A origem de Bliss.jpg, a linda paisagem padrão do Windows XP

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Ciencia-e-tecnologia/noticia/2011/08/origem-de-blissjpg-linda-paisagem-padrao-do-windows-xp.html

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Quem teve Windows XP sabe muito bem que imagem é essa, acima. Pode nem saber seu nome, ou nada a respeito dela, mas passou algum tempo de cara para ela no trabalho ou em casa. Esta fotografia – talvez uma das paisagens mais vistas do mundo – chama-se Bliss.jpg e era a opção padrão de papel de parede no XP.

Era quase uma fuga, se imaginar nesse plácido gramado, onde problemas parecem não atormentar a cabeça. Quer ir para lá? Pois é só pegar um avião até a Califórnia e seguir de carro pelo campo até o condado de Sonoma. Para fazer isso pelo Google Street View – bem mais fácil -, é só buscar pelas coordenadas 38.248966, -122.410269 no Google Maps e ter a visão abaixo da paisagem. As informações são do site The Next Web.

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A foto foi tirada em 1996 pelo fotógrafo americano Charles O’Rear, com uma câmera de médio formato. Ele não revela a imagem original e nem quanto a Microsoft pagou, por conta de um contrato de confidencialidade. Mas alega que, por incrível que pareça, não houve manipulação.

Hoje em dia, quinze anos depois do clique de O’Rear, um vinhedo tomou conta da paisagem – e tirou um pouquinho de seu encanto. Outro fotógrafo chamado Tony Immoos postou na internet uma foto da mesma paisagem, que tirou no ano passado tentando simular as mesmas cores da original. A foto foi escolhida pelo Google Street View como uma das imagens cadastradas do local. O resultado está abaixo.

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Gelatina em camadas

Fonte: http://www.receitas.com/gelatina-em-camadas-4e4c760a95b5d040cc000375

 

 

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ingredientes
  • 05 pacotes de gelatina de morango ou do seu sabor preferido
  • 01 lata de creme de leite
  • água
modo de preparo

Para a 1ª camada: dissolva 01 pacote de gelatina de morango em 120 ml de água filtrada fervente. Depois, adicione 120 ml de água gelada e misture.

Dissolvida a gelatina, coloque-a em uma forma para fazer pão untada com óleo. Coloque-a na geladeira por um período de 02 horas.

Para a 2ª camada: dissolva a gelatina de morango em 90 ml de água fervente. Depois, adicione 90 ml de água gelada. Coloque-a no liquidificador juntamente com 1/2 lata de creme de leite. Bata bem e despeje por cima da 1ª camada. Coloque novamente na geladeira por mais 02 horas.

Para a 3ª camada: o mesmo procedimento da 1ª camada.

Para a 4ª camada: o mesmo procedimento da 2ª camada. Reserve um pouquinho do creme de leite para a decoração final. Deixe na geladeira por um período de 4/5 horas, a fim de que a gelatina fique bem firme.

Retirada da geladeira, passe uma faca nas laterais da forma e desenforme a gelatina.

Decoração

Dissolva 01 pacote de gelatina de morango em 50 ml de água filtrada fervente. Depois, adicione 50 ml de água gelada e misture.

Passe um pouco da gelatina dissolvida por cima da gelatina em camadas para que ela fique brilhosa. Com o restante da gelatina e do creme de leite faça desenhos decorativos.

Óleo de coco emagrece? Especialistas respondem

Fonte: http://gnt.globo.com/saude/alimentacao/Oleo-de-coco-emagrece–Especialistas-respondem.shtml

 

O óleo de coco é uma das substâncias mais comentadas do momento. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, adicionaram o óleo de coco virgem a bolinhos, consumidos por voluntários.O estudo mostrou que aqueles que ingeriram os bolinhos emagreceram além do esperado. Na região do abdômen, a perda de centímetros foi sete vezes maior, quando comparada ao grupo que não incluiu o óleo de coco na rotina alimentar.
A nutricionista Adriana Castro, da clínica Club Corpus, explica que “a gordura de coco é capaz de gerar calor e queimar calorias, favorecendo a perda de peso”. O médico Guilherme Giorelli, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) lembra que “o óleo também é indicado para diminuir os triglicérides e o mau colesterol (LDL), aumentar o bom colesterol (HDL) e por sua característica anti-inflamatória”.
A seguir, confira as dicas dos dois especialistas para consumir o óleo de coco:

 

  • 1

    Quantidade ideal

    Para quem deseja emagrecer, a nutricionista Adriana Castro aconselha a ingestão de até quatro colheres de sopa por dia. “Essa quantidade diminui o apetite e favorece a perda de peso, já que eleva o gasto energético do organismo. Quem segue dietas com restrição de gorduras deve começar com uma dose de meia colher de sopa ao dia e aumentar o consumo gradualmente”, pondera. Ela reforça que o óleo de coco não é um medicamento e, sim, um alimento complementar. Sendo assim, é preciso consumi-lo todos os dias para perceber os benefícios.

  • 2

    Combinação com outros alimentos

    Segundo Adriana, “o óleo de coco virgem tem sabor agradável e pode ser consumido puro. Ele também não altera o sabor de outros alimentos, o que permite usá-lo em substituição ao óleo de soja ou canola, e ainda misturá-lo em sucos e vitaminas, como tempero para saladas ou na receita de bolos e doces”. O nutrólogo Guilherme Giorelli completa: “Nas refeições ricas em carboidrato, o óleo de coco virgem pode diminuir o índice glicêmico da refeição, deixando o prato mais saudável”.

  • 3

    Óleo de coco X óleo de coco virgem

    É importante ressaltar que os benefícios estão no óleo de coco virgem. “O óleo de coco é dividido em duas categorias: refinado e virgem. A versão refinada é obtida a partir do coco seco, chamado de copra, e não mantém suas propriedades benéficas. O óleo de coco virgem é obtido, por processos físicos, a partir de cocos frescos. O alimento passa pelas etapas de prensagem e filtração, preservando seus fitoquímicos naturais”, diz Adriana Castro. A nutricionista informa que o óleo virgem pode ser preparado em casa.

  • 4

    Cápsulas de óleo de coco virgem

    Guilherme diz que “as cápsulas de coco ainda necessitam de estudos clínicos para comprovar sua ação benéfica”.

  • 5

    Demais indicações

    De acordo com Adriana, o óleo de coco virgem é capaz de prevenir certas doenças. “De todas as gorduras vegetais, a de coco apresenta a maior concentração de ácido láurico – mesmo ácido graxo presente no leite materno. O óleo de coco virgem melhora a absorção dos nutrientes, elevando todas as defesas do organismo. Ele também age na prevenção e no combate de fungos, como a cândida, e parasitas, como a giárdia”, complementa. A nutricionista diz que o óleo também regula a função intestinal, combate a fadiga crônica e a fibromialgia e ajuda no controle da diabetes, já que não estimula a liberação de insulina.  

  • Cobra de seis metros e de 120 quilos é encontrada por fazendeiro em MT

    Fonte: http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2011/08/cobra-de-seis-metros-e-de-120-quilos-e-encontrada-por-fazendeiro-em-mt.html

    imageUma cobra sucuri de seis metros foi capturada em uma fazenda localizada próxima ao município de Guarantã do Norte, a 721 quilômetros de Cuiabá. O proprietário contou que o animal pesa 120 quilos e já estava na fazenda há alguns dias se alimentando, inclusive, de outros bichos como novilha e galinhas.

    O dono da fazenda acionou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do município, para capturar a cobra após alguns animais terem sido devorados. De acordo com o Ibama, a primeira tentativa de captura foi feita na quarta-feira (24), porém, pelo tamanho e peso do animal não foi possível conseguir dominá-lo.

    Ainda conforme a diretoria da instituição foram necessários oito homens para a busca do animal, que se escondia em um córrego e nas pastagens. Após a captura, a cobra foi colocada em uma gaiola e passou por avaliação de biólogos. O Ibama confirmou também que o animal foi solto nesta sexta-feira (26) na Serra do Cachimbo, região Norte de Mato Grosso.

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    Satélite da Nasa ‘flagra’ buraco negro engolindo estrela

    Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/08/satelite-da-nasa-flagra-buraco-negro-engolindo-estrela.html

     

    Um buraco negro dentro de uma galáxia a 3,9 bilhões de anos-luz de distância da Terra foi "flagrado" por um telescópio da Nasa ao engolir uma estrela que se aproximou demais. Dois estudos sobre o fenômenro foram publicados na edição desta semana da revista "Nature".

    O "acidente" cósmico tem causado o envio de raios X à Terra desde março de 2011. A galáxia está localizada na direção da constelação do Dragão. Os gases da estrela acabam sendo "engolidos" e ficam girando na região do buraco negro. Um feixe de partículas é formado no local e um dos lados do feixe está virado em direção da Terra, permitindo que o satélite Swift detecte o fenômeno.

    Segundo os astrônomos, os centros da maioria das galáxias possuem buracos negros gigantes – com milhões de vezes a massa do Sol. No caso da Via Láctea, o buraco negro tem uma massa igual a de 4 milhões de sóis. Os dados do Swift mostram que o buraco negro pesquisado é duas vezes maior do que o da nossa galáxia.

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    Steve Jobs deixa comando da Apple

    Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/08/steve-jobs-deixa-comando-da-apple.html

    http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/08/em-texto-jobs-diz-que-infelizmente-chegou-o-dia-de-deixar-cargo-de-ceo.html

     

    imageO presidente da Apple, Steve Jobs, anunciou oficialmente nesta quarta-feira (24) que está deixando o comando da empresa. O cargo de CEO será ocupado por Tim Cook, vice-presidente operacional e que comandou a empresa durante os períodos de licença médica de Jobs.

    Jobs, fundador da empresa e que voltou para comandar a Apple em 1997 após ter deixado a companhia em 1985, se submeteu a uma cirurgia para retirada de tumor maligno no pâncreas em agosto de 2004. No primeiro semestre de 2009 e em janeiro de 2011, o empresário tirou licenças médicas para cuidar da saúde. Em ambas as ocasiões, Cook ficou no comando da empresa criadora do iPhone e do iPad.

    "A extraordinária visão e liderança de Steve salvou a Apple e a guiou para sua posição de empresa de tecnologia mais inovadora e valiosa do mundo", disse Art Levinson, membro do conselho, em um comunicado. Com Jobs, a Apple deixou de ser uma empresa perto da falência em 1997 para se tornar, no dia 9 de agosto de 2011, a maior companhia de capital aberto do mundo. "O conselho tem total confiança de que Tim é a pessoa certa para ser nosso próximo CEO", acrescentou Levinson.

    Veja a íntegra do comunicado de Jobs:

    "Ao Conselho de Administração a à comunidade da Apple

    Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou.

    Neste momento eu abdico do cargo de CEO da Apple. Eu gostaria de servir, se o conselho assim achar compatível, como presidente do conselho, diretor e empregado da Apple.

    Em relação ao meu sucessor, eu recomendo fortemente que nós executemos nosso plano de sucessão e que Tim Cook seja nomeado CEO da Apple.

    Acredito que os dias mais inovadores e brilhantes da Apple estão adiante. E espero assistir e contribuir para este sucesso em uma nova função.

    Fiz alguns dos melhores amigos da minha vida na Apple, e agradeço a todos vocês pelos muitos anos conseguindo trabalhar ao seu lado.

    Steve"

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    Motorola tem comercial proibido por fazer propaganda enganosa

    imageA Motorola está proibida de continuar a veicular um comercial na Inglaterra por causa de uma reclamação de fãs de outra empresa, a Samsung. O motivo? Propaganda enganosa!

    No comercial, a Motorola afirma que Atrix é o smartphone mais poderoso do mundo. Com isso, a Advertising Standards Authority (ASA), orgão regulador da publicidade do país, recebeu duas queixas de fãs do smartphone Samsung Galaxy alegando que o Atrix é inferior. Eles argumentaram que o Galaxy II Samsung i9100 S tem um processador mais poderoso e que a declaração do aparelho da Motorola ser mais rápido é então enganosa.

    A Motorola contra-argumentou que, além de sua capacidade de processamento, o Atrix tinha outras características que não promoveu no anúncio, como 20% de bateria mais potente do que todos os concorrentes e que proporciona uma melhor segurança e proteção. A empresa ainda disse que, apesar do Samsung Galaxy ter um processador mais rápido, a combinação de características tornavam o Atrix o "smartphone mais poderoso do mundo".

    O ASA respondeu que os consumidores entenderiam que o comercial diz que o smartphone em si seria o mais poderoso do mundo, concordando com a reclamação. Por causa disso baniu o anúncio por quebrar as regras da publicidade em relação a propaganda enganosa e determinou que a Motorola não deve reivindicar o título de ter o "smartphone mais poderoso do mundo" novamente.

    Dilma é terceira em ranking das mais poderosas do mundo, diz ‘Forbes’

    Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/08/dilma-e-3a-em-ranking-das-mulheres-mais-poderosas-do-mundo-1.html

     

     

    A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é a terceira mulher mais poderosa do mundo, de acordo com o ranking da revista norte-americana Forbes, divulgado nesta quarta-feira (24).

    Na primeira posição, aparece a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, seguida pela secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton.

    A lista da revista norte-americana é dominada por políticas, empresárias e líderes dos setores de mídia e entretenimento. A modelo brasileira Gisele Bündchen está no 60º lugar.

    Entre as mulheres do mundo dos negócios, a mais bem colocada é a indiana Indra Nooyi (4ª no ranking geral), que comanda a PepsiCo, seguida pela chefe de operações do Facebook, Sheryl Sandberg (5ª), e pela presidente da norte-americana Kraft Foods, Irene Rosenfeld (10ª). Nenhuma brasileira aparece na lista nessa categoria.

    A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, que no ano passado ficou no topo do ranking, este ano caiu para a oitava posição.

    Lady Gaga e a recém-nomeada editora-executiva do New York Times, Jill Abramson, estão em 11º e 12º lugar, respectivamente. Gaga é a mais nova da lista, com 25 anos, enquanto a Rainha Elizabeth, no 49º lugar, é a mais velha, com 85 anos.

    A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, aparece na 17ª posição. Oito chefes de Estado e 29 presidentes-executivas estão na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo. Elas têm em média 54 anos e controlam, juntas US$ 30 trilhões. Vinte e duas delas são solteiras.

    Colocação
    Nome
    O que faz
    País

    1ª           
    Angela Merkel                 
    Primeira-ministra da Alemanha              
    Alemanha           


    Hillary Clinton
    Secretária de Estado dos EUA
    EUA



    Dilma Rousseff
    Presidente do Brasil

    Brasil


    Indra Nooyi
    Presidente e diretora executiva da PepsiCo
    EUA


    Sheryl Sandberg
    Chefe de operações do Facebook
    EUA


    Melinda Gates
    Co-fundadora e co-presidente da Bill & Melinda Gates Foundation
    EUA


    Sonia Gandhi
    Presidente da India
    India


    Michelle Obama
    Primeira-dama dos EUA
    EUA


    Christine Lagarde
    Diretora-gerente do FMI
    França

    10ª
    Irene Rosenfeld
    Diretora executiva da Kraft Foods
    EUA

    11ª
    Lady Gaga
    Cantora
    EUA

    12ª
    Jill Abramson
    Editora executiva do New York Times
    EUA

    13ª
    Kathleen Sebelius
    Secretária de Saúde dos EUA
    EUA

    14ª
    Oprah Winfrey
    Apresentadora de televisão
    EUA

    15ª
    Janet Napolitano
    Secretária de Segurança Interna dos EUA
    EUA

     

    Motivos
    Conforme a publicação, Dilma fez história como a primeira mulher a liderar a maior potência econômica da América Latina, enquanto Merkel foi citada como a única mulher chefe de uma economia global real da Europa. Hillary foi elogiada por ter lidado com as revoluções no Oriente Médio e revelações do WikiLeaks em seu segundo ano no cargo.

    "Ao longo das múltiplas esferas de influência, essas mulheres alcançaram o poder por meio da conectividade, habilidade de construir uma comunidade ao redor de organizações que elas supervisionam, países que lideram, causas que encabeçam e marcas pessoais", acrescentou a "Forbes".

    Galáxias se fundindo formam ponto de exclamação no espaço

    Veja o original aqui.

    O complexo de galáxias vizinhas VV 340, também conhecido como Arp 302, foi fotografado em um de seus estágios iniciais de interação.

    Daqui a alguns milhões de anos, as duas galáxias em espiral vão se fundir –um processo semelhante que também deve ocorrer no futuro com a Via Láctea e Andrômeda.

    Os contornos lembram um ponto de exclamação, que fica claro na imagem divulgada nesta segunda-feira pela Nasa (agência espacial americana).

    A VV 340 está localizada a cerca de 450 milhões de anos-luz da Terra.

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    Google vai comprar Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões

    Veja a matéria original aqui.

     

    imageO Google anunciou nesta segunda-feira (15) que vai comprar a Motorola Mobility por cerca de US$ 12,5 bilhões. O presidente do Google, Larry Page, anunciou os planos da aquisição no blog oficial da empresa. A Motorola Mobility, parceira do sistema operacional Android, é responsável pela fabricação de tablets e smartphones, como o Xoom e o Atrix.
    Segundo o jornal “Wall Street Journal”, o Google planeja comprar a Motorola Mobility por US$ 40 por ação em dinheiro – ou cerca de US$ 12,5 bilhões. A oferta representa um ágio de 63% sobre o valor de fechamento da ação da Motorola na bolsa de valores de Nova York, na sexta-feira (12).
    As empresas esperam que a aquisição seja concluída até o início de 2012. A compra acontece quase oito meses depois de a Motorola anunciar sua divisão em Motorola Solutions, centrada nos serviços para empresas, e Mobility, focada no consumidor final. Em 2008, a Motorola decidiu usar apenas o Android em seus smartphones.

    “Dado o sucesso fenomenal do Android, estamos sempre procurando novas maneiras de investir na plataforma. É por isso que estou tão animado em anunciar que concordamos em adquirir a Motorola”, escreveu Larry Page no blog oficial do Google.
    A aquisição da Motorola Mobility permitirá ao Google aumentar a concorrência na telefonia móvel. “A compra não vai mudar o nosso compromisso em executar o Android como uma plataforma aberta. A Motorola continuará a ser uma licenciada do Android”, afirmou Page.
    O executivo ainda disse que o Google irá gerenciar a Motorola Mobility como uma empresa separada. “Muitos parceiros de hardware têm contribuído para o sucesso do Android, e estamos ansiosos em continuar trabalhando com todos eles para oferecer excelentes experiências aos usuários”.

    Guerra por patentes
    Page também citou a briga do Google contra a Microsoft e Apple na guerra por patentes. No início de agosto, o diretor jurídico do Google, David Drummond, acusou as empresas de “organizarem uma campanha hostil” de aquisição de patentes para impedir o sucesso do Android.
    “A compra da Motorola vai aumentar a concorrência por meio do fortalecimento do portfólio de patentes do Google, que nos permitirá proteger melhor o Android contra ameaças anticompetitivas da Microsoft, Apple e outras companhias”, escreveu o executivo no blog.

    A lição budista

    Veja o original aqui.

     

    Um monge muito sábio estava visitando um vilarejo com seus discípulos. Na praça principal ele teve a oportunidade de falar publicamente. Todos ouviam o sábio atentamente até que um homem começou a agredí-lo verbalmente, atingindo sua honra pessoal, xingando-o com palavras desagradáveis e duras. O sábio nada disse e os discípulos ficaram inquietos.

    O ofensor continuou, desta vez com mais veemência, ofendendo não só a honra do monge, mas a de todos os seus discípulos também. Por isso mesmo, uma resposta parecia mais necessária. Mas o monge não disse nada.

    Numa estocada final, o homem ofendeu todos os antepassados do sábio, a coisa mais desonrosa e agressiva que alguém pode proferir. Mas o monge não respondeu absolutamente nada. Apenas caminhou para longe, seguido por seus discípulos intrigados.

    Já afastados da praça, os discípulos resolveram indagá-lo.

    – Mestre, nós acompanhamos toda a injustiça que o senhor sofreu e não entendemos por que o senhor, tão sábio não respondeu nada ao seu ofensor.

    – Isso mesmo, mestre – disse outro discípulo – ele ofendeu todos os seus antepassados e o senhor nada respondeu! Por que, mestre? Será que podemos ao menos tirar um ensinamento desse momento tão ruim?

    E o mestre respondeu:

    – Se eu oferecer a você um presente ruim, um rato morto e infestado de peste, você o aceita?

    – Claro que não, mestre! – responderam todos em uníssono

    – Então, se um homem me oferece o mal, seja materialmente ou com palavras e eu não o  aceito, quem vai embora com ele?

    E assim, o mestre e seus discípulos seguiram seu caminho.

    Letra Chão de Giz

    Veja o original aqui.

    Interpretação da letra aqui.

    Composição: Zé Ramalho

    Eu desço dessa solidão
    Espalho coisas sobre
    Um Chão de Giz
    Há meros devaneios tolos
    A me torturar
    Fotografias recortadas
    Em jornais de folhas
    Amiúde!
    Eu vou te jogar
    Num pano de guardar confetes
    Eu vou te jogar
    Num pano de guardar confetes…

    Disparo balas de canhão
    É inútil, pois existe
    Um grão-vizir
    Há tantas violetas velhas
    Sem um colibri
    Queria usar quem sabe
    Uma camisa de força
    Ou de vênus
    Mas não vou gozar de nós
    Apenas um cigarro
    Nem vou lhe beijar
    Gastando assim o meu batom…

    Agora pego
    Um caminhão na lona
    Vou a nocaute outra vez
    Prá sempre fui acorrentado
    No seu calcanhar
    Meus vinte anos de "boy"
    That’s over, baby!
    Freud explica…

    Não vou me sujar
    Fumando apenas um cigarro
    Nem vou lhe beijar
    Gastando assim o meu batom
    Quanto ao pano dos confetes
    Já passou meu carnaval
    E isso explica porque o sexo
    É assunto popular…

    No mais estou indo embora!
    No mais estou indo embora!
    No mais estou indo embora!
    No mais!…

    Chão de Giz – Interpretação

    Veja o original aqui.

     

    O Zé teve, em sua juventude, um caso duradouro com uma mulher casada, bem mais velha, da alta sociedade de João Pessoa, na Paraíba. Ambos se conheceram num Carnaval.

    Ele se apaixonou perdidamente por esta mulher, só que ela era casada com uma pessoa influente da sociedade, e nunca iria largar toda aquela vida por um "garoto pé rapado" que ela apenas "usava" para transar gostoso.
    Assim, o caso, que tomava proporções grandes, foi terminado. o Zé ficou arrasado por meses, e chegou a mudar de bairro, pois morava próximo a ela. E, nesse período de sofrimento, compôs a canção. Conhecendo a história, você consegue perceber a explicação para cada frase da música, que passo a transcrever:

    "Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre um chão de giz"

    Um de seus hábitos, no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos dois. O chão de giz também indica a fugacidade do relacionamento, facilmente apagável (mas não para ele…)

    "Há meros devaneios tolos a me torturar"
    Devaneios, viagens, a lembrança dela a torturá-lo.

    "Fotografias recortadas de jornais de folhas… amiúde"
    Outro hábito seu era recortar e admirar TODAS as fotos dela que saiam nos jornais – lembre-se, ela era da alta sociedade, sempre estava nas colunas sociais.

    "Eu vou te jogar num pano de guardar confetes"
    Pano de guardar confetes são aqueles balaios ou sacos típico das costureiras do nordeste, onde elas jogam restos de pano, papel, etc. Aqui, ele diz que vai jogar as fotos dela fora num pano de guardar confetes, para não mais ficar olhando-as.

    "Disparo balas de canhão, é inútil pois existe um grão vizir"
    Ele tenta ficar com ela de todas as formas, mas é inútil pois ela é casada com o tal figurão rico (o Grão Vizir)

    "Há tantas violetas velhas sem um colibri"
    Aqui ele pega pesado com ela… há tantas violetas velhas (como ela, bela, mas velha) sem um colibri (jovem pássaro que a admire). Aqui ele tenta novamente convencê-la simbolicamente, destacando a sorte dela – violeta velha – poder ter um colibri, e rejeitá-lo.

    " Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de Vênus"
    Bem, aqui é a clara dualidade do sentimento dele. Ao mesmo tempo em que quer usar uma camisa de força, para manter-se distante dela e não sofrer mais, queria também usar uma camisa de Vênus, para transar com ela.

    "Mas não vão gozar de nós apenas um cigarro"
    Novamente ele invoca a fugacidade do amor dela por ele, que o queria apenas para "gozar o tempo de um cigarro". Percebe-se o tempo todo que ele sente por ela profundo amor e tesão, enquanto é correspondido apenas com o tesão, com o gozo que dura o tempo de se fumar um cigarro (também representativo como o sexo, pois é hábito se fumar um cigarro após o mesmo).

    "Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom"
    Para que beijá-la, "gastando o seu batom"
    (o seu amor), se ela quer apenas o sexo?

    "Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez"
    Novamente ele resolve ir embora, após constatar que é inútil tentar. Mas, apaixonado como está, vai novamente "à lona" – expressão que significa ir a nocaute no boxe, mas que também significa a lona do caminhão com o qual ele foi embora – lembre-se que ele teve que se mudar de sua residência para "fugir" desse amor doentio

    "Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar"
    Auto-explicativo, né?! Esse amor que, para sempre, irá acorrentá-lo, amor inesquecível.

    "Meus vinte anos de boy, "that’s over, baby" , Freud explica"
    Ele era bem mais novo que ela. Ele era um boy, ela era uma dama da sociedade. Freud explica um amor desse (complexo de Édipo, talvez?).

    Em todo caso, "that´s over, baby", ou seja, está tudo acabado.

    "Não vou me sujar fumando apenas um cigarro"
    Ele não vai se sujar transando apenas mais uma vez com ela, sabendo que nunca passará disso
    "Quanto ao pano dos confetes já passou meu carnaval"
    Lembrem-se, eles se conheceram num carnaval. Voltando a falar das fotos dela, que ele iria jogar num pano de guardar confetes, ele consolida o fim, dizendo que agora já passou seu carnaval, ou seja, terminou, passou o momento.
    "E isso explica porque o sexo é assunto popular"
    Aqui ele faz um arremate do que parece ter sido apenas o que restou do amor dele por ela (ou dela por ele): sexo. Por isso o sexo é tão popular, pois só ele é valorizado – uma constatação amarga para ele, nesse caso.
    Há quem veja também aqui uma referência do sexo a ela através do termo "popular", que se referiria ao jornal (populares), e ela sempre estava nos jornais, ele sempre a via neles.
    "No mais estou indo embora"
    Bem, aqui é o fechamento. Após sofrer tanto e depois desabafar, dizendo tudo que pensa a ela na canção, só resta-lhe ir embora.

    Grão-vizir

    Veja o original aqui.

    Significado: Um ¨vizir¨ era um ministro e conselheiro de um sultão, ou rei, da antiga Pérsia. O têrmo significa literalmente ¨aju-
    dante¨ . Grão-Vizir era a mais alta autoridade, depois do
    sultão, durante o Império Otomano, e era considerado co-
    mo um representante deste e atuava em seu nome.

    Exemplo: O grão-vizir tinha como auxiliares diretos outros vizires, de
    menor importância.

    A presunção do patife

    Leia o texto original aqui.

     

    Se você tem um pouquinho mais de idade, deve se lembrar como os mocinhos e bandidos se xingavam nos filmes de bang-bang nas décadas de 70 e 80, assistidos nos principais canais do Brasil: “Patife!”. “Patife” só competia em ocorrências com “bastardo”. Eu ficava me perguntando por que os americanos se chamavam tanto de “patife”, até porque eu não sabia o que era isso… E mal sabia eu que eles, na verdade, já falavam outras coisas nos filmes daquela época, mas que eram os tradutores brasileiros do período da ditadura militar que eram obrigados transformar todo tipo de agressões em “meras patifarias” para não ferir os bons costumes das famílias brasileiras e os nobres ideais do Regime… Mas, isso é outra história… “Patife” é um vocábulo pouco usado no Brasil de hoje, tem cara de “coisa de velho” e parece que ficou para a história como uma espécie de xingamento mesmo. Mas, na verdade, a palavra descreve um tipo de comportamento e, mais do que uma ofensa, uma agressão, ela é bem descritiva. Neste artigo, a palavra aparece como uma “metáfora psicológica”, como aquelas que Freud usou para falar de “Édipo”, “Electra” ou “Narciso”.

     

    Por definição de dicionário, patife é um sujeito que mistura um pouco de canalha (sujeito sem princípios morais rígidos) e um pouco de embusteiro (sujeito que se dedica a enganar os outros) a boa certa dose de covardia. É uma figura que engana os outros, mente compulsivamente, vive um mundo de fantasia, nega tudo sempre, sempre tem razão nas coisas e, por fim, não tem coragem de assumir a própria condição. Mas, é também – e justamente pelo que apronta – uma figura apalhaçada e tosca, a quem não se dá muito crédito logo que se conhece um pouco mais. A figura do patife é, quase sempre, notória. Ao mesmo tempo em que se acha esperta, é tonta; ao mesmo tempo em se se acha manipuladora, mal consegue lidar com os próprios problemas. É uma pessoa complexa e problemática. Mas, o que interessa, sobremodo, é compreender que, se existem patifes por defeito de caráter, também existem muitos patifes com problemas psicológicos. E é destes, em especial, que quero tratar aqui. Vamos partir do princípio:

     

    A necessidade de sentir-se aceito é uma das mais fortes no ser humano. Saber que se é amado e reconhecido é algo imperativo em nossas vidas. O contrário é tratado como uma patologia psicológica. Ninguém gosta de ser jogado de escanteio, desprezado, desconsiderado e, por isso mesmo, dispendemos grande parte de nossa energia tentando fazer coisas que agradem as pessoas. Por isso, procuramos, com tanto ardor, adotar os padrões do grupo no qual queremos ser aceitos e reconhecidos: se todo mundo ali é cheiroso, ficamos cheirosos; se todo mundo é fedorento, ficamos fedorentos.

     

    Porém, em ambientes educacionais, com escolas e universidades, essa necessidade de aceitação se agrava e passa a patamares muito perigosos em função dos elevados níveis de pressão que professores e alunos sofrem nesse ambiente. Professores são pessoas públicas, expostas o tempo todo, sob permanente julgamento. Eles têm necessidade de se sentir competentes, pois isso é lhes cobrado diariamente como condição para a aceitação. Essa “certeza de competência”, para a maioria dos professores, vem de fora pra dentro, vem pelo reconhecimento da comunidade, por um elogio, por uma menção honrosa qualquer. A pressão social e psicológica que se exerce sobre um professor em razão de sua necessidade de competência é inacreditável! Nos ambientes universitários, essa pressão se multiplica por dez, na medida em que, além de competente nas aulas, o docente precisa produzir quase que compulsivamente pra demonstrar competência. Ele tem que passar por constantes avaliações que o submetem à humilhação de ficar prestando contas de sua vida, de seu tempo, de sua produção, sem o que sequer consegue uma progressão funcional. Ser produtivo como a academia quer, porém, nem sempre é possível: nem todos nasceram para ser escritores, palestrantes, máquinas de trabalho científico. O ritmo de alguns é mais lento, embora façam coisas importantes, alguns não são bons retóricos, outros não são tão performáticos, mas ninguém quer saber disso. Da mesma forma, os alunos recebem muita pressão dos professores e, mais ainda, dos colegas de classe, em razão de sua produtividade na sala. Eles precisam ser bons. Não ser “inteligente”, nesses ambientes, significa estar em segundo plano, não ser aceito, ter que aguentar constantes humilhações.

     

    Quando essa pressão brutal e impiedosa recai sobre uma pessoa com qualquer desequilíbrio emocional, a coisa começa a complicar. Se a pessoa tem uma propensão à depressão, tem baixa autoestima, normalmente, ela se transforma em uma “ostra”, se tranca pra vida ou desiste de tudo e, não raro, curte uma depressão infernal que pode levá-la à morte (ou a provocar a própria morte, o que não é incomum). Porém, se essa pressão recai sobre uma pessoa egocêntrica, aquela em que a autoestima parece exceder em muito a realidade pessoal, a coisa complica não só pra ela, mas pra todo mundo. É dessa figura que vou tratar mais detalhadamente aqui, porque é ela uma das que mais infernam os ambientes de trabalho.

     

    A necessidade de um egocêntrico de tomar parte ativa do mundo como alguém que se destaca sempre, sua necessidade de ser o centro das atenções em qualquer situação, somada à pressão por ser “inteligente” e mostrar isso produzindo coisas, é uma base muito propícia pra se desenvolver uma psicopatia de relacionamento. Muitas vezes, isso ainda se soma a problemas históricos adicionais como uma desilusão amorosa, uma dificuldade acentuada em algum tipo de realização em especial (como publicar escritos, por exemplo), uma insatisfação com a própria condição física (obesidade ou magreza excessivas, insatisfação com a estatura, defeitos físicos congênitos ou adquiridos, considerar-se feio, etc.), problemas de identidade sexual, insatisfação com o salário, o cargo ou a instituição em que trabalha (por exemplo, trabalha em uma escola de periferia, mas queria trabalhar em uma escola “famosa”, é professor, mas queria ser diretor). Essa soma de egocentrismo + pressão social + problemas emocionais adicionais é uma equação que tem o poder de gerar uma figura bem conhecida nos ambientes educacionais, que eu chamo aqui, metaforicamente, de “patife” ou “psico-patife”. E isso não é um xingamento de bang-bang: é que, por incrível que pareça, essa é a palavra que melhor descreve o comportamento dessas pessoas. Alguns dos traços comportamentais desse tipo de figura são bem conhecidos:

     

    1. a.       em primeiro lugar, seu traço mais significativo e fácil de identificar é que ela cuida da vida de todo mundo, vigia todo mundo, quer saber o que todo mundo faz, mas porque gosta de se achar uma pessoa esperta e manipuladora. Por isso, gosta tanto de conversas à boca pequena, dos cantinhos, das fofocas mais quentes. Por isso, também, sempre tem um sorriso fácil no rosto, uma piadinha na manga da camisa ou um elogio barato pra disparar. É como ela consegue angariar a simpatia fácil dos demais. Isso a faz sentir-se importante, faz com que ela se sinta maior do que realmente é, dá a ela uma sensação de segurança emocional que sua condição real não lhe proporciona;
    2. b.      como vive muito ocupada com a vida dos outros, essa figura é, geralmente, muito improdutiva, pois não lhe sobra tempo para fazer o que deveria. Soma-se a isso que ela sente necessidade de estar em todos os lugares possíveis ao mesmo tempo, pra poder vigiar e, assim, acreditar que ela é que está influenciando todas as decisões (lembre-se: ela se considera uma ardilosa manipuladora de vidas). Por isso, ela quer fazer parte de tudo, de todas as comissões, de tomar assento em todos os conselhos, de participar de todas as deliberações. Luta pra ter seu nome inserido em tudo, adora ver seu nome publicado em portarias e diários oficiais mas, quase sempre, não faz nada. Gosta, na verdade, de trabalhar com as mãos alheias. Sempre que pode, empurra seu trabalho pra outro fazer, embora vá dizer, depois, que foi ela quem fez tudo;
    3. c.       toda vez que é confrontada, se torna agressiva e assume uma postura de “cristo”. Com a mesma facilidade com que quer tomar conta de tudo, larga tudo pra trás e “abre mão de seus direitos” pelo “bem da nação”, desde que – é claro – consiga sair da situação como vítima. Ama se fazer de ofendida, porque essa é uma óbvia maneira de chamar atenção e angariar votos de piedade em seu favor, o que, aos seus olhos, a engrandece moralmente diante dos outros. Nesse sentido, tal figura é mesmo o retrato fiel de um patife (enganador, cínico e covarde), que nos irrita muito e causa sérios problemas no ambiente de trabalho. Mas, é justamente aqui que temos que ter mais  discernimento pra ver se esse comportamento é causado por problema moral  – o que faria dessa pessoa alguém “ruim”, digna de condenação – ou se é uma psicopatia – o que demandaria tratamento psicológico adequado;
    4. d.      além disso, essa figura vive aumentando o que é e o que faz. Sente uma necessidade doentia de falar de si, de suas realizações e de seus amigos importantes (sim, ele sempre tem amigos muuuuuito importantes…). Se publica um livro comum, desses de 50 páginas – que pode até ser bom, afinal – faz parecer que publicou a versão atualizada da enciclopédia britânica; se participa de uma reunião corriqueira, precisa de dois dias para descansar do desgaste emocional que sofreu pra salvar o mundo na ocasião; vive sempre falando que é uma pessoa muuuuuuuito ocupada, que não tem tempo para nada. Mas, na realidade, ninguém sabe em que ela está tão ocupada, fazendo o quê… porque ela não produz nada! Se lhe dão qualquer tarefa corriqueira, pode até fazer, mas passa o resto do mês contando pra todo mundo o trabalhão que deu! Na verdade, essa atitude decorre da necessidade de chamar a atenção para si. Num caso desse, se diagnosticado um problema psicológico, isso deve ser compreendido mais como uma carência do que como um defeito moral;
    5. e.       finalmente, vem a característica que define o título do artigo: a presunção do patife. Como essa figura se acha o centro do mundo, ela também tem a presunção de que todas as demais pessoas do ambiente de trabalho a consideram da mesma forma. Na cabeça dela, todo mundo está sempre olhando pra ela, falando dela, se preocupando com ela. Se você diz: “O dia está quente…”, ela já acha que é com ela; se você diz “A privada da minha casa entupiu…”, ela já pensa que isso é uma forma disfarçada e covarde de falar dela; se você escreve uma carta pra sua vó, a pessoa com esse tipo de problema já pensa que é pra falar dela. Há uma presunção de centralidade que tem, como efeito colateral, a necessidade de vigiar os outros pra interpretar suas atitudes e verificar de que forma elas “ameaçam” as fantasias do patife. Como resposta às maluquices que essas pessoas enxergam nas atitudes alheias, elas não hesitam em inventar coisas, mentir, manipular, torcer palavras, criar problemas fictícios, boatos, factoides, sempre na busca de tirar benefícios e tudo mais que a gente conhece tão bem. Por exemplo, imaginemos que uma pessoa assim quer se aproximar de você (pra tirar alguma vantagem, é claro) e, por qualquer razão, ela acha que você não vai aceitá-la. Sem nenhuma dor de consciência, ela inventa que “alguém disse que você na gosta dela” ou que “alguém disse que ela não gosta de você”. Depois, vem com cara de boa criança dizer que te ama, que acredita em você, que você é legal e que as pessoas que inventam essas conversas são infelizes desocupadas, mas que “ela vai te proteger desse mal”. Ou seja, o patife inventa, ele mesmo desmente, ele mesmo atribui o feito a outra pessoa (que nem existe, mas que ele sabe quem é e só não te conta por questões éticas) e ele mesmo conserta tudo só pra que você perceba como ele é bom, íntegro, importante na sua vida.

     

    Pessoas assim dão um trabalho danado no ambiente de trabalho. São uma fonte incansável de problemas. Se não forem identificadas e compreendidas, elas podem colocar a perder todo um grupo, podem destruir um projeto, até uma instituição. O problema é que sua esperteza doentia, não raramente, passa despercebida, considerada apenas um “mau hábito”. Não é incomum que pessoas assim, em função de suas peculiaridades, coloquem abaixo toda uma escola ou toda uma universidade. Nesses anos todos de educação, já assisti isso algumas vezes, e você, leitor, também já deve ter visto isso acontecer. Acompanhei um caso em que uma instituição educacional pública com cerca de 1300 pessoas quase se acabou, e chegou a sofrer uma intervenção, por conta de uma pessoa assim – isso mesmo: uma única pessoa! Em outro caso, um professor com esse problema levou quase todo o corpo docente de uma escola estadual a parar na polícia. Em um terceiro caso, também de uma escola pública, houve uma revolta de alunos contra a direção e todos os outros professores, que custou duas semanas de aulas. E isso, sendo que apenas o patife estava dos alunos e do “lado do bem”. Isso pra lembrar apenas três casos… O poder de destruição de um “psicopatife” é incalculável!

     

    Por isso tudo, convém ficar esperto quando lidamos com essas patifarias doentias. Identificar essas figuras e ser capaz de isolar os efeitos de suas atitudes no ambiente de trabalho pode ser o fiel da balança entre o sucesso e o insucesso de um grupo. Encaminhar essa pessoa a tratamento psicológico adequado nem sempre é fácil, mas é necessário. Digo sempre que não entendo por que escolas e universidades têm psicólogos para atender alunos, mas não os têm para os professores e demais funcionários. O fato de ser professor não implica que a pessoa não precise de ajuda.

     

    Muitas vezes, tratando o psicopatife e o tornando capaz de controlar essa junção de fatores que se associam a uma personalidade egocêntrica, descobrimos o quão capazes de produzir e conviver podem ser os autores dessas patifarias todas. Afinal, se tais pessoas não fossem capazes e inteligentes, como conseguiriam causar tanto estrago no grupo de trabalho?