, donde vinha? Sua própria, tão firme pessoa? A imensidão do olhar – doçuras. Se um sorriso; artes como de um descer de anjos. Sionésio nem entendia. Somente era bom, a saber feliz, apesar dos ásperos. Ela – que dependendo só de um aceno. Se é que ele não se portava alorpado, nos rodeios de um caramujo; estava amando mais ou menos.
“Se outros a quisessem, se ela já gostasse de alguém?” – as asas dessa cisma o saltearam. Tantos, na faina, na Samburá, namoristas; e às festas – a idéia lhe doía. Mesmo de a figurar proseando com os próximos, no facilitar. Porém, o que ouviu, aquietava-o. Ainda que em graça para amores, tão formosa, ela parava a cobro de qualquer deles, de más ou melhores tenções. Resguardavam a seus graves de sangue. Temiam a herança da lepra, do pai, ou da falta de juízo da mãe, de levados fogos. Temiam a algum dos assassinos, os irmãos, que inesperado de a toda hora sobrevir., vigiando por sua virtude. Acautelavam. Assim, ela estava salva. Mas a gente nunca se provê segundo garantias perpétuas. Sionésio passara a freqüentar nas festas, princípios a fins. Não que dançasse; desgostava-o aquilo, a algazarra. Ficava de lá, de olhos postos em, feito o urubu tomador de conta. Não a teria acreditado tão exata em todas essas instâncias – o quieto pisar, num muxoxozinho úmido prolongado, o jeito de pôr sua cinturinha nas mãos, feliz pelas pétalas, juriti nunca aflita. A mesma que no amanhã estaria defronte da mesa de laje, partindo o sol nas pedras do terrível polvilho, os calhaus, bitelões.
Se dançava, era bem; mas as muito poucas vezes. Tinham-lhe medo, à doença incerta, sob a formosura. Ah, era bom, uma providência, esse pejo de escrúpulo. Porque ela se via conduzida para não se casar nunca, nem podendo ser doidivã. Mas precisada de restar na pureza. Sim, do receio não se carecia. Maria Exita era a para se separar limpa e sem jaças, por cima da vida; e de ninguém. Nela homem nenhum tocava.
Sem embargo de que, ele, a queria, para si, sempre por sempre.
E, ela, havia de gostar dele, também, tão certamente.
Mas, no embaraço de inconstantes horas – as esperanças velhas e desanimações novas – de entre-momentos. Passava por lá, sem paz de vê-la, tinha um modo mordido de a admirar, mais ou menos de longe. Ela, no seu assento raso, quando não de pé, trabalhando a mãos ambas. Servia o polvilho – a ardente espécie singular, secura límpida, material arenoso – a massa daquele objeto. Ou, o que vinha ainda molhado, friável, macio, grudando-se em seus belos braços, branqueando-os até para cima dos cotovelos. Mas que, toda-a-vida, de solsim brilhava: os raios reflexos, que os olhos de Sionésio não podiam suportar, machucados, tanto valesse olhar para o céu e encarar o próprio sol.
As muitas semanas castigavam-no, amiúde nem conseguia dormir, o que era ele mesmo contra ele mesmo, consumição de peixão, romance feito. De repente, na madrugada, animava-se a vigiar os ameaços de chuva, erguia-se aos brados, acordando a todos:__ “Apanhar polvilho! Apanhar polvilho!…” Corriam, em confusão de alarme, reunindo sacos, gamelas, bacias, para receber o polvilho posto no ar, nas lajes, onde, no escuro da noite, era a única coisa a afirmar-se, como um claro de lagoa d’água, rodeado de criaturas estremunhadas e aflitas. Mal podia divisá-la, no polvoroso, mas contentava-o sua proximidade viva, quente presença, aliviando-o. Escutou que dela falassem: “Se não é que, no que não espera, a mãe ainda amanhece por ela…ou a senhora madrinha…” Salteou-se. Sem ela, de que valia a atirada trabalheira, o sobreesforço, crescer os produtos, aumentar as terras? Vê-la, quando em quando. A ela – a única Maria no mundo. Nenhumas outras mulheres, mais, no repousado; nenhuma outra noiva, na distância.
Devia, então, pegar a prova ou o desengano, fazer a ação de a ter, na sisuda coragem, botar beiras em seu sonho. Se conversasse primeiro com Nhatiaga? – achava, estapeou aquele pensamento contra a testa. Não receava a recusação. Consigo forcejava. Queria e não podia, dar volta a uma coisa. Os dias iam. Passavam as coisas, pretextadas. Que temia, pois, que não sabia que temesse? Por vez, pensou: era, ele mesmo, são? Tinha por onde merecer? Olhava seus próprios dedos, seus pulsos, passava muito as mãos no rosto. A diverso tempo, dava o bravo: tinha raiva a ela. Tomara a ele que tudo ficasse falso, fim. Poder se desentregar da ilusão, mudar de parecer, pagar sossego, cuidar só dos estritos de sua obrigação, desatinada. Mas, no disputar do dia, criava as agonias da noite. Achou-se em lágrimas, fiel. Por que, então, não dizia hás nem eis, andava de mente tropeçada, pubo, assuntando o conselho, em deliberação tão grave- assim de cão para o luar? Mas não podia. Mas veio.
A hora era de nada e tanto; e ela era sempre a espera. Afoito, ele lhe perguntou:
__ “Você tem vontade de confirmar o rumo de sua vida? __falando-lhe de muito coração. __ “Só se for já…” __ e, com a resposta, ela riu clara e quentemente, decerto que sem a propositada malícia, sem menospreço. Devia de ter outros significados o rir, em seus olhos sacis.
Mas, de repente, ele se estremeceu daquelas ouvidas palavras. De um susto vindo de fundo: e a dúvida. Seria ela igual à mãe? – surpreendeu-se mais. Se a beleza dela – a frutice, da pele, tão fresca, viçosa – só fosse por um tempo, mas depois condenada a engrossar e se escamar, aos tortos e roxos, da estragada doença? – o horror daquilo o sacudia. Nem agüentou de mirar, no momento, sua preciosa formosura, traiçoeira. Mesmo, sem querer, entregou os olhos ao polvilho, que ofuscava, na laje, na vez do sol. Ainda que por instante, achava ali um poder, contemplado, de grandeza, dilatado repouso, que desmanchava em branco os rebuliços do pensamento da gente, atormentastes.
A alumiada surpresa.
Alvava.
Assim; mas era também o exato, grande, o repentino amor – o acima. Sionésio olhou mais, sem fechar o rosto aplicou o coração, abriu bem os olhos. Sorriu para trás. Maria Exita. Socorria-a a linda claridade. Ela – ela! Ele veio para junto. Estendeu também as mãos para o polvilho – solar e estranho: o ato de quebrá-lo era gostoso, parecia um brinquedo de menino. Todos o vissem, nisso, ninguém na dúvida. E seu coração se levantou. __ “Você, Maria, quererá, a gente, nós dois, nunca precisar de se separar? Você, comigo, vem e vai?” Disse, e viu. O polvilho, coisa sem fim. Ela tinha respondido:__ “Vou, demais.” Desatou um sorriso. Ele nem viu. Estavam lado a lado, olhavam para frente. Nem viam a sombra de Nhatiaga, que quieta e calada, lá, no espaço do dia.
Sionésio e Maria Exita – a meios-olhos, perante o refulgir, o todo branco. Acontecia o não-fato, o não-tempo, silêncio em sua imaginação. Só o um-e-outra, um em-si-juntos, o viver em ponto sem parar, coraçãomente: pensamento, pensamor. Alvor. Avançavam, parados, dentro da luz, como se fosse o dia de todos os pássaros.
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Frases de filmes

"Embaixo dessa máscara há mais do que carne. Atrás dessa máscara há uma idéia, e Sr. Creedy. Idéias são à prova de bala."
(V de Vingança)

 

"A esperança é o meu guia. É o que me faz viver cada dia, e principalmente cada noite, a esperança de que depois que você estiver longe dos meus olhos não será a última vez que olharei para você…"
(Coração de Cavaleiro)

 

"Só desejar algo, não o torna real."

(A Princesa e o Sapo)

 

"As pessoas preferem mentir pra si mesmas à encarar a verdade."
(O Ritual)

 

"Os homens fazem muito mais para evitar o que teme do que para obter o que desejam."
(O Código Da Vinci)

 

"Dinheiro não muda você, ele muda as pessoas ao seu redor!"
(O Bilhete Premiado)

 

"Mas você sabe que eu prefiro, as tempestades do inevitável.
À sua pequena idéia destrutiva.
Antes do ódio, antes dos golpes,dos assobios e dos chicotes,
antes da pena e do desgosto.
Você diz para terminarmos, mas eu te beijo e isso passa.
Eu sei bem, não me livro de você assim.
Eu poderia evitar o pior, mas o melhor está por vir."
(Dans Paris)

 

"Feliz o homem que sabe valorizar uma mulher.
Este sim pode chamá-la de sua, não pelo sentimento de posse,mais por ela não querer ser de mais ninguém."
(Querido John)

 

"Confio em todas as pessoas, só não confio no demônio que existe dentro delas!"
(Uma Saída de Mestre)

 

"A loucura é como a gravidade, só precisa de um empurrãozinho."
(Batman- O Cavaleiro das Trevas)

 

"Para que as pessoas nos ouçam, não basta dar um tapinhas nas costas, temos que usar uma marreta mesmo.
Só assim obtemos sua total atenção."
(Seven, os Sete Crimes Capitais)

 

"Sem o amargo o doce não é tão doce."
(Vanilla Sky)

 

– Não, não existe uma fina linha entre o amor e o ódio.
Existe uma muralha da China, com sentinelas armados a cada seis metros."

 

"Meu passado é dividido entre o que não consigo me lembrar e o que não quero me lembrar, e você é os dois."
(Dois Homens e Meio)

 

"O desejo pode ferrar com a sua vida. E por mais duro que seja querer muito uma coisa, as pessoas que mais sofrem são aquelas que sequer sabem o que querem."

"Não importa o quanto algo nos machuca, às vezes se livrar dele dói mais ainda."

(Grey’s Anatomy‏)

 

"Sabe qual é o lado ruim de te matar?
É que eu só posso fazer isso uma vez."
(Jogos Mortais 7)

 

"Se é pra amar, me ame de verdade, se é pra viver que seja juntos, se não for assim nunca mencione tal frase “eu te amo”, pois para algumas pessoas ela pode significar o mundo."
(500 dias com ela.)

 

"A maturidade é verificada quando a pessoa reconhece que é a única responsável, pelos seus problemas e pelas suas alegrias.
(Colcha de Retalhos)

 

"Doby não queria matar, Dobby queria apenas mutilar ou causar ferimento grave."
(Harry Potter e as Relíquias da Morte)

 

– "Duende: O homem aranha subia pela parede, veio o duende e acabou com ele!"
(Homem Aranha)

 

"Você não sabe o que é amor porque não entende o que é compromisso."
(Closer – Perto Demais)

 

"Ela não é uma criança!"
(A Orfã)

 

"Pare de idealizar seu amor em vez de encontra-lo.
O amor não é sempre como um raio, as vezes é só uma escolha.
Talvez o amor verdadeiro seja uma decisão, decisão de correr um risco com alguém.
Dar-se, sem se preocupar se irão dar algo em troca ou magoar você ou se é a pessoa certa.
Talvez o amor não seja algo que aconteça, talvez seja uma escolha.
(Amores e Outros Desastres)

 

"Corte um pedaço de madeira e lá estarei, levante uma pedra e me encontrará…"
(Stigmata)

 

"No Brasil, eleição é negócio e o voto é a mercadoria mais valiosa da favela!"
(Tropa de Elite 2)

"O dia em que a ciência comprovar a existência de Deus em um laboratório será o dia em que as pessoas não terão mais necessidade dá fé!
– Você quer dizer o dia em que as pessoas não terão mais necessidade da Igreja!"
(Anjos e Demônios)

 

"O que faria se fosse cumprir pena numa cadeia, onde metade dos presos você mandou para lá?"
(Constantine)

 

"Introduza um pouco de anarquia. Perturbe a ordem vigente e então tudo se torna um caos. Eu sou um agente do caos. E sabe, a chave do caos é o medo!"
(Batman – O Cavaleiro das Trevas)

 

"De repente o mundo se torna um lugar perfeito.

De repente o mundo se move com perfeita graça.
De repente minha vida parece fazer algum sentido, e tudo gira ao seu redor.
E não existe montanha tão alta, nem rio tão extenso.
Cante esta canção, e eu estarei ao seu lado!
Estrelas podem colidir e tempestades podem vir,
mas eu te amo até o fim da vida!"
(Moulin Rouge – Amor em Vermelho)

 

"À pé dá pra ir até pro Piauí… basta ter disposição."
(Muita Calma Nessa Hora)

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Sobre educação dos filhos

Atribuído a Içami Tiba

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc…

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a ideia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve ‘abandoná-lo’.

13. A mãe é incompetente para ‘abandonar’ o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Muitas são desequilibradas ou mesmo loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).

19. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

20. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem ‘vidas’, e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

22. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. ‘Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador’. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

26. Dinheiro ‘a rodo’ para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

 

Frase: "A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia…"

   
"O dever de cada um não é apenas amar os outros.
É, sobretudo tornar-se digno de ser amado por todos."
Benedito Carlos G. Salgueiro

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Amizade, por Maurício de Souza

 

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Trecho do livro Anatomia de uma Dor

“Nesse meio tempo, onde está Deus? Esse é um dos sintomas mais
inquietantes. Quando você está feliz, muito feliz, não faz nenhuma ideia
de vir a necessitar dEle, tão feliz, que se vê tentado a sentir suas
reivindicações como uma interrupção; se se lembrar e voltar a Ele com
gratidão e louvor, você será – ou assim parece – recebido de braços
abertos. Mas, volte-se para Ele, quando estiver em grande necessidade,
quando toda outra forma de amparo for inútil, e o que você encontrará?
Uma porta fechada na sua cara, ao som do ferrolho sendo passado duas
vezes do lado de dentro. Depois disso, silêncio.” 

Fonte: http://sabordelivro.wordpress.com/2010/03/16/a-anatomia-de-uma-dor-c-s-lewis/

 

“Não é
possível ver nada de maneira adequada enquanto os olhos estiverem
embaçados de lágrimas. Você não pode, na maioria das situações,
conseguir o que deseja se o fizer desesperadamente: o resultado é que
não conseguirá aproveitá-lo ao máximo.

“Aos poucos
passei a sentir que a porta não está mais fechada e aferrolhada. Será
que foi minha necessidade frenética que a fechou na minha cara? Quando
nada há em sua alma exceto um grito de socorro tavlez seja o exato
momento em que Deus não o pode atender: você é como o homem que se
afoga e que não pode ser ajudado por tanto se debater. É possível que
seus gritos repetidos o deixem surdo à voz que você esperava ouvir.”

Fonte: http://pensareorar.blogspot.com/2010/07/anatomia-de-uma-dor.html

 

 

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Dom Casmurro

– Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das
pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo.

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Salmo 73:20;25

“Quanto te levantas, Senhor, tu não lembras dos maus, pois eles são como um sonho que a gente esquece quando acorda pela manhã. […] No céu, eu só tenho a ti. E, se tenho a ti, que mais poderia querer na terra?”

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Trecho de A ponte para o sempre – Richard e Leslie se reconciliam

Fiquei olhando pela janela para o nada, um barulho estrondeando em minha cabeça.
Ela está errada. É claro que está errada. A mulher não compreende quem eu sou ou como penso.
É uma pena, pensei.
Depois, amassei a carta e joguei-a para longe.

Nada mudara além da janela uma hora depois.

Por que minto para mim mesmo?, pensei. Ela está certa e sei que está, mesmo que nunca o admita, mesmo que nunca mais torne a pensar nela.

Sua história da sinfonia e do xadrez… por que não percebi essas coisas? Sempre fui tão terrivelmente inteligente, exceto em relação a impostos, mais perceptivo do que qualquer outra pessoa que já viveu… como ela pode perceber essas coisas, quando eu não posso? Não sou tão brilhante quanto ela? Contudo, se ela é tão esperta, onde está o seu sistema, seu escudo para evitar o sofrimento? Eu tenho a minha Mu…

AO DIABO com a sua Mulher Perfeita! É um pavão de meia tonelada que você inventou, guarnecendo de penas falsas, cores estranhas, que nunca voará! Seu pavão pode correr em círculos, bater as asas e guinchar ao invés de cantar, mas nunca será capaz de deixar o solo. E você, apavorado com o casamento, sabia que casou com isso?

A imagem, um pequeno eu numa fotografia de casamento, com um pavão de seis metros, era verdadeira! Eu me casara com uma idéia que era errada.

Mas tinha a restrição à minha liberdade! Se eu ficar com Leslie, acabarei entediado!

Foi mais ou menos nesse momento que me dividi em duas pessoas diferentes: o eu que comandara as coisas por tanto tempo e um arrivista querendo destruí-lo.

O tédio é a menor de suas preocupações, seu filho da puta, disse o recém-chegado. Não percebe que ela é mais esperta do que você, conhece mundos que você tem medo de tocar? Vá em frente, encha a minha boca de algodão e me afaste, como faz com todas as outras partes de você que se atrevem a dizer que suas teorias onipotentes estão erradas! É livre para fazer isso, Richard. E é livre para passar o resto de sua vida em relacionamentos superficiais com mulheres, tão apavorado quanto é da intimidade. O igual atrai o igual, seu arrogante. A menos que tivesse um mínimo de bom senso, que não tem a menor possibilidade de encontrar nesta vida, pertence à sua ficção covarde e assustada da Mulher Perfeita, até morrer de solidão.

Você é tão cruel quanto gelo. Pertence a seu xadrez cruel-como-gelo e a seu céu cruel-como-gelo; arruinou uma oportunidade gloriosa com aquele seu império asnático; agora, toda a coisa é um monte de estilhaços com um governo… e tudo penhorado a um governo!

Leslie Parrish era uma oportunidade mil vezes mais gloriosa do que qualquer império, mas ficou apavorado porque ela é mais esperta do que você jamais será e por isso vai alijá-la também. Ou foi ela quem o alijou? Não vai magoá-la, companheiro, porque ela não é uma perdedora. Ficará triste e chorará por algum tempo, porque não tem medo de chorar quando morre alguma coisa que podia ter sido linda. Mas ela haverá de superar, de se elevar acima de tudo.

Você também vai superar, em cerca de um minuto e meio. Basta fechar as suas malditas portas de aço, batê-las com toda força e nunca mais pensar nela outra vez. Ao invés de se erguer acima, irá direto para o fundo. Não se passará muito tempo para que seja um sucesso espetacular em suas tentativas de suicídio subliminares, despertando angustiado porque recebeu uma vida de fogo-e-prata, de diamante-laser, pegou o seu martelo e destruiu tudo. Está diante da maior opção de sua vida e sabe disso. Ela resolveu não aturar mais seu selvagem medo estúpido e sente-se feliz neste momento por estar livre do peso morto que é você.

Vá em frente, faça o que sempre fez: fuja. Corra para o aeroporto, acione o seu avião e decole pela noite. Voe, voe! Encontre uma boa moça com um cigarro numa das mãos e um copo de rum na outra, observe-a usá-lo como um degrau para o algo melhor de que você fugirá esta noite. Corra, seu estúpido covarde. Corra para me calar. A próxima vez em que me verá é o dia de sua morte e poderá então me contar qual é a sensação depois que queimou a sua última ponte…

Bati as portas sobre o barulho e a sala ficou tão silenciosa quanto o mar.

— Não somos emocionais! — declarei em voz alta.

Peguei a carta, recomecei a lê-la, deixei que caísse de novo na cesta.

Se ela não gosta de quem eu sou, é muita gentileza sua dizer isso. É uma pena… se ao menos ela fosse diferente, poderíamos permanecer amigos. Mas não posso admitir o ciúme! Ela pensa que sou sua propriedade pessoal, que decide com quem passo meu tempo e quando? Eu disse a ela claramente quem sou, o que penso e como pode esperar que leve a minha vida, mesmo que não seja a simulação do eu-te-amo que está querendo de mim. Pois não terá o eu-te-amo de mim, Leslie Parrish. Serei sincero comigo mesmo, embora isso me custe o transbordamento de alegria de cada momento feliz que passamos juntos.

Uma coisa que eu nunca fiz, minha cara Leslie… nunca menti, lesei-a ou enganei-a; vivi o que acredito exatamente como lhe disse que faria. Se isso agora se torna inaceitável para você, não há outro jeito; lamento e gostaria que tivesse me avisado antes, o que pouparia muitos problemas a ambos.

Partirei amanhã, ao nascer do sol, pensei. Levarei minhas coisas para o avião e decolarei a caminho de um lugar em que nunca estive antes. Wyoming, talvez Montana. Deixo o avião para a Receita Federal, se puderem encontrá-lo, e desapareço. Tomo emprestado um biplano em algum lugar e sumo por completo.

Mudo meu nome. Winnie-the-Pooh, a personagem das histórias infantis, viveu sob o nome de Sanders. Eu também posso fazer a mesma coisa. Será divertido. James Sanders. Podem ficar com as contas bancárias e os aviões, com tudo o mais que quiserem. Ninguém jamais saberá o que aconteceu com Richard Bach, o que será um alívio bendito.

Qualquer coisa que eu venha a escrever, se é que alguma coisa, será com o novo nome. Posso fazer isso, se quiser. Largar tudo. Talvez James Sanders vagueie até o Canadá, viaje para a Austrália. Talvez o velho Jim se perca nas florestas de Alberta ou vá para o sul, até Sunbury ou Whittlesea, voando um Tiger Moth. Ele pode aprender australiano, transportar uns poucos passageiros, o suficiente para sobreviver.

E depois…

E depois…

E depois o que, Sr. Sanders? É o governo quem está assassinando Richard Bach ou você? Quer matá-lo porque Leslie o cortou? Sua vida será tão vazia sem ela que não faz diferença para você se ele morrer?

Pensei a respeito por muito tempo. Seria excitante decolar, mudar de nome, fugir. Mas… é isso o que você mais quer?

É essa a sua maior verdade?, ela perguntaria.

Não.

Sentei-me no chão, encostado na parede.

Não, Leslie, essa não é a minha maior verdade.

A minha maior verdade é que tenho muito o que aprender sobre amar outra pessoa. A maior verdade é de que a minha Mulher Perfeita é boa, na melhor das hipóteses para um pouco de conversa, um pouco de sexo… ligações transitórias, procurando afastar a solidão. Ela não é o amor que o garoto no portão tinha em mente, há tanto tempo.

Eu sabia o que estava certo quando era o garoto e novamente quando deixei de perambular de avião: encontrar minha companheira- da-vida-alma-eterna-anjo-convertido-em-mulher com quem aprender e para amar. Uma mulher que desafiará o inferno a sair de mim, que me forçará a mudar, crescer, prevalecer, quando de outra forma fugiria.

Leslie Parrish podia ser a pessoa errada. Podia não ser a minha alma-irmã que vinha me encontrar no caminho ao seu encontro. Mas ela é a única… tem a mente de Leslie no corpo de Leslie, uma mulher por quem não tenho de sentir pena, não tenho de salvar, não tenho de explicar a ninguém, a qualquer lugar que vá. E ela é tão esperta que a pior coisa que poderia acontecer é que eu aprendesse muito antes que me deixasse.

Se uma pessoa é bastante cruel, pensei, bastante antivida, até mesmo sua alma-irmã se afasta, deixando-a sozinha, disposta a esperar por outra vida, antes de um novo alô.

E se eu não fugir? O que tenho a perder além da minha centena de toneladas de placas de aço, que deveriam me proteger dos sofrimentos? Estendo as asas sem a blindagem e talvez eu possa voar bastante bem para não ser abatido. Na próxima vez posso mudar meu nome para Sanders e decolar para Port Darwin!

Aquele falador atrevido a quem eu calara estava certo. Abri as portas, pedi desculpas, deixei-o em liberdade; contudo, ele não disse mais nenhuma palavra.

Eu estava diante da maior opção de minha vida, ele não precisava dizê-lo novamente.

Isso não poderia ser um teste, planejado por uma centena de outros aspectos de mim, de diferentes planetas e tempos? Estarão reunidos neste momento por trás de um espelho de visão só por um lado, observando-me, esperando que eu largue o aço? Ou estarão rezando para que eu resista? Por acaso farão apostas sobre o que farei?

Se isso acontece, eles se mantêm muito quietos por trás de seu espelho. Não há qualquer som. Até mesmo o troar em minha cabeça desapareceu.

A estrada se dividiu em duas direções, à minha frente.

Os dois futuros eram duas vidas diferentes: Leslie Parrish ou minha tão segura Mulher Perfeita?

Escolha, Richard. Agora. Está virando noite lá fora. Qual delas?

— Alô? — A voz estava sem fôlego, quase abafada por guitarras e tambores.

— Leslie? Sou eu, Richard. Sei que é tarde, mas você tem tempo para conversar?

Não houve resposta. A música trovejou, enquanto eu esperava pelo estalido do seu telefone sendo desligado. Toda aquela luta com opções, pensei, e a decisão já foi tomada; Leslie não estava mais interessada em gente como eu.

— Tenho, sim — disse ela, finalmente. — Deixe-me desligar a música. Eu estava dançando.

O telefone ficou mudo e um momento depois ela voltou.

— Oi.

— Oi. Recebi sua carta.

— Ótimo.

Levantei o telefone e comecei a andar, para a esquerda e direita, sem saber que me movia.

— Quer realmente parar com tudo, sem mais nem menos?

— Não tudo — respondeu Leslie. — Espero que ainda possamos trabalhar juntos no filme. E gostaria de continuar a pensar em você como meu amigo, se não se incomoda. A única coisa com que desejo parar é o sofrimento.

— Eu jamais quis magoá-la.

Não é possível para mim magoá-la, pensei. Ninguém pode ser magoado a menos que se sinta primeiro magoado…

— Pois dói de qualquer forma, Richard. Acho que não sou muito boa em relacionamentos abertos. A princípio não houve qualquer problema, mas depois éramos tão felizes juntos! Desfrutávamos tanto prazer, nós dois! Por que continuar a se dividir por pessoas que não tinham importância ou por princípios abstratos? Simplesmente não dava certo.

— E por que não dava certo?

— Eu tinha uma gata. Amber, uma persa grande e peluda. Passávamos juntas cada minuto que eu estava em casa. Ela jantava ao mesmo tempo que eu, sentávamos juntas para escutar música, ela dormia em meu ombro à noite. Cada uma sabia o que a outra estava pensando. E depois Amber teve filhotes. Tão lindos quanto podiam ser. Absorviam seu tempo e amor, absorviam meu tempo e amor. Amber e eu não estávamos mais juntas a sós, tínhamos de cuidar dos filhos, distribuímos nosso amor. Nunca me senti tão chegada a ela depois que os gatinhos nasceram, ela nunca foi tão chegada a mim, até o dia em que morreu.

— A profundeza da intimidade que sentimos é inversamente proporcional ao número de outras pessoas em nossas vidas? — Temendo que ela encarasse a pergunta como um escárnio, acrescentei: — Acha que você e eu deveríamos ter sido exclusivos um para o outro?

— Isso mesmo. Aceitei as suas muitas namoradas, a princípio. O que fazia quando não estava comigo era somente da sua conta. Mas quando Deborah surgiu, o princípio de Deborah, como você diria, compreendi subitamente que estava transferindo o seu harém para oeste e planejava me incluir. Não quero isso, Richard.

“Sabe o que aprendi com você? Aprendi o que é possível e agora devo resguardar o que pensei que nós tínhamos. Quero estar ligada a alguém que respeito, admiro e amo, alguém que sinta a mesma coisa em relação a mim. Isso ou nada. Compreendi que aquilo que você está procurando não é a mesma coisa que eu procuro. Você não quer o que eu quero.

Parei de andar, sentei-me no braço do sofá. A escuridão entrava pelas janelas e me envolvia.

— O que você pensa que eu quero?

— Exatamente o que você tem. Muitas mulheres que conhece um pouco e de quem não gosta muito. Ligações superficiais, uso mútuo, nenhuma possibilidade de amor. Essa é a minha idéia de inferno. O inferno é um lugar, um tempo, uma consciência, Richard, em que não há amor. Horrível! Deixe-me fora disso.

Ela falava como se a sua decisão estivesse tomada e a minha também. Como se não houvesse qualquer possibilidade de esperança. Não pedia coisa alguma; estava me comunicando a sua verdade maior, sabendo que eu nunca concordaria.

— Eu tinha o maior respeito e admiração por você, Richard. Pensava que era a pessoa mais maravilhosa que já conhecera. Agora, começo a descobrir em você coisas que não quero ver. E gostaria de terminar pensando que você é maravilhoso.

— O que eu temia, Leslie, é que começássemos a possuir um ao outro. Minha liberdade é tão importante para mim quanto…

— Sua liberdade para fazer o quê? Sua liberdade para não ser íntimo? Sua liberdade para não amar? Sua liberdade para se abrigar contra a alegria na inquietação e no tédio? Tem razão… se continuássemos juntos, eu não haveria de querer que você tivesse essas liberdades.

Grande!, pensei, como se as suas palavras fossem um lance de xadrez.

— Falou muito bem… — murmurei. — Compreendo agora o que está dizendo. Obrigado.

— Não há de quê.

Mudei o telefone para o outro ouvido. Algum dia um mágico ainda inventará um telefone que não será incômodo depois de um minuto.

— Acho que há muito para dizer. Há alguma possibilidade de nos encontrarmos e conversarmos um pouco?

Uma pausa e depois:

— Eu preferia que não. Não me incomodo de falar pelo telefone, mas não quero vê-lo pessoalmente, pelo menos por algum tempo. Espero que compreenda.

— Claro. Não há problema. Tem de desligar agora?

— Não. Posso continuar no telefone.

— Acha que há alguma possibilidade de nós dois ainda podermos ser bem chegados? Jamais conheci alguém como você e creio que sua idéia de amizade é uma carta cordial e um aperto de mão ao final de cada ano fiscal.

Ela riu.

— Ora, não é tanto assim. Um aperto de mão semestral. Ou trimestral, já que fomos tão bons amigos. Só porque a nossa ligação amorosa não durou, Richard, isso não significa que fracassou. Creio que aprendemos o que precisávamos aprender.

— Talvez a liberdade de que eu falava… uma grande parte… talvez seja a liberdade de mudar, de ser diferente na próxima semana do que sou hoje. E se duas pessoas estão mudando em direções diferentes…

— Se mudamos em direções diferentes, Richard, então não temos qualquer futuro, não é mesmo? Acho que é possível para duas pessoas mudarem juntas, crescerem juntas e enriquecerem ao invés de se diminuírem mutuamente. A soma de um e um, se são os certos, pode ser o infinito! Mas quase sempre uma pessoa arrasta a outra para baixo. Uma pessoa quer subir como um balão e a outra é um peso morto. Sempre me perguntei o que seria se as duas pessoas, um homem e uma mulher, quisessem subir como balões!

— Conhece casais assim?

— Uns poucos.

— Quantos?

— Dois. Três.

— Pois não conheço nenhum, Isto é… conheço um. Entre todas as pessoas que conheço, apenas um casamento feliz. O resto é… ou a mulher é uma alegria e o homem um peso morto ou o inverso. Quando ambos não são pesos mortos. Dois balões são extremamente raros.

— Pensei que pudéssemos ser assim, Richard.

— Seria maravilhoso.

— Tem razão.

— O que acha que seria necessário para voltarmos a ser como éramos, Leslie?

Senti que ela queria dizer “Nada”, mas não falava porque seria precipitação. Estava pensando a respeito e por isso não a espicacei, não a apressei,

— Creio que nada poderia nos levar de volta ao jeito que éramos. Não quero isso. Tentei ao máximo mudar. Tentei até sair com outros homens quando você estava ausente, querendo descobrir se podia equilibrar a sua Mulher Perfeita com o meu Homem Perfeito. Não deu certo. Chato, chato, chato. Sem a menor graça. Uma estúpida perda de tempo. Não sou uma de suas garotas de programa, Richard. Mudei tanto quanto estou disposta a mudar. E se você quer restabelecer a sua ligação comigo, então é a sua vez de mudar.

Fiquei rígido.

— Que tipo de mudança você ofereceria por minha consideração?

A pior coisa que ela poderia dizer seria algo que eu não teria condições de aceitar, pensei, o que não era pior do que tínhamos naquele momento. Leslie pensou por algum tempo, antes de responder:

— Sugeriria que considerássemos uma ligação amorosa exclusiva, somente você e eu. Uma chance de descobrirmos se somos dois balões.

— Eu não seria livre… teria de suspender totalmente os encontros pessoais com as minhas amigas?

— Isso mesmo. Todas as mulheres com quem você vai para a cama. Nenhuma outra ligação amorosa.

Foi a minha vez agora de ficar calado e a dela de esperar calmamente no outro lado da linha. Eu me sentia como um coelho acuado por caçadores. Os homens que eu conhecia e que aceitaram tais condições, depois se arrependeram. Foram alvejados implacavelmente e só conseguiram sobreviver por um triz.

E, no entanto, como eu era diferente com Leslie! Somente com ela podia ser o tipo de pessoa que mais gostava de ser. Não era tímido com ela, não me mostrava contrafeito. Admirava-a, aprendia com ela. Se Leslie queria me ensinar a amar, eu podia pelo menos fazer uma tentativa.

— Você e eu somos muito diferentes, Leslie.

— Somos diferentes e somos iguais. Você pensava que nunca encontraria uma palavra para dizer a uma mulher que não pilotasse aviões. Eu não podia me imaginar passando qualquer tempo com um homem que não amasse música. Não seria possível que o mais importante não seja sermos iguais, mas sim curiosos? Porque somos diferentes, podemos ter a diversão de trocar mundos, dar um ao outro nossas paixões e emoções. Você pode aprender música, eu posso aprender a voar. E isso é apenas o começo. Creio que continuaria para nós por tanto tempo quanto vivêssemos.

— Vamos pensar a respeito, Leslie… vamos pensar a respeito. Ambos tivemos casamentos e quase-casamentos, ambos tivemos cicatrizes, prometemos que não voltaríamos a cometer erros. Não vê qualquer outra possibilidade de continuarmos juntos do que tentar… do que tentar sermos casados?

— Dê-me algumas sugestões.

— Eu me sentia muito feliz do jeito que era, Leslie.

— Muito feliz não é o suficiente. Posso ser mais feliz sozinha, sem ter de escutá-lo a inventar desculpas para fugir, para me afastar, para construir muralhas contra mim. Serei a sua única amante ou não serei a sua amante. Tentei a coisa pela metade e não dá certo… não para mim.

— É muito difícil… o casamento tem tantas limitações…

— Detesto o casamento tanto quanto você, Richard, quando torna as pessoas apáticas e insípidas, quando as torna enganadoras ou as encerra em gaiolas. Tenho evitado por mais tempo do que você, pois já se passaram 16 anos desde o meu divórcio. Mas sou diferente de você numa coisa… acredito que há outro tipo de casamento que nos deixa mais livres do que jamais poderíamos ser sozinhos. Não há muita possibilidade de que você compreenda isso, mas creio que nós dois poderíamos ser assim. Uma hora atrás eu diria que não havia a menor possibilidade. Não poderia imaginar que você telefonaria.

— Ora, deixe disso. Você sabia que eu ligaria.

— Não sabia, não. Pensei que jogaria a minha carta no lixo e partiria para qualquer lugar em seu avião.

Leitora de pensamentos, pensei. Acionei outra vez a imagem da minha fuga para Montana. Muita ação, novas paisagens, novas mulheres. Mas era tedioso sequer pensar a respeito. Já fiz isso, pensei, sei como é, conheço cada parte na superfície; não me comove, não me muda, não importa. É ação que não significa coisa alguma. Por isso vôo para longe… e daí?

— Eu não partiria sem uma palavra. Não iria embora deixando-a furiosa comigo.

— Não estou furiosa com você.

— Apenas o bastante para acabar com a mais linda amizade que já tive.

— Não estou realmente furiosa com você, Richard. Fiquei furiosa e desesperada naquela noite. Depois, me senti triste e chorei. Mas parei de chorar e pensei muito. Compreendi finalmente que você está sendo a melhor pessoa que sabe ser, que tem de viver com isso até mudar. E ninguém, além de você, poderá fazer com que isso aconteça. Como posso estar furiosa por você fazer o melhor de que é capaz?

Senti uma onda de calor no rosto. Que pensamento difícil e cheio de amor! Era incrível que ela compreendesse, naquele momento, que eu estava fazendo o melhor que sabia! Quem mais no mundo inteiro compreenderia isso? O arroubo de respeito por Leslie desencadeou uma suspeita de mim mesmo.

— E se eu não estiver fazendo o melhor?

— Então estou furiosa com você.

Ela quase riu quando disse isso e relaxei um pouco, no sofá. Se ela podia rir, não era o fim do mundo. Ainda não.

— Poderíamos escrever um contrato, chegar a um acordo definido e objetivo das mudanças exatas que queremos?

— Não sei, Richard. Parece um jogo e é importante demais para isso. Um jogo e sua litania de velhas frases, de velhas defesas. Não quero mais isso. Se você tem de se defender contra mim, se tenho de provar interminavelmente que sou sua amiga, que o amo e não vou magoá-lo, destruí-lo ou entediá-lo até a morte, então não dá. Acho que você me conhece bastante bem e sabe como se sente em relação a mim. Se tem medo, então tem medo. Eu o deixarei partir e me sentirei muito bem por isso. Vamos deixar assim. E continuamos amigos, está bem?

Pensei no que ela acabara de dizer. Eu me acostumara a estar certo, a prevalecer em qualquer debate. Mas agora, por mais que tentasse encontrar fios soltos em seu pensamento, não conseguia. Sua argumentação só ruiria se estivesse me mentindo, se estivesse a fim de me magoar, trapacear ou destruir. E nisso eu não podia acreditar. O que ela podia fazer com qualquer outro, eu sabia, também poderia fazer comigo um dia. E eu nunca a vira enganar ninguém ou desejar o mal a qualquer pessoa, até mesmo aos que lhe haviam sido cruéis. Ela os perdoara, até o último, sem ressentimentos.

Se eu me permitisse a palavra, naquele momento, diria que estava apaixonado por ela,

— Você também está fazendo o seu melhor, não é mesmo, Leslie?

— Estou, sim.

— Não lhe parece estranho que seríamos a exceção, você e eu, quando quase mais ninguém consegue fazer com que a intimidade dê certo? Sem gritos e sem bater de portas, sem perder o respeito, sem tédio?

— Não acha que você é uma pessoa excepcional, Richard? E não acha que eu também sou?

— Somos diferentes de todas as pessoas que já conheci.

— Se eu ficar furiosa com você, não creio que haja nada de errado em gritar e bater portas. Ou arremessar coisas, se ficar bastante furiosa para isso. Mas não significaria que não o amo mais. E isso não faz qualquer sentido para você, não é mesmo?

— Absolutamente nenhum. Não há qualquer problema que não possamos resolver com calma e discussão racional. Quando discordamos, o que há de errado em dizer “Leslie, eu discordo e estas são as minhas razões”? E depois você me diz: “Tem toda razão, Richard. Suas razões me convenceram que o seu é o melhor caminho.” E tudo termina por aí. Não há cacos para varrer ou portas para consertar.

— Não é bem assim, Richard. Os gritos surgem quando eu me sinto assustada, quando penso que não está me ouvindo, Talvez até escute as minhas palavras, mas não está compreendendo. E eu me sinto apavorada que você faça alguma coisa que magoe a nós dois, que nos levará ao arrependimento. Percebo um meio de evitar e, se você não ouve, tenho de falar em voz bastante alta para que preste atenção.

— Está querendo dizer que não precisará gritar se eu prestar atenção?

— Isso mesmo. Provavelmente não terei de gritar. E mesmo que eu o faça, tudo acabará em poucos minutos. Recupero o controle e me acalmo.

— Enquanto isso, eu permaneço todo encolhido e assustado…

— Se não quer a ira, Richard, então não me deixe furiosa! Eu me tornei uma pessoa bastante calma e ajustada. Não vivo prestes a explodir pela menor coisa. Mas você é uma das pessoas mais egoístas que já conheci. Precisei da minha raiva para impedir que você me pisoteasse, para que ambos soubéssemos quando é o bastante.

— Eu lhe disse que era egoísta há muito tempo. Prometi que sempre agiria de acordo com o que julgasse o meu melhor interesse e esperava que você fizesse a mesma coisa…

— Poupe-me as suas definições, por favor! É por não pensar sempre em si mesmo, se conseguir isso, que poderá algum dia ser feliz. Até que abra espaço em sua vida para alguém que lhe seja tão importante quanto você mesmo, será sempre solitário, procurando, perdido…

Conversamos durante horas, como se o nosso amor fosse um fugitivo apavorado, parado de olhos arregalados numa platibanda no 12º andar, determinado a pular, no instante em que parássemos de tentar salvá-lo.

Continue falando, pensei. Se continuarmos a falar, ele não vai saltar e cair gritando para a rua. Contudo, nenhum dos dois queria que o fugitivo vivesse, a menos que fosse são e forte. Cada comentário e idéia que partilhávamos era um vento soprando pela platibanda — às vezes o nosso futuro comum cambaleava à beira da platibanda, em outras se encostava trêmulo na parede.

Quanta coisa morreria se ele caísse! As horas maravilhosas apartadas do tempo, quando éramos a única coisa que importava um para o outro, quando eu me deliciava ofegante com aquela mulher. Tudo levará a nada, a pior do que nada: a esta perda terrível.

O segredo de encontrar alguém para amar, ela me dissera um dia, é primeiro encontrar alguém de quem gostar. Fôramos os melhores amigos muito antes de nos tornarmos amantes. Eu gostava dela, admirava, confiava. Isso mesmo, confiava! Agora, tanta coisa boa pesava na balança.

Se nosso fugitivo escorregasse, os wookies morreriam na queda. O porco atracado a um sundae, a feiticeira, a deusa do sexo; o Bantha morreria, o xadrez, os filmes e o pôr-do-sol desapareceriam para sempre. Os dedos de Leslie voando sobre o teclado. Eu nunca mais tornaria a ouvir a música de Johann Sebastian, nunca mais escutaria as suas harmonias secretas, porque aprendera-as com Leslie. Nunca mais haveria outro teste sobre um compositor, nunca mais veria flores sem pensar nela, nunca mais teria uma pessoa tão íntima. Construa mais muralhas, ponha pontas de ferro no topo, depois construa mais muralhas por dentro destas, mais pontas de ferro…

— Você não precisa de suas muralhas, Richard. Se nunca mais tornarmos a nos ver, será que não pode perceber que as muralhas não representam qualquer proteção? Só servem para isolá-lo!

Ela está tentando ajudar, pensei. Nos minutos finais da nossa separação, esta mulher quer que eu aprenda. Como podemos deixar um ao outro?

— E Porco… Porco não… não precisa morrer… Cada 4 de julho… eu prometo… farei um sundae… com calda de chocolate… e lembrarei… meu querido Porco…

Ela não conseguiu continuar. Ouvi-a comprimindo o telefone contra um travesseiro. Oh, Leslie, não, pensei, escutando o silêncio sufocado das penas. Tem mesmo de desaparecer, nossa cidade encantada de dois, uma miragem que só surge uma vez na vida, apenas para se desvanecer no nevoeiro e no mundo do cotidiano? O que está nos matando?

Se algum estranho interviesse, tentasse nos separar, levantaríamos as garras e o mandaríamos para o inferno. Mas este é um trabalho interno, o forasteiro sou eu!

E se somos almas-irmãs?, pensei, enquanto ela chorava. E se somos as pessoas que procuramos por todas as nossas vidas? Tivemos um contato e partilhamos este breve gosto do que pode ser o amor na Terra. E agora, por causa dos meus medos, vamos nos separar e nunca mais nos encontrar? Continuarei pelo resto dos meus dias a procurar pela mulher que já encontrei e estava apavorado demais para amar?

As coincidências impossíveis!, pensei, que nos levaram a encontrar num momento em que nenhum dos dois estava casado ou comprometido com o casamento, quando nenhum dos dois estava devotado a representar, escrever, viajar, procurar aventuras ou envolvido cegamente em qualquer outra atividade. Nós nos conhecemos no mesmo planeta, na mesma era, na mesma idade, crescendo na mesma cultura. Se tivéssemos nos encontrado anos antes, não teria acontecido… e nos encontramos antes, viajando num elevador, só que não era o tempo certo. E nunca mais tornará a ser o tempo certo.

Fiquei andando de um lado para outro, um semicírculo na extensão do fio do telefone. Se eu concluir dentro de 10 ou 20 anos que não deveria tê-la largado, onde ela estará então? E se eu voltar daqui a 10 anos para dizer Leslie, desculpe!, descobrindo que ela se tornou a Sra. Leslie Parrish-Alguém? E se não conseguir encontrá-la, descobrir a casa vazia, ela se mudando sem deixar o novo endereço? E se ela estiver morta, por alguma coisa que nunca a teria matado se eu não tivesse voado amanhã?

— Desculpe — murmurou Leslie, voltando ao telefone, as lágrimas sob controle. — Sou uma tola. Gostaria às vezes de ter o seu controle. Você sabe manipular as despedidas muito bem, como se não tivessem a menor importância.

— Tudo depende de decidir quem está no comando — expliquei, contente pela mudança de assunto. — Se deixarmos nossas emoções comandarem, então momentos como este não são muito divertidos.

— Tem razão — disse ela, fungando. — Não são mesmo divertidos.

— Finja que é amanhã agora, talvez o próximo mês. Como se sente então? Tento isso e não me sinto melhor sem você. Imagino o que é estar sozinho, sem ninguém para falar por nove horas pelo telefone, pagando uma conta de 100 dólares por uma ligação local. Sentirei muita saudade de você.

— Também sentirei saudade de você. Richard, como se leva alguém a olhar além de uma esquina quando ele ainda não chegou lá? A única vida que vale a pena viver é a mágica e esta é magia! Eu daria qualquer coisa para que você pudesse ver o que há para nós… — Ela parou por um momento, pensando no que mais dizer. — Mas se está fora de vista para você, acho que não existe, não é mesmo? Mesmo que eu esteja olhando, não está realmente ali.

Ela parecia cansada, resignada. E prestes a desligar. Se era porque eu estava cansado e apavorado, talvez as duas coisas, nunca saberei. Não houve aviso; alguma coisa estalou, alguma coisa rompeu dentro da minha cabeça e nada tinha de feliz.

RICHARD!, gritou a coisa. O QUE ESTÁ FAZENDO? FICOU COMPLETAMENTE LOUCO? Não é uma metáfora que está balançando na platibanda, é VOCÊ! É o seu futuro; se cair, você se torna um ZUMBI, um morto-vivo, deixando o tempo passar até se matar por completo! Está se empenhando em jogos com ela pelo telefone a nove horas. PARA QUE PENSA QUE ESTÁ NESTE PLANETA? PARA PILOTAR AVIÕES? Está aqui, seu filho da puta arrogante, para aprender tudo sobre o AMOR! Ela é sua mestra e dentro de 25 segundos vai desligar, você nunca mais tornará a vê-la! Não fique sentado aí, seu filho da puta idiota! Tem 10 segundos e depois ela se vai! Dois segundos! Fale!

— Leslie, você tem razão. Estou errado. Quero mudar. Tentamos à minha maneira e não deu certo. Vamos tentar agora à sua maneira. Nada de Mulher Perfeita, nada de muralhas contra você. Apenas você e eu. Veremos o que acontece.

Houve silêncio na linha.

— Tem certeza? Está mesmo convencido ou apenas fala por falar, Richard? Porque, se é o segundo caso, só servirá para tornar a situação ainda pior. Sabe disso, não é mesmo?

— Sei, sim. E tenho certeza. Podemos conversar sobre isso?

Outro silêncio.

— É claro que podemos, wookie. Por que não desliga e vem para cá? Tomaremos juntos o café da manhã.

— Está certo, meu bem. Até já.

Depois de desligar, murmurei para o telefone vazio:

— Eu a amo, Leslie Parrish.

Em absoluta privacidade, sem ninguém para ouvir, as palavras que eu tanto desprezara, que nunca usara, soavam tão verdadeiras quanto a luz. Pus o fone no gancho.

— ESTÁ FEITO! — gritei para a sala vazia. — ESTÁ FEITO!

O fugitivo se encontrava outra vez em nossos braços, retirado são e salvo da platibanda. Eu me sentia leve como uma asa delta lançada de uma montanha no verão para a estratosfera.

Há um eu alternativo neste momento, pensei, desviando-se abruptamente, virando para a esquerda na encruzilhada da estrada, quando antes sempre seguia pela direita. Neste momento, num tempo diferente, Richard-então se ligou a Leslie-então, em uma ou dez horas não fazia diferença, pois não teria telefonado para ela se não quisesse que isso acontecesse. O outro largou a carta na cesta de papel, pegou um táxi para o aeroporto, decolou e subiu para nordeste, nivelou a três mil metros e fugiu para Montana. Depois disso, quando o procurei, tudo escureceu.

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Trecho de A ponte para o sempre

Noite de quarta-feira, 21/12 Caro Richard:

É muito difícil saber como e por onde começar. Estive pensando por muito tempo e a fundo, através de muitas idéias, tentando encontrar um meio…

Finalmente me ocorreu uma pequena idéia, uma metáfora musical, através da qual pude pensar claramente e encontrar a compreensão, se não mesmo a satisfação. Quero partilhá-la com você. Assim, por favor, peço que me suporte, enquanto passamos por outra lição musical.

A forma mais comumente usada para as grandes obras clássicas é a da sonata. É a base de quase todas as sinfonias e concertos. Consiste de três partes principais: a exposição ou abertura, em que pequenas idéias, temas e miscelâneas diversas são lançados e apresentados uns aos outros; o desenvolvimento, em que essas pequenas idéias e motivos são explorados ao máximo, expandidos, muitas vezes passando de maior (feliz) para melhor (infeliz) e voltando, sendo desenvolvidos e entrelaçados em complexidade maior até que finalmente vem: a recapitulação, em que existe uma reapresentação, uma gloriosa expressão da maturidade plena e rica que as pequenas idéias alcançaram, através do processo de desenvolvimento.

Você pode perguntar como isso se aplica a nós, se ainda não percebeu.

Eu nos vejo embatucados numa abertura interminável. A princípio, foi a coisa real, pura delícia. É a parte de um relacionamento em que a pessoa se mostra em seu melhor: divertida, encantadora, excitada, excitante, interessante, interessada, e um tempo em que a pessoa se sente mais tranqüila e mais cativante, porque não experimenta a necessidade de levantar suas defesas; assim, a parceira aconchega um ser humano afetuoso, ao invés de um cacto gigantesco. É um tempo de prazer para ambos e não é de admirar que você goste tanto de aberturas que se empenhe em tornar a sua vida uma sucessão delas.

Mas os primórdios não podem ser prolongados interminavelmente; não podem simplesmente ser expostos e reexpostos. Devem seguir adiante e se desenvolverem — ou morrer de tédio. Não é bem assim, você diz. Deve se afastar, ter mudanças, outras pessoas, outros lugares, a fim de que possa voltar a um relacionamento, como se fosse novo, para ter constantes princípios novos.

Nós seguimos adiante numa sucessão prolongada de reaberturas. Algumas foram causadas por separações profissionais que eram necessárias, mas se mostraram desnecessariamente duras e rigorosas para duas pessoas tão chegadas como nós. Algumas foram fabricadas por você, a fim de dispor de mais oportunidades de voltar à novidade que tanto deseja.

Obviamente, a parte de desenvolvimento é um anátema para você. Pois é a parte em que você pode descobrir que tudo o que possui é uma coletânea de idéias bastante limitadas que não funcionam, não importa quanta criatividade lhes acrescente, ou — que é ainda pior para você — que tem o material para alguma coisa gloriosa, uma sinfonia, em cujo caso há trabalho a realizar: profundezas devem ser sondadas, entidades separadas cuidadosamente entrelaçadas, o melhor para glorificarem a si mesmas e umas às outras. Suponho que é análogo ao momento de escrever em que não se pode fugir ou não se deve fugir à idéia de um livro.

Não resta a menor dúvida de que fomos muito mais longe do que você jamais tencionou. E paramos pouco antes do que eu considerava como os nossos próximos passos, lógicos e maravilhosos. Tenho testemunhado o desenvolvimento com você continuamente contido, passei a acreditar que nunca faremos mais do que tentativas esporádicas em nosso potencial de aprendizado, em nossas espantosas similaridades de interesses, não importa quantos anos possamos ter — porque nunca teremos um tempo ininterrupto juntos. Assim, torna-se impossível o crescimento que tanto prezamos e sabemos que é possível.

Ambos tivemos uma visão de algo maravilhoso que nos aguarda. Contudo, não podemos chegar lá, a partir do ponto em que nos encontramos. Estou diante de uma sólida muralha de defesas e você tem a necessidade de construir mais e ainda mais. Anseio pela riqueza e plenitude do desenvolvimento adicional e você procurará meios de evitá-lo, enquanto estivermos juntos. Nós dois ficamos frustrados; você é incapaz de voltar, eu sou incapaz de seguir adiante, num estado de luta constante, com nuvens e sombras escuras sobre o tempo limitado que você nos concede.

Sentir a sua constante resistência a mim, ao crescimento desse algo maravilhoso, como se eu e isso fôssemos alguma coisa horrível — experimentar as várias formas que a resistência assume, algumas cruéis — muitas vezes me causa sofrimento, em um nível ou outro.

Tenho um registro de nosso tempo juntos e fiz uma análise profunda e sincera. Entristeceu-me e até mesmo me chocou, mas foi-me útil para enfrentar a verdade. Recordo os dias do princípio de julho e as sete semanas que se seguiram como nosso único período realmente feliz. Isso foi a abertura e foi linda. Depois, houve as separações, com os desligamentos arrebatados e para mim inexplicáveis — e a igualmente terrível evitação-resistência em suas voltas.

Longe e apartados ou juntos e apartados é uma situação por demais infeliz. Estou me observando virar uma criatura que chora muito, uma criatura que até deve chorar muito, pois quase parece que a compaixão é necessária antes que a bondade seja possível. E sei que não cheguei até este ponto da minha vida para me tornar digna de compaixão.

Ser informada que cancelar o seu encontro para me ajudar, quando eu me encontrava em estado de crise, “não daria certo para você”, fez com que a verdade desabasse em cima de mim com a força de uma avalanche. Encarando os fatos tão honestamente quanto me é possível, sei que não posso continuar, não importa o quanto assim deseje; não posso me inclinar ainda mais.

Espero que você não considere isto como o rompimento de um acordo, mas sim como a continuação dos muitos e muitos finais que você tem iniciado. Acho que é uma coisa que ambos devemos saber. Eu devo aceitar que fracassei em meu esforço de fazê-lo conhecer as alegrias da afeição.

Richard, meu precioso amigo, isto é dito suavemente, até mesmo ternamente, com amor. E os tons suaves não servem para camuflar uma raiva por trás; são autênticos. Não há acusações, responsabilidades ou culpas. Estou simplesmente tentando compreender e estancar a dor. Estou enunciando o que fui forçada a aceitar: que você e eu nunca teremos um desenvolvimento, muito menos a gloriosa expressão climática de um relacionamento desenvolvido ao máximo.

Tenho sentido que se alguma coisa em minha vida mereceu um afastamento de padrões anteriormente estabelecidos, indo além de todas as limitações conhecidas, foi justamente o nosso relacionamento. Suponho que poderia estar justificada em me sentir humilhada por todos os meus esforços para que desse certo. Em vez disso, porém, sinto-me orgulhosa de mim mesma e contente por saber que reconheci a rara e maravilhosa oportunidade que desfrutamos enquanto a tivemos. Dei tudo o que eu podia, no sentido mais puro e elevado, a fim de preservá-la. É o que me conforta agora. Neste momento horrível do final, posso sinceramente dizer que não conheço nenhuma outra coisa que poderia fazer para nos levar ao lindo futuro que poderíamos ter.

Apesar do sofrimento, estou feliz por tê-lo conhecido desta maneira especial e sempre guardarei na memória o tempo que passamos juntos. Cresci com você e aprendi muito. Sei também que fiz grandes e positivas contribuições a você. Ambos somos pessoas melhores por havermos entrado em contato.

A esta altura, tão tardia, ocorre-me que uma metáfora do xadrez poderia também ser útil. O xadrez é um jogo em que cada parte possui o seu próprio objetivo singular, mesmo quando se confronta com a outra; um meio do jogo em que se desenvolve e intensifica uma luta, em que se perdem fragmentos de cada lado, ambos ficando reduzidos; e um fim de jogo em que uma parte acua e paralisa a outra.

Creio que você vê a vida como uma partida de xadrez; eu vejo como uma sonata. E por causa dessas diferenças tanto o rei como a rainha são perdidos, a canção é silenciada.

Ainda sou sua amiga, como sei que você também é meu amigo. Envio esta carta com um coração repleto do mais profundo e terno amor, com toda a consideração que tenho por você, como não ignora, além de um imenso pesar por ficar incumprida uma oportunidade tão cheia de promessa, tão rara e tão bela.

Leslie

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O coração

“O coração é o relógio da vida. Quem não o consulta, anda naturalmente fora
do tempo.” Machado de Assis

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Prosseguindo…

“Esta manhã, antes do alvorecer, subi numa colina para admirar o céu povoado,
e disse à minha alma: Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o
prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?
E minha alma disse: Não, uma vez alcançados esses mundos prosseguiremos no caminho.” (Walt Whitman)

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Razão e emoção – Frase do programa “Não é o que parece”

O modelo que a gente tem pra entender a vida mental, eu diria que é o modelo da música.
Você tem harmonia, melodia, timbre, rítmo. A harmonia, se você quiser de uma frase musical, vem justamente dessa combinação quase inseparável.
Entre razão e emoção, uma coisa não existe sem a outra. Mesmo coisas tão básicas, como o amor. Depende de crença, depende de razão.
A gente não ama qualquer pessoa. Por incrível que pareça. A gente tem um pouco a idealização que o amor vence barreiras, que o amor supera tudo.
Não é verdade. A gente ama pessoas em geral que tem um certo padrão estético, que tem uma certa condição cultural, que tem uma certa afinidade intelectual.
E isso tudo é uma racionalidade que está por baixo da emoção. Agora, claro, isso só não basta. Se eu só me guiar por isso eu não vou conseguir amar.
Mas dificilmente eu vou conseguir amar alguém que esteja fora desses requisitos. A mesma maneira para a razão.
Tudo que a gente quer fazer, mesmo a coisa mais simples do tipo “abre o gás pra esquentar a água pra fazer o café”. Isso é uma atitude racional.
Eu sei que se eu abrir o gás, puser a água dentro do recipiente, aquilo vai ferver a cem graus.
Porém aquilo tudo, dependendo da maneira com que eu esteja fazendo vai ser diferente.
Se eu quiser fazer um café para receber uma visita que eu gosto, para experimentar uma nova máquina, pra sair correndo para o trabalho, ou então estou fazendo um café relaxado, pra uma pessoa que chegou, que eu acho que é impertinente, e que deva ir embora, de maneira que eu não faça nenhuma questão que o café saia bom ou ruim, tudo isso está escrito nesse ato racional. 

Não é o que parece

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Leonardo Boff – Wikiquote

“Quando alguém teme a verdade passa a controlar e a reprimir.”

“Todo ponto de vista é a vista de um ponto.”

“Nenhum ser humano é uma ilha… por isso não perguntem por quem os
sinos dobram. Eles dobram por cada um, por cada uma, por toda a
humanidade. Se grandes são as trevas que se abatem sobre nossos espíritos, maiores ainda são as nossas ânsias por luz.
(…) As tragédias dão-nos a dimensão da inumanidade de que somos
capazes. Mas também deixam vir à tona o verdadeiramente humano que
habita em nós, para além das diferenças de raça, de ideologia e de
religião. E esse humano em nós faz com que juntos choremos, juntos nos
enxuguemos as lágrimas, juntos oremos, juntos busquemos a justiça,
juntos construamos a paz e juntos renunciemos à vingança.”

“A crise representa purificação e oportunidade de crescimento. Não
precisamos recorrer à palavra chinesa de crise para saber dessa
significação. Basta recordar o sânscrito, matriz de nossa língua. Em
sânscrito, crise vem de kir ou kri que significa purificar e limpar. De
kri, vêm crisol, elemento químico com o qual limpamos ouro das gangas,
e acrisolar, que quer dizer depurar. Então, a crise representa um
processo crítico, de depuração do cerne: só o verdadeiro e substancial
fica, o acidental e agregado desaparece. A partir do cerne se constrói
uma outra ordem.”

http://pt.wikiquote.org/wiki/Leonardo_Boff

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Sempre aqui – Fernando Iglesias

Se amanhã você acordar
e o sol não quiser se mostrar,
Eu estarei sempre aqui.

E se as trevas trouxerem temor,
quero dar o meu amor,
Eu estarei sempre aqui.

Sempre aqui,
estarei pra ser sua calma,
Pra dar paz a sua alma,
Estarei sempre aqui.
Se você estiver chorando,
Se ganhando, perdendo ou lutando,
Sou o seu deus, estou sempre aqui.

Se amanhã você acordar
e o futuro incerto for,
Eu estarei sempre aqui.

Tão certo como é o sol nascer
o amor irá crescer, e
Eu estarei sempre aqui, sempre aqui.

Sempre aqui,
estará meu ombro amigo,
Pois eu sempre serei seu abrigo,
e estarei sempre aqui
Quando o tempo fizer nossa história

E esse dia estiver na memória,
eu vou cumprir,
Eu vou cumprir as promessas que eu fiz
No dia em que dei a minha vida,
E ainda estarei sempre aqui.
E como o sol que sempre irá nascer,
O amor sempre irá crescer,
E eu estarei sempre aqui.
Sempre ao seu lado, sempre aqui.

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Chuva de prata

Vem comigo, sem medo!…
Toda vez que o amor disser ” vem comigo”
Vai sem medo de se arrepender

Você deve acreditar no que é lindo
Pode ir fundo, isso que é viver

Chuva de prata que cai sem parar
Quase me mata de tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor

Basta um pouquinho de mel pra adoçar
Deixa cair o seu véu sobre nós
Oh, lua bonita no céu
Molha o nosso amor

Chuva, chuva, chuva, chuva…

Você deve acreditar no que eu digo
Vai sem medo de se arrepender

Toda vez que o amor disser “vem comigo”
Pode ir fundo, isso que é viver

Cola seu rosto no meu, vem dançar
Pinga seu nome no breu pra ficar
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção

Oh, lua bonita no céu
Molha o nosso amor

Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor

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Tente outra vez

Veja,
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba,
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não, não, não

Tente,
Levante sua mão sedenta a recomece a andar
Não pense que a cabeça aguenta se você parar
Não, não, não, não, não

Há uma voz que canta,
Há uma voz que dança
Há uma voz que gira
Bailando no ar

Queira,
Basta ser sincera e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente,
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez

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Como nossos pais

Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Das coisas que aprendi
Nos discos…
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo

Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa…

Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens…

Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz…

Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração…

Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais…

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais…

Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém

Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando…

Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem…

Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal…

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais…

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Frase do Wikiquote

“É o crepúsculo de novo. Outro final. Não importa o quanto os dias sejam perfeitos, eles sempre têm que acabar.” – Edward. (Crepúsculo)

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The Call – Regina Spektor – Trilha de Príncipe Caspian

It started out as a feeling
Which then grew into a hope
Which then turned into a quiet thought
Which then turned into a quiet Word
And then that word grew louder and louder
‘till it was a battle cry
I’ll come back
When you call me
No need to say goodbye

Just because everything’s changing
Doesn’t mean it’s never been this way before
All you can do is try to know who your friends are
As you head off to the war
Pick a star on the dark horizon
And follow the light
You’ll come back when its over
No need to say good bye
You’ll come back when it’s over
No need to say good bye.

Now we’re back to the beginning
It’s just a feeling and no one knows yet
But just because they can’t feel it too
Doesn’t mean that you have to forget
Let your memories grow stronger and stronger
‘til they’re before your eyes
You’ll come back
When they call you
No need to say good bye
You’ll come back
When they call you
No need to say good bye

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When you wish upon a star – Trilha do filme Pinóquio

When you wish upon a star
Makes no difference who you are
Anything your heart desires
Will come to you

If your heart is in your dream
No request is too extreme
When you wish upon a star
As dreamers do

Fate is kind
She brings to those who love
The sweet fulfillment of
Their secret longing

Like a bolt out of the blue
Fate steps in and sees you through
When you wish upon a star
Your dreams come true

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Frase do Wikiquote –

“O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.” 

Barão de Itararé

 

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Lira romantiquinha – Carlos Drummond de Andrade

Por que me trancas
o rosto e o riso
e assim me arrancas
do paraíso?

Por que não queres,
deixando o alarme
(ai, Deus: mulheres!),
acarinhar-me?

Por que cultivas
as sem perfume
e agressivas
flores do ciúme?

Acaso ignoras
que te amo tanto,
todas as horas,
já nem sei quanto?

Visto que em suma
é todo teu,
de mais nenhuma,
o peito meu?

Anjo sem fé
nas minhas juras,
porque é que é
que me angusturas?

Minh’alma chove
frio, tristinho.
Não te comove
este versinho?

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Encontro da Sílvia com o Raul – Caminho das Índias

-Sílvia?
-Raul?
-Me escuta! Sílvia, calma!
-Raul? Não, espera aí.
-Se você acha que eu sou o bandido da sua história, está aí seu marido.
-Espera aí. Espera aí. O que que está acontecendo? Espera aí. Espera aí, pelo amor de Deus. Não é possível. Não é possível! Eu não estou louca! Eu não estou louca. Eu vi ele morto. Não é possível, eu não estou louca. O que que está acontecendo? Eu chorei, eu me desesperei, você estava morto.
-Sílvia, eu não tenho nenhuma justificativa pra o que eu fiz. Nenhuma.
-Não, nem tenta justificar, Raul. Nem tenta justificar. Eu preciso saber…eu preciso saber como você fez isso. Meu Deus do céu! A única coisa que eu preciso é ter certeza da minha sanidade. Eu vi você morto. Você estava morto.
-Aparentemente morto.
-Foi uma simulação.
-Simulação? Simulação?
-Confessa tudo, Raul.
-Não. Espera aí. Espera aí. Então…aquele dia que você passou o dia dizendo que estava com um pressentimento que ia morrer…aquela conversa estranha…você estava preparando isso, Raul?

-Espera aí, meu Deus do céu. Agora que eu estou entendendo, meu Deus. Meu Deus, eu ali preocupada com você, comovida com você, Raul, querendo mandar você pra um analista, e você frio, manipulando tudo, era tudo calculado, Raul?

-Como é que você simulou isso, como? Como? Eu vi. Eu vi.

-A Ivone…tem alguma coisa a ver com isso.
-Foi ela. Ela foi a cabeça de tudo.
-Então era ela, meu Deus. Meu Deus do céu. Era ela. A amante que ela estava me ajundando a identificar era ela mesma. Você é um canalha, Raul. Canalha. Meu Deus do céu, você é um canalha. Como é que você fez isso comigo, Raul? Hein? Como é que você fez isso comigo? Se você não queria mais o casamento, porque é que você não pediu o divórcio? Eu querendo o divórcio e você não aceitava. Se você queria uma amante, porque você não foi procurar longe? Tinha que ser a minha melhor amiga? Dentro da minha casa. Pra que Raul? Pra me humilhar, é isso?
-Eu estava confuso demais, Sílvia…
-Quem estava confusa era eu, quem estava confusa era eu, Raul.
-Não era você. O problema nunca foi você. Foi a minha vida inteira Sílvia. Eu sempre tive essa sensação de fracasso.
-Fosse pra um analista, Raul. Fosse resolver isso num divã de um analista, e não dilacerando a minha vida, porque eu não tenho culpa se você é um fraco.
-Eu não estou culpando você.
-Mas foi a minha vida que você destruiu. A minha vida e a da sua filha, Raul. Não adianta fazer essa cara de coitado, porque eu não tenho a menor pena de você. Olha, eu não sei, Raul, o que te aconteceu, mas seja o que for, foi bem merecido.
-Sílvia…
-A sua filha está aqui…atrás das grades, Raul. Foi você que fez isso. Foi você que jogou a sua filha na cadeia, foi você que fez ela se envolver com bandidagem, foi você Raul.
-Eu sei, eu sei, eu me culpo por isso, eu me culpo!
-Se culpa coisa nenhuma, se culpa porque está aqui, porque foi pego, porque se você não tivesse sido pego, Raul, você não estava nem um pouco preocupado. Você é um egoísta. Egoísta e cínico.
-Sílvia, o que eu fiz é indefensável, mas eu estou arrependido, Sílvia. Só queria que você ouvisse, eu estou arrependido. Se eu pudesse voltar atrás nada disso teria acontecido.
-Agora eu quero saber de tudo. Eu quero saber, agora eu quero saber de tudo. De todos os podres, de todas as vezes que eu fui enganada, que eu fui traída, que eu fui feita de idiota dentro da minha própria casa. Meu Deus do céu, a gente não imagina que as pessoas são capazes de fazer coisas que a gente não é capaz de fazer. Eu achei que eu conhecia você tão bem, Raul. Vinte anos de convivência. Eu podia duvidar de tudo, Raul, menos da sua sinceridade, do seu amor por nós. Meu Deus do céu…eu vivi  vinte anos com um estranho.
-Eu não quero me eximir de culpa. Eu nao vou me eximir de culpa…mas se eu não tivesse conhecido ela…
-Se o seu caráter depende de quem você conheça, da proposta que te façam, Raul, então você não tem caráter nenhum. Você é pior que ela. A família era sua, Raul. O compromisso era seu, não dela.
-Eu só queria que você ouvisse…que eu … eu tenho…
-Meu Deus do céu…aquela armação…aquela armação de me tirar de casa…de tirar a Júlia de casa…a Ivone me telefonando, dizendo que estava embarcando, que precisava que eu assinasse o papel…meu Deus do céu…

-Pra mim você está morto, Raul. Eu preferia que você tivesse morrido de verdade.
-Um dia, eu queria que você me escutasse…me desse a chance de explicar pra você minhas razões…erradas eu sei, erradas eu sei, mas..
-Você não tem mais nenhuma chance comigo, Raul. A melhor coisa que você pode fazer por mim e por sua filha hoje, é morrer de verdade.

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