JotaPêAh!

A nobreza dos animais

em 09/09/2010 13:16:47
“— Nárnia, Nárnia, desperte! Ame! Pense! Fale! Que as árvores caminhem! Que os animais falem! Que as águas sejam divinas!” (O Sobrinho do Mago, capítulo 9)

Foram com essas palavras que Aslam selou de forma solene (majestosa) a criação de Nárnia. Sua canção gerou naquele universo a fauna e a flora, depois escolheu um animal de cada espécie, deu-lhes um tamanho maior que o normal e o dom de falar. Na sequência, vieram à Nárnia os seres mitológicos.

C. S. Lewis realmente fez uma grande mistura no enredo de Nárnia. Não bastava ter apenas os faunos, que são seres mitológicos, ou os castores simpáticos, que são animais falantes. Ele se permitiu incluir tudo o que lhe vinha a imaginação. Até um papai noel acabou tendo espaço!

Existe um detalhe super interessante sobre a criação de Nárnia e os tipos de personagens incluídos que tem muito a ver com a vida de Lewis, de um apelido que ele tomou para si desde a infância e dos livros que mais gostava.

Aos quatro anos de idade, Lewis presenciou o atropelamento de um cão chamado Jacksie. Ele, como toda criança, amava muito os animais, se comoveu com o que viu e decidiu então que passaria a responder apenas pelo mesmo nome do cão. Ele também não gostava de seus dois primeiros nomes – Clive Staples – e o apelido pegou com muita facilidade, mas com a adaptação para Jack. O apelido seguiu até o final de sua vida, tanto que diversos textos o citam com este nome.

O amor aos animais também foi influenciado pelos livros prediletos de sua infância, como os animais falantes de Beatrix Potter (Peter Rabbit), E. Nesbit (A História dos Caçadores de Tesouro) e Hans Christian Anderson (A Pequena Sereira).

Colocar a criação dos animais de Nárnia no momento mais solene e com a frase mais bela do livro O Sobrinho do Mago não foi feito por acaso. Lewis mostrou o quanto essas criaturas são importantes para a natureza e para todos nós. Eles possuem também sua nobreza.

A reflexão de hoje nos leva a valorizar os animais. A raça humana, pela capacidade intelectual, deveria ser guardiã de toda a criação – e não os que a destroem. Os animais domésticos e selvagens precisam ser respeitados. Muitos deles têm sofrido por abandono e até extinção.

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada.
E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br


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