Altura de linha mesclada

Private Sub Worksheet_SelectionChange(ByVal Target As Range)
Dim NewRwHt As Single
Dim cWdth As Single, MrgeWdth As Single
Dim c As Range, cc As Range
Dim ma As Range

With Target
If .MergeCells And .WrapText Then
Set c = Target.Cells(1, 1)
cWdth = c.ColumnWidth
Set ma = c.MergeArea
For Each cc In ma.Cells
MrgeWdth = MrgeWdth + cc.ColumnWidth

Next
Application.ScreenUpdating = False
On Error Resume Next
ma.MergeCells = False
c.ColumnWidth = MrgeWdth
c.EntireRow.AutoFit
NewRwHt = c.RowHeight
c.ColumnWidth = cWdth
ma.MergeCells = True
ma.RowHeight = NewRwHt
cWdth = 0: MrgeWdth = 0
On Error GoTo 0
Application.ScreenUpdating = True
End If
End With
End Sub

Anúncios

A Little – Letra

A little Piece of me
It’s a little piece of you.
A little taste of something
Thats tasted all so true.

You were the first one
That I am keeping for life
A little piece of sunshine
Thats all mine.

Hold me, love me and trust me
Thats all I want to hear you say
Kiss me, feel me, its so lovely
This dream of life is here to stay.

A little bet of crazy
And heart that makes it good
A certainty of loving
When I look at you
I feel the one thing
That I never felt before
You become the one that
I adore

Hold me, love me and trust me
Thats all I want to hear you say
Kiss me, feel me, its so lovely
This dream of life is here to stay.

Take me to the places that you’ve been
I wanna know the faces that you seen
So this love can begin

A little Piece of me
A little piece of you.
A little taste of something
Thats so true.

Hold me, love me and trust me
Thats all I want to hear you say.
Kiss me, feel me, its so lovely
This dream of life is here to stay.

YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=je4DFUanUQE

O mal a evitar

A acusação do presidente da República de que a Imprensa “se comporta como um partido político” é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre “se comportar como um partido político” e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país. 

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

Efetivamente, não bastasse o embuste do “nunca antes”, agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa – iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique – de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.

Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia – a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o “cara”. Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: “Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?” Este é o mal a evitar.

Texto publicado na seção “Notas e Informações” da edição de 26/09/2010

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,editorial-o-mal-a-evitar,615255,0.htm

A esposa de C. S. Lewis

O amor tem sempre o momento certo para acontecer do jeito certo. C. S. Lewis foi muito paciente com a expectativa que qualquer pessoa tem quanto a encontrar o amor de sua vida.

Ele era muito dedicado às atividades como professor e ocupou parte de sua vida (32 anos) cuidando da senhora Moore. Não teve filhos de sangue, mas gerou uma multidão de “filhos” – seguidores da mensagem de suas obras. E não ficou sozinho, nos últimos anos de vida conheceu o seu grande amor e realizou uma das mais belas histórias reais de amor já acontecidas.

Na década de 50, Lewis conheceu pessoalmente a escritora norte-americana Joy Davidman Gresham (ou Joy Gresham, por causa do primeiro marido), com a qual já se correspondia há algum tempo. Ela, que havia acabado de chegar à Inglaterra com seus dois filhos, David e Douglas, estava separada do marido alcoólatra e violento para tentar uma nova vida. Lewis tornou-se um grande amigo e amparo, inclusive se casando com ela no civil para que pudesse viver legalmente no país.

Pouco tempo depois, Joy foi internada reclamando de dores nos quadris. Constatou-se que se tratava de um câncer ósseo terminal.

A relação deles tomou novos rumos no período em que Lewis a acompanhou no hospital. O que era uma amizade se revelou outro tipo de amor e em dezembro de 1956, quando ele tinha 58 anos, realizaram o casamento religioso no próprio quarto de internação.

O câncer teve um período de recuo que propiciou ao casal viver em casa e inclusive fazer uma viagem pela Grécia e pelo Mar Egeu. Em 1960 houve uma recaída forte, que culminou no falecimento de Joy. O sofrimento causado pela perda de um amor tão recente redundou em um de seus últimos clássicos, Anatomia de uma Dor.

Lewis cuidou dos dois filhos de Joy até o final de sua vida, sendo que um deles, Douglas Gresham, é hoje um dos defensores de seu legado por meio dos livros e na produção da série As Crônicas de Nárnia para os cinemas.

Foram apenas quatro anos juntos e, depois de três anos da morte de Joy, Lewis faleceu. Era realmente uma história de amor, muito sofrida, mas intensa. Um período que trouxe grande felicidade e realização aos dois. E mais um exemplo para nós quanto aos caminhos que o amor pode percorrer.

A história da relação de Lewis com Joy foi adaptada por William Nicholson como filme para a emissora de TV BBC em 1983, com o título Shadowlands (Terra das Sombras). Em 1993 foi regravado para os cinemas com o mesmo título, dirigido por Richard Attenborough e interpretado por Anthony Hopkins (como C. S. Lewis). 

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada. E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br

Poesia Matemática

Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
“Quem és tu?”, indagou ele
em ânsia radical.
“Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.”
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade. 

Fonte: http://www.releituras.com/millor_poesia.asp

Enfrentando o pior vilão no Peregrino da Alvorada

A Viagem do Peregrino da Alvorada é o único dos sete livros de As Crônicas de Nárnia que não possui um vilão definido. Nas outras histórias havia feiticeiras e tiranos que precisavam ser vencidos pelos nossos heróis. Porém, essa ausência colocada por C. S. Lewis tem um objetivo: mostrar ao leitor um vilão que existe e está mais próximo do que imaginamos, talvez o mais forte de todos, aquele que nos trai frequentemente, ou seja, NÓS MESMOS. 

Diariamente enfrentamos em nossa consciência o conflito entre os sentimentos e a razão. Entre seguir pelos impulsos ou regrá-los pela inteligência. Nossos heróis travaram lutas contra suas vaidades, precisaram entender os seus limites e rever atitudes.

Eustáquio é o principal exemplo de transformação de conduta apresentado nessa aventura. O garoto precisou transformar-se “acidentalmente” em uma criatura abominável para que percebesse o quão abominável era a sua mesquinhez e egoísmo.
Caspian e Edmundo se desentenderam levados pela cobiça na Ilha Queimada, tiveram a sorte de Aslam aparecer e os livrar do encantamento.

Bem próximo ao final da história, mesmo com tantas aventuras, Caspian queria mais e precisou deixar as suas vontades para retornar ao seu reino, ele tinha uma boa intenção em querer seguir para o Fim do Mundo, mas nem tudo o que queremos, mesmo sendo bom, é o que deve ser feito.

Eustáquio teve uma história diferente com Nárnia, ele não foi para cumprir uma profecia e travar uma luta contra Jadis como foi com os Pevensie. Aslam o levou para que aprendesse, para que fosse transformado e depois voltasse, em A Cadeira de Prata, como um herói.

Sérgio Fernandes
Publicitário, criador do fã-clube Mundo Nárnia
e escritor do livro Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada.
E-mail: falecom@sergiofernandes.com.br