JotaPêAh!

A Construção do Navio

em 28/10/2011 09:52:30

A construção de um navio parece com a formação das pessoas.

Durante a gestação, o casco é construído, até que somos lançados ao mar.

A maior parte de um navio é colocada depois, como acontece com a gente.

Camarotes, porões, motores, pinturas, enfeites são acrescentados durante a infância e adolescência, até o navio ficar pronto para a primeira viagem.

Um navio fica pronto quando sai do estaleiro, mas com a gente é diferente – e este é o desafio de cada um, pois crescemos todo dia e nunca ficamos prontos.

Apesar disso, é preciso partir. Mas nem todos têm a coragem de ir e continuam atracados aos cais, julgando-se incapazes de navegar sozinhos.

Algumas pessoas são obrigadas a zarpar, já que os encargos de segurança do porto tornam-se pesados demais, e, às vezes, perdem um tempo precioso da viagem, revoltadas e lamentando-se por tudo isso. Mas nem todo mundo é assim.

Alguns, mal o dia amanhece, já partiram. Parecem muito ocupados e logo somem no horizonte. Desde cedo, sabem o que querem e têm pressa de viver.

Outros navios também saem logo que podem, mas ficam dando voltas e mais voltas sem chegar a lugar algum. Acabam navegando só para comprar mais combustível todo dia, e o que ganham mal dá para a reforma do casco.

Os maiores desperdiçadores de seus próprios recursos são aqueles que não sabem o que querem. E o pior é que, quando a gente não sabe direito o que espera do rumo que está tomando ou nem se tem um rumo, não pode corrigir a rota se estiver no caminho errado.

Nós somos os maiores responsáveis pelas tempestades que não conseguimos evitar.

Já outras pessoas deixam de navegar milhares de milhas para se conformarem com umas poucas centenas, porque têm medo de atrair ventos contrários ou, então, querem agradar ou impressionar a alguém…

A gente não deve aceitar essa situação, pois significa concordar em ser menos do que se pode ser.

Todo dia é dia de evolução e aprendizado, e, como a lua cheia, quando paramos de crescer, começamos a diminuir.

Então a primeira coisa a fazer é tornar-se comandante de si mesmo, e isso equivale a pensar com a própria cabeça, a ser timão e timoneiro, assumindo riscos pelos erros, pois só erram os que tem coragem para ousar e, se caírem, levantar e tentar de novo – sempre.

Pois ninguém sabe de nossa autonomia no mar, de nossa capacidade de carga, ou a que velocidade podemos singrar as águas dos oceanos, sejam azuis ou escuras.

(As mais belas parábolas de todos os tempos – Vol. II)


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