Discutindo a relação

A um ano do fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva os sindicatos ligados ao funcionalismo olham, ao mesmo tempo, saudosos e angustiados para o calendário. Durante os dois mandatos do ex-metalúrgico — agora “Filho do Brasil” — as entidades nunca foram tão bem tratadas. Apesar de todos os desgastes que uma relação longa e íntima acaba causando, nenhum representante de servidor público recebeu porta na cara ou deixou de tomar o famoso cafezinho do Ministério do Planejamento.

Com a troca de guarda em 2011, as organizações de trabalhadores serão obrigadas a rever seu papel, independentemente de quem for o sucessor de Lula. Para o bem do patrão, dos empregados, mas em especial do país, novos contratos de confiança e espaços de negociação terão de ser construídos. E os limites, claro, revistos.

As táticas da faca no pescoço e do toma lá dá cá não caberão mais. A chantagem pela greve, muito menos. Em um governo de continuidade ou de renovação, artimanhas dessa natureza não vão funcionar pelo simples, mas decisivo fato de que a máquina mudou e a disposição das pessoas em participar do processo reivindicatório diminuiu.

Representatividade sempre foi um dos valores mais caros no mundo sindical. Há 30 anos, Lula conseguia encher praças e ruas com facilidade. Em assembleias que mais pareciam shows de astros pop, o líder sindical “flutuava” sobre as massas. Hoje, isso raramente acontece. E no setor público, as razões são quase óbvias: falta de identificação com as bases, acentuado grau de amadorismo, desarticulação, discurso ultrapassado. Sinal de uma era.

Ao passarem pela Esplanada dos Ministérios, os apitos e as palavras de ordem que saem do megafone só incomodam. Não instigam. “É sempre o mesmo blá-blá-blá”, reclama uma servidora do Ministério da Saúde, que na semana passada acompanhou de camarote o ato público barulhento dos servidores do Ministério do Trabalho que querem a criação de uma carreira específica e aumento salarial. A sensação de aquilo que se passava na rua era pura perda de tempo, para ela, está generalizada entre os servidores.

Futuro
Muita gente diz que a crise que assola as entidades que representam os servidores teve início quando lideranças históricas e sindicalistas de primeiro escalão trocaram o carro de som pelos gabinetes refrigerados de Brasília. Esse foi o início do processo, mas tendo a acreditar que o fenômeno do deslumbramento não fez o estrago que fez sozinho. Há outras variáveis de cunho ideológico que precisam ser levadas em consideração.

No poder, os sindicalistas imprimiram estratégias que praticamente anularam a capacidade de reação das entidades. Já fragilizadas com a perda de seus principais comandantes, restou à maioria brigar por migalhas. E todo mundo sabe que trabalhador não se contenta com migalhas. Ao ver que a agenda sindical reduziu-se a velhas bandeiras inacessíveis ou utópicas, o funcionalismo virou as costas para seus representantes, abandonou as assembleias e, assim como a servidora do Ministério da Saúde, teve a certeza de que tudo isso não passa mesmo de perda de tempo.

O futuro está aí. Os aumentos salariais foram concedidos, novos servidores não param de ser convocados, bem ou mal a infraestrutura administrativa melhorou no país. Lutar? Sim, lutar por mais. É nisso que as entidades deveriam se concentrar. O lamento pela desmobilização e a tentativa covarde de culpar o governo pelo fracasso é fácil. Difícil é alcançar os ouvidos e convencer seus próprios filiados de que uma nova agenda pode e deve ser proposta. Sem grito. Sem chantagem. Sem se deixar ser cooptado.

Efeito urna
Com a proximidade das eleições, no entanto, o ambiente fica carregado. Em busca de resultados imediatos, a turma do chinelinho abre a caixa de ferramentas: “A gente tem de arrancar desse governo o que der porque ninguém sabe como será o outro”, resume um dinossauro sindical com acesso livre aos mais altos andares ministeriais. Pobre homem. Pobre funcionalismo.

Agora mesmo, o debate que mais empolga esse senhor e alguns de seus representados é o que trata do reajuste do vale alimentação dos servidores do Executivo federal. Para eles, mais importante do que discutir as distorções que uma série de políticas equivocadas provocaram ao benefício é ver o tíquete aumentado o quanto antes. “O povo está faminto meu caro”, diz o sindicalista, apelando para uma frase de efeito.

Na lógica desse cidadão e de seus apoiadores o melhor a fazer no momento é pressionar o governo e garantir que o vale alimentação suba logo. “Orçamento? Isso não depende do Orçamento, depende de voto e isso servidor entende”, completa o cidadão do alto de sua sabedoria de botequim.

Claro que atualizar o valor de um benefício congelado há cinco anos é fundamental. É óbvio que olhando para o que é pago pelos demais Poderes fica ainda mais evidente o quanto isso é necessário. Mas daí a fechar os olhos para a realidade e sair atirando para todos os lados na tentativa de que alguma bala acerte um pardal existe uma grande diferença. Conquistas como essa, ainda que bem sucedidas, têm vida curta. Blog do servidor

Blog do servidor

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Um debate equivocado

Hage ataca proposta de lei orgânica da administração

Jorge Hage, ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), escreve neste domingo na Folha de S.Paulo um inquietante artigo no qual aponta imperfeições na proposta de reforma da lei orgânica da administração pública elaborada por juristas convidados pelo governo a rever o entulho legal.

Os disparos não são novidade. Durante a semana, Hage aproveitou a privilegiada tribuna do 2º Congresso Brasileiro de Controle Público, em Salvador, para protestar contra o suposto afrouxamento na fiscalização feita pelo Tribunal de Contas da União e pela própria CGU, que, segundo Hage, ficam patentes na proposta de reforma.

O título do artigo é “Um debate equivocado”.

Segue a íntegra:

“A partir das justas reclamações do presidente da República quanto à paralisação e ao atraso de obras de que o país tanto precisa, deflagrou-se um debate público que, na forma em que está posto, não levará a nada de útil. Serve só para acirrar ânimos e, pior, como pretexto para justificar conhecidas espertezas e mascarar incompetências.

Se há inegáveis entraves que devem ser removidos, não é menos verdade que muitas das queixas veiculadas contra os órgãos de controle e apresentadas ao presidente por certos gestores quando cobrados por atrasos não têm nenhum fundamento.

Um exemplo: uma autoridade estadual alegou ao presidente que certa obra atrasara porque a CGU considerara exorbitante o preço de alguns disjuntores, um valor insignificante diante do custo da obra: R$ 10 ou R$ 15, em uma obra de R$ 50 ou R$ 60 milhões.

Verifiquei e nada encontrei sequer parecido com isso: nem fora a CGU que fizera a tal glosa nem o montante era de R$ 15. Alcançava vários milhões de reais. Como esse, há inúmeros exemplos. Importa é colocar o debate em termos mais objetivos. A tensão entre gestores e órgãos de controle sempre existirá. E se resolve aplicando o princípio da razoabilidade.
Ninguém há de discordar da necessidade de aprimoramento dos procedimentos de controle. É indiscutível também que a paralisação de uma obra ou de um programa social é ruim para o país e só deve ocorrer como último recurso. Do mesmo modo que se responsabilizarão os culpados pelas fraudes, há que fazê-lo também quanto às paralisações descabidas.

Mas a discussão, que já vinha malposta, distorceu-se ainda mais com a divulgação de um estudo de juristas de fora do governo, encomendado (há dois anos) pelo Ministério do Planejamento com vistas a um futuro projeto de lei orgânica da administração.
Não se trata, ainda, de um projeto do Executivo, pois sua discussão mal começou. A CGU, por exemplo, discorda de grande parte do que ali se propõe para a área do controle, pois há inúmeros equívocos, inclusive conceituais, além da ausência da visão concreta que só a vivência da prática oferece.

O controle só de resultados é um ideal que pressupõe aprimoramento ainda não alcançado por nossa administração. Não podemos negligenciar o controle da legalidade e de procedimentos porque não temos, ainda, uma burocracia profissionalizada na maioria dos órgãos.

No atual governo é que se começou a restaurar a burocracia estável, que em grande parte fora substituída por terceirizações (de todos os tipos) nas últimas décadas. Isso na esfera federal. Pior ainda nas demais.

Por isso mesmo, as licitações nem sempre são baseadas em bons projetos, pois não havia capacidade nos órgãos para elaborá-los. Os editais eram (ainda são, às vezes) influenciados pelas próprias empresas licitantes. Não temos bons referenciais de preços nem de especificações. E por aí vai.

Assim, não dá para “facilitar” no controle da conformidade. O que se há de fazer, e estamos fazendo, é racionalizar ao máximo esse controle e combiná-lo com o de resultados. Procurando orientar o gestor antes que os problemas se tornem irreversíveis (controle preventivo).

Várias obras deixaram de ser paralisadas porque recebemos, na CGU, gestores federais, governadores e prefeitos para discutir os apontamentos de auditoria e encontrar soluções, levando em conta a lei e os resultados.

Além disso, fazemos uso do que há de mais moderno na tecnologia da informação para prevenir situações de risco que se revelem frequentes, mapeando tipologias de fraudes (nosso Observatório da Despesa Pública já identificou mais de duas dezenas delas só na área de licitações).

Ademais, ampliamos a transparência dos gastos, para que os cidadãos participem, cada vez mais, da fiscalização, o que tem dado excelentes resultados (o Portal da Transparência, hoje referência global, vai agora abrir páginas sobre a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016, divulgando desde os projetos até a execução). É por aí que deve evoluir o controle.

Não se trata de reduzi-lo nem de aumentá-lo, mas de racionalizá-lo, de forma a contribuir para a boa gestão, e não criar obstáculos a ela. Os obstáculos devem ser reservados para os que pretendam fraudar licitações, superfaturar obras, escamotear lucros no BDI. E, infelizmente, ainda encontramos muito disso em nosso dia a dia.

No Brasil, como no mundo, nessa área não há anjos. A corrupção, aliás, é hoje tópico de destaque da agenda mundial. Não dá para baixar a guarda.”

Blog do Servidor

O Livro de Mozilla

O Livro de Mozilla (originalmente: The Book of Mozilla) é um easter egg encontrado nos navegadores de internet Mozilla, Firefox, Netscape, SeaMonkey e K-Meleon. Pode ser visto quando na barra de endereços é digitado about:mozilla . Trata-se de informações em uma linguagem aparentemente antiga e religiosa. O conteúdo pode variar muito, dependendo de qual navegador e versão o usuário esteja utilizando. Os textos são apresentados na cor branca sobre fundo colorido (vinho ou azul). No final sempre está escrito: from The Book of Mozilla, (de O Livro de Mozilla,) e depois da vírgula são mostrados algo como capítulo e versículo.

Não existe nenhum livro com o título The Book of Mozilla na realidade. Entretanto, suas passagens são semelhantes ao livro do Apocalipse, da Bíblia. Há cinco versões oficiais dos textos (oficiais porque há versões falsas) e demonstram fatos importantes da história da Mozilla Foundation, trocando nomes e utilizando parábolas. A ordem dos cápitulos e versículos mostrados por ordem da versão são: 12:10, 3:31, 7:15, 11:1 e 11:9.

Nas versões antigas do Internet Explorer, aparece uma tela azul sem nada escrito (semelhante a BSOD), nas versões atuais, é necessário digitar res://mshtml.dll/about.moz.

O Livro de Mozilla, 12:10

A primeira versão do O Livro de Mozilla foi a 12:10 faz alusão ao dia 10 de dezembro de 1994, data de liberação da besta (Netscape). Apareceu pela primeira vez no Netscape 1.1, lançado em 1995. Esta versão se manteve até o Netscape 4.x. A mensagem exibida é:

And the beast shall come forth surrounded by a roiling cloud of vengeance. The house of the unbelievers shall be razed and they shall be scorched to the earth. Their tags shall blink until the end of days.

From The Book of Mozilla, 12:10

Na página http://www.mozilla.com/book, no código fonte HTML vê-se uma informação oculta:

<!– 10th December 1994: Netscape Navigator 1.0 was released –>
<!– This verse announces the birth of the beast (Netscape) and warns bad coders (up to Netscape 3, when you watched the HTML source code with the internal viewer, bad tags blinked). –>

O Livro de Mozilla, 3:31

Em 10 de maio de 1998, Jamie “JWZ” Zawinski mudou o verso de O Livro de Mozilla em razão de a Netscape ter disponibilizado o código fonte de seu navegador como open source e iniciado o Projeto Mozilla. O verso foi incluído em todas as versões até Outubro de 1998, quando uma modificação no código do Mozilla fez com que o easter egg fosse perdido. Em 5 de fevereiro de 2000, Ben Goodger, trabalhando para a Netscape, copiou O Livro de Mozilla para o novo código. Ele foi incluído em todas as versões subseqüentes do Mozilla (até a introdução do verso 7:15).

O verso apresentado é o seguinte:

And the beast shall be made legion. Its numbers shall be increased a thousand thousand fold. The din of a million keyboards like unto a great storm shall cover the earth, and the followers of Mammon shall tremble.

From The Book of Mozilla, 3:31
(Red Letter Edition)

Na página http://www.mozilla.com/book, no código fonte HTML há uma informação oculta que diz:

<!– 31st March 1998: the Netscape Navigator source code was released –>
<!– The source code is made available to the legion of thousands of coders of the open source community, that will fight against the followers of Mammon (Microsoft Internet Explorer). –>

O Livro de Mozilla, 7:15

And so at last the beast fell and the unbelievers rejoiced. But all was not lost, for from the ash rose a great bird. The bird gazed down upon the unbelievers and cast fire and thunder upon them. For the beast had been reborn with its strength renewed, and the followers of Mammon cowered in horror.

From The Book of Mozilla, 7:15

Versão em Português retirada do navegador Firefox 2.0:

Por fim a criatura sucumbiu e os infiéis regozijaram-se. Porém nem tudo fora destruído, pois das cinzas ergueu-se um imponente pássaro. O pássaro mirou os infiéis e lançou sobre eles o fogo e trovão. A criatura renascera com forças renovadas e os discípulos de Mamon encolheram-se horrorizados.

de O Livro de Mozilla, 7:15

Vale notar que apesar do texto ter sido traduzido o título da página permanece em Inglês.

Na página http://www.mozilla.com/book, no código fonte HTML está disposta uma informação oculta que diz:

<!– 15th July 2003: AOL closed its Netscape division and the Mozilla foundation was created –>
<!– The beast died (AOL closed its Netscape division) but immediately rose from its ashes (the creation of the Mozilla foundation and the Firebird browser, although the name was later changed to Firefox). –>

Quarta versão, encontrada no Flock:

And when the Beast had taken the quarter of the Earth under its rule, a quarter hundred Birds of Sulfur flew from the Depths. The birds crossed hundreds of mountain views and found twenty four wise men who came from the stars. And then it began, the believers dared to listen. Then, they took their pens and dared to create. Finally, they dared to share their deed with the whole of mankind. Spreading words of freedom and breaking the chains, the birds brought deliverance to everyone.

From The Book of Mozilla, 11:1

O Livro de Mozilla, 11:9

Versão em Português retirada do navegador Firefox 3:

Mamon adormeceu. E o renascimento da criatura disseminou-se por toda a terra e seus seguidores formaram uma legião. E eles apregoaram a mensagem e sacrificaram plantações com fogo, com a astúcia das raposas. E eles criaram um novo mundo à sua imagem e semelhança como prometido pelo texto sagrado e contaram da criatura para seus filhos. Mamon despertou e, veja só, nada mais era que um discípulo.

de O Livro de Mozilla, 11:9
(10ª Edição)

Este verso foi inserido no Mozilla trunk codebase em 9 de janeiro de 2008.[1][2] Ela apareceu pela primeira vez no Firefox 3.0 Beta 3.

No código HTML de http://www.mozilla.org/book, este verso é acompanhado pela seguinte anotação: <!– 9th November 2004: Firefox 1.0 is officially released –>
<!– The worldwide support of Firefox fans leads to its success, illustrating the power of community-based open source projects. –>

A parte “Mamon despertou e, veja só, nada mais era que um discípulo.” Ilustra a atualização do Microsoft Internet Explorer, que nada mais trouxe se não recursos do Mozilla Firefox, como as “Abas”, estas renomeadas no Microsoft Internet Explorer para “Guias”.

Diga não às drogas – Luis Fernando Veríssimo

Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papode “experimenta, depois, quando você quiser, é só parar…” e eu fui nadele. Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de “raiz”,”natural” , “da terra”, que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do”Chitãozinho e Xororó” e em seguida um do “Leandro e Leonardo”. Achei legal,coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cadavez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de “Amigo” e acabeicomprando pela primeira vez.

Lembro que cheguei na loja e pedi: – Me dá um CD do Zezé de Camargo eLuciano. Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente eele me ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisaleve… “Banda Eva”, “Cheiro de Amor”, “Netinho”, etc. Com o tempo, meuamigo foi oferecendo coisas piores: “É o Tchan”, “Companhia do Pagode”, “Asade Águia” e muito mais. Após o uso contínuo eu já não queria mais saber decoisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizessemexer a bunda como eu nunca havia mexido antes, então, meu “amigo” me deu oque eu queria, um Cd do “Harmonia do Samba”. Minha bunda passou a ser ocentro da minha vida, minha razão de existir. Eu pensava por ela, respiravapor ela, vivia por ela! Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perdeefeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais . . . Comecei afreqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí quecomeçou a minha decadência. Fui ao show de encontro dos grupos “Karametade”e “Só pra Contrariar”, e até comprei a Caras que tinha o “Rodriguinho” nacapa.

Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinhacrescido muito em função do pandeiro, meus polegares já não se mexiam por eupassar o tempo todo fazendo sinais de positivo. Não deu outra: entrei paraum grupo de Pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma “música”que não dizia nada, eu e mais 12 infelizes dançávamos alguns passinhosensaiados, sorriamos fazíamos sinais combinados. Lembro-me de um dia quandoentrei nas lojas Americanas e pedi a coletânea “As Melhores do Molejão”. Foiterrível!! Eu já não pensava mais!! Meu senso crítico havia sido dissolvidopelas rimas “miseráveis” e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estavatravado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir.Cheguei ao fundo do poço, no limiar da condição humana, quando comecei aescutar “Popozudas”, “Bondes”, “Tigrões”, “Motinhas” e “Tapinhas”. Comecei ater delírios, a dizer coisas sem sentido. Quando saia a noite para as festaspedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outrosdrogados, usuários das drogas mais estranhas; uns nobres queriam me mostraro “caminho das pedras”, outros extremistas preferiam o “caminho dostemplos”. Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aosradicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: a droga limpa.

Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram únicacoisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro:doses cavalares de Rock, MPB, Progressivo e Blues. Mas o meu médico falouque é possível que tenham que recorrer ao Jazz e até mesmo a Mozart e Bach.Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarema esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não sepreocupam com a sua saúde, por isso tapam sua visão para as coisas boas e teoferecem drogas.

Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável,consumível, descartável e distante; vai perder as referências e definharmentalmente.

Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, senão puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte: Não ligue a TVno Domingo a tarde; Não escute nada que venha de Goiânia ou do Interior deSão Paulo; Não entre em carros com adesivos “Fui … ”

Se te oferecerem um CD, procure saber se o suspeito foi ao programa da Hebeou se apareceu no Sabadão do Gugu; Mulheres gritando histericamente é outroindício; Não compre nenhum CD que tenha mais de 6 pessoas na capa; Não vá ashows em que os suspeitos façam gestos ensaiados; Não compre nenhum CD que acapa tenha nuvens ao fundo; Não compre qualquer CD que tenha vendido mais de1 milhão de cópias no Brasil; e Não escute nada que o autor não consiga umaconcordância verbal mínima. *Mas, principalmente, duvide de tudo e de todos.* A vida é bela! Eu sei que você consegue! Diga não às drogas.

Correr atrás do vento – Lição de Jovens, 14 de fevereiro de 2007

Em algum ponto de sua vida, a maioria das crianças tentará realizar
a tarefa aparentemente simples de pegar uma folha que é levada pelo vento.
A essa altura da vida, a maioria de nós já sabe que essa tarefa
geralmente não é tão simples quanto parece. Bem cedo na
vida começamos a entender que não podemos ver o vento e, com freqüência,
não podemos dizer para onde ele vai. As pessoas que vivem no Caribe e
nas áreas propensas a tornados aprendem a respeitar o vento por causa
de seu poder.

Tanto a Bíblia quanto a História mencionam Salomão como
uma das pessoas mais sábias que já viveram neste mundo. Contudo,
durante toda a sua vida, uma pergunta predominou em seus lábios: “Qual
é o propósito da vida?” Nascemos, e depois morremos. Mas
entre nosso nascimento e nossa morte, onde encontramos realização?
Em Eclesiastes 6:1, Salomão
chama essa questão de uma “coisa muito triste que acontece neste
mundo”. Seu próprio relato nos primeiros capítulos de Eclesiastes
mostra que ele tentou realizar seus desejos de muitas maneiras. No entanto,
durante a maior parte de sua vida, a satisfação o iludiu como
o vento. O vinho não o satisfez, nem a prata ou o ouro. Quer parecer
que a satisfação nesta vida é quase como o vento. Você
sabe que ele está lá, mas não consegue pegá-lo.
Salomão conclui que mesmo que uma pessoa vivesse dois mil anos, ainda
morreria procurando o propósito da vida (Ecles.
6:6).

Ensinamentos das mães

Minha mãe ensinou a valorizar o sorriso…
“Me responde de novo e eu te arrebento os dentes!”

Minha mãe me ensinou a retidão.
“Eu te ajeito nem que seja na pancada!”

Minha mãe me ensinou a dar valor ao trabalho dos outros..
“Se você e seu irmão querem se matar, vão pra fora. Acabei de limpar a casa!”

Minha mãe me ensinou lógica e hierarquia..-.
“Porque eu digo que é assim! Ponto final! Quem é que manda aqui?”

Minha mãe me ensinou o que é motivação…
“Continua chorando que eu vou te dar uma razão verdadeira para você chorar!”

Minha mãe me ensinou a contradição…
” Fecha a boca e come!”

Minha mãe me ensinou sobre antecipação….
“Espera só até seu pai chegar em casa!”

Minha mãe me ensinou sobre paciência…
“Calma!… Quando chegarmos em casa você vai ver só…”

Minha mãe me ensinou a enfrentar os desafios…
“Olhe para mim! Me responda quando eu te fizer uma pergunta!”

Minha mãe me ensinou sobre raciocínio lógico…
“Se você cair dessa árvore vai quebrar o pescoço e eu vou te dar uma surra!”

Minha mãe me ensinou medicina…
“Para de ficar vesgo menino! Pode bater um vento e você vai ficar assim para sempre.”

Minha mãe me ensinou sobre o reino animal…
“Se você não comer essas verduras, os bichos da sua barriga vão comer você!”

Minha mãe me ensinou sobre genética…
“Você é igualzinho ao seu pai!”

Minha mãe me ensinou sobre minhas raízes…
“Tá pensando que nasceu de família rica é?”

Minha mãe me ensinou sobre a sabedoria de idade…
“Quando você tiver a minha idade, você vai entender.”

Minha mãe me ensinou sobre justiça…
“Um dia você terá seus filhos, e eu espero eles façam prá você o mesmo que você faz pra mim! Aí você vai ver o que é bom!”

Minha mãe me ensinou religião…
“Melhor rezar para essa mancha sair do tapete!”

Minha mãe me ensinou o beijo de esquimó…
“Se rabiscar de novo, eu esfrego seu nariz na parede!”

Minha mãe me ensinou contorcionismo.-..
“Olha só essa orelha! que nojo!”

Minha mãe me ensinou determinação..-.
“Vai ficar aí sentado até comer toda comida!”

Minha mãe me ensinou habilidades como ventrílogo…
“Não resmungue! Cala essa boca e me diga por que é que você fez isso?”

Minha mãe me ensinou a ser objetivo…
“Eu te ajeito numa pancada só!”

Minha mãe me ensinou a escutar …
“Se você não abaixar o volume, eu vou aí e quebro esse rádio!”

Minha mãe me ensinou a ter gosto pelos estudos..
“Se eu for aí e você não tiver terminado essa lição, você já sabe!…”

Minha mãe me ajudou na coordenação motora…
“Ajunta agora esses brinquedos!! Pega um por um!!”

Minha mãe me ensinou os números…
“Vou contar até dez. Se esse vaso não aparecer você leva uma surra!”

brigadão mãe !!!