JotaPêAh!

É preciso tirar os criminosos da ilegalidade

em 15/02/2012 20:03:56

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2012/02/15/e-preciso-tirar-os-criminosos-da-ilegalidade/

O governo deveria criar o Vale-Bandido ou o Bolsa Roubada. Todo trabalhador honesto teria direito a um cupom mensal para entregar a um ladrão quando fosse abordado pelo meliante.

Sei lá, seriam tíquetes de R$ 50 ou R$ 80, tanto faz. Discutir valores agora é mesquinharia. O que importa é o conceito de reengenharia social por trás dessa ideia que pode diminuir e, com o tempo, talvez zerar o alto índice de roubos e assaltos a que estamos acostumados.

Sempre haverá aqueles que dirão que isso é estimular a vagabundagem. Basta lembrar como o Bolsa-Família foi criticado no começo. Os anos provaram que essa ação do Estado poupou milhões de pessoas da miséria. Pois chegou o momento histórico de tirarmos os criminosos da ilegalidade.

Eles não podem mais viver como marginais. Todos vamos ganhar com isso. É preciso colocá-los na formalidade, fazer com que recolham impostos e assumam seu papel na sociedade.

Alguns cuidados seriam necessários, óbvio, senão ia virar uma roubalheira. A gente sabe como o brasileiro sempre arruma um jeitinho de tirar proveito da situação. Por isso, é fundamental garantir que todos ajam de forma honesta com o dinheiro público.

Para adquirir o direito de roubar o benefício do trabalhador, o assaltante teria que ter ficha na polícia. É o mínimo que se pode exigir de um ladrão: que tenha antecedentes. O que transformou nossas vidas num pesadelo é essa história de qualquer um, sem o menor preparo, chegar enfiando um revólver em nossas caras. Chega de amadorismo.

Para os pés de chinelo, os iniciantes, os que ainda não têm experiência, os governos estaduais e municipais criariam cursos técnicos e oficinas que inserissem os jovens no mundo do crime, de uma forma segura e responsável. Educação é tudo. E, nessa empreitada, nossos governantes teriam muito a ensinar.

De posse de uma mínima bagagem criminal, o salafrário iria até uma delegacia para se entregar, ou melhor, entregar os documentos que comprovem sua atividade ilícita. Pagaria uma fiança condizente com as posses até então surrupiadas e estaria livre para praticar roubos literalmente qualificados.

O cidadão-vítima ficaria com um comprovante de que já foi assaltado naquele mês. Caso aparecesse outro bandido, bastaria apresentar a segunda via da pilhagem, devidamente assinada. Quanto menos burocracia, melhor. Ainda mais numa hora dessas.

Os ladrões que resistissem a cooperar com esse moderno projeto de distribuição de renda, teriam como única opção assaltar bancos, joalherias ou demais empresas com forte esquema de segurança. Sempre haverá os que não abrem mão do glamour da profissão.

Paciência. No primeiro momento, a prioridade deve ser cuidar dos mais necessitados. Seria muita ingenuidade achar que vamos melhorar esse país da noite pro dia. Só depois de muito esforço teríamos condições de implantar o Vale-Traficante ou o Auxílio-Corrupção. Além do Bolsa Político, claro.


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