JotaPêAh!

Morre Steve Jobs, fundados da Apple

em 06/10/2011 08:45:38

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Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.

Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.

Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.

"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."

Homem-zeitgeist
A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.

Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.

Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."

 

Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.

Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses – plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.

Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.

 

Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.

Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.

Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos — às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.

Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.

Do LSD ao Mac
O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.

"Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida", disse, em entrevista ao "New York Times". Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.

Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.

Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.

Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".

"Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como ‘barra Q-Z’. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro – e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas", afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.

Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".

Saída da própria empresa
Mas o sucesso do Mac – que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) – não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.

Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.

O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de1996, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.

O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos – alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes – inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade – "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou. "Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido."

Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.

Sigilo na vida pessoal
A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional – os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita – foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.

Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple. "Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou", afirmou, em comunicado.

A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.

Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.

Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.

Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.

Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/10/morre-steve-jobs-fundador-da-apple.html

 

 

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Faleceu hoje, dia 5 de outubro, Steve Jobs, fundador da Apple, que era considerado um verdadeiro gênio por muitos.
Afastado da companhia por problemas de saúde, um câncer no pâncreas e um transplante de fígado, no dia 24 de agosto renunciou ao cargo de presidente, em cuja carta dizia que sempre deixou claro que quando não pudesse mais cumprir as suas atribuições como diretor-executivo ele seria o primeiro a dar esta notícia. E, infelizmente, este momento havia chegado.
Um dos maiores defensores da popularização da tecnologia, ele tinha a crença de que computadores, gadgets e afins deveriam ser simples e fáceis para que todos pudessem ter acesso, de onde surgiu a sua clássica frase “It just works” (simplesmente funciona).

Ele também ficou muito conhecido por achar que a pesquisa de mercado não era extremamente necessária, comparando sempre a sua justificativa a Henry Ford, que quando perguntou às pessoas o que elas queriam, elas disseram “um cavalo mais rápido” e, portanto, se ele fosse atrás dos consumidores, o carro jamais existiria.
Workaholic assumido, ele gostava de acompanhar todos os processos de produção da Apple, fazendo com que nenhum produto saísse para as lojas sem que passasse pela a sua aprovação. Em nota, a empresa disse que “a Apple perdeu um gênio visionário e criativo e o mundo perdeu um ser humano incrível”.

A família de Jobs também fez um comunicado separado do da empresa, dizendo que ele morreu de forma tranquila nesta quarta-feira, rodeado por sua família. “Sabemos que muitos de vocês desejam lamentar conosco, mas pedimos respeito ao nosso desejo de privacidade nesse momento de pesar. Estamos agradecidos às pessoas que compartilharam seus anseios e orações durante o último ano da doença de Steve. Um site será criado para aqueles que desejam fazer homenagens. Agradecemos o apoio e a gentileza daqueles que compartilham nossos sentimentos. Sabemos que muitos de vocês estarão em luto conosco e pedimos que respeitem a nossa privacidade neste momento de dor”.

Ídolo de muitos, as redes sociais estão repletas de mensagens sobre o assunto, onde a grande maioria afirma que todos perderam uma das pessoas mais astutas e capazes que já existiram. “Ele era um ícone. Soube viver e usar a sua inteligência a favor do mundo”, fala em seu Facebook a jornalista Thaís Cajé. Em seu Twitter, o empresário Caio Yoshida complementa dizendo: “Há uma grande diferença entre ter sorte e ‘ser o cara’. E Jobs foi a segunda alternativa”.
A página da Apple, em seu anúncio oficial, convida a todos a enviarem mensagens de condolência através do e-mail rememberingsteve@apple.com

Este é o texto que aparece no site da Apple:

"A Apple perdeu um gênio visionário e criativo, e o mundo perdeu um ser humano fantástico. Os que tiveram a sorte de conhecer Steve e traalhar com ele perderam um amigo querido e um mentor que os inspirava. Steve deixa uma empresa que só ele poderia ter crido. Seu espírito será sempre a base da Apple"

Fonte: www.apple.com.br


Bill Gates
, fundador da Microsoft:

"Estou muito entristecido por saber da morte de Steve Jobs. Melinda e eu estendemos nossas sinceras condolências à sua família e amigos, e a todos que Steve tocou através de seu trabalho. Steve e eu nos encontramos pela primeira vez há quase 30 anos, e fomos colegas, concorrentes e amigos durante mais da metade de nossas vidas.
O mundo raramente vê alguém que tenha tido um impacto profundo como o de Steve, cujo efeito será sentido por muitas gerações. Para aqueles que tiveram a sorte de trabalhar com ele, foi uma imensa honra. Sentirei imensamente saudades dele."

Fonte: http://www.thegatesnotes.com/Personal/Steve-Jobs


Steve Ballmer
, CEO da Microsoft:

""Eu quero expressar minhas profundas condolências pelo falecimento de Steve Jobs, um dos fundadores da nossa indústria e um verdadeiro visionário. Meu coração está com sua família, todos na Apple e todos os que foram tocados pelo seu trabalho."

Fonte: http://www.microsoft.com/Presspass/press/2011/oct11/10-05statement.mspx


Mark Zuckerberg
, fundador do Facebook:

"Steve, obrigado por ter sido um mentor e um amigo. Obrigado por mostrar que o que você constrói pode mudar o mundo. Sentirei sua falta."

Fonte: http://www.facebook.com/zuck/posts/10100100934727791


Sergey Brin
, fundador do Google:

"Desde os primeiros dias do Google, quando Larry e eu buscávamos inspiração para nossa visão e liderança, nós não precisávamos olhar além de Cupertino. Steve, sua paixão pela excelência é sentida por qualquer um que tenha tocado algum produto da Apple (inclusive o MacBook que estou escrevendo isto agora). E eu testemunhei isso pessoalmente nas poucas vezes que nos encontramos.
Em nome de todos nós do Google e mais amplamente no mundo da tecnologia, sua falta será muito sentida. Meus pêsames à família, amigos e colegas da Apple."

Fonte: https://plus.google.com/109813896768294978296/posts/dwmWyNSoXTh

Larry Page, fundador do Google

Estou muito, muito triste por ouvir as notícias sobre Steve. Ele foi um grande homem com conquistas inacreditáveis e um brilhantismo fantástico. Ele sempre foi capaz de dizer com poucas palavras o que você deveria estar pensando antes do que você pensou.

Seu foco na experiência do usuário acima de tudo foi sempre uma inspiração para mim. Ele foi muito gentil ao me procurar quando eu me tornei CEO do Google, e dedicou seu tempo para oferecer seus conselhos e conhecimento mesmo que ele não estivesse se sentindo bem.

Meus pensamentos e os do Google estão com sua família e com toda a família Apple"

Fonte: https://plus.google.com/106189723444098348646/posts/4wkYwTCCgAc


Barack Obama, presidente dos EUA:

Descanse em paz, Steve Jobs. De todos nós na #Obama2012, obrigado pelo trabalho que você tornou possível todos os dias — incluindo o nosso.

Michelle e eu estamos tristes por saber da morte de Steve Jobs. Steve estava entre os maiores inovadores americanos — corajoso o bastante para pensar diferente, ousado o suficiente para acreditar que podia mudar o mundo, e talentoso para conseguir isso. Ao construir uma das companhias mais bem-sucedidas do planeta em sua garagem, ele foi um exemplo da engenhosidade do espírito americano.

Ao fazer o computador pessoal e colocar a internet nos nossos bolsos, ele tornou a revolução da informação não apenas acessível, mas também intuitiva e divertida. E, por dedicar seu talento para as histórias que contava, ele trouxe alegria às vidas de milhões de crianças e adultos. Steve gostava de dizer que vivia cada dia como se fosse o último. Por ter feito isso, ele transformou nossas vidas, redefiniu o mercado e alcançou um dos feitos mais raros da história da humanidade: ele mudou a forma como cada um de nós vê o mundo.
O mundo perdeu um visionário. E não haveria maior tributo ao sucesso de Steve do que boa parte do mundo saber da sua morte em um aparelho que ele inventou. Michelle e eu mandamos nossos pensamentos e orações à esposa de Steve, Laurene, à sua família, e a todos que o amavam.

Fonte: http://www.whitehouse.gov/blog/2011/10/05/president-obama-passing-steve-jobs-he-changed-way-each-us-sees-world

Michael Dell, fundador da Dell:

"Hoje o mundo perdeu um líder visionário, o setor de tecnologia perdeu uma lenda, e eu perdi um amigo e um empresário brilhante. O legado de Steve Jobs será lembrado por gerações vindouras. Meus pensamentos e orações vão para sua família e à equipe da Apple."

Fonte: http://blogs.wsj.com/digits/2011/10/05/dell-founders-statement-on-jobs/


Meg Whitman
, CEO da HP:

"Steve Jobs foi um empreendedor e empresário único, cujo impacto na tecnologia foi sentido além do Vale do Silício. Ele será lembrado para a inovação que ele trouxe para o mercado e a inspiração que ele trouxe para o mundo"

Fonte: http://blogs.wsj.com/digits/2011/10/05/meg-whitman-on-death-of-steve-jobs/

Alguns sites modificaram seu visual em homenagem a Jobs:

O site Boing Boing mudou o seu visual para parecer um Mac da década de 80:

O site Wired ficou totalmente preto com a imagem de Jobs:

Todas as versões do Google mostram "Steve Jobs 1955-2011":

O trabalho de Steve Jobs foi exemplar, e a CNN publicou dez áreas aonde Jobs revolucionou:

1. Design: minimalista e uso de metal e alumínio ao invés de plástico
2.Música: iTunes e iPod integrados
3. PC: a Apple ajudou a popularizar com o Apple II na década de 80
4. A era pós-PC: iPad
5. Propaganda: campanha do Mac de 1984, que foi criada por Ridley Scott (que também criou o filme Aliens e Blade Runner) e a campanha Mac x PC
6. iPhone: iniciou a revolução dos smartphones atuais
7. Ecossistema: hardware, software e serviços integrados
8. Mac OS: simples e fácil de utilizar
9. Lojas da Apple: incentivou a interação das pessoas com seus produtos
10. A empresa Apple: se tornou a empresa de tecnologia mais valiosa do mercado

Eu adicionaria à lista acima a inegável revolução no mercado gráfico, pois a Apple permitiu aos poucos que empresas pudessem realizar trabalhos antes destinados a gráficas com equipamentos rudimentares em comparação com os dias atuais (além do uso de fontes variáveis de alta definição) e também o cinema de animação, aonde Jobs ajudou a criar a Pixar.


Foto rara de 1991: Steve Jobs e Bill Gates conversam na casa de Jobs em Palo Alto

Eu pessoalmente não admiro a Apple, como muitos: eu prefiro o Windows (um sistema operacional completo) do que o MacOS (deficiente em games, aplicativos e hardware), eu prefiro o meu desktop e notebook Alienware (que trucidam qualquer Mac, permitindo que eu trabalhe muito mais rápido), meu HTC HD7 com Windows Phone 7.5 "Mango" (que tem uma tela maior e funcionalidades que eu preciso, mas o meu Nokia anterior também era suficiente) ao invés do iPhone, e estou testando o Windows 8 no tablet (que será um sistema operacional completo) ao invés de usar um iPad limitado em tudo.

Apesar disso, eu admito que Steve Jobs foi brilhante, um excelente competidor de várias empresas (Microsoft, Google e Samsung são as três principais), e que ele obrigou a concorrência a acordar (tarde demais) e criar produtos mais eficientes, bem-acabados e bonitos. A sua morte é uma perda lamentável e inestimável para todo o mercado (e não somente para os usuários de produtos Apple), e eu espero que apareçam muitos outros Steve Jobs para elevarem o nível do mercado aonde eles atuarem.

[]s

Por Priscilla Silvestre (texto inicial) e Aurélio "Baboo" Minerbo (demais citações e comentários)


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