JotaPêAh!

As histórias que me contam

Todos os dias, meus passageiros me contam histórias curiosas de suas
profissões.
Um deles me disse que é gerente de um grande
supermercado da capital. Ele contou que, certa feita, chegou um gringo
com cara de poucos amigos, com uma rapadura na mão, mandando chamar o
gerente – pelo visto, seria mais um cliente insatisfeito. Quando
perguntou no que poderia ser útil, o gringo puxou uma faca enorme da
cintura. Todos se afastaram!
O homem, então, pegou a faca, partiu um
pedaço da rapadura e ordenou que o gerente provasse. Meu passageiro,
apavorado, disse que colocou a rapadura na boca por alguns instantes e
logo cuspiu fora. Com cara de nojo, ordenou que o produto fosse trocado
ou o dinheiro devolvido imediatamente ao cliente, pois a rapadura estava
mesmo horrível. Ao que o gringo exclamou, indignado:
– Como assim,
horrível? Esta rapadura é fabricada por mim, eu vim aqui vendê-la para o
supermercado!

Ele também contou o caso de uma idosa que
pretendia processar o supermercado pela morte do seu cachorrinho.
Acontece que a velhinha costumava ir às compras com seu pequeno
cãozinho. Quando entrava na loja, ela colocava o bicho em uma sacola.
O
problema aconteceu quando o supermercado, para evitar furtos, passou a
colocar as sacolas dentro de um saco plástico lacrado. Quando acabou as
compras, a velhinha descobriu que seu cachorro havia morrido asfixiado!
Segundo meu passageiro, foi o maior reboliço.
Sugeri ao gerente que
seguisse meu exemplo e escrevesse um livro. O título poderia ser
Supertramas – diário de um supermercado.

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Mais uma de motel

O passageiro chegou ao ponto e embarcou no meu táxi, no banco de trás.
Com a discrição de quem está fazendo algo errado, não deu o destino da
corrida, apenas foi ordenando que dobrasse à esquerda ou à direita.
Quando estávamos passando por um motel, ele pediu que eu entrasse.

Na portaria, a menina passou-lhe a chave do quarto 55 e perguntou se
alguém viria encontrá-lo. Ele disse que sim. Disse que informaria sua
acompanhante pelo telefone. Ela o procuraria pelo número do quarto.
Depois de deixá-lo no quarto 55, voltei para meu ponto, que não fica
muito longe do motel.
Quando cheguei novamente na ponta, uma
passageira embarcou. Ela apenas ordenou que eu fosse tocando em frente,
sem dizer onde ia. De imediato, relacionei com a última corrida. Será
que eu estava levando a amante do passageiro anterior? A cada nova
coordenada que a mulher me passava, minha suspeita se confirmava. Até
que, chegando perto do motel, ela mandou entrar. Bingo!
Acontece
que a mulher passou a corrida toda brigando com o celular, que estava
sem sinal. Por isso, ela não tinha conseguido falar com seu amante. Na
portaria do motel, percebi que já não era a mesma recepcionista da
corrida anterior. E agora?
Minha passageira não sabia informar em
que quarto seu namorado estava, a nova recepcionista também não, e eu
tinha a informação. Então, resolvi intervir.
Assim que informei
que o homem que ela procurava estava no quarto 55, a mulher tomou um
susto. Olhou-me com cara de braba. Afinal, quem eu estava pensando que
era?
Eu aguardei uns segundos, curtindo aquele momento
desconcertante, depois expliquei toda a coincidência. A recepcionista
ligou para o quarto 55 e confirmou o que eu estava dizendo. Só então
minha passageira relaxou.
No fim, ela acabou achando graça e me
agradecendo. Não tem por quê. 

Fonte

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Novo sistema de arrecadação, tributação e fiscalização é avaliado por gerentes da SEFIN

Teve início esta semana uma série de reuniões entre os gestores das gerências da Secretaria Estadual de Finanças (SEFIN) e Coordenadoria da Receita Estadual (CRE/SEFIN) em Porto Velho, para realizarem o levantamento do novo sistema corporativo que modernizará os sistemas já existentes, de arrecadação, tributação e fiscalização. Além disso, o sistema, que está sendo desenvolvido pela Gerência de Informação (GEINF/CRE/SEFIN), envolverá toda a rotina administrativa da SEFIN.

De acordo com a secretária adjunta de Finanças, Marici Salete Baseggio, os trabalhos deverão se estender até a próxima terça-feira, dia 02 de fevereiro, e o projeto de implantação do sistema tem a finalidade de mudar o banco de dados para linguagem de programação para web. Isso significa, que o sistema da plataforma natural/adabas passará para a plataforma “java/oracle”. “A mudança para esse sistema vai possibilitar aos servidores do quadro da SEFIN acessar a rede da Secretaria de Finanças de qualquer lugar do mundo. Hoje o servidor só pode ter acesso à rede SEFIN de forma interna. Para quem faz auditoria esta será uma mudança importante. Até mesmo para quem lida com o atendimento poderá dar suporte ao contribuinte ou usuário de qualquer lugar”, enfatiza.

A secretária esclarece que essa integração entre os sistemas de arrecadação e fiscalização entre Secretaria de Finanças e Coordenadoria da Receita Estadual, trará maior modernização e consequentemente maior acompanhamento das ações da SEFIN e aumento da arrecadação estadual.

O responsável pela área técnica de informática da Secretaria de Finanças, Telêmaco Walter Leão Guedes, destaca outra vantagem na aplicação do sistema. “Atualmente nosso sistema funciona com três bancos de dados. Com o java/oracle em funcionamento a SEFIN terá apenas um banco de dados. O que será mais fácil, e agilizará consideravelmente o cruzamento interno de informações. Para o contribuinte, vai dar maior agilidade no atendimento com informações de dados consistentes”, esclarece.

As reuniões acontecem simultaneamente nos diversos setores da SEFIN. Na Gerência de Administração e Finanças (GAF/SEFIN), os gestores estão fazendo o levantamento das necessidades dos sistemas que serão precisos para serem desenvolvidos. Nas demais gerências, os gestores definem a criação do novo conceito de aplicação do cadastro geral que engloba contribuintes, usuários e servidores.Fonte

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Controle MultiPage

Loop Through UserForm Controls

Excel VBA UserForms and their associated controls are a great way to present/collect

data from users. There are often occasions however when we need to loop through

all controls on a UserForm, or only certain specified controls.

Loop Through All Controls

Use the code below to loop through all Controls on a UserForm

Private Sub CommandButton1_Click()

Dim cCont As Control

For Each cCont In Me.Controls

‘DO STUFF HERE

Next cCont

End Sub

Loop Through Specific/Specified Controls

Use the code below to loop through only specified Controls on a UserForm.

Private Sub CommandButton1_Click()

Dim cCont As Control

For Each cCont In Me.Controls

If TypeName(cCont) = “TextBox” Then

‘DO STUFF HERE

End If

Next cCont

End Sub

Loop Through Specific Controls on a Specified Page of a MultiPage

Control

Use the code below to loop through only specific Controls on a specified page of

a MultiPage Control. Note that Pages(0) is always the first page of any MultiPage

Control.

Private Sub CommandButton1_Click()

Dim cCont As Control

For Each cCont In Me.MultiPage1.Pages(0).Controls

If TypeName(cCont) = “TextBox” Then

‘DO STUFF HERE

End If

Next cCont

End Sub

Loop Through Specified Controls on all Pages of a MultiPage Control

Use the code below to loop through specified controls on all pages of a MultiPage

Control.

Private Sub CommandButton1_Click()

Dim pPage As Page, cCont As Control

For Each pPage In Me.MultiPage1.Pages

For Each cCont In pPage.Controls

If TypeName(cCont) = “ComboBox” Then

‘DO STUFF HERE

End If

Next cCont

Next pPage

End Sub

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Trecho de A ponte para o sempre – Richard e Leslie se reconciliam

Fiquei olhando pela janela para o nada, um barulho estrondeando em minha cabeça.
Ela está errada. É claro que está errada. A mulher não compreende quem eu sou ou como penso.
É uma pena, pensei.
Depois, amassei a carta e joguei-a para longe.

Nada mudara além da janela uma hora depois.

Por que minto para mim mesmo?, pensei. Ela está certa e sei que está, mesmo que nunca o admita, mesmo que nunca mais torne a pensar nela.

Sua história da sinfonia e do xadrez… por que não percebi essas coisas? Sempre fui tão terrivelmente inteligente, exceto em relação a impostos, mais perceptivo do que qualquer outra pessoa que já viveu… como ela pode perceber essas coisas, quando eu não posso? Não sou tão brilhante quanto ela? Contudo, se ela é tão esperta, onde está o seu sistema, seu escudo para evitar o sofrimento? Eu tenho a minha Mu…

AO DIABO com a sua Mulher Perfeita! É um pavão de meia tonelada que você inventou, guarnecendo de penas falsas, cores estranhas, que nunca voará! Seu pavão pode correr em círculos, bater as asas e guinchar ao invés de cantar, mas nunca será capaz de deixar o solo. E você, apavorado com o casamento, sabia que casou com isso?

A imagem, um pequeno eu numa fotografia de casamento, com um pavão de seis metros, era verdadeira! Eu me casara com uma idéia que era errada.

Mas tinha a restrição à minha liberdade! Se eu ficar com Leslie, acabarei entediado!

Foi mais ou menos nesse momento que me dividi em duas pessoas diferentes: o eu que comandara as coisas por tanto tempo e um arrivista querendo destruí-lo.

O tédio é a menor de suas preocupações, seu filho da puta, disse o recém-chegado. Não percebe que ela é mais esperta do que você, conhece mundos que você tem medo de tocar? Vá em frente, encha a minha boca de algodão e me afaste, como faz com todas as outras partes de você que se atrevem a dizer que suas teorias onipotentes estão erradas! É livre para fazer isso, Richard. E é livre para passar o resto de sua vida em relacionamentos superficiais com mulheres, tão apavorado quanto é da intimidade. O igual atrai o igual, seu arrogante. A menos que tivesse um mínimo de bom senso, que não tem a menor possibilidade de encontrar nesta vida, pertence à sua ficção covarde e assustada da Mulher Perfeita, até morrer de solidão.

Você é tão cruel quanto gelo. Pertence a seu xadrez cruel-como-gelo e a seu céu cruel-como-gelo; arruinou uma oportunidade gloriosa com aquele seu império asnático; agora, toda a coisa é um monte de estilhaços com um governo… e tudo penhorado a um governo!

Leslie Parrish era uma oportunidade mil vezes mais gloriosa do que qualquer império, mas ficou apavorado porque ela é mais esperta do que você jamais será e por isso vai alijá-la também. Ou foi ela quem o alijou? Não vai magoá-la, companheiro, porque ela não é uma perdedora. Ficará triste e chorará por algum tempo, porque não tem medo de chorar quando morre alguma coisa que podia ter sido linda. Mas ela haverá de superar, de se elevar acima de tudo.

Você também vai superar, em cerca de um minuto e meio. Basta fechar as suas malditas portas de aço, batê-las com toda força e nunca mais pensar nela outra vez. Ao invés de se erguer acima, irá direto para o fundo. Não se passará muito tempo para que seja um sucesso espetacular em suas tentativas de suicídio subliminares, despertando angustiado porque recebeu uma vida de fogo-e-prata, de diamante-laser, pegou o seu martelo e destruiu tudo. Está diante da maior opção de sua vida e sabe disso. Ela resolveu não aturar mais seu selvagem medo estúpido e sente-se feliz neste momento por estar livre do peso morto que é você.

Vá em frente, faça o que sempre fez: fuja. Corra para o aeroporto, acione o seu avião e decole pela noite. Voe, voe! Encontre uma boa moça com um cigarro numa das mãos e um copo de rum na outra, observe-a usá-lo como um degrau para o algo melhor de que você fugirá esta noite. Corra, seu estúpido covarde. Corra para me calar. A próxima vez em que me verá é o dia de sua morte e poderá então me contar qual é a sensação depois que queimou a sua última ponte…

Bati as portas sobre o barulho e a sala ficou tão silenciosa quanto o mar.

— Não somos emocionais! — declarei em voz alta.

Peguei a carta, recomecei a lê-la, deixei que caísse de novo na cesta.

Se ela não gosta de quem eu sou, é muita gentileza sua dizer isso. É uma pena… se ao menos ela fosse diferente, poderíamos permanecer amigos. Mas não posso admitir o ciúme! Ela pensa que sou sua propriedade pessoal, que decide com quem passo meu tempo e quando? Eu disse a ela claramente quem sou, o que penso e como pode esperar que leve a minha vida, mesmo que não seja a simulação do eu-te-amo que está querendo de mim. Pois não terá o eu-te-amo de mim, Leslie Parrish. Serei sincero comigo mesmo, embora isso me custe o transbordamento de alegria de cada momento feliz que passamos juntos.

Uma coisa que eu nunca fiz, minha cara Leslie… nunca menti, lesei-a ou enganei-a; vivi o que acredito exatamente como lhe disse que faria. Se isso agora se torna inaceitável para você, não há outro jeito; lamento e gostaria que tivesse me avisado antes, o que pouparia muitos problemas a ambos.

Partirei amanhã, ao nascer do sol, pensei. Levarei minhas coisas para o avião e decolarei a caminho de um lugar em que nunca estive antes. Wyoming, talvez Montana. Deixo o avião para a Receita Federal, se puderem encontrá-lo, e desapareço. Tomo emprestado um biplano em algum lugar e sumo por completo.

Mudo meu nome. Winnie-the-Pooh, a personagem das histórias infantis, viveu sob o nome de Sanders. Eu também posso fazer a mesma coisa. Será divertido. James Sanders. Podem ficar com as contas bancárias e os aviões, com tudo o mais que quiserem. Ninguém jamais saberá o que aconteceu com Richard Bach, o que será um alívio bendito.

Qualquer coisa que eu venha a escrever, se é que alguma coisa, será com o novo nome. Posso fazer isso, se quiser. Largar tudo. Talvez James Sanders vagueie até o Canadá, viaje para a Austrália. Talvez o velho Jim se perca nas florestas de Alberta ou vá para o sul, até Sunbury ou Whittlesea, voando um Tiger Moth. Ele pode aprender australiano, transportar uns poucos passageiros, o suficiente para sobreviver.

E depois…

E depois…

E depois o que, Sr. Sanders? É o governo quem está assassinando Richard Bach ou você? Quer matá-lo porque Leslie o cortou? Sua vida será tão vazia sem ela que não faz diferença para você se ele morrer?

Pensei a respeito por muito tempo. Seria excitante decolar, mudar de nome, fugir. Mas… é isso o que você mais quer?

É essa a sua maior verdade?, ela perguntaria.

Não.

Sentei-me no chão, encostado na parede.

Não, Leslie, essa não é a minha maior verdade.

A minha maior verdade é que tenho muito o que aprender sobre amar outra pessoa. A maior verdade é de que a minha Mulher Perfeita é boa, na melhor das hipóteses para um pouco de conversa, um pouco de sexo… ligações transitórias, procurando afastar a solidão. Ela não é o amor que o garoto no portão tinha em mente, há tanto tempo.

Eu sabia o que estava certo quando era o garoto e novamente quando deixei de perambular de avião: encontrar minha companheira- da-vida-alma-eterna-anjo-convertido-em-mulher com quem aprender e para amar. Uma mulher que desafiará o inferno a sair de mim, que me forçará a mudar, crescer, prevalecer, quando de outra forma fugiria.

Leslie Parrish podia ser a pessoa errada. Podia não ser a minha alma-irmã que vinha me encontrar no caminho ao seu encontro. Mas ela é a única… tem a mente de Leslie no corpo de Leslie, uma mulher por quem não tenho de sentir pena, não tenho de salvar, não tenho de explicar a ninguém, a qualquer lugar que vá. E ela é tão esperta que a pior coisa que poderia acontecer é que eu aprendesse muito antes que me deixasse.

Se uma pessoa é bastante cruel, pensei, bastante antivida, até mesmo sua alma-irmã se afasta, deixando-a sozinha, disposta a esperar por outra vida, antes de um novo alô.

E se eu não fugir? O que tenho a perder além da minha centena de toneladas de placas de aço, que deveriam me proteger dos sofrimentos? Estendo as asas sem a blindagem e talvez eu possa voar bastante bem para não ser abatido. Na próxima vez posso mudar meu nome para Sanders e decolar para Port Darwin!

Aquele falador atrevido a quem eu calara estava certo. Abri as portas, pedi desculpas, deixei-o em liberdade; contudo, ele não disse mais nenhuma palavra.

Eu estava diante da maior opção de minha vida, ele não precisava dizê-lo novamente.

Isso não poderia ser um teste, planejado por uma centena de outros aspectos de mim, de diferentes planetas e tempos? Estarão reunidos neste momento por trás de um espelho de visão só por um lado, observando-me, esperando que eu largue o aço? Ou estarão rezando para que eu resista? Por acaso farão apostas sobre o que farei?

Se isso acontece, eles se mantêm muito quietos por trás de seu espelho. Não há qualquer som. Até mesmo o troar em minha cabeça desapareceu.

A estrada se dividiu em duas direções, à minha frente.

Os dois futuros eram duas vidas diferentes: Leslie Parrish ou minha tão segura Mulher Perfeita?

Escolha, Richard. Agora. Está virando noite lá fora. Qual delas?

— Alô? — A voz estava sem fôlego, quase abafada por guitarras e tambores.

— Leslie? Sou eu, Richard. Sei que é tarde, mas você tem tempo para conversar?

Não houve resposta. A música trovejou, enquanto eu esperava pelo estalido do seu telefone sendo desligado. Toda aquela luta com opções, pensei, e a decisão já foi tomada; Leslie não estava mais interessada em gente como eu.

— Tenho, sim — disse ela, finalmente. — Deixe-me desligar a música. Eu estava dançando.

O telefone ficou mudo e um momento depois ela voltou.

— Oi.

— Oi. Recebi sua carta.

— Ótimo.

Levantei o telefone e comecei a andar, para a esquerda e direita, sem saber que me movia.

— Quer realmente parar com tudo, sem mais nem menos?

— Não tudo — respondeu Leslie. — Espero que ainda possamos trabalhar juntos no filme. E gostaria de continuar a pensar em você como meu amigo, se não se incomoda. A única coisa com que desejo parar é o sofrimento.

— Eu jamais quis magoá-la.

Não é possível para mim magoá-la, pensei. Ninguém pode ser magoado a menos que se sinta primeiro magoado…

— Pois dói de qualquer forma, Richard. Acho que não sou muito boa em relacionamentos abertos. A princípio não houve qualquer problema, mas depois éramos tão felizes juntos! Desfrutávamos tanto prazer, nós dois! Por que continuar a se dividir por pessoas que não tinham importância ou por princípios abstratos? Simplesmente não dava certo.

— E por que não dava certo?

— Eu tinha uma gata. Amber, uma persa grande e peluda. Passávamos juntas cada minuto que eu estava em casa. Ela jantava ao mesmo tempo que eu, sentávamos juntas para escutar música, ela dormia em meu ombro à noite. Cada uma sabia o que a outra estava pensando. E depois Amber teve filhotes. Tão lindos quanto podiam ser. Absorviam seu tempo e amor, absorviam meu tempo e amor. Amber e eu não estávamos mais juntas a sós, tínhamos de cuidar dos filhos, distribuímos nosso amor. Nunca me senti tão chegada a ela depois que os gatinhos nasceram, ela nunca foi tão chegada a mim, até o dia em que morreu.

— A profundeza da intimidade que sentimos é inversamente proporcional ao número de outras pessoas em nossas vidas? — Temendo que ela encarasse a pergunta como um escárnio, acrescentei: — Acha que você e eu deveríamos ter sido exclusivos um para o outro?

— Isso mesmo. Aceitei as suas muitas namoradas, a princípio. O que fazia quando não estava comigo era somente da sua conta. Mas quando Deborah surgiu, o princípio de Deborah, como você diria, compreendi subitamente que estava transferindo o seu harém para oeste e planejava me incluir. Não quero isso, Richard.

“Sabe o que aprendi com você? Aprendi o que é possível e agora devo resguardar o que pensei que nós tínhamos. Quero estar ligada a alguém que respeito, admiro e amo, alguém que sinta a mesma coisa em relação a mim. Isso ou nada. Compreendi que aquilo que você está procurando não é a mesma coisa que eu procuro. Você não quer o que eu quero.

Parei de andar, sentei-me no braço do sofá. A escuridão entrava pelas janelas e me envolvia.

— O que você pensa que eu quero?

— Exatamente o que você tem. Muitas mulheres que conhece um pouco e de quem não gosta muito. Ligações superficiais, uso mútuo, nenhuma possibilidade de amor. Essa é a minha idéia de inferno. O inferno é um lugar, um tempo, uma consciência, Richard, em que não há amor. Horrível! Deixe-me fora disso.

Ela falava como se a sua decisão estivesse tomada e a minha também. Como se não houvesse qualquer possibilidade de esperança. Não pedia coisa alguma; estava me comunicando a sua verdade maior, sabendo que eu nunca concordaria.

— Eu tinha o maior respeito e admiração por você, Richard. Pensava que era a pessoa mais maravilhosa que já conhecera. Agora, começo a descobrir em você coisas que não quero ver. E gostaria de terminar pensando que você é maravilhoso.

— O que eu temia, Leslie, é que começássemos a possuir um ao outro. Minha liberdade é tão importante para mim quanto…

— Sua liberdade para fazer o quê? Sua liberdade para não ser íntimo? Sua liberdade para não amar? Sua liberdade para se abrigar contra a alegria na inquietação e no tédio? Tem razão… se continuássemos juntos, eu não haveria de querer que você tivesse essas liberdades.

Grande!, pensei, como se as suas palavras fossem um lance de xadrez.

— Falou muito bem… — murmurei. — Compreendo agora o que está dizendo. Obrigado.

— Não há de quê.

Mudei o telefone para o outro ouvido. Algum dia um mágico ainda inventará um telefone que não será incômodo depois de um minuto.

— Acho que há muito para dizer. Há alguma possibilidade de nos encontrarmos e conversarmos um pouco?

Uma pausa e depois:

— Eu preferia que não. Não me incomodo de falar pelo telefone, mas não quero vê-lo pessoalmente, pelo menos por algum tempo. Espero que compreenda.

— Claro. Não há problema. Tem de desligar agora?

— Não. Posso continuar no telefone.

— Acha que há alguma possibilidade de nós dois ainda podermos ser bem chegados? Jamais conheci alguém como você e creio que sua idéia de amizade é uma carta cordial e um aperto de mão ao final de cada ano fiscal.

Ela riu.

— Ora, não é tanto assim. Um aperto de mão semestral. Ou trimestral, já que fomos tão bons amigos. Só porque a nossa ligação amorosa não durou, Richard, isso não significa que fracassou. Creio que aprendemos o que precisávamos aprender.

— Talvez a liberdade de que eu falava… uma grande parte… talvez seja a liberdade de mudar, de ser diferente na próxima semana do que sou hoje. E se duas pessoas estão mudando em direções diferentes…

— Se mudamos em direções diferentes, Richard, então não temos qualquer futuro, não é mesmo? Acho que é possível para duas pessoas mudarem juntas, crescerem juntas e enriquecerem ao invés de se diminuírem mutuamente. A soma de um e um, se são os certos, pode ser o infinito! Mas quase sempre uma pessoa arrasta a outra para baixo. Uma pessoa quer subir como um balão e a outra é um peso morto. Sempre me perguntei o que seria se as duas pessoas, um homem e uma mulher, quisessem subir como balões!

— Conhece casais assim?

— Uns poucos.

— Quantos?

— Dois. Três.

— Pois não conheço nenhum, Isto é… conheço um. Entre todas as pessoas que conheço, apenas um casamento feliz. O resto é… ou a mulher é uma alegria e o homem um peso morto ou o inverso. Quando ambos não são pesos mortos. Dois balões são extremamente raros.

— Pensei que pudéssemos ser assim, Richard.

— Seria maravilhoso.

— Tem razão.

— O que acha que seria necessário para voltarmos a ser como éramos, Leslie?

Senti que ela queria dizer “Nada”, mas não falava porque seria precipitação. Estava pensando a respeito e por isso não a espicacei, não a apressei,

— Creio que nada poderia nos levar de volta ao jeito que éramos. Não quero isso. Tentei ao máximo mudar. Tentei até sair com outros homens quando você estava ausente, querendo descobrir se podia equilibrar a sua Mulher Perfeita com o meu Homem Perfeito. Não deu certo. Chato, chato, chato. Sem a menor graça. Uma estúpida perda de tempo. Não sou uma de suas garotas de programa, Richard. Mudei tanto quanto estou disposta a mudar. E se você quer restabelecer a sua ligação comigo, então é a sua vez de mudar.

Fiquei rígido.

— Que tipo de mudança você ofereceria por minha consideração?

A pior coisa que ela poderia dizer seria algo que eu não teria condições de aceitar, pensei, o que não era pior do que tínhamos naquele momento. Leslie pensou por algum tempo, antes de responder:

— Sugeriria que considerássemos uma ligação amorosa exclusiva, somente você e eu. Uma chance de descobrirmos se somos dois balões.

— Eu não seria livre… teria de suspender totalmente os encontros pessoais com as minhas amigas?

— Isso mesmo. Todas as mulheres com quem você vai para a cama. Nenhuma outra ligação amorosa.

Foi a minha vez agora de ficar calado e a dela de esperar calmamente no outro lado da linha. Eu me sentia como um coelho acuado por caçadores. Os homens que eu conhecia e que aceitaram tais condições, depois se arrependeram. Foram alvejados implacavelmente e só conseguiram sobreviver por um triz.

E, no entanto, como eu era diferente com Leslie! Somente com ela podia ser o tipo de pessoa que mais gostava de ser. Não era tímido com ela, não me mostrava contrafeito. Admirava-a, aprendia com ela. Se Leslie queria me ensinar a amar, eu podia pelo menos fazer uma tentativa.

— Você e eu somos muito diferentes, Leslie.

— Somos diferentes e somos iguais. Você pensava que nunca encontraria uma palavra para dizer a uma mulher que não pilotasse aviões. Eu não podia me imaginar passando qualquer tempo com um homem que não amasse música. Não seria possível que o mais importante não seja sermos iguais, mas sim curiosos? Porque somos diferentes, podemos ter a diversão de trocar mundos, dar um ao outro nossas paixões e emoções. Você pode aprender música, eu posso aprender a voar. E isso é apenas o começo. Creio que continuaria para nós por tanto tempo quanto vivêssemos.

— Vamos pensar a respeito, Leslie… vamos pensar a respeito. Ambos tivemos casamentos e quase-casamentos, ambos tivemos cicatrizes, prometemos que não voltaríamos a cometer erros. Não vê qualquer outra possibilidade de continuarmos juntos do que tentar… do que tentar sermos casados?

— Dê-me algumas sugestões.

— Eu me sentia muito feliz do jeito que era, Leslie.

— Muito feliz não é o suficiente. Posso ser mais feliz sozinha, sem ter de escutá-lo a inventar desculpas para fugir, para me afastar, para construir muralhas contra mim. Serei a sua única amante ou não serei a sua amante. Tentei a coisa pela metade e não dá certo… não para mim.

— É muito difícil… o casamento tem tantas limitações…

— Detesto o casamento tanto quanto você, Richard, quando torna as pessoas apáticas e insípidas, quando as torna enganadoras ou as encerra em gaiolas. Tenho evitado por mais tempo do que você, pois já se passaram 16 anos desde o meu divórcio. Mas sou diferente de você numa coisa… acredito que há outro tipo de casamento que nos deixa mais livres do que jamais poderíamos ser sozinhos. Não há muita possibilidade de que você compreenda isso, mas creio que nós dois poderíamos ser assim. Uma hora atrás eu diria que não havia a menor possibilidade. Não poderia imaginar que você telefonaria.

— Ora, deixe disso. Você sabia que eu ligaria.

— Não sabia, não. Pensei que jogaria a minha carta no lixo e partiria para qualquer lugar em seu avião.

Leitora de pensamentos, pensei. Acionei outra vez a imagem da minha fuga para Montana. Muita ação, novas paisagens, novas mulheres. Mas era tedioso sequer pensar a respeito. Já fiz isso, pensei, sei como é, conheço cada parte na superfície; não me comove, não me muda, não importa. É ação que não significa coisa alguma. Por isso vôo para longe… e daí?

— Eu não partiria sem uma palavra. Não iria embora deixando-a furiosa comigo.

— Não estou furiosa com você.

— Apenas o bastante para acabar com a mais linda amizade que já tive.

— Não estou realmente furiosa com você, Richard. Fiquei furiosa e desesperada naquela noite. Depois, me senti triste e chorei. Mas parei de chorar e pensei muito. Compreendi finalmente que você está sendo a melhor pessoa que sabe ser, que tem de viver com isso até mudar. E ninguém, além de você, poderá fazer com que isso aconteça. Como posso estar furiosa por você fazer o melhor de que é capaz?

Senti uma onda de calor no rosto. Que pensamento difícil e cheio de amor! Era incrível que ela compreendesse, naquele momento, que eu estava fazendo o melhor que sabia! Quem mais no mundo inteiro compreenderia isso? O arroubo de respeito por Leslie desencadeou uma suspeita de mim mesmo.

— E se eu não estiver fazendo o melhor?

— Então estou furiosa com você.

Ela quase riu quando disse isso e relaxei um pouco, no sofá. Se ela podia rir, não era o fim do mundo. Ainda não.

— Poderíamos escrever um contrato, chegar a um acordo definido e objetivo das mudanças exatas que queremos?

— Não sei, Richard. Parece um jogo e é importante demais para isso. Um jogo e sua litania de velhas frases, de velhas defesas. Não quero mais isso. Se você tem de se defender contra mim, se tenho de provar interminavelmente que sou sua amiga, que o amo e não vou magoá-lo, destruí-lo ou entediá-lo até a morte, então não dá. Acho que você me conhece bastante bem e sabe como se sente em relação a mim. Se tem medo, então tem medo. Eu o deixarei partir e me sentirei muito bem por isso. Vamos deixar assim. E continuamos amigos, está bem?

Pensei no que ela acabara de dizer. Eu me acostumara a estar certo, a prevalecer em qualquer debate. Mas agora, por mais que tentasse encontrar fios soltos em seu pensamento, não conseguia. Sua argumentação só ruiria se estivesse me mentindo, se estivesse a fim de me magoar, trapacear ou destruir. E nisso eu não podia acreditar. O que ela podia fazer com qualquer outro, eu sabia, também poderia fazer comigo um dia. E eu nunca a vira enganar ninguém ou desejar o mal a qualquer pessoa, até mesmo aos que lhe haviam sido cruéis. Ela os perdoara, até o último, sem ressentimentos.

Se eu me permitisse a palavra, naquele momento, diria que estava apaixonado por ela,

— Você também está fazendo o seu melhor, não é mesmo, Leslie?

— Estou, sim.

— Não lhe parece estranho que seríamos a exceção, você e eu, quando quase mais ninguém consegue fazer com que a intimidade dê certo? Sem gritos e sem bater de portas, sem perder o respeito, sem tédio?

— Não acha que você é uma pessoa excepcional, Richard? E não acha que eu também sou?

— Somos diferentes de todas as pessoas que já conheci.

— Se eu ficar furiosa com você, não creio que haja nada de errado em gritar e bater portas. Ou arremessar coisas, se ficar bastante furiosa para isso. Mas não significaria que não o amo mais. E isso não faz qualquer sentido para você, não é mesmo?

— Absolutamente nenhum. Não há qualquer problema que não possamos resolver com calma e discussão racional. Quando discordamos, o que há de errado em dizer “Leslie, eu discordo e estas são as minhas razões”? E depois você me diz: “Tem toda razão, Richard. Suas razões me convenceram que o seu é o melhor caminho.” E tudo termina por aí. Não há cacos para varrer ou portas para consertar.

— Não é bem assim, Richard. Os gritos surgem quando eu me sinto assustada, quando penso que não está me ouvindo, Talvez até escute as minhas palavras, mas não está compreendendo. E eu me sinto apavorada que você faça alguma coisa que magoe a nós dois, que nos levará ao arrependimento. Percebo um meio de evitar e, se você não ouve, tenho de falar em voz bastante alta para que preste atenção.

— Está querendo dizer que não precisará gritar se eu prestar atenção?

— Isso mesmo. Provavelmente não terei de gritar. E mesmo que eu o faça, tudo acabará em poucos minutos. Recupero o controle e me acalmo.

— Enquanto isso, eu permaneço todo encolhido e assustado…

— Se não quer a ira, Richard, então não me deixe furiosa! Eu me tornei uma pessoa bastante calma e ajustada. Não vivo prestes a explodir pela menor coisa. Mas você é uma das pessoas mais egoístas que já conheci. Precisei da minha raiva para impedir que você me pisoteasse, para que ambos soubéssemos quando é o bastante.

— Eu lhe disse que era egoísta há muito tempo. Prometi que sempre agiria de acordo com o que julgasse o meu melhor interesse e esperava que você fizesse a mesma coisa…

— Poupe-me as suas definições, por favor! É por não pensar sempre em si mesmo, se conseguir isso, que poderá algum dia ser feliz. Até que abra espaço em sua vida para alguém que lhe seja tão importante quanto você mesmo, será sempre solitário, procurando, perdido…

Conversamos durante horas, como se o nosso amor fosse um fugitivo apavorado, parado de olhos arregalados numa platibanda no 12º andar, determinado a pular, no instante em que parássemos de tentar salvá-lo.

Continue falando, pensei. Se continuarmos a falar, ele não vai saltar e cair gritando para a rua. Contudo, nenhum dos dois queria que o fugitivo vivesse, a menos que fosse são e forte. Cada comentário e idéia que partilhávamos era um vento soprando pela platibanda — às vezes o nosso futuro comum cambaleava à beira da platibanda, em outras se encostava trêmulo na parede.

Quanta coisa morreria se ele caísse! As horas maravilhosas apartadas do tempo, quando éramos a única coisa que importava um para o outro, quando eu me deliciava ofegante com aquela mulher. Tudo levará a nada, a pior do que nada: a esta perda terrível.

O segredo de encontrar alguém para amar, ela me dissera um dia, é primeiro encontrar alguém de quem gostar. Fôramos os melhores amigos muito antes de nos tornarmos amantes. Eu gostava dela, admirava, confiava. Isso mesmo, confiava! Agora, tanta coisa boa pesava na balança.

Se nosso fugitivo escorregasse, os wookies morreriam na queda. O porco atracado a um sundae, a feiticeira, a deusa do sexo; o Bantha morreria, o xadrez, os filmes e o pôr-do-sol desapareceriam para sempre. Os dedos de Leslie voando sobre o teclado. Eu nunca mais tornaria a ouvir a música de Johann Sebastian, nunca mais escutaria as suas harmonias secretas, porque aprendera-as com Leslie. Nunca mais haveria outro teste sobre um compositor, nunca mais veria flores sem pensar nela, nunca mais teria uma pessoa tão íntima. Construa mais muralhas, ponha pontas de ferro no topo, depois construa mais muralhas por dentro destas, mais pontas de ferro…

— Você não precisa de suas muralhas, Richard. Se nunca mais tornarmos a nos ver, será que não pode perceber que as muralhas não representam qualquer proteção? Só servem para isolá-lo!

Ela está tentando ajudar, pensei. Nos minutos finais da nossa separação, esta mulher quer que eu aprenda. Como podemos deixar um ao outro?

— E Porco… Porco não… não precisa morrer… Cada 4 de julho… eu prometo… farei um sundae… com calda de chocolate… e lembrarei… meu querido Porco…

Ela não conseguiu continuar. Ouvi-a comprimindo o telefone contra um travesseiro. Oh, Leslie, não, pensei, escutando o silêncio sufocado das penas. Tem mesmo de desaparecer, nossa cidade encantada de dois, uma miragem que só surge uma vez na vida, apenas para se desvanecer no nevoeiro e no mundo do cotidiano? O que está nos matando?

Se algum estranho interviesse, tentasse nos separar, levantaríamos as garras e o mandaríamos para o inferno. Mas este é um trabalho interno, o forasteiro sou eu!

E se somos almas-irmãs?, pensei, enquanto ela chorava. E se somos as pessoas que procuramos por todas as nossas vidas? Tivemos um contato e partilhamos este breve gosto do que pode ser o amor na Terra. E agora, por causa dos meus medos, vamos nos separar e nunca mais nos encontrar? Continuarei pelo resto dos meus dias a procurar pela mulher que já encontrei e estava apavorado demais para amar?

As coincidências impossíveis!, pensei, que nos levaram a encontrar num momento em que nenhum dos dois estava casado ou comprometido com o casamento, quando nenhum dos dois estava devotado a representar, escrever, viajar, procurar aventuras ou envolvido cegamente em qualquer outra atividade. Nós nos conhecemos no mesmo planeta, na mesma era, na mesma idade, crescendo na mesma cultura. Se tivéssemos nos encontrado anos antes, não teria acontecido… e nos encontramos antes, viajando num elevador, só que não era o tempo certo. E nunca mais tornará a ser o tempo certo.

Fiquei andando de um lado para outro, um semicírculo na extensão do fio do telefone. Se eu concluir dentro de 10 ou 20 anos que não deveria tê-la largado, onde ela estará então? E se eu voltar daqui a 10 anos para dizer Leslie, desculpe!, descobrindo que ela se tornou a Sra. Leslie Parrish-Alguém? E se não conseguir encontrá-la, descobrir a casa vazia, ela se mudando sem deixar o novo endereço? E se ela estiver morta, por alguma coisa que nunca a teria matado se eu não tivesse voado amanhã?

— Desculpe — murmurou Leslie, voltando ao telefone, as lágrimas sob controle. — Sou uma tola. Gostaria às vezes de ter o seu controle. Você sabe manipular as despedidas muito bem, como se não tivessem a menor importância.

— Tudo depende de decidir quem está no comando — expliquei, contente pela mudança de assunto. — Se deixarmos nossas emoções comandarem, então momentos como este não são muito divertidos.

— Tem razão — disse ela, fungando. — Não são mesmo divertidos.

— Finja que é amanhã agora, talvez o próximo mês. Como se sente então? Tento isso e não me sinto melhor sem você. Imagino o que é estar sozinho, sem ninguém para falar por nove horas pelo telefone, pagando uma conta de 100 dólares por uma ligação local. Sentirei muita saudade de você.

— Também sentirei saudade de você. Richard, como se leva alguém a olhar além de uma esquina quando ele ainda não chegou lá? A única vida que vale a pena viver é a mágica e esta é magia! Eu daria qualquer coisa para que você pudesse ver o que há para nós… — Ela parou por um momento, pensando no que mais dizer. — Mas se está fora de vista para você, acho que não existe, não é mesmo? Mesmo que eu esteja olhando, não está realmente ali.

Ela parecia cansada, resignada. E prestes a desligar. Se era porque eu estava cansado e apavorado, talvez as duas coisas, nunca saberei. Não houve aviso; alguma coisa estalou, alguma coisa rompeu dentro da minha cabeça e nada tinha de feliz.

RICHARD!, gritou a coisa. O QUE ESTÁ FAZENDO? FICOU COMPLETAMENTE LOUCO? Não é uma metáfora que está balançando na platibanda, é VOCÊ! É o seu futuro; se cair, você se torna um ZUMBI, um morto-vivo, deixando o tempo passar até se matar por completo! Está se empenhando em jogos com ela pelo telefone a nove horas. PARA QUE PENSA QUE ESTÁ NESTE PLANETA? PARA PILOTAR AVIÕES? Está aqui, seu filho da puta arrogante, para aprender tudo sobre o AMOR! Ela é sua mestra e dentro de 25 segundos vai desligar, você nunca mais tornará a vê-la! Não fique sentado aí, seu filho da puta idiota! Tem 10 segundos e depois ela se vai! Dois segundos! Fale!

— Leslie, você tem razão. Estou errado. Quero mudar. Tentamos à minha maneira e não deu certo. Vamos tentar agora à sua maneira. Nada de Mulher Perfeita, nada de muralhas contra você. Apenas você e eu. Veremos o que acontece.

Houve silêncio na linha.

— Tem certeza? Está mesmo convencido ou apenas fala por falar, Richard? Porque, se é o segundo caso, só servirá para tornar a situação ainda pior. Sabe disso, não é mesmo?

— Sei, sim. E tenho certeza. Podemos conversar sobre isso?

Outro silêncio.

— É claro que podemos, wookie. Por que não desliga e vem para cá? Tomaremos juntos o café da manhã.

— Está certo, meu bem. Até já.

Depois de desligar, murmurei para o telefone vazio:

— Eu a amo, Leslie Parrish.

Em absoluta privacidade, sem ninguém para ouvir, as palavras que eu tanto desprezara, que nunca usara, soavam tão verdadeiras quanto a luz. Pus o fone no gancho.

— ESTÁ FEITO! — gritei para a sala vazia. — ESTÁ FEITO!

O fugitivo se encontrava outra vez em nossos braços, retirado são e salvo da platibanda. Eu me sentia leve como uma asa delta lançada de uma montanha no verão para a estratosfera.

Há um eu alternativo neste momento, pensei, desviando-se abruptamente, virando para a esquerda na encruzilhada da estrada, quando antes sempre seguia pela direita. Neste momento, num tempo diferente, Richard-então se ligou a Leslie-então, em uma ou dez horas não fazia diferença, pois não teria telefonado para ela se não quisesse que isso acontecesse. O outro largou a carta na cesta de papel, pegou um táxi para o aeroporto, decolou e subiu para nordeste, nivelou a três mil metros e fugiu para Montana. Depois disso, quando o procurei, tudo escureceu.

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Trecho de A ponte para o sempre

Noite de quarta-feira, 21/12 Caro Richard:

É muito difícil saber como e por onde começar. Estive pensando por muito tempo e a fundo, através de muitas idéias, tentando encontrar um meio…

Finalmente me ocorreu uma pequena idéia, uma metáfora musical, através da qual pude pensar claramente e encontrar a compreensão, se não mesmo a satisfação. Quero partilhá-la com você. Assim, por favor, peço que me suporte, enquanto passamos por outra lição musical.

A forma mais comumente usada para as grandes obras clássicas é a da sonata. É a base de quase todas as sinfonias e concertos. Consiste de três partes principais: a exposição ou abertura, em que pequenas idéias, temas e miscelâneas diversas são lançados e apresentados uns aos outros; o desenvolvimento, em que essas pequenas idéias e motivos são explorados ao máximo, expandidos, muitas vezes passando de maior (feliz) para melhor (infeliz) e voltando, sendo desenvolvidos e entrelaçados em complexidade maior até que finalmente vem: a recapitulação, em que existe uma reapresentação, uma gloriosa expressão da maturidade plena e rica que as pequenas idéias alcançaram, através do processo de desenvolvimento.

Você pode perguntar como isso se aplica a nós, se ainda não percebeu.

Eu nos vejo embatucados numa abertura interminável. A princípio, foi a coisa real, pura delícia. É a parte de um relacionamento em que a pessoa se mostra em seu melhor: divertida, encantadora, excitada, excitante, interessante, interessada, e um tempo em que a pessoa se sente mais tranqüila e mais cativante, porque não experimenta a necessidade de levantar suas defesas; assim, a parceira aconchega um ser humano afetuoso, ao invés de um cacto gigantesco. É um tempo de prazer para ambos e não é de admirar que você goste tanto de aberturas que se empenhe em tornar a sua vida uma sucessão delas.

Mas os primórdios não podem ser prolongados interminavelmente; não podem simplesmente ser expostos e reexpostos. Devem seguir adiante e se desenvolverem — ou morrer de tédio. Não é bem assim, você diz. Deve se afastar, ter mudanças, outras pessoas, outros lugares, a fim de que possa voltar a um relacionamento, como se fosse novo, para ter constantes princípios novos.

Nós seguimos adiante numa sucessão prolongada de reaberturas. Algumas foram causadas por separações profissionais que eram necessárias, mas se mostraram desnecessariamente duras e rigorosas para duas pessoas tão chegadas como nós. Algumas foram fabricadas por você, a fim de dispor de mais oportunidades de voltar à novidade que tanto deseja.

Obviamente, a parte de desenvolvimento é um anátema para você. Pois é a parte em que você pode descobrir que tudo o que possui é uma coletânea de idéias bastante limitadas que não funcionam, não importa quanta criatividade lhes acrescente, ou — que é ainda pior para você — que tem o material para alguma coisa gloriosa, uma sinfonia, em cujo caso há trabalho a realizar: profundezas devem ser sondadas, entidades separadas cuidadosamente entrelaçadas, o melhor para glorificarem a si mesmas e umas às outras. Suponho que é análogo ao momento de escrever em que não se pode fugir ou não se deve fugir à idéia de um livro.

Não resta a menor dúvida de que fomos muito mais longe do que você jamais tencionou. E paramos pouco antes do que eu considerava como os nossos próximos passos, lógicos e maravilhosos. Tenho testemunhado o desenvolvimento com você continuamente contido, passei a acreditar que nunca faremos mais do que tentativas esporádicas em nosso potencial de aprendizado, em nossas espantosas similaridades de interesses, não importa quantos anos possamos ter — porque nunca teremos um tempo ininterrupto juntos. Assim, torna-se impossível o crescimento que tanto prezamos e sabemos que é possível.

Ambos tivemos uma visão de algo maravilhoso que nos aguarda. Contudo, não podemos chegar lá, a partir do ponto em que nos encontramos. Estou diante de uma sólida muralha de defesas e você tem a necessidade de construir mais e ainda mais. Anseio pela riqueza e plenitude do desenvolvimento adicional e você procurará meios de evitá-lo, enquanto estivermos juntos. Nós dois ficamos frustrados; você é incapaz de voltar, eu sou incapaz de seguir adiante, num estado de luta constante, com nuvens e sombras escuras sobre o tempo limitado que você nos concede.

Sentir a sua constante resistência a mim, ao crescimento desse algo maravilhoso, como se eu e isso fôssemos alguma coisa horrível — experimentar as várias formas que a resistência assume, algumas cruéis — muitas vezes me causa sofrimento, em um nível ou outro.

Tenho um registro de nosso tempo juntos e fiz uma análise profunda e sincera. Entristeceu-me e até mesmo me chocou, mas foi-me útil para enfrentar a verdade. Recordo os dias do princípio de julho e as sete semanas que se seguiram como nosso único período realmente feliz. Isso foi a abertura e foi linda. Depois, houve as separações, com os desligamentos arrebatados e para mim inexplicáveis — e a igualmente terrível evitação-resistência em suas voltas.

Longe e apartados ou juntos e apartados é uma situação por demais infeliz. Estou me observando virar uma criatura que chora muito, uma criatura que até deve chorar muito, pois quase parece que a compaixão é necessária antes que a bondade seja possível. E sei que não cheguei até este ponto da minha vida para me tornar digna de compaixão.

Ser informada que cancelar o seu encontro para me ajudar, quando eu me encontrava em estado de crise, “não daria certo para você”, fez com que a verdade desabasse em cima de mim com a força de uma avalanche. Encarando os fatos tão honestamente quanto me é possível, sei que não posso continuar, não importa o quanto assim deseje; não posso me inclinar ainda mais.

Espero que você não considere isto como o rompimento de um acordo, mas sim como a continuação dos muitos e muitos finais que você tem iniciado. Acho que é uma coisa que ambos devemos saber. Eu devo aceitar que fracassei em meu esforço de fazê-lo conhecer as alegrias da afeição.

Richard, meu precioso amigo, isto é dito suavemente, até mesmo ternamente, com amor. E os tons suaves não servem para camuflar uma raiva por trás; são autênticos. Não há acusações, responsabilidades ou culpas. Estou simplesmente tentando compreender e estancar a dor. Estou enunciando o que fui forçada a aceitar: que você e eu nunca teremos um desenvolvimento, muito menos a gloriosa expressão climática de um relacionamento desenvolvido ao máximo.

Tenho sentido que se alguma coisa em minha vida mereceu um afastamento de padrões anteriormente estabelecidos, indo além de todas as limitações conhecidas, foi justamente o nosso relacionamento. Suponho que poderia estar justificada em me sentir humilhada por todos os meus esforços para que desse certo. Em vez disso, porém, sinto-me orgulhosa de mim mesma e contente por saber que reconheci a rara e maravilhosa oportunidade que desfrutamos enquanto a tivemos. Dei tudo o que eu podia, no sentido mais puro e elevado, a fim de preservá-la. É o que me conforta agora. Neste momento horrível do final, posso sinceramente dizer que não conheço nenhuma outra coisa que poderia fazer para nos levar ao lindo futuro que poderíamos ter.

Apesar do sofrimento, estou feliz por tê-lo conhecido desta maneira especial e sempre guardarei na memória o tempo que passamos juntos. Cresci com você e aprendi muito. Sei também que fiz grandes e positivas contribuições a você. Ambos somos pessoas melhores por havermos entrado em contato.

A esta altura, tão tardia, ocorre-me que uma metáfora do xadrez poderia também ser útil. O xadrez é um jogo em que cada parte possui o seu próprio objetivo singular, mesmo quando se confronta com a outra; um meio do jogo em que se desenvolve e intensifica uma luta, em que se perdem fragmentos de cada lado, ambos ficando reduzidos; e um fim de jogo em que uma parte acua e paralisa a outra.

Creio que você vê a vida como uma partida de xadrez; eu vejo como uma sonata. E por causa dessas diferenças tanto o rei como a rainha são perdidos, a canção é silenciada.

Ainda sou sua amiga, como sei que você também é meu amigo. Envio esta carta com um coração repleto do mais profundo e terno amor, com toda a consideração que tenho por você, como não ignora, além de um imenso pesar por ficar incumprida uma oportunidade tão cheia de promessa, tão rara e tão bela.

Leslie

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O coração

“O coração é o relógio da vida. Quem não o consulta, anda naturalmente fora
do tempo.” Machado de Assis

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Estudo de Morte e Vida Severina

Título,
Estrutura e Enredo

Dois procedimentos
chamam à atenção de imediato no título do livro.
A inversão do sintagma vida e morte e a adjetivação
do substantivo próprio Severino. Tais recursos poéticos colaboram
para realçar aspectos importantes na composição da
obra. Segundo Marta de Senna:

“Ao
inverter a ordem natural do sintagma “vida e morte”, o poeta registra com
precisão a qualidade da vida que seu poema visa a descrever: uma
vida a que a morte preside. E ambas, morte e vida, têm por determinante
o adjetivo “severina”. Igualam-se nisso de serem ambas pobres, parcas,
anônimas. O procedimento de adjetivação do substantivo
é recorrente na poesia de Cabral, e aqui adquire especial relevo
por estar em posição privilegiada, no título da peça.
Morte e Vida Severina, porque é Severino o protagonista,
que, desde a apresentação, insiste no caráter comum
de seu nome, antes um “a-nome” no contexto em que vive. De substantivo
próprio, “Severino” passa a ser comum; daí a ser adjetivo
é um passo. (…) Será interessante advertir que o uso de
“severino” como adjetivo no auto cabralino não é senão
a reversão da palavra à sua origem. Diminutivo de “severo”,
“severino” é originariamente um adjetivo. Daí, passou a ser
nome próprio, como ocorreu em tantos outros casos nas línguas
ocidentais: Augusto, Cândido, Cristiano, Pio, Clemente – para citar
apenas alguns exemplos. Ora, o que Cabral realiza é exatamente o
retorno do adjetivo ao adjetivo, sendo o novo enriquecido da carga semântica
de que foi alimentado durante o “estágio” substantivo próprio,
que, no caso específico, é o Severino anônimo do sertão
nordestino.”

É
importante acrescentar que, além de descrever uma vida presidida
pela morte, o título também demonstra o percurso feito por
Severino durante a peça. Sai da morte para alcançar a vida.
A estrutura geral da peça, ou sua macroestrutura, apresenta exatamente
este caminho.
Morte
e Vida Severina se divide em 18 cenas ou fragmentos poéticos,
todos precedidos por um título explicativo de seu conteúdo,
praticamente resumos do que encontramos nos poemas em si. Podemos separá-los
em dois grandes grupos.
As primeiras
12 cenas descrevem a peregrinação de Severino, seguindo o
rio Capibaribe, fugindo da morte que encontra por toda parte, até
a cidade do Recife, onde, para seu desespero, volta a encontrar apenas
a miséria e a morte. Trata-se do Caminho ou Fuga da Morte.
Nesta parte o poeta habilmente alterna monólogos de Severino a diálogos
que trava ou escuta no caminho.
As últimas
6 cenas apresentam O Presépio ou O Encontro com a Vida, em
que é descrito o nascimento do filho de José, mestre carpina,
em clara alusão ao nascimento de Jesus. A peça se encerra,
portanto, com uma apologia da vida, mesmo que seja severina. Toda esta
parte, com exceção do monólogo final do mestre carpina,
foi adaptada por João Cabral de Melo Neto dos Presépios
ou Pastoris do folclore pernambucano

Vejamos, através
dos títulos explicativos, como o enredo do drama se constrói:

I
– Caminho ou Fuga da Morte

1. (Monólogo) – O retirante
explica ao leitor quem é e a que vai.
2.(Diálogo) – Encontra dois
homens carregando um defunto numa rede, aos gritos de: “ó irmãos
das almas! irmãos das almas! não fui eu que matei não!”
3. (Monólogo) – O retirante
tem medo de se extraviar porque seu guia, o rio Capibaribe, cortou
com o verão.
4. (Diálogo) – Na casa a
que o retirante chega estão cantando excelências  para
um defunto, enquanto um homem, do lado de fora, vai parodiando as palavras
dos cantadores.
5. (Monólogo) – Cansado da
viagem o retirante pensa interrompê-la por uns instantes e procurar
trabalho ali onde se encontra.
6. (Diálogo) – Dirige-se
à mulher na janela que depois descobre tratar-se de quem se saberá.
7. (Monólogo) – O retirante
chega à Zona da Mata , que o faz pensar, outra vez, em interromper
a viagem.
8. (Diálogo) – Assiste ao
enterro de um trabalhador de eito e ouve o que dizem do morto os amigos
que o levaram ao cemitério.
9. (Monólogo) – O retirante
resolve apressar os passos para chegar logo ao Recife.
10. (Diálogo) – Chegando
ao Recife, o retirante senta-se para descansar ao pé de um muro
alto e caiado e ouve, sem ser notado, a conversa de dois coveiros.
11. (Monólogo) – O retirante
aproxima-se de um dos cais do Capibaribe.
12. (Diálogo) – Aproxima-se
do retirante o morador de um dos mocambos que existem entre o cais e a
água do rio.

II
– O Presépio ou O Encontro com a Vida

13. (Presépio) – Uma mulher,
da porta de onde saiu o homem, anuncia-lhe o que se verá.

14. (Presépio) – Aparecem
e se aproximam, da casa do homem, vizinhos, amigos,

duas ciganas, etc.

15. (Presépio) – Começam
a chegar pessoas trazendo presentes para o recém-nascido.

16. (Presépio) – Falam as
duas ciganas que haviam aparecido com os vizinhos.

17. (Presépio) – Falam os
vizinhos, amigos, pessoas que vieram com presentes, etc.

18. (Conclusão da Peça)
– O carpina fala com o retirante que esteve de fora, sem tomar parte em
nada.Fonte

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Trecho de Morte e Vida Severina

E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).

Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,

a de querer arrancar
alguns roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.

everino, retirante,
deixe agora que lhe diga:
eu não sei bem a resposta
da pergunta que fazia,
se não vale mais saltar
fora da ponte e da vida
nem conheço essa resposta,
se quer mesmo que lhe diga
é difícil defender,
só com palavras, a vida,
ainda mais quando ela é
esta que vê, severina
mas se responder não pude
à pergunta que fazia,
ela, a vida, a respondeu
com sua presença viva.

E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida
como a de há pouco, franzina
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.Fonte

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Tipos de Professor

Depois
de fazer tantos cursos e conhecer muitos professores gravei algumas
coisas que são comuns em todos os cursos e escolas. Seja um curso
rápido, curso técnico, faculdade, etc. Você sempre encontrará algum
professor que encaixa na minha lista.

Em todo curso tem pelo menos um professor que:

* Sabe muito, mas é péssimo em didática;

* Não sabe quase nada, mas é especialista em didática;

* É enrolão. Leva a aula na base do “embromômetro”. Se você não pesquisar por conta própria, vai se ferrar no futuro;

* Chato. Todo curso tem que ter um
professor chato. Ninguém gosta dele. Normalmente é o cara que no final
todo curso todo mundo tem que admitir que aprendeu muito com ele.

* Legal. Esse tipo é melhor tomar
cuidado! Ele é amigo de todo mundo, mas na hora de avaliar não dá
moleza prá ninguém! É melhor estudar para a prova ou vai ser reprovado;

* Show. Esse é muito parecido com
o especialista em didática. A diferença é que o cara é simplesmente um
artista. Dá aula como se estivesse representando uma peça de
Shakespeare;

* Bonzinho. Não confunda com o
legal. Esse todo mundo adora! Você nunca vai ser reprovado com ele. Mas
cuidado! Se você provocá-lo ele vira uma fera e aí seu ano já era;

* Mau. É diferente do chato.  É
arrogante e acredita que sabe mais que todo mundo. Com esse você pode
se matar de estudar que nunca vai tirar dez;

* Modelo. Esse a mulherada adora.
O cara é boa pinta (e sabe disso). Então fica fazendo charminho para as
gatas. Os homens que danem. Aqui vale uma observação: É difícil
encontrar professora desse tipo, mas têm algumas por aí;

* Sério. Esse é diferente do mau e
do chato. Na aula dele o silêncio reina. E se alguém começa a conversar
ele já quer saber se o assunto tem a ver com a matéria;

* Desleixado. É aquele professor
(não professora) que parece que acabou de sair de uma pista de skate e
veio direto dar aula. Não tá nem aí para a aparência;

* Atualizado. Esse está por dentro
de tudo que acontece e muitas vezes passa a aula toda falando de
assuntos atuais que não tem nada a ver com a matéria. Você aprende de
tudo, menos o que deveria;

* Antigo. O famoso dinossauro(a).
Saudosista, fica toda hora citando casos da época que você nem havia
nascido e achando que você está interessado;

* Inteligente. Essa espécie tem
bastante. Ai de você se for meio burrinho. Esse fala meia palavra e
você tem que saber o resto se não fica boiando na matéria;

* Maluco. Toda escola tem pelo
menos um. O cara é doidão, mas é muito inteligente. Quase sempre é o
professor mais popular entre os alunos;

* Fala mansa. Esse(a) fala
baixinho. Não está nem aí com a bagunça. Se você quer aprender terá que
sentar bem próximo para ouvir o que ele(a) fala;

* Trovão. Com esse a escola toda aprende a matéria. Parece que está usando um megafone para dar aula;

* Humorista. Vive fazendo piadinha
sem graça durante a aula. Até para te reprovar ele tem uma piadinha na
manga: ” Eu falei para estudar e não estudou…se ferrou!kkkkk.”;

* Empático. Esse vive falando que
já foi aluno, já passou por isso, mas que infelizmente ele precisa dar
nota, ou seja, ele te reprova e você ainda agradece;

* Para encerrar a lista, tem o
professor aluno: __Olha pessoal, eu não estou aqui para ensinar. Estou
aqui para aprender com vocês!? Aí você pensa: Então vou querer uma
parte do seu salário!.t
Fonte

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Críticas tucanas

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), divulgou
nota nesta noite no qual faz duras críticas à ministra-chefe da Casa
Civil, Dilma Rousseff, a quem o senador acusa de “mentir, omitir,
esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades”.

“Dilma
Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje
sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na
desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão”, afirma o senador,
logo no início do texto.

Sérgio Guerra também voltou a
criticar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como fez ontem
a vice-presidente do partido, senadora Marisa Serrano (MS). Na
avaliação de Sérgio Guerra, o PAC não é um programa de governo “e, sim,
de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras
municipais, estaduais, federais e privadas”.

“Além de
mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das
obras listadas no PAC foram concluídas – a maioria tocada por Estados e
municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC – 7.715 projetos
– ainda não saíram do papel”, afirma o senador.

Esta é a
segunda nota divulgada à imprensa pelo PSDB. Ontem à noite, foi a vez
do ex-presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini
(SP), divulgar nota em nome do partido. “O PSDB demonstra que está
descontrolado para a legítima disputa de projetos que ocorrerá neste
ano de 2010”, afirmou o deputado.

A troca de acusações
entre PT e PSDB começou após discurso da ministra da Casa Civil, Dilma
Rousseff, que, durante a inauguração de uma obra em Minas Gerais, disse
que a oposição pretendia acabar com o PAC e com o programa
Bolsa-Família. Prontamente, o PSDB rebateu a afirmação da ministra. Em
nota, a vice-presidente do PSDB, senadora Marisa Serrano (MS), disse
que a ministra é reconhecida pela sua “falta de experiência política”,
e afirmou que a ministra adotou a “retórica do medo e da mentira”.

Ao
rebater o discurso da ministra Dilma Rousseff, o PSDB cumpre estratégia
do governador de São Paulo, José Serra, que disse que cabe ao partido e
não ele, como pré-candidato, fazer oposição ao governo. Mais cedo, José
Serra voltou a dizer que ficará longe do “debate eleitoral” e da
“baixaria”. José Serra e Dilma Rousseff são os pré-candidatos à
presidência da República.

Segue a íntegra da nota:

“Dilma
Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje
sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na
desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.

Mente
sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de
governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo
pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas. Mente ao somar
todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los
como se fossem resultado da ação do governo federal.

Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.

Dissimulada,
Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um
dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários,
informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.

Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra.

Além
de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10%
das obras listadas no PAC foram concluídas – a maioria tocada por
estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC –
7.715 projetos – ainda não saíram do papel.

Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades.

A
culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório
da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a
fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia,
ora a perereca do Rio Grande do Sul.

Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado.

Dilma
Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a
ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do
governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar
que blecaute não é apagão.

Até hoje, Dilma Rousseff
também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos,
com todas barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a
liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra
o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela
teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa
Civil.

Está claro, portanto, que mentir, omitir,
esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do
discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o
Brasil não é um país de bobos.

Senador Sérgio Guerra

Presidente Nacional do PSDB”Fonte

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Pedido de Revisão de Cálculos

Eu,
João Paulo Alencar, CPF XXX.XXX.XXX-XX, Matrícula XXXXXXXXX, venho através deste
solicitar revisão da PLANILHA DE CÁLCULOS PAGTº DE DIREITOS TRABALHISTAS,
conforme tabela abaixo, onde reproduzo os dados financeiros do contracheque de
fevereiro/2009 conforme recebido com valor integral e os dados proporcionais
aos doze dias trabalhados.

Recebido

Proporcional

VENCIMENTO

530,24

212,10

DIF PLANO

138,15

0,00

AUX TRANSP

136,80

64,80

GRAT

197,00

78,80

AUX SAÚDE

50,00

0,00

IPERON

73,52

23,33

TOT PROV

1.052,19

355,70

TOT DESC

73,52

23,33

BASE IRPF

791,87

791,87

BASE IPERON

668,39

212,10

TOTAL

978,67

332,37

Assim, comparando os valores
recebidos aos valores devidos e a PLANILHA DE CÁLCULOS PAGTº DE DIREITOS
TRABALHISTAS da página 20, observa-se:

·
O Auxílio Saúde foi pago integralmente no mês de
junho/2009;

·
A Dif. Plano foi paga no mês de julho/2009.

·
Ao somar o proporcional do VENCIMENTO ao
proporcional da GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EDUCAÇÃO, o SALDO DE SALÁRIO é de R$
290,90 e não R$ 291,00 como mencionado na página 20. Portanto, foi restituído
um valor R$ 0,10 maior que o devido;

·
Na Planilha de Cálculos foi feito o estorno do
TOTAL DE PROVENTOS recebidos em fevereiro/2009 como PAG. IND. FEV/09, porém não
foi levado em consideração o desconto que é feito referente ao IPERON que é da
ordem de 11%. Ao fazer isso, ficou um recolhimento a mais no valor de R$ 50,19,
que é a diferença do valor pago, e não estornado, de R$ 73,52 e o valor
realmente devido, levando em consideração o pagamento proporcional a doze dias,
no valor de R$ 23,33. O desconto referente à Dif. Plano foi feito em
julho/2009, no pagamento das dez parcelas restantes;

·
Na Planilha de Cálculo estava previsto o
pagamento de R$ 181,80 a título de 1/3 DAS FÉRIAS, porém foi pago apenas R$
157,60, no mês de junho/2009;

·
O Auxílio Transporte foi estornado por completo
e não foi pago o proporcional.

Assim, falta creditar um montante
de R$ 139,09, sendo:

·
R$ 50,19 referente à diferença do IPERON pago a
mais;

·
R$ 64,80 referente ao auxílio transporte
proporcional aos nove dias úteis trabalhados;

·
R$ 24,20 referente à diferença do 1/3 DAS FÉRIAS
previsto na página 20 (R$ 181,80) e do valor pago no contracheque de junho/2009
(R$ 157,60);

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Mais SQL

SQL Functions

Uma função é um tipo especial de comando que retorna um único valor.

Tipos de funções

Os tipos básicos de funções são: –

* Aggregate functions
Opera-se de encontro a uma coleção dos valores, mas retorna-se um único valor.

* Scalar functions
Opera-se de encontro a um único valor, e retorna-se um único valor
baseado no valor da entrada. As funções gostam de CURRENT_TIME por
exemplo, não requerem nenhuns argumentos.

Sintaxe:

SELECT function(column) FROM table

Aggregate Functions

Retorna um único valor baseado em um jogo de outros valores. Se usado
entre muitas outras expressões na lista do artigo de uma indicação
SELECT, a obrigação SELECT tem um GROUP BY cláusula. Nenhum GROUP BY
cláusula é requerido se a função agregada for o único valor recuperado
pela indicação SELECT

As funções aggregate suportadas são:

Function

Usage

AVG(expression)

Computes the average value of a column by the expression

COUNT(expression)

Counts the rows defined by the expression

COUNT(*)
Counts all rows in the specified table or view

MIN(expression)

Finds the minimum value in a column by the
expression

MAX(expression)

Finds the maximum value in a column by the
expression

SUM(expression)

Computes the sum of column values by the expression

Example:

SELECT COUNT(*) FROM customers;

Scalar Functions

As categorias diferentes de função escalar são: –

* Função interna
* Data & função de tempo
* Função numérica
* Função da corda

Algumas funções Scalar são: –

Função     Descrição
UCASE(c)     Converts a field to upper case
LCASE(c)     Converts a field to lower case
MID(c,start[,end])     Extract characters from a text field
LEN(c)     Returns the length of a text field
INSTR(c,char)     Returns the numeric position of a named
character within a text field
LEFT(c,number_of_char)     Return the left part of a text field
requested
RIGHT(c,number_of_char)     Return the right part of a text field
requested
ROUND(c,decimals)     Rounds a numeric field to the number of
decimals specified
MOD(x,y)     Returns the remainder of a division
operation
NOW()     Returns the current system date
FORMAT(c,format)     Changes the way a field is displayed
DATEDIFF(d,date1,date2)     Used to perform date calculations

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Comandos SQL

COMANDO SELECT

A linguagem SQL foi
criada com o objetivo de padronizar os comandos de manipulação de dados em
SGBD’s. Hoje em dia, apesar da linguagem possuir uma quantidade considerável de
extensões e implementações proprietárias, pode se afirmar que a meta foi alcançada.
Conhecendo bem a linguagem é possível acessar os recursos básicos de qualquer
banco relacional, como Oracle, SQL Server ou MySQL, sem praticamente nenhuma
mudança.

Veremos nesse artigo
um pequeno guia de consultas para o comando SELECT, um dos mais importantes da
linguagem SQL.

SELECT simples

O comando SELECT
permite recuperar os dados de um objeto do banco de dados, como uma tabela,
view e, em alguns casos, uma stored procedure (alguns bancos de dados permitem
a criação de procedimentos que retornam valor). A sintaxe mais básica do
comando é:

SELECT
<LISTA_DE_CAMPOS>

FROM
<NOME_DA_TABELA>

Exemplo:

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

SELECT * FROM
CLIENTES

O caractere *
representa todos os campos. Apesar de prática, este caractere não é muito
utilizado, pois, para o SGBD, é mais rápido receber o comando com todos os
campos explicitados. O uso do * obriga o servidor a consultar quais são os
campos antes de efetuar a busca dos dados, criando mais um passo no processo.

COMANDO WHERE

A cláusula Where
permite ao comando SQL passar condições de filtragem. Veja o exemplo:

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

WHERE CODIGO = 10

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

WHERE UF = ‘RJ’

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

WHERE CODIGO >=
100 AND CODIGO <= 500

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

WHERE
UF = ‘MG’ OR UF = ‘SP’

Os
parênteses corretamente utilizados dão mais poder as consultas:

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

WHERE
UF = ‘RJ’ OR (UF = ‘SP’ AND ATIVO = ‘N’)

Neste
comando, todos os clientes do Rio de Janeiro e apenas os clientes inativos de São
Paulo seriam capturados.

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

WHERE
(ENDERECO IS NULL) OR (CIDADE IS NULL)

Aqui
todos os clientes que não possuem endereço ou cidade cadastrada serão
selecionados.

FILTRO DE TEXTO

SELECT CODIGO, NOME
FROM FUNCIONARIOS

WHERE DEPARTAMENTO =
‘VENDAS’

Para busca parcial de
string, o SELECT fornece o operador LIKE

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

WHERE NOME LIKE ‘MARIA%’

Neste comando, todos
os clientes cujos nomes iniciam com Maria serão retornados. Se quisermos
retornar os nomes que contenham ‘MARIA’ também no meio, podemos alterar para:

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

WHERE NOME LIKE
‘%MARIA%’

O uso de máscara no
inicio e no fim da string fornece maior poder de busca, mas causa considerável
perda de performance. Este recurso deve ser utilizado com critério.

OBS: Em alguns bancos de
dados a máscara de filtro não é representada por %. Consulte a referência do
banco para verificar o caractere correto.

Por padrão a SQL
diferencia caixa baixa de caixa alta. Para eliminar essa diferença, utiliza a
função UPPER

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

WHERE UPPER(NOME)
LIKE ‘MARIA %SILVA%’

ORDENAÇÃO

A ordenação
pode ser definida com o comando ORDER BY. Assim como no comando WHERE, o campo
de ordenação não precisa estar listado como campo de visualização:

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

ORDER BY NOME

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

ORDER BY UF, NOME

A utilização da
palavra DESC garante a ordenação invertida

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

ORDER BY NOME DESC

SELECT CODIGO, NOME
FROM CLIENTES

ORDER BY UF DESC

JUNÇÃO DE TABELAS

O SELECT permite
juntar duas ou mais tabelas no mesmo resultado. Isso pode ser feito de várias
formas:

SELECT CLIENTES.CODIGO,
CLIENTES.NOME, PEDIDOS.DATA

FROM CLIENTES,
PEDIDOS

WHERE CLIENTES.CODIGO
= PEDIDOS.CODCLIENTE

Nesta linha as
tabelas relacionadas CLIENTES e PEDIDOS são unificadas através do campo chave,
em uma operação de igualdade. Repare que os nomes dos campos passam a ser
prefixados pelo nome das tabelas, resolvendo duplicidades. Uma versão resumida
desse comando pode ser:

SELECT A.CODIGO,
A.NOME, B.DATA, B.VALOR

FROM CLIENTES A,
PEDIDOS B

WHERE A.CODIGO =
B.CODCLIENTE

O uso de aliases no
código SQL torna a manutenção mais simples.

No comando abaixo
temos várias tabelas unificadas em uma mesma cláusula:

SELECT A.CODIGO,
A.NOME, B.DATA, B.VALOR, C.QTD, D.DESCRIC

FROM CLIENTES A,
PEDIDOS B, ITENS C, PRODUTOS D

WHERE A.CODIGO =
B.CODCLIENTE

AND B.CODIGO =
C.CODPEDIDO

AND C.CODPRODUTO =
D.CODIGO

Neste comando
unificamos as tabelas relacionadas CLIENTES, PEDIDOS, ITENS e PRODUTOS. Veja
mais alguns exemplos:

SELECT A.CODIGO,
A.NOME, B.DATA, B.VALOR

FROM CLIENTES A,
PEDIDOS B

WHERE A.CODIGO =
B.CODCLIENTE

AND A.UF = ‘RJ’

Observe que a junção
através da igualdade de campos traz como resultado somente os registros que
possuem referências nas duas tabelas. Observe o comando abaixo:

SELECT A.CODIGO,
A.DESCRICAO, B.DESCRICAO

FROM PROUTOS A,
COMPONENTES B

WHERE A.CODIGO =
B.CODPRODUTO

Os produtos que não
possuem componentes não são selecionados. Caso seja necessário criar uma
listagem incluindo também os registros que não possuem correspondência, deve se
utilizar o comando JOIN.

COMANDO JOIN

A junção de tabelas
no comando SELECT também pode ser feita com o comando JOIN. Este comando deve
ser utilizado com a palavra reservada INNER ou com a palavra OUTER:

INNER: Semelhante ao uso do operador
“=” na junção de tabelas. Aqui os registros sem correspondências não são
incluídos. Esta cláusula é opcional e pode ser omitida no comando JOIN.

OUTER: Os registros que não se
relacionam também são exibidos. Neste caso, é possível definir qual tabela será
incluída na seleção, mesmo não tendo correspondência.

Para exemplificar,
temos as tabelas abaixo:

Observe os exemplos e
o resultado produzido:

SELECT A.CODIGO,
A.DESCRICAO, B.DESCRICAO, B.QTD

FROM PRODUTOS A

INNER JOIN
COMPONENTES B

ON (A.CODIGO =
B.CODPRODUTO)

Este comando pode ser escrito na versão resumida
abaixo:

SELECT A.CODIGO, A.DESCRICAO, B.DESCRICAO

FROM PRODUTOS A

JOIN COMPONENTES B

ON (A.CODIGO = B.CODPRODUTO)

Como mostrado no resultado, os produtos que não
possuem componentes não são incluídos na seleção.

SELECT A.CODIGO, A.DESCRICAO, B.DESCRICAO,
B.QTDE

FROM PRODUTOS A

LEFT OUTER JOIN COMPONENTES B

ON (A.CODIGO = B.CODPRODUTO)

Neste comando todos os produtos serão incluídos
na seleção, independente de possuírem um componente. Observe que a palavra LEFT
se refere à primeira tabela do relacionamento. O mesmo comando poderia ser
descrito da forma:

SELECT A.CODIGO, A.DESCRICAO, B.DESCRICAO

FROM COMPONENTES A

RIGHT OUTER JOIN PRODUTOS B

ON (A.CODIGO = B.CODPRODUTO)

A ordem das tabelas foi invertida mas o
resultado é o mesmo. Observe mais alguns exemplos:

SELECT A.CODIGO, A.DESCRICAO, B.DESCRICAO,
B.QTDE

FROM PRODUTOS A

JOIN COMPONENTES B

ON (A.CODIGO  = B.CODPRODUTO)

WHERE A.CATEGORIA = 1

SELECT A.CODIGO, A.DESCRICAO, B.DESCRICAO

FROM PRODUTOS A JOIN COMPONENTES B

ON (A.CODIGO = B.CODPRODUTO)

WHERE A.CATEGORIA = 1 OR
A.CATEGORIA = 2

ORDER BY A.CATEGORIA,
A.DESCRICAO

FULL OUTER JOIN

Podemos
ainda combinar o uso de INNER e OUTER através do comando FULL OUTER JOIN. Neste
caso, todos os registros das duas tabelas envolvidas serão exibidas, tendo ou
não relacionamento. Observe:

UNION

Existe ainda uma segunda forma de juntar tabelas
com o comando SELECT. Através do parâmetro UNION, é possível colar o conteúdo
de duas tabelas. Veja o exemplo:

SELECT CODIGO, NOME FROM CLIENTES

UNION

SELECT CODIGO. NOME FROM FUNCIONARIOS

O resultado deste comando é a listagem de todos
os clientes e a listagem de todos os funcionários, dentro do mesmo result set.
Repare que no comando JOIN á união é horizontal e no UNION a união é vertical.

Por default, os registros duplicados são
eliminados na cláusula UNION. No exemplo anterior, se tivéssemos um cliente com
o mesmo nome e código de um funcionário, apenas o registro da primeira tabela
seria exibido. Para incluir todos os registros, independente de duplicidade,
utilize a palavra ALL:

SELECT CODIGO, NOME FROM CLIENTES

UNION ALL

SELECT CODIGO, NOME FROM FUNCIONARIOS

FUNÇÕES DE AGRUPAMENTO

São cinco as funções básicas de agrupamento:

AVG: Retorna a média do campo especificado

SELECT AVG(VALOR) FROM PEDIDOS

MIN/MAX/SUM: Respectivamente retorna o menor valor, o maior
e o somatório de um grupo de registros:

SELECT MIN(VALOR) FROM PEDIDOS

SELECT MAX(VALOR) FROM PEDIDOS

SELECT AVG(VALOR) FROM PEDIDOS

COUNT: Retorna a quantidade de itens da seleção:

SELECT COUNT(CODIGO) FROM CLIENTES

AGRUPAMENTO

Um poderoso recurso
do comando SELECT é o parâmetro GROUPY BY. Através dele podemos retornar
informações agrupadas de um conjunto de registros, estabelecendo uma condição
de agrupamento. É um recurso muito utilizado na confecção de relatórios. Para
exemplificar, temos as tabelas CLIENTES E PEDIDOS

SELECT CODCLIENTE, MAX(VALOR)

FROM PEDIDOS

GROUP BY CODCLIENTE

O comando acima retorna o maior valor de pedido
de cada cliente. Observe o resultado:

SELECT CODCLIENTE, COUNT(*)

FROM PEDIDOS

GROUPY BY CODCLIENTE

Aqui vemos quantos pedidos foram feitos por cada
cliente.

HAVING

Através do
comando HAVING podemos filtrar a cláusula GROUP BY.

Observe o comando
abaixo:

SELECT CODCLIENTE,
COUNT(*)

FROM PEDIDOS

GROUPY BY CODCLIENTE

HAVING COUNT(*) >=
2

Somente os clientes
com 2 ou mais pedidos serão selecionados. Repare que o HAVING é utilizado,
geralmente com alguma função de agrupamento. Para filtros normais, pode se
utilizar o comando WHERE. Observe o exemplo abaixo:

SELECT CODCLIENTE,
COUNT(*)

FROM PEDIDOS

WHERE DATA >
‘06/10/2002’

GROUPY BY CODCLIENTE

HAVING COUNT(*) >=
2

Repare
que o cliente número 3 apresentou apenas dois pedidos, visto que o primeiro não
possui data maior que 06/10.

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Excel usa definição de limite para efetuar soma

Você alguma já teve a
ligeira impressão que um de seus cálculos no Excel não soma ou subtrai
para o valor que você espera? Se você ainda não passou por esta
situação é improvável que você alguma vez tenha tido a necessidade (ou
curiosidade) de expandir a precisão decimal do Excel. Ou eu poderia até
dizer que você não teve o azar de cair nesta curiosa característica do
Excel.Você seria capaz de subtrair R$1.117,50 de R$1.125,80 e me dizer
qual o resultado? Na matemática mundana que aprendemos na escola, você
certamente dirá R$8,30. Mas e se eu te dissesse que este resultado está
incorreto? Que o resultado desta subtração não é exatamente R$8,30; mas
um outro número qualquer? O que você diria?

Certamente você diria que ou eu sou maluco ou devo voltar para
a escola. Porém, se você efetuar o cálculo acima no Excel você verá que
ele também não retorna a resposta que você acredita ser a correta. E
agora? Será que todos na Microsoft erraram neste detalhe simples ou
existe algo além que ainda não foi explicado?

Antes de entrar nos motivos que provam que o resultado não é exatamente R$8,30 veja a figura abaixo:

Figura 1 – Subtração incorreta ou um fantasma do Excel?

Ao efetuar a subtração o Excel retorna dois valores. O primeiro
é o tal R$8,30 que você certamente encontrou e outro é um número bem
próximo de R$8,3. Porém, próximo de R$8,30 não é a mesma coisa que
R$8,30. Então, qual resposta está realmente correta?

A resposta está no ramo da matemática conhecida como “Cálculo”.
Se você alguma vez estudou Cálculo deve ainda lembrar de “limites”.
Limites são utilizados para avaliar o resultado de um cálculo (limite)
quando um número X se aproxima de um outro número qualquer. Por
exemplo, qual o limite de 10/X quando X se aproxima do infinito,
matematicamente falando:

O que desejamos saber na fórmula acima é qual o valor que resultará da
divisão do número 10 por um número X tão grande quanto o infinito. Se o
número X fosse 10, o resultado seria 1 (10/10=1). Se o número X fosse
1.000.000 o resultado da divisão seria 0,00001. É fácil visualizar que
quanto maior for o valor de X menor será o resultado da divisão. No
limite, podemos dizer, com 100% de certeza, que o resultado será zero.

Como é impossível prever quais os números serão subtraídos ou
somados em uma planilha é muito mais prático utilizar conceitos de
limites para criar uma fórmula que possa efetuar tais cálculos com o
máximo de precisão possível. E é exatamente isso que o Excel faz cada
vez que você efetua um cálculo.

Ao observar o resultado R$8,299999999999950 podemos facilmente
ver o que foi dito acima. No limite, a parte do decimal é realmente
R$0,3. Ao arredondar o número 5, o primeiro 9 à esquerda passa para
zero e o processo continua até que o 2 seja arredondado para 3. Observe
que o resultado será verdadeiro até o décimo – quarto dígito. Se você
formatasse a célula para mostrar até a décima – terceira casa decimal o
resultado seria R$8,30.

Somente ao modificar a visualização para os 15 dígitos de precisão do Excel que é possível ver esta “anomalia”. Veja a figura:

 

Figura 2 – Diferentes precisões resultam em diferentes valores  

Fonte  

Atualização 02/01/2012: Consultar http://support.microsoft.com/kb/78113/pt
 

 

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A mão do Táhbatah



O telescópio de raios X Chandra produziu esta imagem, batizada de “Um
jovem pulsar mostra suas garras”. Neste caso, um pulsar de 1700 anos de
idade produz uma nuvem de partículas de alta energia com aparência
fantasmagórica. Essa nuvem parece tentar agarrar as manchas luminosas
acima. Esses pequenos pontos brilhantes são regiões aquecidas pela
radiação emitida pelo pulsar mais abaixo.

Fonte

Um Pulsar é uma fonte de rádio estelar emissora de impulsos de duração média de 35 milésimos de segundo, e que se repetem em intervalos extremamente regulares da ordem de 1,4 aproximadamente. O nome “pulsar” é oriundo da expressão inglesa “Pulsating Radio Source” (Fonte de Rádio Pulsante). Os pulsares também são chamados de Estrelas de Nêutron, que é definido como uma estrela que entrou em colapso ao suportar uma degenerada pressão de nêutrons. A estrela de nêutron foi teoricamente prevista pelo físico soviético Lev Landau, em 1932, e estudada em detalhes pelos físicos J. Robert Oppenheimer, Robert Serber e George M. Volkoff, de 1938 a 1939. Durante muitos anos os astrônomos duvidaram de sua existência, até que, em 1967, foi descoberto o primeiro pulsar. Desde então, a teoria dos pulsares se desenvolveu tão rapidamente que parece virtualmente correto que os impulsos rádios e ópticos emitidos pelo pulsar tenham origem na própria energia proveniente de um estrela de nêutrons em rotação. Para confirmar tal hipótese, descobriu-se a existência de alguns pulsares no interior de supernovas remanescentes, como aquele registrado na nebulosa de Caranguejo. Esse foi um dos fortes elementos em favor da teoria de que os pulsares são na realidade estrelas de nêutron.

Fonte

 

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Tu quoque

A expressão
ficou célebre pela frase de Júlio César
ao ser assassinado nos idos de março: “Até
tu, Brutus!” Assim o tu quoque é a
idéia de que ninguém pode invocar normas jurídicas,
após descumpri-las. Isso porque ninguém pode
adquirir direitos de má-fé.

Um
exemplo desse princípio é a exceção
do contrato não cumprido (exceptio non adimpleti
contractus) que estava prevista no artigo 1092 do Código
Civil de 1916 (476 do novo Código Civil). Se a parte
não executou a sua prestação no contrato
sinalagmático, não poderá exigir da
outra parte a contraprestação. Como poderia
o inadimplente exigir da outra parte o cumprimento da contraprestação
se não prestou? Não poderá invocar
a regra que descumpriu em seu benefício.

Fonte

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Pilares da Criação


Conhecidas como ‘Pilares da
Criação’, essas colunas de gás e poeira, que ocupam a região central da
Nebulosa da Águia, a cerca de 7 mil anos-luz da Terra, são um dos mais
famosos berçários de estrelas conhecidos. No topo da coluna da
esquerda, o ponto azul representa uma jovem estrela de massa quatro a
cinco vezes a do Sol.


Imagem do Telescópio Espacial Hubble mostra “Os Pilares da Criação”, localizados na Nebulosa da Águia, um berçário de estrelas pertencente à Via Láctea a 7.000 anos-luz da Terra: O BERÇO DO SISTEMA SOLAR. É sempre com deslumbramento que sentimos quando temos à nossa frente os conhecidos Pilares da Criação.

A Nebulosa da Águia, M16, é um símbolo do nascimento. É um autêntico berçário estelar. A nebulosa a “dar à luz”
as estrelas jovens é a nota mais marcante que podemos apreciar nas
imagens do Hubble e na nossa minúscula imaginação. É também algo que
nos lembra que proviemos (indiretamente das nebulosas) de outras
similares.


As nebulosas originam as estrelas que por sua vez originaram os elementos químicos que nos compõem: somos realmente filhos de estrelas. São elas que fornecem os elementos químicos que compõem o sangue, os ossos, os olhos, os pés, e tudo o que nos rodeia é fruto da evolução das estrelas. A folha que cai, suave e lentamente no ar, ou um fio de cabelo que se solta de nossas cabeças resulta de uma “tarefa diária das estrelas” como bem dizia Walt Whitman.

Fonte


As grandes nuvens de poeira cósmica conhecidas como “Pilares da
Criação” foram destruídas por uma explosão estelar (supernova) próxima.
Os cientistas acreditam que os objetos, uma das mais famosas imagens
captadas pelo Telescópio Espacial Hubble, foram destruídos há seis mil
anos, mas só poderão ser observadas da Terra daqui a um milênio.


Isso porque os “Pilares da Criação”, que faziam parte de uma formação
estelar chamada de Nebulosa da Águia, estão distante sete mil anos-luz
da Terra. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo,
o físico Nicolas Flagey, do Instituto de Astrofísica Espacial da
França, identificou e mediu a temperatura da nuvem aquecida por trás da
nebulosa e associou-a a uma supernova.


Essa explosão estelar aconteceu há cerca de oito mil anos. Quando a
onda da supernova chegar até os “Pilares da Criação”, a poeira cósmica
será varrida para longe.

Fonte

 

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Prosseguindo…

“Esta manhã, antes do alvorecer, subi numa colina para admirar o céu povoado,
e disse à minha alma: Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o
prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?
E minha alma disse: Não, uma vez alcançados esses mundos prosseguiremos no caminho.” (Walt Whitman)

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O cérebro moral

O recente caso da menina de 9 anos,
estuprada pelo padrasto e que interrompeu a gravidez, comoveu o mundo.
Mas comoção maior veio depois das críticas e julgamento moral de grupos
religiosos contra médicos e familiares que consentiram com o aborto. O
episódio ilustra uma das questões filosóficas mais antigas e que está
sendo trabalhada pela neurociência: o que é certo e o que é errado?
Esse valor moral é particular dos humanos ou outros animais também o
possuem?

A questão da origem do valor moral intrigou grandes pensadores, e
basicamente três fontes foram cogitadas. Primeiro, o que é certo ou
errado tem origem em uma autoridade divina. Os seres humanos não
interferem nisso, apenas aceitam a opção da divindade. Segundo, o que a
origem estaria na razão, ou seja, seria através da troca de argumentos
que se chegaria a uma conclusão para cada caso. Por último, cogitou-se
que a origem da moral estaria na biologia de cada espécie, no seu
conjunto genético, mas passível de interações com o ambiente.

A primeira hipótese foi contestada por Sócrates, que se baseou no
fato de que culturas que vivem sem um “Deus”, ou entidade divina
definida, possuem valores morais. Da mesma forma, culturas politeístas
também possuem valores morais. Seu outro argumento foi a falta de se
conseguir identificar uma linguagem clara da divindade. Afinal,
diversas pessoas começavam a defender pontos de vista discrepantes
baseando-se apenas no fato de que era o mesmo “Deus” que havia assim
ordenado. Como saber quem fala a verdade e quem mente?

Já Aristóteles identificou os humanos como animais sociais e sugeriu
que a moral ajudaria a resolver conflitos sociais, trazendo uma
satisfação para os elementos envolvidos. Esse ponto foi muito bem
aproveitado por Darwin, que argumentou que a moral humana deveria ter
origem nos instintos sociais, nos hábitos e na razão. Pensando assim, o
isolamento social teria um custo alto para o indivíduo, da mesma forma
que a falta de confiança entre membros do grupo. Ou seja, indivíduos
que se ajustariam às redes sociais se dariam melhor na vida, deixando
mais descendentes.

O caso do vampiro pidão
Morcegos-vampiro costumam viver juntos, são animais altamente sociais.
À noite, saem em busca de sangue e voltam carregados para alimentar
seus filhotes. Os menos afortunados pedem sangue aos vizinhos, que têm
a opção de doar ou não um pouco do que conseguiram coletar. Aí vem o
fato curioso: ao negar alimento ao vizinho, o elemento é rapidamente
marcado e não receberá nenhuma ajuda futura de nenhum outro membro da
comunidade. Basta um curto período sem alimento e os indivíduos de toda
a família morrerão de fome, na presença indiferente de todo o resto.

O caso do roedor ricardão
Apenas 3% dos mamíferos são monogâmicos. Inclui-se aí uma espécie de
roedor que, quando encontra seu par, permanece fiel até que a morte os
separe. Machos membros de uma outra espécie, quase indistinguíveis
entre si, são exatamente o contrário e não conseguem ficar com a mesma
fêmea, estão sempre trocando de parceiras, sempre preferindo a novidade
quando a escolha é apresentada. A diferença entre essas duas espécie
está na ação de um único gene, o receptor do hormônio oxitocina.
Elevados níveis de oxitocina foram relacionados com um aumento de
confiança, redução da ansiedade e pressão sanguínea e redução dos
mecanismos de defesa. É justamente esse o hormônio liberado na
lactação, responsável por manter mãe e filho unidos. Assim, nos
roedores fiéis, a presença elevada dos receptores no cérebro elevam a
sensação de prazer ao se associar a uma fêmea única. Ao contrário dos
machos infiéis, cujas redes nervosas foram geneticamente criadas para
não se saciar nunca.

O caso do macaco descolado
O cultivo da confiança entre os membros de uma sociedade pode ser uma
qualidade em alguns primatas. Nas comunidades de babuínos, a
reciprocidade e a reputação contam muito para o estabelecimento de
redes sociais. Curiosamente, o sucesso social nesse caso está
diretamente relacionado com o sucesso reprodutivo.

O caso da cenoura americana
Mas no caso dos humanos tudo é mais complicado, pois alteramos
constantemente as forças seletivas “naturais” (veja coluna passada). Um
número grande de amigos no Orkut não necessariamente coloca você em
vantagem reprodutiva e pode até ser visto como algo negativo. As
sociedades humanas se organizam de formas distintas. Criamos
instituições e essas estão sempre a julgar os comportamentos sociais,
seja com base na vontade divina (mulheres acusadas de bruxaria já
tiveram que segurar uma barra de ferro quente, só Deus poderia intervir
e fazê-las suportar caso fossem inocentes), na vontade monárquica ou na
vontade de um júri popular.

Uma explicação para o surgimento de intuições desse tipo pode ser o
grande número de indivíduos nos agrupamentos humanos. E quanto maior o
grupo, mais difícil de selecionar novos membros. Estudos recentes de
comportamento humano e em outros primatas apontam para o valor
inconsciente dos gestos. A imitação dos pares parece ser crítica, pois
sugere um funcionamento normal do cérebro e eventual lealdade com o
grupo. Empresas americanas costumam perguntar em entrevistas de emprego
que tipo de vegetal você seria. Por mais louco que possa parecer, 90%
do inconsciente americano responde “cenoura”, de primeira. Respostas
próximas, de vegetais que lembrem cenouras, são aceitáveis, mas
respostas muito diferentes indicariam um desligamento social ou
ausência da capacidade de trabalhar em grupo. O candidato pode até ser
supercriativo e competente. Mas, se não veste a camisa do time, não
será contratado.

As regras sociais humanas também variam muito, mesmo dentro do mesmo
grupo social, algo não muito comum em outros animais. Crianças aprendem
desde cedo que mentir é ruim, mas conforme crescem e ampliam as redes
sociais, a mentira passa a ter um outro valor. Criou-se até o termo
“mentira branca” para mentiras que supostamente não causam danos. Na
complexidade das relações humanas, o julgamento moral também fica mais
complexo.

Voltando ao triste caso da menina: como deveríamos agir como
sociedade se fosse descoberto causas genéticas que justificassem o
comportamento do padrasto? O mesmo valeria para os padres acusados de
abuso de crianças? O que é pior: estupro ou aborto? Não acredito que a
ciência vá gerar respostas para essas questões. É função dos cientistas
gerar dados, mas a função da sociedade é decidir o que fazer com eles.
Costumo discutir sobre questões éticas com pessoas com que me relaciono
no dia-a-dia, desde o parceiro de trabalho ao motorista do ônibus. A
tentativa é ampliar o pouco espaço para a reflexão e pensamento crítico
nas redes sociais. Em geral, esse espaço é massacrado pelas respostas
enlatadas que vêm dos jornais ou das novelas.Fonte

 

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Como o cérebro percebe o tempo

O ano de 2010 chegou como uma surpresa para muita gente. Quer dizer que os anos 90 já passaram? Uma década. Mesmo?

Pois é, passou rápido, como se tivéssemos adiantado o filme da vida.
Esse sentimento é, em geral, mais forte em dezembro e janeiro. É aí que
percebemos que não conseguimos realizar alguns de nossos objetivos para
o ano novo, os velhos hábitos continuam, aquela prometida viagem não
aconteceu. A academia, aqueles livros, ficaram para o próximo ano.

A sensação do tempo passando é relativa. Depende de uma série de
variáveis, incluindo como você lida com a situação. A verdade é que a
ciência ainda não tem uma resposta conclusiva sobre como isso ocorre em
nosso cérebro. Uma teoria sugere que existam algumas células nervosas
especializadas em contar intervalos de tempo. Outra sugere que existe
uma série de redes neuronais responsáveis por processos fisiológicos
que agiriam como um relógio interno.

De qualquer forma, ambas as teorias concordam que o cérebro não
consegue calibrar corretamente eventos que acontecem em intervalos de
tempo distantes entre si. Dados experimentais sugerem que o cérebro
interpreta o tempo passando mais rapidamente caso você esteja envolvido
em uma tarefa desafiadora, que requer mais de você. Estimulantes, como
a cafeína, tendem a induzir a sensação de que o tempo passa mais
rápido. Por outro lado, trabalhos complexos, mas enfadonhos, causam a
sensação de que o tempo se arrasta lentamente.

Além disso, eventos emocionais, como a morte de um parente querido,
parecem mais recentes do que realmente são. Às vezes, nosso cérebro
erra por meses, ou até anos. Segundo o filósofo Martin Heidegger, o
tempo persiste meramente como uma consequência de diversos eventos.
Parece óbvio, mas a ciência tem mostrado que o inverso também é
verdadeiro: se poucos eventos vêem à mente, então a percepção do tempo
não persiste. Ou seja, o cérebro subestima a passagem do tempo.

Experimentos feitos com estudantes universitários testaram a
habilidade do cérebro de estimar quando um determinado evento havia
realmente ocorrido. Foram usados exemplos populares do noticiário da TV
americana, como a morte de um artista famoso ou a renúncia de um
político. Em média, os estudantes subestimaram por três meses quanto
tempo havia passado desde o episódio real.

Esses dados não foram vistos como uma total surpresa. Num exemplo
clássico, o explorador Frances Michel Siffre viveu durante 2 meses
dentro de uma caverna, isolado do exterior e sem dicas de passagem do
tempo, como algum resquício da luz do dia. Ao final do período, estava
convencido de que havia ficado apenas 25 dias. Sem evidências externas,
o cérebro tende a condensar o tempo.

Interessante notar que a forma pela qual o cérebro fixa o tempo
relativo dos eventos é por meio da memória. Assim, quanto mais memórias
os estudantes do estudo acima tinham sobre determinado evento, menos
precisa ficava a estimativa do cérebro. É mesmo contraintuitivo: quando
mais memórias associadas sobre um determinado evento, mais longe parece
estar o evento original.

Se esse mecanismo é conservado entre as espécies, é possível que
alguns animais não sintam a passagem do tempo como nós, pois não têm o
mesmo tipo de memória de longo prazo. Ou seja, não têm consciência
temporal. Para um peixe-dourado, cuja memória dura alguns segundos, o
tempo não passa, só existe presente.

Essa mesma dinâmica pode explicar por que parece que os filhos dos
outros envelhecem mais rapidamente do que os nossos. Ora, os pais
acompanham cada resfriado, prova de escola e birra dos próprios filhos,
unindo uma série de memórias ou estímulos contínuos. Com os filhos dos
outros, o número de eventos associados a eles é reduzido.

Isso explica a sensação de aceleramento do tempo em janeiro.
Resoluções do ano passado que foram esquecidas representam apenas um
único estímulo de memória. Ao contrário, as resoluções que saíram do
papel e realmente entraram em prática serviram como estímulos
independentes, desacelerando o tempo. Enfim, se essa década de 90
passou rápido para você, talvez esteja na hora de parar de sonhar e
concretizar novos desafios.

 

Fonte

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Fases Processuais

O objetivo deste espaço é divulgar
toda a lista de fases utilizadas pelo sistema processual da Justiça
Federal de Minas Gerais. Aos poucos, mais fases serão incluídas,
facilitando, ainda mais, a compreensão dos jurisdicionados quanto às
movimentações dos processos que tramitam nesta Seção Judiciária.

Os usuários que desejarem informações a respeito de fases ainda não
disponibilizadas, podem enviar a solicitação através do link Dúvidas ou
sugestões fale com a Informática, disponibilizado na página inicial do
site.

118 – Audiência: Realizada instrução julgamento.

A instrução e julgamento é o ato processual em que o juiz se defronta
com as partes envolvidas no processo, autor e réu, a fim de ouvir o que
estas e/ou suas testemunhas têm a dizer acerca do ponto em debate.

Diz-se audiência de instrução, porque os elementos nela colhidos
servirão para formar o convencimento do juiz quanto ao ponto em
discussão. Daí, instrução, no sentido de formação, somatório aos outros
elementos já existentes. E a terminologia julgamento decorre da
possibilidade de o juiz, nessa mesma audiência, após ouvir as partes
e/ou as testemunhas, já proferir a sentença respectiva. Isso, porém,
quase nunca ocorre. O comum é que o magistrado postergue, para outro
momento, a prolação dessa sentença.

Exemplo: suponha-se um caso concreto em que alguém reclame danos
materiais contra a União, porque teria sido vítima de acidente
provocado por veículo pertencente àquela. O juiz sabe que a reparação
de danos, dentre outras normas legais, está regulado pelo artigo 159,
CC. Assim, uma vez configurada a prática do dano pelo agente público da
União, não restará outro caminho ao juiz a não ser condená-lo a
ressarcir os prejuízos que a parte autora experimentou em razão do
acidente.

Ocorre que, na maioria das vezes, a
situação fática não está devidamente esclarecida, ou porque as partes
discordam de aspectos desta, ou, mesmo, porque o juiz não se
convencera, à vista dos documentos existentes nos autos apenas, quanto
à veracidade das alegações de uma ou outra das partes. Assim, por
exemplo, poderá essa autoridade determinar que se realize audiência de
instrução e julgamento para esclarecimento se, de fato, a culpa fora
totalmente da ré (União), ou se a vítima concorrera para que o fato
viesse a ocorrer; se, nas circunstâncias, não restou outra alternativa
ao agente público, senão provocar o abalroamento da vítima etc.

123 – Baixa:

123
-1 – Carga: Retirados: o processo encontra-se fora da secretaria, em
poder de advogados que atuam nos autos ou de entidades públicas (INSS,
União Federal, CEF, Polícia Federal, etc.).
123 -2 – Arquivados: processo já julgado definitivamente, que encontra-se no Arquivo Judicial.

123 -6 – Remetidos para Execução de Sentença

O Código de Processo Civil prevê três tipos de processos judiciais: um
chamado de conhecimento; outro de execução; e um cautelar.
No processo de conhecimento, o juiz diz quem está com o direito, ou seja, profere uma sentença;
No processo de execução, executa-se essa sentença;
No processo cautelar, assegura-se uma situação fática.

Cada tipo tem seu caminho próprio.

O processo de execução significa que aquele que obteve uma sentença
favorável (chamado credor) vai obrigar o devedor ou executado a cumprir
o comando judicial que lhe foi favorável, por isso é chamado agora de
processo de execução.
Assim, a fase processual baixa-remetidos para execução de sentença
significa que aquele que obteve uma sentença favorável (por exemplo,
condenação do devedor ao pagamento de diferenças de correção monetária
do FGTS) vai iniciar a execução dessa sentença, visando obrigar o réu a
cumprir aquilo a que foi condenado.
O processo inicial, chamado de conhecimento, vai ser “baixado” para transformar-se agora no processo de execuçao.

136 – Citação: ordenada

O
termo “citação” significa uma forma de convocação ou chamamento, pelo
juiz, de uma pessoa (chamada no processo de parte ré) para se defender
das alegações feitas por quem lhe está movendo um processo judicial.
Essa pessoa que promove um processo judicial é chamada de parte autora.

A fase 136 – Citação:
ordenada – significa, portanto, que o juiz autorizou o pedido da parte
autora para convocar a parte ré . Dessa forma, o juiz vai expedir uma
ordem de citação, ou seja, um mandado judicial, convocando o réu para
apresentar as alegações que tiver, ou seja, sua defesa.

137 – Conclusos: o processo encontra-se com o Juiz para:

137 -1 – Determinar providências necessárias ao andamento do processo (despacho);
137 -2 – Decidir questões importantes no curso do processo (decisão);
137 -3 – Julgar o processo, dar a decisão final (sentença).

154 – Devolvidos c/ Despacho:


Ocorre quando o Juiz devolve para a Secretaria da Vara o processo com
despacho, após o que tal despacho deve ser publicado para ciência das
partes e advogados.

176 – Intimação/Notificação pela imprensa: Ordenada a publicação:

1 – Despacho
2 – Decisão
3 – Sentença
4 – Ato Ordinatório
5 – Edital
99 – Outros


Ocorre quando o Juiz ordena a publicação na Imprensa (Diário
Oficial/Minas Gerais) de um ato processual (1 à 5), para ciência das
partes e advogados.

178 – Intimação/Notificação pela imprensa: Publicação remetida imprensa:

1 – Despacho
2 – Decisão
3 – Sentença
4 – Ato Ordinatório
5 – Edital
99 – Outros

– Ocorre quando o teor do ato (1 à 5) foi remetido ao Diário Oficial/Minas Gerais para ser publicado.

179- Intimação/Notificação pela imprensa: Publicado:

1 – Despacho
2 – Decisão
3 – Sentença
4 – Ato Ordinatório
5 – Edital
99 – Outros


Ocorre quando a publicação do ato (1 à 5) sai efetivamente no jornal
(Diário Oficial/MInas Gerais), sendo certificado no processo para
começo de contagem dos prazos para práticas de atos.

185/9 – Intimação/Notificação/Vista Ordenada


Significa, na prática, que o juiz determinou que a parte seja intimada
de algum ato praticado (do despacho/decisão/sentença ou outro ato
qualquer) ou que a parte tenha vista do processo (de algum documento,
etc). Esta fase é passada quando o processo vai para a publicação,
antes da fase 176 – publicação ordenada.

193 – Mandado: Devolvido/Cumprido

– É quando o mandado é devolvido para a Vara, devidamente cumprido pelo Oficial de Justiça, para ser juntado no processo.

194 – Mandado: Devolvido/Cumprido Em Parte


O mandado é devolvido, mas a ordem judicial foi cumprida apenas em
parte pelo Oficial de Justiça. É o caso, por exemplo, quando o Oficial
de Justiça encontra o devedor, mas não encontra bens para penhorar.

197 – Mandado: Expedido

– É quando o mandado é efetivamente expedido pela Secretaria da Vara.

198 – Mandado: Ordenada Expedição/Aguardando Ato


É quando o Juiz manda a Secretaria expedir um mandado, que é um
instrumento que o Juiz usa para intimar partes, advogados, peritos de
atos praticados, bem como para ordenar alguma providência (por exemplo:
a penhora de bens, a busca e apreensão de processos ou coisas, etc.).
Até que o mandado seja efetivamente expedido o processo permanece nessa
fase. O mandado deve ser cumprido pelo Oficial de Justiça.

199 – Mandado: Ordenado Recolhimento


Quando ocorre algum fato que modifique a situação do processo fazendo
com que o cumprimento de um mandado não seja mais necessário, o juiz
manda recolher o mandado já expedido ou distribuído para o Oficial de
Justiça. Por exemplo: o devedor já quitou a dívida antes do Oficial de
Justiça cumprir o mandado.
Quando o mandado é expedido com algum erro, o Juiz também ordena o recolhimento.

200 – Mandado: Recolhido


o Oficial de Justiça efetivamente devolve o mandado para a Vara,
estando o mesmo cumprido ou não, por ordem do Juiz conforme acima
descrito (fase 199).

201 – Mandado: Remetido Central


É quando o mandado é remetido para a Central de Mandados, onde deverá
ser distribuído a um dos Oficiais de Justiça da Justiça Federal, para
dar cumprimento ao mesmo.

210 – Petição/Ofício/Documento: Recebida(O) Em Secretaria


Indica que petições, ofícios ou quaisquer outros documentos, vindos do
protocolo ou pelo correio, etc., chegam na Secretaria para serem
juntados nos processos.
Muito simplificadamente:
– Petição é o modo (escrito) pelo qual os advogados das partes dirigem-se ao Juiz.
– Ofício é o modo pelo qual as autoridades dirigem-se ao Juiz.

212 – Prazo:
certificado transcurso in albis: ocorre quando o prazo para praticar
algum ato no processo termina sem que este ato tenha sido praticado, ou
seja, significa que houve uma publicação para o autor ou réu, ou ambos,
e transcorreu o prazo para ele(s) se manifestar(em) sem qualquer
petição protocolada.

218 – Recebidos:

218 -1 – Em Secretaria: processo que estava fora e que foi recebido de volta na Secretaria da Vara.

218 -2 – Na Seção de Protocolo: processo que foi recebido na Seção de Protocolo da Justiça Federal.

218
-3 – Pelo Diretor de Secretaria para Ato Ordinatório: processo recebido
pelo Diretor de Secretaria da Vara para que dê anda,mento aos autos.

218 -4 – Do TRF: processo que retornou já julgado do Tribunal Regional Federal de Brasília.

218
-5 – De Outro Juízo / Tribunal: processo recebido pela vara vindo de
outro lugar (da Justiça Estadual de Minas Gerais, da Justiça de outros
Estados, da Justiça do Trabalho do Trabalho, etc.)

218
-6 – Do TRF com Recurso Pendente: processo que retornou do Tribunal
Regional Federal de Brasília, mas que não foi totalmente julgado, ainda
restando recurso(s) para ser(em) apreciado(s). Tal processo não pode
ser movimentado até que todos os recursos sejam julgados.

220-8 (Recursos contra razões apresentadas) e
220-9 (Recurso certificada não apresentação contra Razões).

As
contra-razões são a resposta ou defesa da parte recorrida. Suponha que
você foi vencedora numa ação e que a parte contrária, insatisfeita,
tenha recorrido dessa decisão do juiz que lhe foi favorável. Então,
essa parte irá apelar da sentença, a fim de que o Tribunal,
reapreciando a matéria, diga se a sentença é ou não acertada.

Porém,
antes de o processo subir para o Tribunal, você, que sofreu o recurso,
terá a faculdade de se contrapor a ele, através das contra-razões. Como
disse, trata-se de uma faculdade. Se você não quiser fazer uso dela, o
processo sobe, assim mesmo, para o Tribunal. É que o processo é uma
realidade dialética. O direito de uma parte gera idêntico direito à
outra. É o que se chama de princípio da igualdade, e também princípio
do contraditório.

222 – Remessa Ordenada:

222 -1 – TRF: o processo está aguardando para ser remetido ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília-DF.

223 – Remetidos:

223 -1 – TRF: o processo encontra-se em Brasília, no Tribunal Regional Federal, aguardando julgamento de recurso.

228 – Resposta:

228 -1 – Contestação / impugnação apresentada: apresentada a defesa do réu (aquele contra quem foi proposta a ação).
228 -2 – Informações apresentadas: apresentada a defesa da autoridade
coatora (autoridade contra quem foi proposta ação de mandado de
segurança).
228 -3 – Reconvenção apresentada: tipo de defesa que é um tipo de ação que o réu pode propor contra o autor.
228 -4 – Certificada não apresentação: passou o prazo sem que qualquer defesa tenha sido apresentada no processo.

248 – Juntada De Despacho/Decisão/Acórdão


Esta fase foi criada para ser utilizada quando o processo encontra-se
na Vara, mas está pendente de julgamento de recurso pelos Tribunais
(TRF-1ª Região, STJ e STF) – ver fase 218/6- RECEBIDOS DO TRF COM
RECURSO PENDENTE
Algumas varas utilizam quando juntam ao processo o
julgamento de tais recursos, por meio de despacho, decisão ou acórdão
(espécie de sentença dos Tribunais).
Também é utilizada a fase 103/5 – APENSAMENTO: DE RECURSO PENDENTE: REALIZADO nestes casos.

Fonte

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Cérebro Eletrônico – Gilberto Gil

O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo
Faz quase tudo
Mas ele é mudo

O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda

Só eu posso pensar
Se Deus existe
Só eu
Só eu posso chorar
Quando estou triste
Só eu

Eu cá com meus botões
De carne e osso
Eu falo e ouço.
Eu penso e posso

Eu posso decidir
Se vivo ou morro por que
Porque sou vivo
Vivo pra cachorro e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
No meu caminho inevitável para a morte

Porque sou vivo
Sou muito vivo e sei
Que a morte é nosso impulso primitivo e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
Com seus botões de ferro e seus olhos de vidro

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As macros estão desabilitadas

Finalmente achei a solução para o erro que afeta o Office 2007 sem o SP2 instalado.
Para contornar esse problema, desative a verificação antivírus em
arquivos criptografados que contêm macros. Para fazer isso, execute as
seguintes etapas:

1. Sair de programas do Office 2007.
2. Clique em Iniciar , clique em Executar , digite regedit e, em seguida, clique em OK .
3. Localize e clique em uma das seguintes subchaves do Registro conforme apropriado:
* HKEY_CURRENT_USERSoftwareMicrosoftOffice12.0ExcelSecurity
* HKEY_CURRENT_USERSoftwareMicrosoftOffice12.0PowerPointSecurity
* HKEY_CURRENT_USERSoftwareMicrosoftOffice12.0WordSecurity
4. No menu Editar , aponte para novo e, em seguida, clique em Valor DWORD .
5. Digite
um dos seguintes nomes de valor dependendo a subchave do registro que
você clicou na etapa 3 e, em seguida, pressione ENTER:
* ExcelBypassEncryptedMacroScan
* PowerPointBypassEncryptedMacroScan
* WordBypassEncryptedMacroScan
6. Clique com o botão direito do mouse no valor DWORD que você criou na etapa 4 e, em seguida, clique em Modificar .
7. Na caixa dados do valor , digite 1 e, em seguida, clique em OK .
8. No menu arquivo , clique em Sair para sair do Editor do Registro.
KB Microsoft

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Procon alerta contra prática de venda casada no comércio

A maioria das reclamações sobre venda casada registradas na
Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), órgão da
Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCD), é contra
área financeira formada por bancos e financiadoras de crédito.

O
Código de Defesa do Consumidor define a prática abusiva da venda
casada, no comércio, como “condicionar o fornecimento de um produto ou
serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como sem justa
causa, a limites quantitativos”.

Os exemplos podem ser vários como conceder um empréstimo bancário
vinculado à aquisição de um título de capitalização, abrir uma conta
corrente somente com seguro de vida embutido, contratar serviço de
internet banda larga vinculada à contratação de um determinado provedor
de acesso, cobrar taxa de consumação mínima para dar entrada ao
estabelecimento comercial. Além disso, podem estar relacionados a
diferentes áreas.

Contudo, o número de reclamações contra venda casada não é muito
expressivo, o que não significa que a prática seja incomum. Segundo a
diretora de Atendimento do Procon, Adriana Menezes, o baixo índice de
queixas pode estar relacionado ao desconhecimento do que é venda
casada, de como se configura e como pode ser denunciada.

“As pessoas não conhecem os seus direitos. Por exemplo, se estão
precisando de um empréstimo financeiro, acabam por desconhecimento e
necessidade, aceitando algo condicionado, sem questionar”, diz Adriana.

Como punição aos fornecedores que desrespeitarem as normas, cabe multa,
que varia entre R$ 212 a R$ 3 milhões, além de cassação de licença do
estabelecimento ou de atividade, dentre outras sanções administrativas.

Segundo Adriana Menezes, na compra de produto ou contratação do
serviço, o consumidor poderá aceitar a proposta do fornecedor a
depender de sua conveniência, porém, não poderá haver condicionamento
da oferta. “O consumidor tem a liberdade para decidir o que quer
adquirir ou contratar e o fornecedor a obrigação de possibilitar a ele
a livre escolha. Por exemplo, ao consumidor cabe optar por levar só o
xampu ou o conjunto (xampu + condicionador). Contudo, deve estar
disponível para a venda o xampu e o condicionador isoladamente”.

Dessa forma, a oferta de produtos ou serviços em pacotes promocionais
não configura espécie de venda casada desde que os mesmos possam ser
adquiridos separadamente, a depender da conveniência do comprador.
Fazer ofertas do tipo “leve três e pague dois” é legal, desde que o
estabelecimento apresente também o produto individualizado. “Se existe
as duas opções não se configura venda casada”, diz Adriana. O Procon
recomenda atenção aos consumidores para não serem enganados e orienta a
denúncia de qualquer ato que viole os seus direitos.Fonte: Agecom/BA – http://www.novoeste.com/news_792_Procon-alerta-contra-pratica-de-venda-casada-no-comercio-.html

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Razão e emoção – Frase do programa “Não é o que parece”

O modelo que a gente tem pra entender a vida mental, eu diria que é o modelo da música.
Você tem harmonia, melodia, timbre, rítmo. A harmonia, se você quiser de uma frase musical, vem justamente dessa combinação quase inseparável.
Entre razão e emoção, uma coisa não existe sem a outra. Mesmo coisas tão básicas, como o amor. Depende de crença, depende de razão.
A gente não ama qualquer pessoa. Por incrível que pareça. A gente tem um pouco a idealização que o amor vence barreiras, que o amor supera tudo.
Não é verdade. A gente ama pessoas em geral que tem um certo padrão estético, que tem uma certa condição cultural, que tem uma certa afinidade intelectual.
E isso tudo é uma racionalidade que está por baixo da emoção. Agora, claro, isso só não basta. Se eu só me guiar por isso eu não vou conseguir amar.
Mas dificilmente eu vou conseguir amar alguém que esteja fora desses requisitos. A mesma maneira para a razão.
Tudo que a gente quer fazer, mesmo a coisa mais simples do tipo “abre o gás pra esquentar a água pra fazer o café”. Isso é uma atitude racional.
Eu sei que se eu abrir o gás, puser a água dentro do recipiente, aquilo vai ferver a cem graus.
Porém aquilo tudo, dependendo da maneira com que eu esteja fazendo vai ser diferente.
Se eu quiser fazer um café para receber uma visita que eu gosto, para experimentar uma nova máquina, pra sair correndo para o trabalho, ou então estou fazendo um café relaxado, pra uma pessoa que chegou, que eu acho que é impertinente, e que deva ir embora, de maneira que eu não faça nenhuma questão que o café saia bom ou ruim, tudo isso está escrito nesse ato racional. 

Não é o que parece

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Viva Portugal

Em Portugal computador não tem memória. Tem apenas uma vaga lembrança.

O português foi a uma pizzaria e o garçom perguntou?
_ Quer que eu corte em oito ou dez pedaços?
_ Em oito, porque dez eu não aguento!

E os psicanalistas portugueses já estão trocando o divã pelo beliche.
Pra atender clientes com dupla personalidade.

E a Regina Casé ligou para uma portuguesa e perguntou:
_ Quem está falando?
_ Você, respondeu a portuga.

E aí diz que perguntaram pro Manoel:
_ O senhor é a favor do sexo antes do casamento?
_ Depende, se não for atrasar a cerimônia.

Diz que na recepção dum hotel cinco estrelas em lisboa tem um cartaz: “Fala-se inglês”.
Assim mesmo, escrito em português.

diz que um português estava passando pela alfândega quando o fiscal, muito gentil, gritou:
_ E aí, português, tudo jóia?
_ Não, a metade é cocaína.

E aí perguntaram para o português:
_ Você gosta de mulher com muito peito?
_ Não, pra mim dois já tá bom.

E diz que James Bond foi para Portugal:
_ Meu nome é Bond. James Bond.
_ E o meu é Quim. Joa Quim – respondeu o português

E aí perguntaram para o português se a mulher dele era boa de cama.
_ Uns dizem que sim, outros dizem que não – respondeu.

José Simão

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Enigma – Temos um saco com muitas moedas…..

Temos um saco com muitas moedas. Tirando-as de duas em duas, sobrará
uma moeda no saco.
Tirando-as de três em três, também sobrará uma
moeda.
E, assim por diante, até de doze em doze, sobrará uma moeda.

Somente quando tirarmos de treze em treze, o saco ficará vazio.
Qual é
o número mínimo de moedas no saco para que isso aconteça?

Solução:

Primeiro deve-se calcular o mínimo
múltiplo comum entre os números antecessores de 13, ou seja,
2,3,4,5,6,7,8,9,10,11 e 12.
Esse número é
27.720. 27.720 dividido por 13, dá 2.132 e sobram 4.
Se acrescentarmos
mais 1, vai sobrar 1 quando dividirmos pelos números de 1 a 12, mas vai
sobrar 5 quando dividirmos por 13.
É fácil adivinhar que o número que
for múltiplo de todos teria que ser de forma que quando dividido por
13, sobrasse 12,
porque quando acrescentarmos 1 ele ficará múltiplo de
13.
Voltemos ao número 27.720, o MMC. Ele é o múltiplo de todos. Mas quando
dividimos por 13 dá 4.
Queremos que dê 12. Ora, então é só
multiplicá-lo por 3, já que 3×4 dá 12. O número fica 3×27.720, que dá
83.160.
Ótimo! 83.160 é divisível pelos números de 1 a 12 e dividido por
13 dá 6.396 e sobra 12.
Basta acrescentar 1, e obtemos 83.161, que
dividido pelos números de 1 a 12 sobra esse 1, e com certeza é
divisível por 13 e dá 6.397.

Portanto a resposta é 83.161 moedas.

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Eufemismo – Morte de Luiz Carlos Alborghetti

Eufemismos evitáveis na reportagem sobre a morte do ex-deputado
estadual e apresentador Luiz Carlos Alborghetti, publicada nesta quarta
e destacada na home page do UOL.

No texto, lê-se que “Alborghetti criou várias frases que viraram bordão entre os defensores de políticas de segurança duras e nem sempre condizentes com o respeito à lei:
“Não tem que construir mais cadeias! Tem que construir mais
cemitérios!”; “Tá com pena dele? Leva pra tua casa! Põe pra dormir na
tua cama!” e “Foi pro colo do capeta!” são algumas delas.”

Para usar uma expressão de José Simão, “tucanaram” este texto.
 

UOL

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