JotaPêAh!

Muitíssimas origens e definições

em 10/09/2010 17:56:35
À beça 

No Rio imperial, havia um comerciante rico
chamado Abessa, que adorava ostentar roupas de luxo. Quando alguém
aparecia fazendo o mesmo, dizia-se que ele estava se vestindo à Abessa,
ou seja, como o comerciante.

A dar com pau

O substantivo “pau” figura em várias expressões
brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros
capturados preferiam morrer durante a travessia e, para isso, deixavam
de comer. Então, criou-se o “pau de comer” que era atravessado na boca
dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu para o estômago dos
infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.

A vaca foi para o brejo

Quando a seca é mais violenta, os animais começam a procurar os
brejos, regiões que permanecem alagadas por mais tempo. É sinal de que
a situação piorou.

Abraço de tamanduá

O tamanduá, quando percebe algum perigo, se
deita de barriga para cima e abre seus braços. O inimigo, ao se
aproximar, é surpreendido por um forte abraço, que o esmaga. Daí, ser
o”abraço de tamanduá” qualquer atitude falsa, deslealdade, traição.

Afogar o ganso

No passado, os chineses costumavam satisfazer as
suas necessidades sexuais com gansos. Pouco antes de ejacularem, os
homens afundavam a cabeça da ave na água, para poderem sentir os
espasmos anais da vítima.

Amor Platônico

Platão era aluno de Sócrates. Tentando entender
o motivo pelo qual seu grande mestre havia se matado, ele propõe a
existência de dois mundos: Um chamado mundo sensível, aquele que você
percebe com os cinco sentidos, e outro chamado mundo inteligível, que
você só pode perceber com a inteligência, a mente. O mundo sensível é
apenas um reflexo do que há de bom no mundo inteligível. O amor
perfeito só existe na mente das pessoas, mas o amor real (que se toca,
se vive) pode ter falhas. Por isso, quem não vive o amor real, fica só
na imaginação, vive um Amor Platônico.

Andar à toa

Toa é a corda com que uma embarcação reboca a
outra. Um navio que está “à toa” é o que não tem leme nem rumo, indo
para onde o navio que o reboca determinar. Andar sem destino,
despreocupado, passando o tempo.

Arroz de festa

Assim são chamadas aquelas pessoas que não
perdem uma festa por nada, tendo ou não sido convidadas pra mesma. A
origem dessa expressão talvez advenha do costume de se jogar arroz em
recém casados. Mas o mais provável é que ela tenha surgido devido a uma
antiga tradição portuguesa. Nas festas e comemorações das tradicionais
famílias portuguesas nunca faltava uma sobremesa feita com arroz,
leite, açúcar e algumas especiarias (arroz doce) e que era conhecida,
na época, como “arroz de festa”.

Baderna

Uma bailarina de nome Marietta Baderna fazia
muito sucesso no Teatro Alla Scalla, de Milão. Ao apresentar-se no
Brasil, em 1851, causou frisson entre seus fãs, logo apelidados de “os
badernas”. O sobrenome da artista, de comportamento liberal demais para
os padrões da época, deu origem ao termo que significa confusão,
bagunça.

Caiu no conto do vigário

Uma imagem de Nossa Senhora dos Passos foi doada
pelos espanhóis para Ouro Preto e começou a ser disputada pelos padres
de duas igrejas: a de N. Sra. de Pilar e a de N. Sra. da Conceição. O
padre de Pilar sugeriu, então, que a imagem fosse colocada em cima de
um burro, no meio do caminho entre as duas igrejas. O rumo que o animal
tomasse, decidiria quem ficaria com a imagem. Quando foi solto, o burro
se dirigiu para a igreja de Pilar. Mais tarde, soube-se que ele
pertencia ao padre de lá; logicamente sabia o caminho a seguir.

Calcanhar de Aquiles

De acordo com a mitologia grega, Tétis, mãe de
Aquiles, a fim de tornar seu Filho indestrutível, mergulhou-o num lago
mágico, segurando-o pelo calcanhar. Na Guerra de Tróia, Aquiles foi
atingido na única parte de seu corpo que não tinha proteção: o
calcanhar. Portanto, o ponto fraco de uma pessoa é conhecido como
calcanhar de Aquiles.

Casa da Mãe Joana

Na época do Brasil Império, mais especificamente
durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam
no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja
proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam
no país, a frase “casa da mãe Joana” ficou conhecida como sinônimo de
lugar em que ninguém manda.

Chorar as pitangas

Pitangas são frutinhas vermelhas cultivadas e
apreciadas em todo o país, principalmente nas regiões norte e nordeste.
A palavra pitanga deriva de pyrang, que em tupi guarani significa
vermelho. Sendo assim a provável relação da fruta com o pranto vem do
fato de os olhos ficarem vermelhos, parecendo duas pitangas, quando se
chora muito.

Dar com os Burros N’Água

A expressão surgiu no período do Brasil
colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café,
precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era
que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas,
passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros
morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado para se
referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e
não consegue ter sucesso naquilo.

Disputar a negra

Os senhores do séc. XVIII, quando jogavam, o
troféu era, quase sempre, uma negra escrava. O termo é usado até hoje
em “peladas” e “rachas” de futebol.

Erro Crasso

Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos
generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes
Triunviratos, tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi
incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante em sua
vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e
simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de
pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram
vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos
primeiros que caíram. Desde então, sempre que alguém tem tudo para
acertar, mas comete um erro estúpido, chamamos de “Erro Crasso”.

Ficar a Ver Navios

Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na
batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse
motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca.
Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa,
para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

Lágrimas de crocodilo

Os animais que vivem em água salgada, como focas
e crocodilos, ajudam a eliminar o excesso de sal do corpo vertendo água
salgada pelos olhos, pressionando o céu da boca com a língua. Ele chora
enquanto devora suas vítimas.

Motorista Barbeiro

– Nossa, que cara mais barbeiro!
No século
XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e
barba mas, também, tiravam dentes, cortavam calos, etc… E por não
serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir
daí, desde o século XX, todo serviço mal feito era atribuído ao
barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Esse termo veio de
Portugal, contudo a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau
motorista, é tipicamente brasileira.

Não Entendo Patavinas

Os portugueses encontravam uma enorme
dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos,
originários de Pádua, ou Padova, sendo assim, não entender patavina
significa não entender nada.

OK

A expressão inglesa “OK” (okay), que é
mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua
origem na Guerra da Secessão, nos EUA. Durante a guerra, quando os
soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa,
escreviam numa placa “0 killed” (nenhum morto), expressando sua grande
satisfação. Daí surgiu o termo “OK”.

Pensando na Morte da Bezerra

A história mais aceitável para explicar a origem
do termo é proveniente das tradições hebráicas, onde os bezerros eram
sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do
rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada.
Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na
morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.

Pessoa Maquiavélica

Nicolau Maquiavel foi um autor do século XV.
Entre suas obras, encontra-se um livro chamado “O Príncipe”, uma
espécie de manual de como um governante pode controlar o povo. A
principal característica do livro era “O fim justifica os meios”; ou
seja, se seu objetivo é bom, não há problema em fazer coisas más para
concretizá-lo. Matar pode ser errado, mas matar um assassino com o
objetivo de salvar várias outras vidas, seria justificável. Maquiavel
gera duas expressões: “Pessoa Maquiavélica”, que significa “sem
escrúpulos”, e “plano maquiavélico”, que significa “aquele que não
falha nunca”.

Quem não tem cão, caça com gato

Na verdade, a expressão, com o passar dos anos,
se adulterou. Inicialmente se dizia “quem não tem cão caça como gato”,
ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os
gatos.

Santo do Pau Oco

Durante o século XVII, as esculturas de santos
que vinham de Portugal eram feitas de madeira. A expressão surgiu
porque muitas delas chegavam ao Brasil recheadas de dinheiro falso. No
ciclo do ouro, os contrabandistas costumavam enganar a fiscalização
recheando os santos ocos com ouro em pó. No auge da mineração, os
impostos cobrados pelo rei de Portugal eram muito elevados. Para
escapar do tributo, os donos de minas e os grandes senhores de terras
da colônia colocavam parte de suas riquezas no interior de imagens ocas
de santos. Algumas, normalmente as maiores, eram enviadas a parentes de
outras províncias e até de Portugal como se fossem presentes.

Tirar o Cavalo da Chuva

– Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!
No
século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao
relento em frente à casa do anfitrião e, se fosse demorar, colocava o
cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol.
Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o
anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o
cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a
desistência de alguma coisa.

Vai Tomar Banho

Em “Casa Grande & Senzala”, Gilberto Freyre
analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador
português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais,
o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e
desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à
Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos
pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore para limpar os
bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado
pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com
frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava
repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de
receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem “tomar banho”.

Fonte: http://www.amigosdolivro.com.br/materias.php?cd_secao=551&codant=

 

Olha o passarinho

Quando a fotografia foi inventada, a impressão da imagem no filme não
se dava com a mesma rapidez dos dias atuais. Na metade do século 19, os
fotografados tinham de permanecer parados por até 15 minutos, a fim de
que sua imagem fosse impressa dentro da máquina. Fazer as crianças
ficarem imóveis por tanto tempo era um verdadeiro desafio. Por isso,
gaiolas com pássaros ficavam penduradas atrás dos fotógrafos, o que
chamava a atenção dos pequenos. Assim, a expressão “Olha o passarinho”
ficou conhecida como a frase dita pelo fotógrafo na hora da pose para a
foto.

Ovelha negra

Esta expressão não é brasileira nem restrita à língua portuguesa.
Vários outros idiomas também a utilizam para designar alguém que destoa
de um grupo, assim como uma ovelha da cor preta se diferencia em um
rebanho de animais brancos. Na Antiguidade, os animais pretos eram
considerados maléficos e, por isso, sacrificados em oferenda aos deuses
ou para acertar certos acordos. Daí o hábito de chamar de “ovelha
negra” aqueles que se diferenciam por desagradar e chocar aos demais.

Tintim por tintim

Corrente tanto no português do Brasil como em Portugal, a expressão
“tintim por tintim” é utilizada para falar de alguma coisa descrita em
seus mínimos detalhes. Segundo o filólogo brasileiro João Ribeiro,
“tintim é a onomatopeia do tilintar de moedas”, ou seja, tintim é o
barulho que uma moeda faz quando cai sobre outra. Em sua origem, a
expressão “tintim por tintim” era usada para se referir a uma conta ou
dívida paga até a última moeda. Assim, quando queremos obter
informações precisas sobre algum fato ou situação, costumamos dizer:
“Conte-me tudo, tintim por tintim”.

Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/proverbios/proverbios3.php


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