JotaPêAh!

Não é o que parece…

em 15/10/2009 13:27:19
Em 2002, a Psicologia brasileira completou 40 anos da promulgação da lei que regulamenta a profissão de psicólogo no país. Os Conselhos Federal e Regionais de Psicologia, ao considerarem a complexidade das relações humanas em um mundo globalizado e as conseqüências destas para a constituição da subjetividade, oferecem de presente à sociedade brasileira uma perspectiva de refletir sobre os seus problemas, a partir da dimensão subjetiva.

A série Não é o que Parece!, produzida em parceria com o canal Futura e o Conselho Federal de Psicologia, fala sobre preconceito, exclusão social, violência, trabalho, liderança, desigualdades sociais e identidade de grupos sociais e é composta por oito programas de 30 minutos cada um.

Gravados no Rio Grande do Sul, Pernambuco e São Paulo, tratam de questões atuais. Para discutir estes temas, foram colhidos depoimentos de pessoas que viveram as situações e emoções abordadas em cada dos episódios.

Os programas transmitem ao telespectador, de forma simples e objetiva, as contribuições que a Psicologia pode dar em relação à compreensão e transformação do mundo em que vivemos. A finalidade é divulgar a leitura da Psicologia sobre problemas sociais importantes que enfrentamos dia-a-dia. Cada episódio mostra que para compreendê-los é imprescindível levar em conta os modos de subjetivação, sob pena de subtrair aquilo que é uma experiência fundamental ao ser humano: o seu sofrimento psíquico.

Finalmente os links para os vídeos foram corrigidos!!! Abaixo estão as descrições de cada programa; ao clicar no título do programa, uma janela abrirá com o vídeo.



Com Quem Você Pensa que Está Falando?
Como é que se constrói o sentimento de subalternidade? O que faz uma pessoa se sentir inferior à outra? Na história do nosso país, no dia-a-dia de uma rotina que reforça a desigualdade social surgem sentimentos, medos, lembranças, ansiedades que muitas vezes a gente não percebe mas que modificam a forma de percebermos o mundo. Frases feitas que insistem em tentar se tornar realidade, tais como: “Você sabe quem está falando?” ou “Manda quem pode, obedece quem tem juízo” ou ainda “ Coloque-se no seu lugar” refletem muito desta dimensão subjetiva.

A partir de um porteiro chamado Severino (é proposital a referência ao poema de João Cabral de Melo Neto), residente em Copacabana, no Rio de Janeiro, e prefere andar pelo elevador de serviço, este episódio pretende discutir o conceito de humilhação social. Um representante da pastoral carcerária, a organização Fala Preta de São Paulo, dados do IBGE e do Human Rights Watch, a ASMARE (uma associação de ex-moradores de rua) fazem parte das matérias deste episódio.


Eu Lembro, Logo Eu sou.
De que forma a sociedade seleciona e constrói suas memórias? Um povo, uma comunidade, constrói sua identidade a partir da memória? Como a memória pode ser viva? Como em um jogo da memória este programa é um convite para pensar de que forma lembranças, sentimentos, medos fazem parte do que a pessoa lembra e conseqüentemente do que a pessoa é. Pessoas de três capitais brasileiras são convidadas a contar suas lembranças boas e ruins. Uma família troca relatos sobre uma aventura vivida em conjunto mas que gerou lembranças bem diferentes. Representantes do Mangue Beat explicam como a memória pode ser viva. Uma idosa anda pela cidade de São Paulo e reencontra lugares de seu passado hoje bastante modificados. Um episódio rico em sentimentos muito bem guardados..


Indivíduo e Coletivo
O que é mais importante? O tijolo ou a parede? Construir um projeto coletivo ou ter seu próprio projeto de vida? Como se constrói esta relação? Ela é natural? Se não é, como é que a dimensão subjetiva atua e constrói esta relação? Uma criança nasce em uma tribo indígena, outra em um projeto coletivo e outra em uma cidade grande. Quais são as diferenças? O que se espera delas? Que sentimentos, medos, esperanças envolvem isto? Em uma cidade grande é comum se valorizar o indivíduo, mas então o que causa a presença de mendigos? Como nascem os projetos solidários? Em um projeto coletivo se valoriza o grupo, mas o que acontece quando alguém quer ter seu próprio projeto? Para discutir a dimensão subjetiva neste episódio matérias com o grupo Nós do Morro, em uma república da USP, em um acampamento do MST e em uma cooperativa de pescadores.


Você Tem Medo de Quê?
Você Tem Medo de Quê? Você tem medo porquê? As vezes o medo pode ser maior do que sua causa? A forma como construímos o medo e o que contribui para isto é o tema deste episódio. Uma criança de 6 anos que tenta dormir mas não consegue, aquele medo prazeroso dos filmes de terror, o medo de morrer, o histórico medo do mar, medos urbanos, fobias, são discutidos neste programa sob a ótica subjetiva. É possível enfrentar o medo? Medo pode gerar medo, que gera ainda mais medo. Desconstruir esta corrente é um dos objetivos deste episódio. Entrevistas com especialistas e com comunidades que vencem o medo no seu dia-a-dia. Você lembra do bug do milênio? Se você parar para pensar talvez o medo surgido depois dos atentados às torres gêmeas e ao Pentágono, nos Estados Unidos, no dia 11 de setembro do ano de 2001 tenha sido maior que o acontecimento em si. O medo de doenças como a AIDS, principalmente quando do surgimento da doença, é combatido diariamente com a informação. “Você tem medo de quê?” apenas faz as questões, cabe a você responder.


Liderança: Profissão Impossível
Como se constrói um líder? Ele é realmente necessário? Nem sempre foi assim. O que se espera então? Qual o papel da liderança? E do liderado? É possível representar a todos? Então será que é possível ser um líder? Estas são algumas das questões deste episódio. A galeria dos líderes, dos liderados, um jogo para se tornar uma liderança e a opinião de pessoas do Recife, Porto Alegre e São Paulo são alguns dos elementos utilizados para discutir um tema tão complexo. Quais são os sentimentos, medos, as expectativas, que constróem a relação com a liderança? E com liderados? Apesar da imediata associação com a política, ser uma liderança é mais do que isto. Existem novas formas de liderança que surgem diariamente em comunidades, grupos, associações, entre outros. Entrevistas com Itamar Silva da comunidade do Santa Marta, no Rio de Janeiro, e com outras lideranças ajudam a discutir a dimensão subjetiva da liderança.


Trabalho, Trabalho
Quais sentimentos, problemas, pensamentos cabem no mundo do trabalho? Quais ficam de fora? Como é que casa e trabalho se confundem no cotidiano? Essas são algumas das perguntas que o programa sugere e que fazem parte da dimensão subjetiva. O trabalho se torna o centro da vida das pessoas sem que se perceba as conseqüências desse fato. Uma fábrica de sapatos onde a operária que produz mais de dez mil sapatos por ano possui apenas três, digitadores de uma empresa que raramente se lembram do que escreveram depois de passarem horas digitando e uma entrevista de emprego com candidatos diferentes com o mesmo currículo são algumas das matérias do episódio. Em três capitais do país, as pessoas na rua discutem sua relação com o trabalho. A professora Gisley fala sobre o Mal de Burnoult e uma representante da CEERT – Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdade – são algumas das pessoas que se especializaram em discutir esta relação tão especial e que comentam este epísódio.


Viva a Diferença
Olhe a sua volta! O mundo não é só o que você vê, existem muitos sentimentos, desejos, emoções e lembranças que nem sempre percebemos, mas que atravessam e determinam nossas vidas. Este é o tema do programa Viva a Diferença, que discute as percepções de igualdade e diferença presentes em nossa sociedade. Com base em questionamentos do tipo – existem profissões exclusivamente femininas e masculinas, homens e mulheres são mesmo diferentes, qual o limite entre igualdade e diferença – foram entrevistados um homem que ganha a vida fazendo bordados, uma motorista de ônibus, um transexual, dois casais de homossexuais e duas pessoas com necessidades especiais. Eles relatam suas experiências de vida e explicam como aprenderam a conviver com o preconceito e com o fato de serem considerados “diferentes”.


Razão e Emoção
Por que dizemos que alguém é mais racional ou mais emotivo? Será que realmente é possível separar estes sentimentos? O que valorizamos de um e de outro? Como aprendemos a ser mais emotivos ou mais racionais? Discutir a dimensão subjetiva da razão e da emoção é discutir diretamente nossa forma de ver o mundo. Este episódio fecha a série e não é por acaso, por ser quase um resumo da discussão ao longo dos diferentes episódios, ele é o que abrange a dimensão subjetiva da forma mais ampla. O psicanalista Jurandir Freire Filho é uma das pessoas que contribuem para esta discussão. Afinal, será que o ser humano é dividido? Quais são as conseqüências desta clivagem?

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